quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O pior de 2014



O burlesco Cavaco


Coitado, não se dá conta do ridículo a que chegou!
Nem da ilegitimidade de envolver a senhora na pantomina.


Dois pequenos traficantes parlamentares


Pequenos porque foram paus mandados de interesses repudiados pelos concidaddãos e se encolheram quando a revolta popular teve eco jornalistico.

Traficantes porque traficaram a reposição de mordomias a deputados "reformados" da Assembleia da República.


Impunidade de burlões bancários


A falência do BPN, que nos custou muitos cortes em reformas de gente muito frágil.

E agora a do BES, com uma família a afundar um banco, um brupo e a partilhar gordos nacos de corruptas comissões da compra dos dois submarinos.

E todos os irreponsáveis à solta!


Corrupção como forma de "governo" em Timor


Os zunzuns andavam no ar há muito, mas a expulsão do polícia e dos magistrados portugueses é mais que que uma certeza, é um autêntico certificado notarial.

Só o desespero de terem a justiça cada vez mais próxima dos seus negócios escuros levou os corruptos instalaos nos mais altos escalões do "estado" timorense àquela decisão.

Desmacarados, fingiram virgindade de putas velhas, mas o mundo ficou a saber que apenas são estadistas fingidos.


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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O melhor de 2014


O acolhedor Parque Florestal de Monsanto


O também conhecido por pulmão de Lisboa, são 900 hectares de carvalhos, sobreiros e pinheiros, azinheiras, tojos e medronheiros, loureiros, piornos e figueiras, já para não falar no lódão bastardo e na fartura de silvas que esperam pela tua visita.

Além dos muitos equipamentos desportivos e parques de merendas enovelados por boas estradas, pistas e trilhos mil a pedir descoberta.

Estás à espera de quê!?


O ano das pernas


Não, não é uma alternativa às designações chinesas dos anos, nada tem a ver com horóscopos esotéricos nem sequer se trata de tirada publicitária. 

É apenas, pura e simplesmente, o reconhecimento do quanto Portugal destapou as pernas das mulheres.

Ainda no ano passado, nalgumas escolas, se alvitravam regulamentos a impor limites às minissaias das alunas. Esses regulamentos não viram a luz do dia e o que se viu este ano foram pernas e mais pernas, tudo ao léu.

De repente, num ápice, o verão encheu-se de pernas ao léu sem quaisquer limites.

Não há ecos nacionais, católicos, pudorosos ou islâmicos, a esta tendência, mas se alguma reação é evidente é de que o país ficou mais arejado. Pelo menos uma parte dele...


Um Juiz contra corrupção


No Portugal em que um "juiz" esquizofrénico condena quem se defende a soco de ladrão infiltrado na própria casa, um juiz com "unhas" para prender um ex PM é obra.

Obra digna de realce e de apreço nacional, porquanto a fraude fiscal, o branqueamento de capitais e a corrupção de que é suspeito dilaceram Portugal.

E é com decisões destas que  os concidadãos podem recuperar alguma esperança na justiça.

Melhor, sim, melhor é possível, e podia começar pelo desentesourar do processo em que Sócrates e o condenado Armando Vara trocaram palavras, palavras cortadas a mando do então PGR Pinto Monteiro e do ex-presidente do STJ Noronha do Nascimento.


A frase do ano


"Há três anos que Cavaco é um vice-primeiro-ministro"
Marisa Matias
Bloco de Esquerda

Sem comentários, dado o carácter lapidar da frase que caracterizou 2014.


domingo, 28 de dezembro de 2014

Língua de trapo em conversa de raspão


Eu sei, tu contastes-me.



Oh, Ministério da Educação, fazei cartazes, pintai murais e ponde anúncios na Júlia Pinheiro.

Carregai nos MUPI, na publicidade institucional da 2 e mandai pregoeiros às feiras que o Portas visitava antes da sua irrevogável trafulhice.

E até à bruxa que lê cartas e signos na Tv seria bom encomendar rezas ou exorcismos.

Tudo encomendas urgentes.

Urgentemente fazei saber que a 4ª pessoa do singular é um podre fruto do segmento Cavaco. Fruto da ignorância negligente que importa contrariar com diligência.

Não fosse o Ministério da Educação ser esse lentíssimo ministério...

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Concurso de mentiras

 Ou mentirosos à compita!?


Cavavo, o PR ainda em Belém, fez uma arenga natalícia a proclamar um 2015 difícil.
http://sol.pt/noticia/120851

Entretanto, ainda essas palavras não se tinham evaporado, e eis que Passos, PM para mal de Portugal, prometeu menos nuvens negras para 2015.
http://expresso.sapo.pt/passos-coelho-menos-nuvens-negras-e-horizonte-aberto-para-2015=f904004#ixzz3N2YoUsBy


Em que ficamos?

O mesmo país e tão antagónicas declarações, apesar da mesma economia, da mesma enorme dívida pública, e das mesmas sombras sobre a autenticidade dos políticos, quase sem exceção!!!

Quem mente mais?

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O mais duro dos cristais amacia generais



Generais trabalham informação, estudam equipamentos, definem estratégias, treinam e comandam tropas. Em forças armadas normais de países normais.

E fazem golpes de Estado!

Golpes militares são recorrentes em África, mas em Angola não os há. A trela que aquieta generais tem vários nomes, um deles é de minas de diamantes.

Generais angolanos são donos de empresas de mineração diamantífera.

E Rafael Marques explica porque generais são "mineiros" em vez de guerreiros.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Besuntos




Aparecem lambuzadas,
fingidos beiços, vermelhões,
mostram cabeças vergadas
a trapaceiros vendilhões.


Escravas da propaganda
do mentiroso "parece",
calam o "ser" em debanda;
os besuntos como prece.


Os olhos enfarruscados,
toda a fronha pintalgada,
poros e pêlos tapados,
a beleza renegada.


Mesmo carinhas larocas
sarapintam com esfregalho;
depois das tintas baldrocas
conquistam ar de espantalho.


Nem muito finas pestanas
se safam desta borrada,
os olhares por persianas
dão sinal de carneirada.


A decadência assumida,
cativas da impostura,
natureza reprimida,
a cara caricatura.


Só mulher inteligente,
de lucidez comprovada,
assume contracorrente:
sorri de cara lavada.




© Manuel A. Madeira
16 de Dezembro de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Amêijoas




António, bom companheiro,
as amêijoas pedem vinho!
O branco, pró cozinheiro
o tinto pede o grupinho.


Coentros, cebola, louro,
olha lá, não te retrates,
refogado é teu pelouro,
assim tenhas tu tomates.





Manuel A. Madeira
11 de Outubro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2014

Contra a mutilação genital feminina



Contra este desumano crime comandado pela ignorância, alimentado pelo fanatismo pretensamente religioso e mascarado de cultura.


Se é verdade que as épocas determinam os comandos culturais, não o é menos que o conhecimento os muda.


Muda tanto que o que ontem foi prática abençoada, anos ou séculos depois salta para os códigos penais em sanções arrastadas pela ciência e pelo sentimento coletivo. Mas muitas vezes é preciso dar um empurrão.


É o que estes murais fazem no Largo do Intendente.


Embora muitos mais empurrões sejam necessários enquanto aquele crime contra civilizacional não for banido. De Portugal e do Mundo.

Empurremos, pois, rapidamente, a mutilação genital feminina para os baús da história.


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

"Tribunal" europeu abençoa piratas somalis


Tribunal condena França a indemnizar piratas!!!

Ou a total perversão de valores europeus

Ou a Europa nas garras de burocratas

Ou juristas alimentam chacota mundial

Ou a cobardia europeia no seu melhor

Ou Tribunal enxovalha França e União Europeia

Ou Despedimento imediato dos juízes-palhaços



A história conta-se em três parágrafos e a sentença é abaixo transcrita em francês. A versão integral está aqui: http://hudoc.echr.coe.int/sites/eng/Pages/search.aspx#{"languageisocode":["ENG"],"documentcollectionid2":["JUDGMENTS"],"itemid":["001-148661"]}

1. Sete piratas somalis atacaram e dominaram a tripulação de um navio que navagava ao largo da Somália.

2. Militares franceses atacaram os piratas, mataram um e prenderam e enviaram os restantes para França.

3. Os piratas, assistidos por advogados, processaram França, tendo o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenado o país libertador do navio pirateado e da tripulação refém a indemnizar os criminosos.

Não se trata de uma sentença, é um brutal atentado contra a segurança de pessoas e bens. É uma crápula utilização de rodriguinhos jurisdicionais para apoiar o crime de pirataria e perpetuar a impunidade dos piratas.

Mas tem, provavelmente, uma consequência positiva. Doravante, nenhuma força militar europeia fará prisioneiros sempre que atacar piratas. Abate-os lo local do crime. E bem.



i) à chacun des requérants, 5 000 EUR (cinq mille euros), plus tout montant pouvant être dû à titre d’impôt, pour dommage moral ;
ii) à M. Abdulhai Guelleh Ahmed (requête no 54588/10), 7 272,46 EUR (sept mille deux cent soixante-douze euros et quarante-six centimes), plus tout montant pouvant être dû à titre d’impôt par le requérant, pour frais et dépens ;
b)  qu’à compter de l’expiration dudit délai et jusqu’au versement, ces montants seront à majorer d’un intérêt simple à un taux égal à celui de la facilité de prêt marginal de la Banque centrale européenne applicable pendant cette période, augmenté de trois points de pourcentage ;

São estes os palhaços
Mark Villiger, président,
Angelika Nußberger,
Boštjan M. Zupančič,
Ganna Yudkivska,
Vincent A. De Gaetano,
André Potocki,
Aleš Pejchal


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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Uma letra que é marca de irresponsabilidade



As estradas portuguesas têm marcos e esses marcos marcam distâncias e marcam igualmente a natureza da estrada.

Os tempos mudam, mudam as tipologias e há que fazer ajustamentos. Certo.

O que está completamente errado é uma estrada portuguesa ser identificada com uma letra inexistente na nossa língua.


A letra que se vê a anteceder o 374, o И é do alfabeto cirílico e não existe no bielorrusso. http://pt.wikipedia.org/wiki/%D0%98

Como jamais deveria ter sido escrita na sinalização de qualquer estrada portuguesa!

Muito provavelmente, o projeto de pintura dos marcos daquela via terá previsto a da letra N, que significa Estrada Nacional.

Tenha sido por puro desleixo, por a obra ter sido executada por escreventes de cirílico ou analfabetos portugueses, a verdade é que tamanho engano é intolerável. De uma irresponsabilidade gritante.

Afinal é Nacional ou Regional!?

Mas se nem empreiteiro nem dono da obra, nem capataz nem pintor, deram pelo erro crasso, impõe-se agora a sua correção. Paga por quem a cometeu e não pelo Zé Povinho!

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