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terça-feira, 22 de junho de 2010

Justiça europeia é miragem




Audiência para analisar extradição de Vale e Azevedo foi hoje adiada pela sétima vez http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=176565


Condenado em Portugal a 11 anos e meio de prisão, o burlão vive em Londres como um nababo e faz gato-sapato da justiça britânica.

Os que põem os tribunais e os juízes britânicos num altar bem podem tirar o cavalinho da chuva. Apesar das perucas caricatas e dos babetes ridículos, os juízes de lá têm ido nas manobras dilatórias que tanto censuramos aos de cá.

Onde está a expedita justiça anglo-saxónica? Estará corroída pelos procedimentos burocráticos que no RU condenam ao “continente” ou há manobras políticas em que aquela gente é useira e vezeira? Ou é ainda pior?

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Porque Nicolau Santos não tem razão



No EXPRESSO do último sábado, Nicolau Santos afirma que "é inadmissível que obras que começaram há um ano sejam agora suspensas por uma decisão do Tribunal de Contas, que contraria o acordo livremente assinado"  entre a Mota-Engil e as Estradas de Portugal.

O Director adjunto daquele semanário certamente se lembrará de que Portugal é um estado de direito, isto é, as várias actividades são reguladas pela lei, não sendo lícito que cada um aja como lhe dá na real gana. Ora, há uma lei dos contratos públicos que tem de ser respeitada e que o Tribunal de Contas respeitou.

Não é por acaso que se fala em ordenamento jurídico, o conjunto articulado de leis, jurisprudência e doutrina; em suma, a moldura normativa aplicável a cada acto ou actividade. Daí a intervenção do dito tribunal, velando para que a lei seja cumprida nos contratos em que o Estado Português é parte, incluindo o articulado do próprio contrato. Obviamente antes de ser executado...

Seria bonito se não houvesse ninguém de olho em contratos de tantos milhões, como Nicolau Santos muito bem sabe! A recusa do visto Tribunal de Contas significa apenas que encontrou lacunas, condições ou valores sem fundamentação legal. O certo é que cumpriu a lei: não meteu o bedelho no contrato com a construtora de António Mota só para atrasar uma obra pública.

O mesmo não se pode dizer de Mário Lino, o Ministro das Obras Públicas que autorizou o arranque da obra sem confirmação (visto) de que o contrato era escorreito.

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