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sábado, 19 de abril de 2014

Figurinha a fingir figura

 

Alguns 'laranjas' confessam-se "fartos" de Assunção Esteves
http://www.noticiasaominuto.com/politica/205730/alguns-laranjas-confessam-se-fartos-de-assuncao-esteves?utm_source=vision&utm_medium=email&utm_campaign=daily

E os outros portugueses!? Estamos todos fartos, fartíssimos, do fartote de caricaturas da D. Assunção.

Uma consulta a imagens Google e é-nos apresentada uma vasta galeria dos seus esgares.

A agressão oral aos capitães de Abril, foi a última, mas não a mais grave. Quem não se lembra de, perante manifestações de Cidadãos na AR, a senhora ter alegado tratar-se de ato criminoso.

E o Expresso já lhe leu a sentença ao publicar esta frase coveira:

Assunção Esteves nunca foi tida como muito sã da cabeça
http://expresso.sapo.pt/assuncao-esteves-nunca-foi-tida-como-muito-sa-da-cabeca=f865421

Mas Portugal precisa de figuras de Estado, gente com envergadura para o representar, não figurinhas destas, sem estatura de estadista nem aptidão psicológica. O apego ao poleiro não basta. E afinal nem poder tem, de tanto ter caído no ridículo. Ombreia com outras figurinhas da corte do Passos, com destaque para o Relvas.

Pois os social-democratas bem podiam desfartar-se dela: bastava mandarem-na para casa à moda soviética (salvar as aparências):

Por motivos pessoais, sua excelência, bla bla, pediu dispensa das funções a que tanto brilho imprimiu.

[ O brilho dos flashs sobre os seus descontrolados comportamentos, as suas posturas anedóticas e os seus dizeres de pompa oca. ]
 


Humor negro

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domingo, 7 de outubro de 2012

Passos numismático?


Autor desconhecido merecedor da devida vénia.
 

Acabadinha de chegar, trazia a legenda Nova moeda de Euro.

Hum, talvez sim, talvez não, e lá fui espreitá-la. Observei atentamente e à primeira vista não me pareceu o perfil do Durão, não senhor, que ele, desde que está em Bruxelas, está redondo, redondo que nem um texugo.

Excluída esta versão numismática, dei comigo a pensar em que alma encaixaria tal perfil.

Matutei, matutei, dei não sei quantas voltas ao miolo e só então bati com a palma da mão na testa. Como é que não percebi logo...

Acredite, caro leitor, estimada leitora, até pode ser um anteprojeto de nova moeda europeia, pode, claro que pode, mas se for mesmo, é pela certa uma encomenda portuguesa.

Quem se espantaria que tivesse sido desenhada mediante requisitos pensados entre Belém e a S. Caetano!? Lembremo-nos que Cavaco e os barões do PSD já mandaram tantos recados ao Passos, tantos, sem nunca terem resposta, que a medalha já pode ser uma antecipação do seu futuro político imediato.

E não será a falta de data no tão desejado óbito político a atrasar a entrada da moeda em circulação. Basta olhar para a cara do PPC dos últimos dias, a dum cadáver político balbuciante...

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nem o humor poupa a Grécia

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Observada do ponto de vista do Cidadão grego, a imagem traduz a asfixia da esperança.

As notícias carreiam sequência de ciclos enleados; quando as coisas parecem encaminhar-se para algum bom-senso para com aquele país, logo aparece um alemão a empurrá-lo borda fora. Mesmo que mascarado de cordeiro sorridente...

Haverá pior tempero que humor negro português na catástrofe grega!?


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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Falsa mas inspirada

Sem comentários para não mutilar o humor.


Portugueses perguntam se Duarte Lima não quer ir “mostrar” Maricá à senhora Merkel
http://www.imprensafalsa.com/305158.html

[Falsa é nome do pasquim]

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domingo, 21 de agosto de 2011

Ereções eternas


Sempre me surpreendi com as prometidas 70 virgens que talibãs de meio mundo prometem a quem empurram para o suicídio assassino.

Porquê 70 e não 18 ou 140!? E porque não um número mais redondo, umas 100 virgens ou mesmo 1000? Já que vão desta para a eternidade, poderiam achar que 70 é parco prémio para tamanho martírio.
As minhas interrogações adensaram-se agora. O livro 1509 – A batalha que mudou o domínio do comércio global, de J. Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas, dá que pensar.
Há lá um sábio que alude às ereções eternas dos eleitos do paraíso. Eterno é o sempre, o nunca mais acabar. Vem-me à baila, coisa de incréu impenitente, o fartar vilanagem. E é aqui que a porca torce o rabo.
Como é que qualquer abençoado por ereção eterna se contenta com um número finito de virgens!?
E aqui começa um enredo conceptual de alto lá com ele! Em catadupa, atropelando-se desabridamente, vêm-me ideias tantas e tão emaranhadas que não sei para que lado me hei-de virar. Para não vos transmitir a minha confusão deixo aqui apenas umas tantas.
Que faz o eterno ereto às virgens depois de as converter? Abandona-as, serão descartáveis? Onde pára a justiça celestial que não lhes permite os seus próprios êxtases, sabido que nem sempre os primeiros acordes são o melhor das partituras.
E depois de convertar as 70 o divino prémio caduca?
E às não virgens estará vedado o paraíso ou não serão suficientemente paradisíacas para um ereto eterno? Não terão estas direito a divinal folguedo?

Isto, já para não falar da igualdade em que porfiamos há muito. Uma mínima transposição para o além faria às eleitas do paraíso a justiça da untura eterna. Às virgens e às tarimbadas.
Todavia, essa igualdade no martírio seria um tormento celestial. As tímidas faíscas virginais aos poucos dariam em labaredas bacanais afogando em ais as eternas ereções.

E por aqui me fico, que isso já são versículos de outros manuais.
!!!!!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Enfeite eleitoralista

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À procura de cartazes da campanha para as próximas legislativas, dei com isto no sítio do CDS: http://esteeomomento.cds.pt/. Clique na imagem para se aperceber melhor da dimensão da coisa.

Não surpreende, pois Portas é malabarista de muitos recursos. Chapéus, boinas e capote alentejano é com ele e agora mostra a sua versão campónio em camisa de seda.

O que importa mesmo é perceber a atitude do político.
Quererá imitar Louçã, catrapiscando votos daquelas bandas? O certo é que o estilo bloquista é compatível com uma vasta gama de ambientes, entrando com naturalidade na sala do lavrador e na cozinha do caseiro.
Ao contrário, a figura de Portas, “démodé” de muitas décadas, não abre muitas portas. Os camionistas não andam assim e as tascas acabaram há muito.
Se a ideia é passar a mensagem de machão, a Bobone desanca-o mal lhe ponha a vista em cima. Como lhe farão os eleitores.

PP não se deu conta que a direita prefere gente sóbria, circunspeta e austera. São pessoas que olham de esguelha as traquinices do candidato, mesmo que lhes defenda os valores marialvas, coisa de outros tempos, tal como o piroso enfeite populista.
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Energia da microbicharada

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Publicado no “Proceedings of the National Academy of Science”, um estudo prevê que biliões de bactérias ligadas a eléctrodos possam alimentar de energia certos aparelhos.  Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=49278&op=all
Por este andar ainda terei um telemóvel com uma caixinha de micróbios em vez de bateria.

Quando estiver disponível vou comprar com caixa reforçada para os bicharocos não contaminarem as miudezas do telefone. Nem me fazerem brotoeja.
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Contos de encantar


Acabei de receber a imagem e ainda está fresca, mesmo fresquinha. Tão tão, que nem tive tempo para refletir sobre ela.

É que ma mandaram sob o título Conto de fadas e fiquei atolado na dúvida, uma dúvida do tamanho do atoleiro para que o visado nos empurrou.

Por isso mesmo me pergunto: Não será conto do vigário?


A grande e merecida chapelada ao autor desconhecido pela sua bela, oportuna e expressiva montagem.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Os sacrifícios que Cavaco não partilha

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Cavaco Silva quer "justiça na distribuição dos sacrifícios" http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1847449

Ótimo, pois que dê o exemplo, para não soar a falso. Diga aos concidadãos do que prescinde.

Enquanto esperamos, imagino o seu sacrificado discurso com as recomendações do consultor de imagem em parentisis reto.


Portugueses [pausa breve]

Neste momento difícil para Portugal [arraia miúda], quero partilhar com todos [enfatizar todos] os meus sacrifícios de estadista solidário.

Sabeis bem [esta fórmula cai que nem ginjas a Norte do Mondego] que tudo farei para que tenhamos uma verdadeira partilha de sacrifícios, incluído o supremo magistrado da Nação. [careta "financeira"]

Tanto quanto possível, já se vê [careta "patriótica"], pois sou uma figura de Estado e o Estado tem de ser digno, mais digno que os seus pobres Cidadãos [cara de pau].

A primeira grande medida de poupança presidencial foi a de eu próprio ter prescindido do ordenado de PR. Muito antes [esgar de Estado] da chegada da troica, o que mostra bem o meu amor à pátria. Não me queixo; ainda tenho umas reformas dos poucos anos em que trabalhei.

Também passarei a receber os embaixadores num fato normal [cerrar sobrolho], sem aba de grilo nem risquinhas de novo rico.

E irei almoçar em casa, a da rua do Possolo, que fica mais à mão, pagando do nosso bolso o que comemos e bebemos. Eu e a minha mulher [olhar enlevado], claro, sempre são duas pessoas a menos a pesar no Orçamento de Estado.

E nos jantares oficiais no Palácio da Ajuda, já dei ordens rigorosas para serem servidas feijoada "light" e mão de vaca confitada.

[Pausa longa]

Ciente da imperiosa necessidade de cortar na despesa corrente primária, reduzirei o número de fiéis do PSD ainda aboletados na presidência [ler depressa].

Como medida adicional, farei aos assessores e tradutores, aos peritos e conselheiros e aos consultores mais dótores o que fiz ao Lima: despeço-os por uma porta e voltam logo pela outra. [cara de pau +]

Ponderei igualmente os ganhos económicos que as minhas deslocações ao estrangeiro têm para o nosso país. Tomei, por isso, uma decisão de grande impacto.

Portugueses [bebericar para evitar pigarreio ruidoso]

Os encargos dessas viagens serão, doravante [uma palavra à Camões magnetiza], transferidos para o orçamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Assim mandam as regras de transparência dos países que, com estóica determinação, enfrentam a troica.

Finalmente [breve pausa e queixo erguido] quero dizer aos portugueses, olhos nos olhos, algo de que muito me orgulho, a suprema prova do meu desinteressado serviço público, do meu total desapego pelos cargos e dinheiros públicos.

Portugueses
[inspiração profunda]

Comunico-vos, com profundo sentido de Estado e sentido patriotismo, que desisto, por ora, da minha exigência de aviões novos para me transportar.

A Força Aérea garantiu-me que os Falcon só por azar aterram de emergência em Itália e que o céu me há-de proteger quando nele viajar. [pôr ar místico]

Tenho dito. [sair de cena em passo lento, entregando displicentemente a A4 ao oficial às ordens]


O refrão os portugueses conhecem-me, intercalado amiúde, aumenta, ainda mais, o efeito encantatório da retórica oca.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sócrates – 100% silicone

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Isso mesmo, plástico; plástico puro, sem pinga de sangue nem uma gota de remorsos.

Mentiu-nos duplamente. Afiançou que não precisávamos de ajuda externa e, ainda essas palavras não tinham poisado, já dizia que nunca seria PM com o FMI portas adentro.

Pois ele cá está e estará com os outros parceiros troiquianos, chamado pelo mesmo Sócrates que nos enterrou em dívida externa insustentável.

Só os mais distraídos não repararam que, nos últimos tempos, as idas ao mercado eram semanais. Ir ao mercado é pedinchar o que devíamos ter para pagar o que gastamos. E metemo-nos na boca do lobo sabendo bem como os tais investidores são especuladores. José Sócrates foi o obreiro de tal sujeição!

E ontem ao discursar sobre as condições do empréstimo da troica, não largou os analgésicos, com maior desfaçatez que a dos credores. O cinto é muito suave, não aperta quase nada, respirem fundo que nem dói como podia doer. Da dimensão do empréstimo tróico e do tamanho da nossa língua de palmo, nada! Só panaceias.

Tudo lido com olhos de carneiro mal morto, sem sinal de emoção, como se não estivesse a desdizer-se da retórica ainda morna. Já poucos o levam a sério e a sua corte, ansiosa pela conservação da quota de empregabilidade, talvez tenha injetado silicone no protetor.

Ao solidificar, o silicone tornou Sócrates num autómato, dependente a 100% do teleponto e do chip que lhe alimenta a verborreia inconsequente.

Entretanto, os portugueses estão indignados a 100%.

É o que dá 0% da credibilidade de Sócrates, 0% da estabilidade de Passos e 0% da autenticidade de Portas. Além do 0% dos outros predicados dos restates atores do teatro de S. Bento.

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Turismo britânico renova chamariz

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O Reino Unido dá hoje um rombo no orçamento, porém, aclamado por incondicionais dos chapéus repolhudos das madames empoadas, igualmente extasiados com a policromia dos cavaleiros em marcha nupcial.

Muitos súbditos da maior quase democracia* europeia, acotovelar-se-ão em bicos de pés à espreita de dois jovens a dar o nó.

E Cidadãos dos quatro cantos do mundo foram de propósito a Londres na ânsia os vislumbrar, nem que seja por um instante, como se eles não fossem de carne e osso!

Em boa verdade, não é um enlace normal, pois não é normal que a cidade fique pejada de cagalhões à passagem de noivos normais. Neste caso é gentileza dos cavalos que levam o chamariz ao altar!



Raros se queixarão, pois a sumptuosidade fútil, roupagens medievais e cagalhões na via pública são uma bênção turística, atraem multidões.

É um investimento de retorno garantido. A economia local rejubila!

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* Por definição uma monarquia não elege o topo, além de sustentar um magote de inúteis. Só a República pode ser democrática.

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

A tróica e a mão de vaca

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Azafamado à cata de boas notícias, vou ignorar os 23 milhões que o casamento de dois humanos vai custar aos súbditos britânicos. É um financiamento encoberto, à revelia da União Europeia, uma ajuda encapotada aos agentes turísticos e a toda a respetiva cadeia de valor. Não alinho em ilegalidades.

Os outros milhões, os 25 que Obama dará aos contra Kadafi, também podem não ser um bom negócio. Ainda não se sabe quem são estes opositores e eu oponho-me terminantemente a quem não garante liberdade religiosa. Ainda por cima mesmo aqui nas nossas barbas, do outro lado do Mare Nostrum.

De manhã falaram-me em mais milhões, os que a administração eleitoral irá aplicar para que a barraca das últimas eleições não se repita. Continuo sem a boa notícia, pois foi-me prometido um virtuoso Cartão de Cidadão com funções eleitorais e o tortuoso número de eleitor continua a azucrinar-nos.

Abro o Expresso ponto pt e continuo na mesma: Pacheco Pereira não acredita no Sócrates. Nem eu; onde está a novidade? É isto notícia!?

Mais abaixo, descubro a foleirice com que José Lello renega ter chamado foleiro a Cavaco. Aqui, azar o meu, até tenho duas más notícias: Um "socialista" que não pensa ou pensa ao retardador e o branqueamanto do Cavaco que, quando PM, liquidou a nossa agricultura. Você, caro leitor e estimada leitora, se tiver dúvidas, vá às bancas de fruta dos superes e veja a origem do que vendem. Onde estão as laranjas da Vidigueira? Nem uma! E os laranjais lá vão murchar…


Bom, não posso desiludir, tenho de dar boas notícias. No ténis do Jamor há bons resultados, enquanto na energia poupamos €350 milhões em importações. E a DECO vai dar dicas à tróica.

Esta última, foi um achado: é a boa notícia do dia do Formigarras.

Foi uma excelente ideia. Quem melhor que a defesa do consumidor para dizer aos senhores de Bruxelas, de Frankfurt e de Washington que a receita FMI é muito perigosa para a retoma económica!?

Talvez persuada a dita tróica que, se muitos portugueses apertarem o cinto, o mercado dos coiros cai a pique!? E com ele toda a fileira do cabedal, da pecuária à curtimenta. Chegar-se-á ao dramático ponto de não retorno, com os pobrezinhos sem dobrada nem mão de vaca e adeus retoma, lá se vai a alavancagem da procura interna.

Quero muito o sucesso da DECO.


HN

???

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Convertidos em caçadores

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Convertidos em caçadores de votos de iletrados:

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cidadãos e políticos

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Um dia, um florista foi cortar o cabelo. Depois do corte, perguntou quanto devia. O barbeiro respondeu:

– Não é nada; esta semana faço voluntariado.

O florista saiu todo contente. No dia seguinte, ao abrir o estabelecimento, o barbeiro encontrou uma dúzia de rosas com um cartão de agradecimento.

Mais tarde, chegou o padeiro para cortar o cabelo. Quando quis pagar, o barbeiro disse:

– Não posso aceitar dinheiro esta semana, pois faço voluntariado.

Feliz, o padeiro sai todo contente e, no dia seguinte, deixa à porta do barbeiro uma dúzia de biscoitos, com uma palavra de agradecimento.

Depois, também veio um autarca e quando pretende pagar, o barbeiro responde:

– Não, esta semana é grátis. Faço voluntariado!

O autarca sai da barbearia encantado com a surpresa. No dia seguinte, quando o barbeiro chega, uma dúzia de autarcas estão à espera, fazendo bicha para cortar o cabelo gratuitamente.

Eis, meus amigos, a grande diferença entre os cidadãos comuns e os políticos que nos governam!!!


Nota da Redação
Chegou em francês e o departamento multilingue do Formigarras só traduziu. E ficou autarca por ser o mais próximo do original, embora simbolize muitos políticos da nossa praça.

Não se sabendo quem é o autor, mantém-se, contudo, a chapelada ao criativo, qual soldado  desconhecido da batalha pela ética política.

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domingo, 14 de novembro de 2010

Dois convertidos

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Convertidos em caricaturas

Timor-Leste poderá vir a comprar, em breve, títulos de dívida pública portuguesa, disse hoje em Macau o presidente timorense, José Ramos-Horta. A SIC avançou que a ideia partiu de José Sócrates. http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1710563&seccao=CPLP


Sócrates, que tudo usa para para se manter à tona.

E Horta por alinhar na anedota.
Um Estado-ilusão, cuja segurança é garantida gratuitamente pela Austrália e por Portugal e sem dinheirio para mandar cantar um cego, vai comprar dívida nossa!!!

Se Timor gastar mais do que 1 cêntimo em Títulos do Tesouro português sofrerá sérios desequílibrios orçamentais, não!?

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sábado, 13 de novembro de 2010

Muito sabidos

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Vaticanos lhes chamou o autor.

Uma espécie milenar com pezinhos de lã e unhas afiadas, sorrisos profissionais e hipocrisia latente.


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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Bruxa má e oito anões

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Sócrates é bruxa má, etiquetou Miguel Relvas. Perante esta inovadora nomenclatura, vou já actualizar o meu catálogo político, cuja obsolescência seria pecaminosa.

O próprio Relvas, com tão eloquente tirada, atinge o insigne estatuto de catatua. Falta o conto de encantar onde caminhe, bamboleante, pelo tapete vermelho a caminho das asperezas da governação pátria.

O seu chefe, por contraste com o bruxa má, é o Branca de Neve, embora PPC tenha umas nódoas feiosas na sua alva candura. Nódoas do elitismo na saúde e na educação. E a nódoa de o seu padrinho de negócios parecer o patrocinador tático. Do atirar hoje o que amanhã retira não se fala, que a Branca de Neve também não era perfeita. Nem tão teatral.

Louçã, com aquele arrastar verborreico, impante de saber, certezas intocáveis, dono da moral boa, passa bem por Lobo Mau na fantasia do secretário-geral do PSD.

Fernando Nobre é um querubim. Envolto num celestial manto verdinho, a condizer com a sua frescura política, paira graciosamente sobre a família mais chegada, toda ela bem acomodada num ninho humanitário.

O Alegre concorrente é Peru grulhando em voz cava a solidariedade poética com a classe operária, esses coitados. Passarão com longo poleiro, uma pata no PS e outra no BE, ora debica a choruda reforma de meses na Emissora Nacional, ora se deleita com o subsídio parlamentar de reinserção social. Clamando a sua aura anti-fascista de Argel.

Paulo Portas revelou-se escorregadio na catalogação. Gralha ficava mal. Não estava mal, mas beliscava um político belicoso. Corvo também não, insinuava analogia com a sua penca, que não cabe neste rol. Fica metrónomo, que tem a harmonia do rugido, a melodia do pica-pau e a solenidade do cacarejo.

Francisco Lopes, o candidato presidencial do PC, é o frango taxionómico. É obvio, não!? Selecionado para ser assado na brasa, esturricado nuns 5 ou 6%, não deixa de ser um infeliz galinácio que papagueará a cassete antes de ser recolhido pelo Comité Central, chamuscado, mas são e salvo.

Ah, e o recandidato, o que há largos meses faz campanha mascarada de tabu!?

A sua inércia, o apetite por aviões novos e o ar emproado são atributos de pavão. De pavão de pena riscada, dada a adorada pompa e excelsa sobranceria de sua esselência.

As ações da SLN não são para aqui chamadas, os outros candidatos é que as chamarão à campanha.

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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ministro, vendedor ou simples demagogo!?

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Ministro anunciou apoios para os
agricultores afectados pelos incêndios

Desenvolvimento da notícia:

Ministro da Agricultura com agricultores no Soajo

Nunca, até hoje, tinha visto um ministro em flagrante manipulação como este Serrano. Na primeira imagem, a sua familiaridade postiça lembra o vendedor que felicita os compradores de um carro em segunda mão.

Na segunda parece um bombeiro em tarefa de consolação, dando-se ares de psicólogo consternado. Psicologia de chico-esperto.

Tenho vergonha desta falta de vergonha.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Taxionomia esclavagista

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58 portugueses acusados de escravizar em Espanha

Organizados em 13 clãs, angariariam, controlariam e explorariam outros portugueses com dependências ou debilidades mentais http://www.publico.pt/Sociedade/58-portugueses-acusados-de-escravizar-em-espanha_1451433


Reino: Esclavagista

Classe: Pato-bravo

Ordem: Fura-vidas

Género: Sanguessuga

Estirpe: Chico esperto

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sábado, 7 de agosto de 2010

Espantalhas

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Muitas jovens nem imaginam o que será um espantalho, embora eles ainda se avistem um pouco por todo o país. Espantalha, nem pensar, pois os dicionários que consultei fizeram-me negaças.

Afinal em que ficamos, o que é uma espantalha e como se fabrica? Vamos ao facto e à ficção. Espantalho, quem quiser saber, vá ao http://www.priberam.pt/dlpo/.

Espantalha é uma figura feminina desfigurada por besuntos, mascarada com tintas e escondida  de si própria. Este é o facto.

A ficção é que essa desfiguração se faz sob a alegação mercantil de que é em benefício da beleza. Converter uma rapariga normal numa espantalha começa cedo. Desde menininha lhe enchem o frágil miolo com mitos, convenções abstrusas e vacuidades feitas verdades por via da ganância e da ignorância, de frustrações e mediocridade, tantas vezes dos próprios pais.

Mas o negócio está bem oleado e só mulheres que usam o cérebro descodificam a propaganda. Vejamos o Metro de 15 de Julho, que titula: Uma cara para sorrir ao Verão. E recomenda truques para a testa, para o nariz, bochechas, lábios e pele.


Imagino que quem siga a receita tenha receio de sorrir, com medo de danificar o emplastro. E dar uma saudável gargalhada nem pensar, pois se há-de sentir uma melancia com casca quebradiça.

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