sábado, 7 de agosto de 2010

Bem-vindo Tridente


Chegou há pouco o novo submarino português, o NRP* Tridente.

Seria bom que se resolvessem os enleios das contrapartidas, já que os fumos de corrupção com a sua compra, esses, são outro capítulo.

As contrapartidas têm sido, em várias compras, de difícil execução, quando não nebulosas. A tal ponto que, há tempos, o fornecedor se propounha entregar um terceiro submarino a troco das contrapartidas.

Dessa forma limparia um pouco a imagem com que os alemães ficaram neste negócio. E a marinha ficava com capacidade de garantir a permanente presença de um destes navios no mar.


[* NRP - Navio Republicano Português]


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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Um lisboeta especial




Qualimetria




Bocage: Todas dão a greta

Manuel Maria du Bocage



Não lamentes, oh Nise, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado.


Dido foi puta, e puta dum soldado;
Cleópatra por puta alcança a c'roa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado.


Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que inda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil porras expirou vaidosa.


Todas no mundo dão a sua greta:
Não fiques, pois, oh Nise, duvidosa
Que isto de virgo e honra é tudo peta.

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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Queda iminente

Depois da contundente Carta aberta de ontem, o ainda procurador-geral da República perdeu o pé, sem apelo nem agravo.

Quando magistrados dizem que a hierarquia do Ministério Público está moribunda por falta de capacidade para exercer poderes, Pinto Monteiro fica à deriva, sem bóia.

Mas a acusação de parcialidade, constante do quesito dezoito, equivale a sentença transitada em julgado:

... são por de mais evidentes as dificuldades de um exercício independente do cargo de Procurador-Geral da República.

O que Portugal suspeitava é trazido à tona sem eufemismos e, por mais piparotes que dê, é impossível a Monteiro recuperar o fôlego.

Na hora em que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público publicou a Carta aberta, a legitimidade do actual PGR esfumou-se.

Ele, que adora aparecer, não tem televisão que o absolva do mais que certo naufrágio.

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Liga Guineense dos Direitos Humanos


A Liga Guineense dos Direitos Humanos aparece regularmente nas notícias por boas razões.

Desta vez, foi a propósito da agressão a três mulheres por não concordarem com o casamento forçado de uma delas.

É uma mão amiga dos mais frágeis e uma voz contra poderes ilegítimos, mesmo que fundados na força bruta ou em tradições medievais.

É uma parte da Guiné sadia.

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Falsa fé de amotinados na Constituição

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As Forças Armadas da Guiné-Bissau condicionam a vinda de qualquer força estrangeira a um entendimento da classe política, que terá de fazer uma lei nesse sentido, e ainda ao respeito pela Constituição. (Lusa)

Depois das notícias de que as chefias militares teriam anuído à presença desta força, aquela condição saiu da reunião de hoje de todos os comandantes com o topo da hierarquia. Poderá significar a desautorização do golpista-chefe Indjay.

Daí que este tardio amor constitucional cheire a rastilho retardador. Sendo poeira para os olhos da opinião pública, pode ser manobra de ganho de tempo para organizarem a reação à força de estabilização.

Se os satélites da “comunidade internacional” já estiverem de olho nas movimentações de equipamento podem evitar muitas baixas.

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Contra a Mutilação genital feminina


Que ainda se pratica... em Portugal!

Sem que os crimonosos sejam presos, nem sequer se fazendo grande esforço para os apanhar e levar a julgamento.


Carta aberta, guerra aberta

O texto é integral, na versão publicada pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Publico em http://www.smmp.pt/?p=9881#more-9881.

Formigarras só lhe acrescentou alguma cor e tamanho ao título.
Nem acentos retocámos.


CARTA ABERTA
AO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA



1.O Estatuto do Sindicato dos Magistrados do Ministério Publico (SMMP) estabelece para a instituição, entre outras funções, a de pugnar pela dignificação da magistratura do Ministério Publico, objectivo e referência que não podem ignorar-se, sobretudo em momentos de crise, profunda, como a que atravessa, neste momento, o Ministério Publico.

2.O SMMP comemora este ano o seu 35º aniversário e a sua história está ligada à actual configuração desta magistratura. É uma instituição respeitada e ouvida, participativa e envolvida nos processos legislativos na área da justiça.

3.Ao longo da história do SMMP, o Ministério Publico foi dirigido pelos Procuradores-Gerais da República Arala Chaves, Cunha Rodrigues e Souto Moura, os quais, apesar de algumas divergências, sempre reconheceram nesta entidade um interlocutor legítimo, válido e imprescindível. As relações institucionais foram, assim, sempre marcadas pelo respeito mútuo. Respeitavam o SMMP como estrutura representativa dos magistrados do Ministério Público e eram respeitados, com naturalidade, pelos magistrados e pelo seu sindicato.

4.Nunca se desculparam que os fracassos, que também tiveram, se devessem a falta de poderes hierárquicos sobre os magistrados do Ministério Público. Estes reconheciam-lhes autoridade. Não apenas em função dos poderes legais e estatutários que exerciam, mas sobretudo devido ao respeito pessoal e institucional que sempre mereceram.

5.O Juiz Conselheiro Pinto Monteiro, ao contrário dos antecessores, manifestou desde o início um profundo desrespeito pelo SMMP. Olvida que, ao fazê-lo, desrespeita em simultâneo os magistrados do Ministério Público de todos os graus hierárquicos, que, ocupando vários cargos na estrutura hierárquica, se revêem no seu sindicato. Foi assim com a Direcção anterior. É assim com a actual, a qual, talvez por isso, foi legitimada pela maior votação de sempre.

6.Apesar disso, não contou esta Direcção, no acto de posse, com a presença do Procurador-Geral da República, em contraste, e até com desconsideração, pelas várias entidades políticas e judiciárias presentes.

7.As relações entre o Juiz Conselheiro Pinto Monteiro e o SMMP são, assim, praticamente inexistentes. Reduzem-se aos mínimos que o decoro e a sensatez nos aconselham a não ultrapassar.

8.Entretanto, e paradoxalmente, deu V. Exª ao SMMP o protagonismo e a relevância que nunca teria em circunstâncias normais, determinando muita da nossa acção em defesa do prestigio desta magistratura, nunca antes tão diminuída e descredibilizada.

9.Elegeu o SMMP como o seu alvo preferencial. Habituou-nos, habituou os portugueses, a apontar publicamente o dedo a bodes expiatórios dos seus insucessos e fracassos. Especializou-se em endossar a terceiros responsabilidades exclusiva ou maioritariamente suas.

10.É, de todos, o Procurador-Geral da República com mais poderes na história da nossa democracia. Teve o engenho e a arte de acrescentar aos dos seus antecessores novos poderes, inéditos, inconstitucionais, inexplicavelmente concedidos pela maioria parlamentar na legislatura anterior.

11.Como dissemos há um ano atrás, a hierarquia do Ministério Publico está moribunda. Não por falta de poderes, agora reforçados, mas da falta de capacidade para os exercer. Por mais que lhos confiram sempre lhe parecerão poucos.

12.Há muito que o SMMP afirma que o Ministério Público tem falta de verdadeira hierarquia: não a obcecada por percentagens, não a do “quero, posso e mando”, não a da visão militarizada, mas daquela que, por directivas, ordens e instruções uniformize formas de actuação, fazendo do Ministério Público o efectivo garante de uma Justiça igual para todos, independentemente da sua condição social, cultural, económica ou outra.

13.O desafio que lhe lançamos é que, de uma vez por todas, explique aos portugueses que poderes são esses que insistentemente reclama sem nunca nomear.

14.Dá-se hoje a circunstância de termos no topo da hierarquia alguém cuja concepção da magistratura do Ministério Público é desconhecida e misteriosa. Apenas por contraposição com a actual configuração constitucional e legal do Ministério Público, e com as ideias do sindicato, nos permitimos adivinhar as de V. Exª.

15.É certo que tem instigadores, cujo pensamento é mais claro e nos permitem percepcionar os seus. Sempre criticaram os poderes, que consideravam excessivos, dos Procuradores-Gerais anteriores. Agora pretendem reforçar-lhe os seus.


16.Não se exima, assuma os que tem. Esquece-se V. Exª que o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), cujo desempenho é desde há muito questionado, embora com uma Directora Coordenadora cuja comissão de serviço já foi renovada por duas vezes neste seu mandato, a ultima das quais em Fevereiro passado, depende directamente de si sem interferência de outros níveis hierárquicos? Ou será que só agora V. Exª deu conta que nem tudo corre ali como seria suposto? A reorganização do ineficiente sistema de inspecções, Senhor Juiz Conselheiro Pinto Monteiro, há quanto tempo se arrasta penosamente no Conselho Superior do Ministério Publico (CSMP) a sua discussão e votação, instrumento tão importante para a avaliação do mérito quanto V. Exª tendencialmente culpabiliza os seus inferiores hierárquicos dos insucessos do Ministério Público? A manutenção em situação de ilegalidade, conforme vêm sinalizando eminentes juristas, do actual Vice-Procurador Geral da Republica, cuja carreira mereceria melhor epílogo que aquele que lhe reservou, é o exemplo que nos quer transmitir? O poder, de mais que duvidosa legalidade, de indeferir porque injustificado, um pedido de aceleração processual mas, concomitantemente com isso, estabelecer prazos para finalização de investigações em curso, interferindo directamente na estratégia da investigação e na escolha e selecção das diligências consideradas necessárias e pertinentes, assim comprometendo investigações? O poder de determinar inquéritos de natureza disciplinar e instaurar processos-crime a titulares de processos criminais como resposta a exigências de terceiros com interesses conflituantes com os da investigação? A gestão da Procuradoria-Geral da Republica ignorando as competências do CSMP, órgão previsto na Constituição da República?

17.O que os acontecimentos dos últimos dias demonstram à saciedade é a absoluta importância da autonomia de cada magistrado do Ministério Público na condução do inquérito: só assim podem obedecer apenas à lei, com objectividade, isenção e imparcialidade, imunes a qualquer tipo de pressão ou interferência.

18.Autonomia tanto mais importante quanto são por de mais evidentes as dificuldades de um exercício independente do cargo de Procurador-Geral da República.

19.Saiba V. Exª que este Ministério Publico, que teima em configurar à sua imagem e semelhança, como se de feudo seu se tratasse, não é o Ministério Publico em que acreditamos, com que nos identificamos e que a Constituição e a Lei configuram. Este é, quando muito, o «seu» ministério público, apenas isso.

20.O Ministério Publico não está balcanizado. Está unido. Apenas tem a ocupar o cargo de Procurador-Geral da República quem não tem com o Ministério Publico qualquer empatia nem se identifica com o seu Estatuto.

21.Já que foi tão célere a abrir (mais) um inquérito a magistrados encarregues há menos de dois anos de uma melindrosa investigação, deverá V. Exª, que perfaz quatro anos de mandato no próximo mês de Outubro, esclarecer os portugueses o que o levou a permitir que a investigação ficasse no Montijo, entregue a um magistrado do Ministério Público com centenas de outros a seu cargo, e se nesse período, por alguma vez que fosse, se inteirou do andamento do processo, que apoio deu ao magistrado, porque razão o DCIAP o devolveu por duas vezes, que diligências fez junto das autoridades inglesas para acelerar o cumprimento da carta rogatória que já então se aguardava, razões por que não avocou no âmbito dos poderes hierárquicos que já hoje tem e não exerce.

22.Deverá esclarecer por que razão critica publicamente um despacho de arquivamento cujo teor foi transmitido e obteve a concordância absoluta da Directora do DCIAP a qual, segundo notícias vindas a público, teve o cuidado de lho remeter com urgência depois da na véspera lho transmitir telefonicamente? Quem são afinal os visados no inquérito que tão apressada e impensadamente mandou abrir? Ou será que é esperável que estejamos todos disponíveis a passivamente aceitar que as responsabilidades recaiam só sobre uns com exclusão e imunidade de outros?

23.Para finalizar permita V. Exª que lhe deixemos uma certeza, uma esperança e um apelo.

24.A certeza que resistiremos! Que nada demoverá o SMMP de continuar a ser, em todas as circunstâncias, um incansável defensor do Ministério Público, contra todos os que do exterior ou no seu interior (estes contam-se pelos dedos de uma só mão) o pretendam diminuir e descredibilizar. Contará V. Exª com a nossa atenção e vigilância permanentes, com a nossa crítica e firme oposição sempre que justificadas, cientes como estamos de que a actual situação do Ministério Publico, de que é o principal responsável vai para quatro anos, não nos dá margem para disfarçar o indisfarçável, permitir ocultar o inadmissível, ou assistir a atitudes de permanente desresponsabilização.

25.A esperança na regeneração. Que decorridos os dois anos que lhe faltam para cumprir o mandato de Procurador-Geral da Republica, o Ministério Público terá capacidade para se regenerar e refortalecer. Os que cá estávamos quando iniciou o mandato há quatro anos, resistiremos. Volvidos mais dois anos continuaremos. De cabeça erguida.

26.Um apelo. Que nos ajude, com todas as suas capacidades, a dignificar o Ministério Público que o catapultou para um cargo de cúpula da Justiça portuguesa.

4 de Agosto de 2010
A Direcção do SMMP

O bando assassino do Irão

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O Presidente do Brasil propôs no sábado que o seu país acolha Sakineh Ashtiani-Mohammadi, 43 anos, mãe de dois filhos e condenada em 2006 à morte por lapidação por ter tido "relações ilícitas" com dois homens depois da morte do marido. http://aeiou.expresso.pt/irao-lula-da-silva-agiu-sob-emocao-e-ignorancia=f597428

A clique assassina instalada em Teerão, mascarada de islamita, assustada com o eco internacional da sua selvajaria, apressou-se a dizer que o Presidente Lula estaria mal informado. Não está, o regime instalado no Irão tem mesmo uma sanha cruel contra as mulheres.

Leia O despertar do Irão e tire as suas próprias conclusões. Descubra os milhares de cidadãos decentes que o regime criminoso mandou assassinar. Observe a barbárie de atribuir à mulher metade do valor do homem, como se o obscurantismo da Idade Média não tivesse sido enterrado há séculos. Veja a teia kafkiana que ditos sacerdotes corâmicos adoptaram para perseguir inocentes.



Depois, diga se Lula da Silva teve ou não um gesto de dignificação das mulheres.

???

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ao menos faça como ela


PGR: "Tenho os poderes da Rainha de Inglaterra"

"... é absolutamente necessário que o poder político decida se pretende um Ministério Público autónomo, mas com uma hierarquia a funcionar, ou se prefere o actual simulacro de hierarquia em que o procurador-geral da República, como já vem sido dito, tem os poderes da Rainha de Inglaterra e os procuradores-gerais distritais são atacados sempre que pretendem impor a hierarquia." http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1632789

Siga, então, senhor Monteiro, o exemplo da D. Elizabeth, não atrapalhe.

Vá para casa, que eu não estou disposto a pagar a quem não usa os poderes que a lei lhe dá e, em vez disso, choraminga pelos jornais.

E, já agora, não se lamurie que "o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público é um mero lobby de interesses pessoais que pretende actuar como um pequeno partido político". Enfrente-o e ponha-o na ordem, use os instrumentos legais contra o tráfico de influências e a comunicação social de que tanto abusa.

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Penúria barreirense

Barreiro, 31 de Julho de 2010







Até dói

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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Guerra à vista na Buiné-Bissau


 http://www.noticiaslusofonas.com/ Dizem-nos que as autoridades políticas e militares da Guiné-Bissau concordaram com a presença de uma força de estabilização.

Também nos informam que o movimento Sociedade Civil acredita que a força de estabilização dará garantias aos cidadãos e protecção aos titulares de órgãos de soberania.

Ficamos ainda a saber que o Conselho Europeu decidiu não renovar o mandato da missão de apoio ao sector da segurança, por violação dos compromissos relativos aos direitos humanos, democracia e Estado de direito.


Tudo lido e relido, ficam quatro perguntas estratégicas:

1. O comando da força de estabilização terá conhecimento do elevado número de militares senegaleses abatidos na operação de socorro a Nino Vieira e que a tropa guineense atacou avassaladora e impiedosamente?

2. Os militares guineenses que anuíram à presença militar estrangeira, os golpistas do 1 de Abril, serão presos na primeira vaga de assalto ou o mito da obediência ao poder civil será tolerado?

3. Os mandantes dos esquadrões assassinos, os atacantes de polícias e civis e os carcereiros acantonados em Mansoa e noutras unidades serão caçados um a um ou permite-se que se organizem e desencadeiem uma longa guerrilha de desgaste?

4. O presidente Sanhá e o primeiro-ministro Júnior ficarão instalados num dos aquartelamentos da força de estabilização, acreditam em milagres ou já perderam o amor à vida?

?????

Natureza cruel

(Sol)

O jornalista Mário Bettencourt Resendes, antigo director do Diário de Notícias, morreu hoje, aos 58 anos, na sequência de cancro. http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1632283

Mesmo nos debates quentes, mantinha a frieza. Nunca o vi agressivo e nunca deixava de expor os seus pontos de vista.

Morrer aos 55 anos é uma crueldade da natureza.

A vingança dos cornudos


Há duas comunidades regionais espanholas que proibiram as touradas e já se fala em Madrid.

Será que a capital mundial da crueldade contra animais também capitula!?


!!!

domingo, 1 de agosto de 2010

Mais uma portuguesa com genica


Sara Moreira subiu ao podium para receber a medalha de bronze dos 5.000 metros nos Europeus de Barcelona.

É mais uma mulher a dar um exemplo de trabalho esforçado, pelo que Formigarras lhe dá os merecidos parabéns.

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Fuzileiros com histórias

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Museu do Fuzileiro, Vale de Zebro










A inglória batalha da batata










Barreiro: Vandalismo mascarado de arte

Ontem







Uma boa notícia que toca a todos

Tão boa que dispensa comentários


A partir de hoje, quase três mil genéricos vão passar a estar mais baratos nas farmácias. De acordo com a Autoridade Nacional do Medicamento, são 2708 as apresentações dos medicamentos com preços mais baixos, representando 95% do mercado em valor. E as reduções serão, em média, de 4,45 euros por embalagem http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1631558

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Mais uma mulher que se liberta



Autarca denunciou companheiro por violência doméstica "O meu namorado, com quem vivo há seis anos, agrediu-me passado um ano de partilharmos a mesma casa. Ultimamente, receava pela minha própria vida porque ele tinha armas em casa." As palavras são da presidente social-democrata da Câmara de Rio Maior, Isaura Morais. http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1631590

Apesar de conhecer a lei e apesar de ser uma mulher com responsabilidades perante a sua comunidade manteve segredo sobre os crimes de que foi alvo.

E a impunidade de cinco anos manteve o criminoso sob camuflagem. Tivesse sido denunciado à primeira estalada e outro teria sido o remate da história. Mas, tal como se faz com as doenças psicológicas, as vítimas de violência doméstica não tornam pública a ofensa sofrida. Porque, tanto ou mais que a dor física, é a humilhação que lhes dói.

A denúncia da autarca reforça a censura social destes crimes e ajuda outras vítimas a libertarem-se de cobardes criminosos domésticos.

Seria bom que a mão pesada do tribunal desse também uma ajuda.

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