quinta-feira, 16 de junho de 2011

Homenagear gente anónima

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As nossas ruas transbordam de topónimos com reis e princesas, pimpões e bacharéis, políticos e fanfarrões.

Os heróis alimentam mitos e estes fazem história, orgulho e enganos. Tal como gente só conhecida na terrinha fez maravilhas pelos vizinhos [habitantes de uma freguesia!] sem terem projeção toponímica.

O que revela injustiça. Mas as coisas estão a mudar. Para melhor, reconhecendo-se publicamente, cada vez mais, o mérito de pessoas que deixaram marca nas mais pequenas aldeias de Portugal.

Esta parteira, lá em Loriga, fez pelas mães e crianças o hoje impensável sem soros nem monitores, sem epidural nem analgésicos e sem assepsia nem oxigénio enlatado.

 Mas porquê o reconhecimento numa travessa!? Não havia rua disponível?
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quarta-feira, 15 de junho de 2011

A fábula da franga


A Renault está em campanha e diz que um dos seus produtos "solta a franga". Esclarece que esta expressão caracteriza quem se desinibe. Acrescenta que tem um motor de 265 cv, um binário de 360 Nm e mais isto e mais aquilo.

Entretanto, a Agência para a Energia *, tem no ar um anúncio a dizer para passar rapidamente da primeira à segunda velocidade, obtendo uma poupança de alto lá com ela.

Nem todos os mililitros de combustível poupados, em todo o país, com esta notabilíssima condução económica chegarão para meia dúzia de quilómetros a 254 Km/h daquela máquina de iludir poupanças.

Muita parra e pouca uva nos mostram estas duas antagónicas campanhas. Apenas demonstram a ausência de política de racionalização energética automóvel em Portugal e na União Europeia. Se a tivéssemos nem existiria ADENE nem se fabricariam carros como o publicitado, com perversos consumos de combustível.

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* Desconhecida até há pouco, a ADENE apresentou-se aos portugueses com uma campanha de poupança de energia em grande. A melhor poupança seria extinguir a dita agência.
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Urgentemente, pois a Direção Geral de Energia e Geologia há-de ter lá alguém para fazer campanhas publicitárias verdadeiramente úteis e um cantinho para lhe guardar os tarecos.

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Mãos limpas

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Como acontece sempre que um novo líder chega aos partidos, surgem os retratos de vida.
Desta vez é a de Passos Coelho que é passada em relance na última Tabu, a revista do Sol, pela mão de Felícia Cabrita.
De menino a jovem PC, de bom cantante a pai dedicado e os gestos marcantes que marcam quem lê.
Um me fez crer que será sério no que toca a dinheiros. Assim PPC se mantenha e marcará os portugueses, ansiosos por políticos de retidão insuspeita.
Certezas, certezas, só lá mais para o fim do jogo, mas, entretanto, estamos expectantes: que fará do PGR embrulhado na queima das escutas a Sócrates?
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terça-feira, 14 de junho de 2011

Arrogância pepineira alemã

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Os 27 membros da União Europeia (UE) vão discutir nesta terça-feira se aceitam os 210 milhões de euros de ajudas da Comissão Europeia para compensar os produtores de frutas e legumes afectados pela crise da bactéria E. coli na Alemanhahttp://www.publico.pt/Mundo/membros-da-ue-discutem-nesta-tercafeira-compensacoes-de-bruxelas-por-causa-da-e-coli_1498567?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

A Alemanha acusou pepinos alheios, mas a bactéria assassina de Hamburgo foi criada no seu próprio quintal. Porém, serão todos os europeus a pagar o desmazelado amadorismo alemão.
Onde está o rigor!? Onde pára a ética alemã!?
Pelos vistos não há um só líder de um único estado membro que apresente a fatura a Merkl:
– Tendes de pagar todo o mal que fizestes aos agricultores de meia Europa!!!

Todos os políticos europeus se agacham perante o poder germânico. Com Durão à cabeça, mais mole que nunca. E quanto mais se agacham mais se veem as fragilidades da União Europeia.

Foi assim que Hitler esfrangalhou a Europa. Os tempos são outros, mas dá que pensar.
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Interlocutores interculturais navais


Buçaco, 8.Junho.2011


domingo, 12 de junho de 2011

Os alemães que paguem a arrogância

Assim Passos tenha "unhas" e Merkl não se ficará a rir dos prejuízos provocados pela patológica acusação aos pepinos espanhóis.

Por arrasto também a agricultura portuguesa sofreu com a retração do consumo europeu de hortofrutículas, pelo que os causadores do alarmismo devem pagar por ele. Com língua de palmo.

Quando nos vimos gregos com a dívida, a tesoureira prussiana sacou da faca da liga e encostou-nos à parede. Qual Madre Superior em colégio de adolescentes impenitentes, faz imperar a moral oficial. Todos se lembram do rabinho entre as pernas do Sócrates em Berlim, como colegial apanhada em libidinosos "habeas corpus" hormonal.

Pois o pecado é agora alemão e deve ser a Alemanha a suportar integralmente todos os encargos indemnizatórios aos agricultores causados pela sua leviana acusação.

Com língua de palmo e sem que a União Europeia – isto é, os contribuintes europeus – assuma quaisquer responsabilidades que cabem em exclusivo àquele país pregador de moral financeira.

Agora que meteu a pata na poça, enterrada até ao gorgomilho, que não se esconda atrás da UE e que PPC lhe espete o dedo no nariz e não a absolva da arrogância pepineira.

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sábado, 11 de junho de 2011

Treta católica: igualdade entre os homens

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Não sei de quem é esta luxuosa tumba que vi hoje na Sé de Viseu.
Será o túmulo de um bispo católico, o que se vê pelo cajado.
Muito proclama a hierarquia católica a igualdade entre os homens, mas é simplesmente mais uma mentira descarada. O chefe máximo vive em dois palácios e os bispos têm n uma vida regalada, de nababos, se comparados com os pobres de que se dizem iguais.
Até na morte, como o sarcófago da imagem documenta. Comprova a histórica hipocrisia católica da igualdade entre os homens. Muitos dos hierarcas católicos, depois de mortos eram conservados em grandiosos caixotões de granito sob a sua sumptuosa estátua.

Os pobres – a que os auto-intitulados pastores católicos chamam ovelhas – eram enterrados, muitas vezes, em campa rasa.

Igualdade!? Vergonha!? Apenas despudor.

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

O chinês tem nome

Gouveia, 9 de Junho de 2011

Uns quantos miúdos brincando ao fim de tarde suscitaram a curiosidade dos forasteiros, que comentaram a miscelânea genética do grupinho. Sem se dar conta do olho vivo infantil, um dos visitantes comentou:
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– Olha o chinês do Paulo Futre!

O rapaz visado olhou-o e retorquiu num português de sotaque beirão:
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– O chinês tem nome! E disse-o.

O adulto, apanhado em contra-mão, pois não quisera melindrá-lo, lá se descoseu com um – Desculpa lá, Gonçalo!, mas a lição, essa, não a esquece tão cedo.

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Cu da Guarda patriótico



Hoje, Dia de Portugal, nada melhor que o Cu da Guarda para relembrar a nossa independência e homenagear todos os que, no presente, defendem a nossa soberania.

O Cu da Guarda está na Sé católica da cidade, uma das mais imponentes do nosso país, e está virado para Espanha.

É um sinal vivo da nossa enraizada determinação de lutar contra invasores, castelhanos, espanhóis ou tróicos abelhudos, assim como fracos portugueses que não defendem os legítimos interesses de Portugal.

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Troica e Adamastor com o mesmo destino


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Muito medo das medidas da Troica nos tem sido incutido! Ainda hoje, como preparação psicológica para os apertos em preparação, a campanha continuou. A tática é óbvia: criar grande receio, assustar a população, persuadi-la que vem aí um grande corte no rendimento das famílias e depois… não ser tão grave como a expectativa criada.

E o povo aliviado, agradecido, não chora nem atira pedras. E os políticos cantam de galo.


Aconteceu algo idêntico com o Adamastor, que tanto intimidou os nossos navegadores, desde o mais destemido marinheiro até a Bartolomeu Dias. Mas o mito acabou por cair…

Como acabará por ser vencido o medo da troica. Pagam-se as dívidas, mesmo que a custo e Portugal recuperará a soberania levianamente perdida à conta das más contas.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Eficácia política

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O PR convocou o putativo PM do próximo governo no dia seguinte às eleições e quer vê-lo em funções rapidamente.

Ninguém contestou a aceleração dos atos constitucionais nem se conhecem reservas ao esticar os prazos legais para os mínimos.

A "classe" política parece, por uma vez, estar em sintonia e a remar por Portugal. Pelo menos não se veem pagaias em contra-corrente.

Eureka. Seria excelente que este bom exemplo servisse de mote para políticas sérias e para uma economia eficiente.

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Irresponsáveis cíclicos

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Mais uma vez, a vitória eleitoral de um partido deu aso a grosseiras transgressões à segurança rodoviária.

Anteontem, todos viram magotes de gente a ultrapassar a lotação legal dos carros!

Anteontem, todos viram a circulação de veículos com pessoas penduradas nas janelas e nos tetos de abrir.

Anteontem, todos ouviram as buzinadelas fora de horas.


Anteontem e em todas as eleições, quaisquer que sejam os partidos ou candidatos presidenciais vitoriosos, a irresponsabilidade repete-se.


Tudo nas barbas da PSP, que faz de conta que a integridade e a própria vida desses portugueses não corre riscos sérios nestas alturas.

Anteontem, até um agente justificou para a televisão a negligência policial com um esgar amarelo. Mas este não é responsável. Os irresponsáveis máximos são conhecidos: o ministro da administração interna e o diretor nacional da PSP. Não assumem, nestes dias, a  segurança dos festejantes eleitorais.

Os tribunais, esses, não registam ilegalidades policiais fora das horas normais de expediente!? Como se fosse possível suspender por umas horas a legalidade rodoviária...

Até quando!?
Será preciso alguém morrer para acabar este terceiromundista espetáculo de contracidadania?

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Murais sexuais



Ele há com cada um! Ainda por cima sem evidências científicas...




Barreiro, 4.Junho.2011
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Grande alívio

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A partir de ontem não teremos o futuro de esperança que todos desejamos, mas estamos melhor que anteontem.

Livrámo-nos da retórica constante e das trocas e baldrocas que nos atolaram numa dívida traumatizante. De que também nos libertaremos, pagando-a.

E com sorte alguns factos ainda tomarão o lugar de dúvidas. Assim as escutas ressuscitem e mostrem a todos o que poucos quiseram queimar.

Sócrates foi derrotado nas eleições e demitiu-se de Secretário Geral do PS; Portugal respirou aliviado.

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sexta-feira, 3 de junho de 2011

O débil folhetim eleitoral continua


Mudar o quê!? Preferia, em vez de mudanças futuras, que o presente tivesse algo significante e não a velhinha técnica de emparelhar dois artistas para vender bilhetes. Tradução: caçar cruzinhas eleitorais. Cá por mim não voto em vazios, tipo "esquerda de confiança", isto é, cheques em branco... "jamais"!


O cartaz seguinte é mais um exemplo de pobreza. O PC é explícito no que quer. Só não diz o que dá em troca, pois da marionete representada o mais evidente é a cruz. Uma cruz, esta campanha... [passe a hipocrisia]


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Ovos contra Sócrates são cartão vermelho

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Hoje, num comício em Barcelos, atiraram ovos a Sócrates e à sua corte, interrompendo o seu discurso.

Segundo o Público, o ainda PM acalmou as hostes com a sua costumeira hipocrisia: Ocorre-me sempre pensar em que escola democrática foram formados. Não foi seguramente na escola do PS

E a mim ocorre-me quão formativa é a escola do PS, pois só a polícia travou os "socialistas" que perseguiram os lançadores de ovos. Iriam dar a outra face!?

 Também me ocorre perguntar que raio de escola é essa que leva milhares de jovens, adultos e velhos a apoiar quem nos enterrou em dívidas e atira a culpa para os outros. Que estruturante escola que promove a aldrabice como forma de governo, a retórica em vez da ética e troca contas direitas por bancarrota iminente!

Finalmente, ocorre-me que a ocorrência barcelense é um aviso muito sério, um alerta vermelho, um sinal nunca antes visto no Portugal democrático: um cartão vermelho direto ao Sócrates e aos da sua laia.

Fotogenia scalabitana

Tenho fotografado muitas pessoas e a estatística aponta para um reduzido número das que não gostam nem sequer de ver a objetiva na sua direção. Remédio santo...

Também me cruzo com gente que não tira a retina da máquina, sempre a pedir clique.

Foi o caso desta. Estava eu numa bolacha rodoviária de Santarém a caçar motivos estáticos quando oiço:
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Tire-nos uma foto!

Tirei e ainda a espreitei a tempo de responder que estava boa. Não tão boa como gostaria, mas cá está ela, com a alegria dos retratados.



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Outra originalidade do Cartaxo

O recanto sugere um barzito, embora pouco frequentado, pois a placa de uma imobiliária num dos lados pode ser sinal de freguesia arredia.





Cartaxo toponímico peculiar


Primeira curiosidade: Travessa das Cartaxas… no Cartaxo. A confirmar-se que cartaxas são aves, estará explicado o nome da terra. A verdade é que os dicionários consultados fecharam-se em copas e o Mestre Google disse que havia uma Rua das Cartaxas… em Aveiro! Assunto encerrado.

E Travessa da Rua nunca tinha visto,
Nem sempre as Travessas são transversais a alguma rua. Trata-se frequentemente de vielas estreitas, de meia dúzia de metros e quando desembocam noutra via essa relação é omitida no topónimo, provavelmente por ser intuitiva.


Porém o Cartaxo fez questão de evidenciar a articulação. E qual é o mal!?
Nem mal nem bem; deixe lá estar como está, que está muito bem.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Uma amostra do vazio

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Será a mesma agência a fabricar os adormecentes que se seguem?

O mesmo formato, cor dominante igual e vazio de conteúdo em ambas as pastilhas! Confrangedor vazio de ideias, de soluções e de um mínimo laivo de esperança para Portugal.



Lamentavelmente, estas tiras são idênticas ao que as televisões mostram, o mesmo falar para não estar calado dos candidados, seus protegidos, protetores e associados.

A análise Formigarras continuará, embora a oca campanha não acalente qualquer otimismo.


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