segunda-feira, 16 de julho de 2012

Placa privada é mentira pública do Banco de Portugal



Esta é uma quinta do Banco de Portugal, em Caneças, banco público que mente ao colocar-lhe a etiqueta "privada".


Mesmo que o Banco de Portugal invoque uma artificiosa alínea do seu estatuto para escamotear a sua natureza pública não deixa por isso de mentir.


Intui-se que o banco queira resguardar o espaço de lazer de cobiçosas tentações de gente menos afortunada que os seus empregados. E percebe-se porquê: os portugueses não têm qualquer apreço por mordomias, ainda por cima depois da caríssima e escabrosa ineficácia dos últimos anos do supervisor da banca.
Mas em Portugal as mentiras têm prazo de validade, as do Sócrates e as do Relvas e agora esta do Banco de Portugal!
O que os mentirosos do BP não percebem é que deram mais uma machadada na credibilidade de quem é pago para gerir bens públicos. Atiram, assim, mais achas para o lumaréu da nossa indignação, que, quem sabe, um dia os chamuscará!
----

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Desmazelo ou "rigor mortis"?


Na rua Castilho esta placa sugere a existência de dois governos de Portugal. Talvez até de três.



De facto, a lei orgânica do governo diz que são estes os ministros:


Ora como a cada ministro corresponde um ministério, o da placa é um ministério faz de conta ou um ministério de contrafação. A exemplo de um certo ministro de canudo flan…
A terceira hipótese é um governo que nem sabe que departamentos tem, um governo com pés de barro, que não muda placas pois não tem esperança de grande longevidade.

Porém, se questionado pela incongruência, um porta voz de quarta linha dirá impante e displicentemente:
– Pormenores… o governo, o governo de Portugal, está focado nos problemas dos país, bla bla bla.

E o Formigarras, refletindo a consciência nacional, coçará o cocuruto magicando:
– Pois, pois, centrado no bem estar do povo e no rigor governativo...
Vê-se mesmo que há ali rigor... uma marca de rigor… à Relvas!!!




quarta-feira, 11 de julho de 2012

Bons caminhos


No tempo em que os arquitetos iam além das funcionalidades, faziam-se prédios com fachadas e colunas ornamentadas. E com mensagens...

Boa leitura.


 

terça-feira, 10 de julho de 2012

Epitáfio do flan Relvas

.

A pretensa licenciatura do ainda ministro Relvas provocou um dilúvio de tinta, bytes, desmentidos e comunicados muito útil.

Neste verão chocho, o Cavaco sem gabar vacas, a corrupção em liberdade e o futebol a banhos, precisávamos de animação.

O foco é desmentido; a "universidade" Lusófona desmente o indesmentível. Fingindo lavar-se por baixo, mostra quão urgente é a sua higiene. Converteu as ocupações de Relvas em 160 dos 180 créditos, fazendo-as equivaler a 32 disciplinas das 36  do curso. 11,11%!!!

Por mais que a "universidade" se esforce, esta equivalência leonina traduz um regabofe intolerável. Bolonha não pode ter costas tão largas.

Sobre esta caricatura de formação o Expresso lavrou, em vigoroso português, o epitáfio da "licenciatura" flan do Relvas:

O Expresso continuará a investigar este caso e não terá qualquer problema em corrigir algum erro eventualmente cometidos. A verdade é um termo que usamos há 40 anos e para a qual nunca precisámos de lições nem equivalências. [http://expresso.sapo.pt/comunicado-do-expresso-sobre-o-caso-miguel-relvas=f738190#ixzz200ttjX9u]

segunda-feira, 9 de julho de 2012

3 desavergonhados envergonham Portugal



Cá dentro e lá fora.

O Cidadão comum e a Merkl, o tutor do FMI e até o Cavaco têm vergonha de três portugueses sem vergonha.


Relvas não tem vergonha de ter feito 1,28 % – se fez!!! – das cadeiras de uma licenciatura.

Passos não tem vergonha de manter no governo aquele desavergonhado, quiçá rezando para que não esgravulhem no seu próprio canudo.

E Crato, o autoproclamado exigente Ministro da Educação, está calado que nem um rato em vez de desmontar e invalidar tamanho abuso. Desavergonhado!


Estes desavergonhados, poucachinhos, gente sem ética nem dignidade, empobrecem Portugal.

____________________________

Isto para não gastar latim com a inqualificável universidade Lusófona que conquistou o seu imprescindível encerramento. Com efeitos à  data do diploma que ofereceu ao Relvas.


------

domingo, 8 de julho de 2012

Capilé nas veias




A professora era vigorosa e o aluno ponderado. Tão tão, que media cada palavra e a resposta frequentemente tardava.

O conteúdo raramente a desiludia, mas a lentidão exasperáva-a. Tão tão que o invetivava:

Oh rapaz, despacha-te lá que não temos o dia todo!

A cena repetia-se e quando a paciência se esgotava, acabavam-se-lhe os incentivos, as ajudas e lá vinha a artilharia verbal:

– Tu não deves ter sangue! Tens é capilé nas veias!


Outros tempos, outra pedagogia, pedagogia da pesada.  

!!!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fingidos Salomões



O Tribunal Constitucional declarou inconstitucional a norma do governo Passos que tirou aos Funcionários Públicos os subsídios de férias e natal. Soube-se ontem.

Soube-se que declarou mas não declarou! Foi apenas uma meia dose declarativa, pois consideraram aceitável a subtração desses rendimentos em 2012.

Lembram a meia gravidez...

De facto, não é possível uma inconstitucionalidade fracionada: amanhã será, mas hoje ainda não!!
Estes juízes políticos foram advogados de duas causas opostas: a da igualdade entre os portugueses e a da fidelidade à troica.

Aclararam a sua matriz partidária e turvaram a jurisprudência. Prestaram um mau serviço ao Estado de Direito de Portugal.

----

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Subsídios e barbas alheias, direito e prepotência



Há defensores do exclusivo dos cortes dos subsídios de férias e de Natal aos Funcionários Públicos porque o Estado, seu patrão, não tem dinheiro.

E que tal cortar todos os salários dos Funcionários Públicos até o orçamento estar equilibrado!? Desta forma radical se reduziria o défice muito mais rapidamente… Seguindo essa argumentação seria tão legítimo tirar-lhes dois subsídios como ficar-lhes com todos os salários, confiscando-lhes os de Janeiro, Fevereiro, etc. etc. até ao último cêntimo do de Dezembro. Se não há dinheiro nos cofres públicos…

Essa é uma visão egoísta, inconstitucional e enviesada.

Egoísta porque os seus defensores, não sendo Funcionários Públicos, têm um apurado instinto auto protetivo: as barbas alheias que ardam, para que as suas não esturriquem.

Quanto à inconstitucionalidade, só lembramos a igualdade entre portugueses consagrada no artº 13º da Constituição de Portugal.

E é enviesada, porque os ditos subsídios, tal como os do resto dos trabalhadores portugueses, têm como fundamento alguma equidade na redistribuição dos recursos, muito para lá da conjuntura depressiva.


Vejamos o viés com mais detalhe.

O Estado, mesmo nas ideologias minimalistas, para cumprir a sua missão, tem gente a trabalhar nas mais diversas funções. Como desde o fim da escravatura se paga aos empregados, o Estado português também o faz.

E a remuneração reflete, em cada época, a cultura que norteia a sociedade. De facto, trabalho igual salário igual, justiça redistributiva e igualdade perante a lei, foram sucessivamente vertidos no ordenamento jurídico português. Por uma singela razão: para que esses padrões civilizacionais se refletissem na efetiva partilha da riqueza nacional pelos seus Cidadãos. Sejam eles funcionários do Estado ou de outras entidades!

Consequentemente, a estrutura salarial incorpora subsídios de férias e de Natal com caráter transversal a todo o país. Independentemente do setor, seja ele empresarial, público, agrícola ou industrial; até a Fundação Gulbenkian o adotou. Por isso os trabalhadores portugueses, todos eles, Funcionários Públicos e cirurgiões privados, professores do setor cooperativo, costureiras e mineiros de multinacionais alcançaram o histórico direito aos subsídios de férias e de Natal.

Subtrair essa remuneração aos Funcionários Públicos corresponde, portanto, à criação de um ilegítimo, inconstitucional e abusivo fosso entre estes profissionais e os restantes trabalhadores do país.

Tal excesso, assente na ideologia do liberalismo incontinente, mostra o desprezo grosseiro pelo equilíbrio social e retrata o descomunal abuso de poder do governo Passos. Com este mesmo desrespeito pelos Cidadãos só não corta nos outros meses porque sabe muito bem no que se metia, que a tolerância tem limites, pois o cinto deve apertar em todos.

É bem sabido que um dos símbolos mais relevantes das sociedades civilizadas atuais é a prevalência do direito sobre a arbitrariedade, em oposição à prepotência dos poderes medievais ilimitados. Por isso se instituíram como Estados de Direito.

Passos, porém, espezinhando esse direito e aviltando os respetivos princípios, fez uma brutal ofensa à dignidade dos portugueses que trabalham para o Estado. Inspirado, quem sabe, pela antecessora que defendeu a suspensão da democracia, o atual PM, passa dessa hipótese partidária à efetiva derrogação do Estado de Direito em Portugal. Tudo com retórica teatral, falinhas mansas, a bem da Nação…

-----

Ao romper da bela aurora




Os olhos do meu amor
Não são olhos, são olhões
Andam acesos no mar
Parecem dois lampiões

 

Ouvem-se os galos cantar
Ao romper da madrugada
Já são horas d’acordar
Levanta-te ó minha amada



Levanta-te ó minha amada
Vem à janela espreitar
Ao romper da madrugada
Ouvem-se os galos cantar



As estrelas do céu correm
Todas numa carreirinha
Também os amores correm
Da tua mão para a minha




Fonte: Cancioneiro alentejano


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Zé dos cornos



Vamos lá gabar quem merece. O Zé dos cornos é uma tasca, mas não é uma qualquer, é uma casa simpática, com o arroz de feijão às terças, acompanhando muito bem o teclado grelhado. E um acolhimento amável.

Vá cedo, senão fica na bicha a secar. Bom sintoma, não!?

A experiência ainda é curta, pelo que cá traremos uma ou outra chavelhada quando novos testes o justificarem.

É aqui, no centro de Lisboa:


+++



terça-feira, 3 de julho de 2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Os favoritos do céu português


Largo Raphael Bordallo Pinheiro
Lisboa, 29.Junho.2012

Ao contrário do titulo de Erich Maria Remarque, há favoritos, sim. Pelo menos em Portugal.

Basta olhar para os donos e patrões de bancos; afundaram-nos, não cumpriram rácios de solvabilidade e são agora aparicados. Pelo céu português, que é o Estado, o mesmo Estado que tira aos pobres e menos pobres para dar a ricos e poderosos. Tapar o buraco da golpada do BPN equivalerá a três anos de subsídios de férias e Natal.

E não vamos hoje, aqui e agora, falar de ladrões e corruptos abençoados por absolvições e prescrições, que o legislador lava-culpas lava as mãos como Pilatos.

Face ao exposto, caro leitor, estimada leitora, só te cairá algo do céu se tiveres a dose certa de descaramento, os amigos certos e um paraiso imoral em partre incerta. O que te poria ao nível de certa gentinha, o que certamente não queres.

-----

domingo, 1 de julho de 2012

Morte da pesca


Um eco de mais uma machadada, em Algés, no dia 20 de Junho de 2012.

Cavaco, quando PM, fez o grande desbaste nas nossas pescas. E, apesar da retórica do mar, não temos o governo Passos não tem  uma política de desenvolvimento desta fileira económica.

Os desabafos não enganam:




sábado, 30 de junho de 2012

Portugal, o saque e o corneteiro


Com a devida chapelada ao autor desconhecido, cá vai uma lenda com sarro histórico.



 "Não queiram lançar a culpa do estado do país, e do que por aqui se tem feito, para cima do corneteiro de D. Afonso Henriques."

É estranha esta afirmação? Sim, é verdade, mas só para quem não conhece a história do corneteiro.

Nos primeiros tempos da fundação da nacionalidade tempo do nosso rei D. Afonso Henriques no fim de uma batalha o exército vencedor tinha direito ao saque sobre os vencidos.

(Saque - s. m. : Ato de saquear. Roubo público legitimado...). 

Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar "início ao saque" a que as suas tropas tinham direito e que só terminaria
 quando o mesmo corneteiro desse o toque de "fim ao saque".


Mas... fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se, antes de conseguir tocar o "fim ao saque". 

E até hoje, há quem continue a saquear, sem que haja alguém capaz de voltar a tocar "fim ao saque"...

E a pergunta impõe-se:

 Não haverá por aí alguém que conheça esse malfadado toque!?

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Alemã babada ou bebida!?


A Alemanha levou uma abada da Itália e a sargenta prussiana fez esta figura histórica.

Se bebeu está perdoada; uma vez por outra porque não!?


Mas se está a choramingar talvez tenha moléculas humanas, um contraponto ao tungsténio nos ossos, aos elastímeros na pele e aos hidratos de carbono nos neurónios.

De qualquer modo é sempre bom vê-la sem a faca na liga.


___________________

NB: Esta análise não desculpa caloteiros [gregos] nem aldrabão nababo fujão [José Sócrates Pinto de Sousa]



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Portugal tristonho



Depois de um arranque fracote, melhorámos muito, trocámos as voltas a favoritos e até sonhámos em alta.

Depois veio o tormento, nos penaltis. Que, tal como os cogumelos, alguns são venenosos. Tantas vezes nos lamentamos da falta de sorte que desta o jogo do azar das grandes penalidades leu-nos a sina! Má sina a nossa. 

Mas foi jogo limpo e o árbitro, que entrou em campo sob reserva, nada teve a ver com o nosso regresso a casa.

Adeus Euro 2012, melhores dias virão.

O que importa agora é que temos Seleção e Selecionador. E dez milhões a apoiá-los. De lagriminha, todavia…

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Logo às 19H45...


... todos teremos esta perspetiva:



Vale?

Não é doença



Apenas uma brincadeira do lituano Tadao Cern com um aspirador.

E as caras ficam distorcidas, mesmo sem manipulação eletrónica da fotografia. Mas lá que surtem curiosos efeitos, disso não há dúvidas.
E não é daqui que vem mal ao mundo. O artista está de parabéns e nós divertimo-nos com a sua arte facial.





O resto está aqui: https://www.facebook.com/?ref=home#!/media/set/?set=a.364606033586614.77800.151290258251527&type=3

 +++

terça-feira, 26 de junho de 2012

10 receitas para menos receitas...


Estas sugestões, com ligeiros ajustes, foram aqui recolhidas:



Quando a receita não contém hortícolas acompanhe com salada ou legumes cozidos;
Evite os refogados; opte por colocar todos os alimentos em cru ao mesmo tempo;
Prefira as receitas em que os alimentos são cozidos, grelhados ou estufados;
Utilize plantas aromáticas e diminua a quantidade de sal utilizada;
Retire as gorduras visíveis à carne e a pele das aves e do peixe;
Prefira carnes magras;
Reduza as quantidades de gordura que adiciona aos alimentos quando cozinha e quando tempera;
Em vez de utilizar a gordura na confecção das carnes, use azeite;
Prepare marinadas (vinho branco, plantas aromáticas, etc.) para que os alimentos fiquem mais saborosos;
Na preparação de sopas e outros cozinhados rejeite o uso de caldos concentrados.

+++++

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Egito – Golpe, guerra civil ou bom senso?




Com a vitória da Irmandade Muçulmana nas eleições presidenciais, ontem conhecida, avizinham-se tempos difíceis para o Egito.
Esta seita política sob manto religioso, segundo a Wikipédia, opõe-se radicalmente às tendências seculares de algumas nações islâmicas e pretende "retomar" os ensinamentos do Corão, rejeitando qualquer tipo de influência ocidental.
Por outras palavras, sob o falso pretexto do Islão, quer transformar pessoas em súbditos duma ditadura comandada por tenebrosos hierarcas de barba comprida, opas pretas e panos brancos na cabeça.
A sua ideologia obscurantista espezinha a liberdade individual e tudo quer controlar. Adeus pensar pela própria cabeça, adeus escolha de roupa, comida e bebida e adeus eleições autênticas. O Irão é uma expressiva amostra deste modelo medieval de desrespeito pelo Homem.

E quem não se sujeite à sua insanidade contra civilizacional é perseguido no trabalho, na rua e na própria casa. Especialmente as mulheres, que esta demente organização quer converter em sub-humanas, policiadas por pais e irmãos, tios e maridos. A prisão arbitrária e os fuzilamentos sem julgamento são previsíveis métodos de domínio da sociedade.

Como os militares sabem isto muito bem, em breve as forças armadas egípcias entrarão de prevenção e serão elaborados planos de contingência. Entretanto, o contrabando de armas intensifica-se e é crível que muita gente vá morrer.

Enquanto isso, os sionistas esfregam as mãos ao ver as barbas alheias em labaredas…

 -----