segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Crato, o fingido
Muito antes de ser ministro, enchia a boca de trabalho escolar sério, esgrimia contra a pedagogia do facilitismo e fazia crer que acreditava no que dizia.
Pois o expoente máximo da "exigência pedagógica" tem sido um rato calado na barca dos diplomas contrafeitos, a "universidade" Lusófona.
Ser ministro da Educação, em Portugal, deve implicar mais que conhecimentos, convicções pedagógicas e capacidade mobilizadora dos agentes educativos.
Porém, a objetiva solidariedade de Nuno Crato com o Relvas do canudo flan torna-o num ministro pés de barro, uma criatura indigna para falar ou decidir sobre ensino rigoroso e aprendizagem laboriosa.
Tivesse ele tomado uma posição firme desmascarando as 32 equivalências das 36 cadeiras que o seu colega traficou na Lusófona e outro galo cantaria.
Tivesse ele deliberado uma investigação séria ao simulacro daquela "licenciatura" e doutras do mesmo flan e seria respeitado. Seria Ministro.
Não o fazendo afoga-se na mesma lama que conspurca Passos, Relvas e Cavaco. Finge ser ministro.
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sábado, 11 de agosto de 2012
Serviçais dos grandes grupos
BCE quer redução salarial nos países que pediram ajuda
http://expresso.sapo.pt/bce-quer-reducao-salarial-nos-paises-que-pediram-ajuda=f746078#ixzz23AR8hXSt
E eu quero que os mandões do BCE vivam com os salarios que querem para os trabalhadores com baisxos salários.
Só cabeças cheias de "lixo" social são capazes de recomendar salários de miséria enquanto elas, essas cabeças de novo-rico, têm salários milionários.
Quanto ganha no BCE o seu "socialista" Constâncio, o mesmo Constâncio que fez vista grossa das traficâncias do BPN e do BPP?
E quanto ganha Mario Draghi, o redutor-salarial-mor do banco central!? Quantas vezes o salário mínimo italiano ganha ele!?
No respetivo portal não se encontrou qualquer referência às mordomias desta gente. Se o leitor ou leitora aqui as encontrar levará a devida chapelada http://www.ecb.int/ecb/html/index.pt.html.
E são estes que recomendam mais empobrecimento a quem já vive mal! Pior, tais "economistas" não percebem, cegos pelas contas soberanas e pelos equilíbrios macro, que quem tem micro salários tem micro empenhamento profissional.
Tais luminárias não alcançam que salários tão baixos conduzem as Pessoas que vivem na mó de baixo a remar contra a maré que os quer afogar? A receita de Draghi, Constâncio e quejandos leva os mal pagos trabalhadores a trabalharem o menos possível, a borrifarrem-se em fazer bem ou fazer mal e à sua total indiferença pelo sucesso das empresas.
Com milionários desta laia a recomendarem miséria a concidadãos europeus, a Europa não vai sair do aperto. Pelo menos os países em aperto, pois este empurrão para tecnologias primárias, cada vez os afasta mais dos grandes. Estes utilizam tecnologias sofisticadas, exploradas por quem tem salários dignos, estimulantes de criatividade, dedicação e esforço continuado.
Serão estúpidos e ignorantes todos estes Draghi? Claro que não; são apenas vendidos aos ventos dominantes, mercenários ao serviço dos impérios bancários, vendidos aos grandes grupos industriais e serviçais da deglutição das pequenas econonmias nacionais.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Contraponto contracorrente
O povo português, cuja religião mais difundida é o
coitadinhismo, tem como ritual de eleição a catalogação de mazelas, padecimentos
e outros pungentes lamentos.
Tem, porém, de lembrar-se de certo senhor.
O dito senhor, de vez em quando, quando o rei fazia anos,
chegava ao trabalho com bocejos sem parar e o lamento
habitual:
- Esta noite
não preguei olho, estou aqui que nem posso… vida a minha…
Cansada da periódica lengalenga, uma colega, um dia, pô-lo
na ordem:
- Oh pá, vens
com essas lamúrias, mas quando passas noites regaladas nunca cá chegas a dizer
que dormiste que nem uma pedra!
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
Quão picante?
Quantas vezes, ao fazer o pedido de um prato picante, teve dificuldade em entender-se com o empregado de mesa?
Especialmente nos resturantes indianos, goeses ou mexicanos o diálogo assenta, frequentemente, em muito picante, até berra ou uma coisita suave.
E o desconforto com os que nos servem, a satisfação ou o beber à pressa para apagar o incêndio bocal também ocorrem na proporção direta do desconhecimento da intensidade do picante.
Pois isso pode acabar se tiver em conta a tabela seguinte, uma escala entre um picante verdadeiramente incendiário e o benigno pimento português!
E bom seria que aqueles restaurantes tivessem uma moldura ao lado do horário com esta Escala Scoville:
Unidades Scoville
|
Tipo de picante
|
15
000 000 - 16 000 000
|
capsaicina pura[1]
|
9
100 000
|
|
2
000 000 – 5 300 000
|
Spray de pimenta padrão pepper
spray[2]
|
1 400 000
|
|
1 300 000
|
|
1 000 000
|
|
855 000 - 1
000 000
|
|
876 000 - 970
000
|
|
350 000 - 577
000
|
Habanero
Chili Red Savina™ Habanero[8]
|
100 000 - 350
000
|
|
100 000 - 350
000
|
|
100 000 - 200
000
|
Jamaican Hot Pepper[2]
|
50 000 - 100
000
|
|
30 000 - 50
000
|
|
10 000 - 23
000
|
|
5,000 - 15
000
|
|
5 000 - 10
000
|
Wax Pepper
|
7 000 - 8 000
|
|
2 500 - 8 000
|
Pimenta
Jalapeño Pepper
|
2 500 - 5 000
|
|
1 500 - 2 500
|
Pimenta Rocotillo
|
1 000 - 1 500
|
|
600 - 800
|
|
500 - 1000
|
|
100 - 500
|
|
0
|
Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_Scoville
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
4ª manifestação pela ética e contra Relvas
Realizou-se hoje, às 19H00, frente à Assembleia da República, mais uma manifestação em defesa da ética e dignidade políticas, com a demissão de Relvas como catalizador.
Vinte Cidadãos com muitos cartazes enfrentaram a indignidade da inação do presidente da República, da presidente da AR, do PM e dos deputados face às mentiras do ainda ministro.
Estas figuras fazem figura de corpo presente em vez de defenderem a dignidade das instituições, desenvolvendo diligências e tomando decisões para que Portugal não sejam visto como um país na mão de chicos espertos.
Aqui ficam imagens dos que querem um país digno com gente séria a representá-lo.
domingo, 5 de agosto de 2012
Egito – Tv contra civilizacional
Egito: Maria TV emprega apenas mulheres cobertas por um véu. http://expresso.sapo.pt/maria-tv-o-canal-que-so-emprega-mulheres-de-veu=f743946#ixzz22b1LIJc6
Também podia ser chamada Tv terror. O terror da obediência cega a mitos e a mitómanos de longas barbas, o fim da liberdade de pensar, de agir e de vestir. E o fim da esperança pelo qual o povo ansiou na Praça Tahir.
Todas as egípcias ficam mais longe da civilização; mais pobres, mais presas, reféns de um anacronismo de fachada dita religiosa, que é, de facto, uma tacanha forma de as enterrar vivas.
Entretanto, por cá, as burcas têm outra forma, outra finalidade, o negócio é outro. São burcas também civilizacionais, estas de natureza pictórica, mascaram gente que mais parece múmia de conserva em pote com nome francês.
Camuflam a idade e a autenticidade, emporcalham caras e fingem que ser é parecer.
O "modelo" máximo está estampado em três camadas de besunto no simulacro de jovem de Judite de Sousa. É o espantalho mais simbólico da manipulação com que se cativa o segmento Cavaco.
Lamentável Egito!
Lamentáveis televisões de Portugal
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Porra!!!
sábado, 4 de agosto de 2012
Metesse-se ela lá com a sua sopa!
A bicha estava mais lenta que o costume e ela tamborilava com dedos nervosos no balcão. Repetia que o serviço estava lento, muuuiiito lento, muuuiiito lento minha querida [para a empregada], repetiu, repetiu.
A empregada, cara fechada, cara de dinheiro curto, filho
doente ou cornos recentes, ainda justificou:
- Verão, férias do pessoal…
- Verão, férias do pessoal…
O seu pedido cruzou-se com o meu e de abalada
ainda rezingou para dentro do balcão:
- A sopa deste cara ainda fica gelada…
- A sopa deste cara ainda fica gelada…
A empregada fez menção de me dar uma outra sopa, acabada de
tirar da panela:
– Eu dou-lhe outra
sopa… para dar saída à tirada da cliente à cata de
solidariedade para a sua pressa.
Há gente muito
metediça; porque carga de água não deixou ela a minha sopa em paz!? O cara
gosta de sopa morna! Mesmo com a antiga
ainda tive de esperar largos minutos para que arrefecesse.
Abelhuda dum raio,
que me queria de mucosas queimadas…
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Andas linda nessas andas...
Nova, ar lavado, bem torneada, mas baixota. Nada minorca,
mas…
O mas está na cabeça dela, pois só o sentimento de altura
insuficiente leva uma rapariga com medidas normais a andar com os pés a nadar
nuns sapatos [sapatos!?]. demasiado compridos e de saltos demasiado altos. E com três centímetros de sola.
Do calcanhar ao fim do bibelô locomotor havia folga para
dois folgados centímetros. Em repouso, que a caminhar imagino-a aos baldões, choc
– choc a cada passo. Choc – choc é a onomatopaica do chocalhar da base dos
calcanhares nos sapatos [sapatos!?] ao andar desequilibrada [descalibrada!?].
Ainda não me tinha esquecido de um gigantone em altas andas a
atrair clientes numa feira medieval e aparece-me esta doentia imitação!
Andas linda, andas! Lindas andas arranjaste…
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Carapins
Carapins, sabe o que é, caro leitor, estimada leitora?
É um regionalismo portuense jamais visto do Douro para baixo, claro.
A montra não enganava, mas a confirmação foi inequívoca: sapatinhos para bebé.
Grande país o nosso, com tamanha diversidade terminológica e de pronúncias! Cordões a Norte, atacadores a Sul, tal como dezôito e dezóito, binho e vinho!
Tudo bons pretextos para debater bairrismos na inbicta à bolta dum berdinho com umas fêveras, carago!
++++
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Uma experiência inolvidável
Não, não esquecerei nunca. Nunca mais.
O Festival de Sines constituíu um marco na minha vida. Primeiro porque foi o primeiro. De músicas do mundo, evidentemente.
E especialmente porque lá para o meio, aí pela meia noite, me deu um quebranto, uma tal lazeira que amoleci, fechei os olhos e passei pelas brasas.
Sim, dormi no FMM Sines! Bem sentado na bancada, dei por mim a dormitar intermitentemente. Nada de grave, que não me desequilibrei nem ressonei.
Foi, isso sim, um facto inesquecível, pois uma soneca sentado e por 15 € é coisa que ninguém esquece.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Terceira manifestação pela ética política
Ontem, frente à AR, realizou-se a terceira manifestação de protesto contra o oportunismo do "ministro" Relvas e seu canudo flan.
Éramos poucos, sim, mas enquanto ele não for expulso do governo lá estaremos a protestar pela indeclinável honorabilidade da representação política dos portugueses.
A criatividade contestária continua e são veementes os brados de repulsa pela indignidade de um aldrabão no governo Passos.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Ouviu, senhor Passos!?
Na próxima segunda feira nova presença diante da Casa das Leis em apoio a uma política digna. Casa cuja dignidade é manchada pelas sombrias habilidades do senhor Relvas.
Demissão do aldrabão V002
Nova versão do dístico para pôr no carro.
Apesar dos retoques, seria muito bem-vinda uma ajuda de quem sabe impressionar.
Uma caricatura a integrar a mensagem também seria um excelente empurrão borda fora ao aldrabão.
Apesar dos retoques, seria muito bem-vinda uma ajuda de quem sabe impressionar.
Uma caricatura a integrar a mensagem também seria um excelente empurrão borda fora ao aldrabão.
O meu vai ser colado dentro de minutos. E não havendo melhor, este pode ser descarregado de https://www.facebook.com/groups/449409581757449/photos/#!/photo.php?fbid=508640922483022&set=a.183391878341263.52905.100000113573784&type=1&theater
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Ética política no vidro de trás – V001
Para colar nos vidros de trás dos carros de quem prefere um Portugal livre de chicos espertos, mentirosos e traficantes de influências.
Têm a palavra os criativos e os arte finalistas, que este é apenas um ante-esboço de cartazito em demanda de arte e vontade de contribuir para a higiene política portuguesa.
O aldrabão fora do cadeirão!
Hoje às 19H00, frente à Assembleia da República, lá estaremos a dar mais um empurrão no Relvas, o aldrabão.
Ao agachar-se perante o aldrabão Relvas, casa mãe da Lei tem feito letra morta dos valores éticos da nossa constituição.
Enleados nos interesses partidários, os deputados tardam em defender a verticalidade no exercício das suas próprias funções. O seu enlameado silêncio não os dignifica, afundando-se a si próprios numa baixeza que lhes reduz a legitimidade.
O mesmo silêncio rasca do governo e o compadrio fétido do Primeiro Ministro que elevam Portugal na escala da anedotário europeu!
As imagens da semana passada, mais que diplomas flan, mostram como muita gente encara o "ministro" mentiroso.
Relvas aldrabão; demissão!
Relvas aldrabão; demissão!
Relvas aldrabão; demissão!
domingo, 29 de julho de 2012
Regionalismos alentejanos
Atualizados em 24.Fev.2019
com contributos de Jorge Brites
com contributos de Jorge Brites
Compilação: Manuel Armando Madeira
Agradeço todas as correcções e novos termos para
Açafate – Cesto rectangular com abas baixas em verga fina para colocar roupa. Adiafa – Festa de fim de uma actividade, frequentemente constituída por uma refeição farta e bem regada.
Alambazar – Ficar com coisas a mais que o necessário ou razoável.
Albarda – Equivalente a sela, usado nos burros e muares para transporte de pessoas ou materiais, sendo o tecido de esparto enchido a palha de centeio e reforçado a cabedal nas zonas de maior desgaste.
Alcacêr – Forragem.
Almocreve – Homem que realizava trabalhos agrícolas com muares.
Amuadiço – Que amua por tudo e por nada.
Atafais – Arreios que seguram a albarda ou a sela às pernas e cauda do animal.
Atibar – Assentar a comida. Bebe-se chá para atibar uma refeição pesada.
Avaria – Proeza, aventura.
Aventar – Deitar fora.
Aziar – Conjunto de dois paus de cerca de 30 cm de comprimento e de dois a três cm de diâmetro que se colocavam nos beiços superiores de muares, cavalos e burros para os imobilizar durante tratamentos veterinários ou mesmo para os ferrar.
Bical – Esquisito nas preferências alimentares. Que come só alguma coisas.
Bodega – Coisa sem utilidade.
Cabeção – Cabrestos colocados no gado cavalar e muar fora das horas de trabalho.
Cace – Concha para servir sopa ou caldo.
Canga – Em madeira reforçada a chapas de ferro colocada sobre os molins dos animais de tiro, onde encaixa a lança dos carros puxados por parelhas.
Cangalho – Canga para um único animal, mais frequentemente fixado aos varais do carro.
Canjirão – Vasilha grande para vinho.
Carcachada – Gargalhada.
Chaparro – Azinheira juvenil.
Debulha – Conjunto de operações para extrair as sementes de milho, cevada ou centeio dos molhos do cereal ceifado.
Desencaminhado – marginal.
Empestocado – Que diz ou faz parvoíces.
Encafuado – Escondido.
Encetar – Tirar o primeiro bocado. Da refeição, bebida, sopa…
Encharnicado – Irritadiço.
Entaliscado – Entalado. Pequeno entalão. Entaladela.
Entretenga – Entretenimento.
Enxapota – Ramo de azinheira ou de chaparro.
Enxúndia – Gordura de galinha.
Escarapão – Variedade de cobra.
Escarapoado – Zangado.
Estrambalhar – Entornar ou espalhar.
Estrumeira – Lixeira, onde se depositavam todos os resíduos domésticos e profissionais.
Fastio – Pouco apetite.
Fezes – Trabalhos e situações difíceis, tarefas árduas.
Fueiro – Pau comprido e aguçado numa das pontas que se colocava nos lados dos carros de agrícolas para carregar cereais em rama.
Fundilhos – Remendos na parte de trás das calças.
Gorpelha – Saco grande feito de tiras de folha de palmeira para encher de palha ou transportar materiais a granel.
Gradar – Alisar o terreno lavrado, actividades realizada com grade.
Gregar – Vomitar [Santo André – Santiago do Cacém].
Machuco – Forma deturpada dada à palavras em Pedrógão do Alentejo. Corruptela.
Madeiro – Tronco grande de árvore usado para queimar nas lareiras.
Malata – Ovelha nova, ainda quase borrega.
Mercas – Termo antiga para compras.
Molim – Apetrecho almofadado para suportar a canga, que se coloca sobre o pescoço dos animais de tiro.
Murracinha – Chuvinha, chuva molha parvos.
Parelha – Dois animais que, em conjunto, rebocam carros ou puxam alfaias agrícolas como charruas, arados ou trilhos.
Pataleta – Episódio doentio como AVC, enfarte ou epilepsia.
Pernicar – Beliscar [Santo André – Santiago do Cacém].
Perrumas – Bolas de cera de mel que, misturadas com farelos e com um fio de azeite, serviam de comida para cães.
Porca sara – Bicho de conta [Santo André – Santiago do Cacém].
Puxo – De arado ou de debulhadora, barrote usado para puxar alfaias ou veículos agrícolas, ligando a alfaia à canga. Lança.
Reguingalhos – Resíduos em suspensão no vinho.
Sovina 1 – Forreta.
Sovina 2 – Agulha de sapateiro, para furar cabedal.
Taipal – Cada uma das portas da frente e de trás dos carros agrícolas.
Taramenho – Precisão de movimentos. Usado geralmente pela negativa: diz-se que não tem taramenho quando deixa cair coisas ou foi descuidado na movimentação de objectos. Pessoa sem juízo, pessoa desorientada.
Tarro – Recipiente circular em cortiça com fundo e tampa do mesmo material. Por vezes tem uma pega em madeira.
Tendal – Parede lateral dos carros agrícolas.
Tesmalho – Rede de pesca fluvial artesanal.
Tição - Pedacito de madeira em brasa.
Tiçanito - Diminuitivo de Tição.
Travia – Comida para porcos. Comida ruim.
Trilho – Estrutura sobre rolos com espigões para debulhar trigo. Tem um assento para o almocreve e é puxado por muares.
Varais – Paus que ligam o carro ou charrete ao cangalho, dentro dos quais vai o animal.
Varrasco – Porco de cobrição.
Zurrapa – Vinho ruim.
***
sábado, 28 de julho de 2012
Relembando outro aldrabão, o Sócrates
O aldrabão Relvas está na berra, mas outro, o do diploma domingueiro que nos atolou em dívida pública e nos meteu na boca da tróica, não pode ser esquecido.
Refugiado em Paris sob pretexto filosófico, onde vive como nababo, esqueceu as malfeitorias que fez a Portugal.
Compete aos portugueses não se esquecerem das suas aldrabices.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Um conselho a ter em boa conta
Porto, 22 Julho 2012
Numa sociedade comandada por clandestinos de gravatas de seda, relógios de ouro e princípios de pechisbeque só uma atenção redobrada e uma resistência às novas cangas garante o livre arbítrio.
Fica fora do quadrado, mesmo que te atirem com radical ou talibã. Sê livre pelo teu própio esforço.
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
Relvas vai estudar!
Em vez de aldrabar!
Esta imagem estava estampada na camisola de um contra flan académico. Operação bem mais complexa que traficar a equivalência de 32 – trinta e duas – de 36 disciplinas de um curso da "univerdidade" Lusófona.
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Bordel português!
Recebi com indicação de autoria do Bocage.
Seja quem for o autor, merece uma chapelada a preceito, que aqui fica.
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A vida é filha da puta.
A puta, é filha da vida.
Nunca vi tanto filho da puta
na puta da minha vida!A puta, é filha da vida.
Nunca vi tanto filho da puta
Seja quem for o autor, merece uma chapelada a preceito, que aqui fica.
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
Criatividade cidadã contra ministro aldrabão
Este quadradinho, aí de uns 23 x 26 mm, foi recortado de uma A4 e distribuído por um Cidadão anónimo aos manifestantes contra a presença do mentiroso Relvas no Governo.
Foi um pequeno gesto que contrasta com os grandes cartazes e apareceu pela primeira vez anteontem. Mostra bem que a campanha é um somatório de iniciativas individuais, ao contrário das orquestrações partidárias e sindicais.
Nessas, os cartazes, as faixas e as palavras de ordem são formatados em laboratórios profissionalizados e saem direitinhos, rigorosos, sem uma gota de autenticidade. Os seus portadores são oficiais disciplinados e missionários na forma e papagaios no conteúdo.
Em S. Bento, no dia 23 outro galo cantou! E cantará até o pavão cair do poleiro.
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