quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Paris – cidade de golpes


Gare du Nord
18 de Setembro de 2012
Os quatro amigos, para desmoer a jantarada com vinho sem sulfitos, foram à Gare du Nord, à noite, comprar os bilhetes para o dia seguinte.
Na ampla gare deserta seguiam tabuleta a tabuleta RER Billets em busca das máquinas automáticas quando um tipo alto de aspeto argelino perguntou se queríamos bilhetes, apontou-nos as máquinas e seguiu caminho.
Quase lá, aparece outro tipo de tipologia argelina, mais baixo, mais franzino, que pergunta se vamos aos bilhetes para o Charles de Gaulle. Que sim e num instante já ele está a teclar a nossa máquina.
A dita não aceita o nosso cartão de crédito – alerta subliminar!!! – e oferece-se para pagar com o seu próprio cartão. Num piscar de olhos pagamos-lhe em notas, recebemos o troco e vemo-nos com quatro bilhetes na mão.
Virados e revirados, mirados e remirados, nem a tarifa Carnet tarif réduit nos alertou para a golpada! Carnet de 4 bilhetes!? Tarifa reduzida para adultos!? A verdade é que nem demos por esta informação: tê-la-emos lido e relido, mas os sensores não passaram do tremelicar amarelo.
O regresso ao apartamento fez-se entre a "amabilidade" do "senhor" e o porquê de tamanha "solicitude".

Gare du Nord
19 de Setembro de 2012
Com a bagagem a reboque, chegados à Gare du Nord, à cautela, pedimos parecer a um segurança. Despachou-nos sem se dignar uma simples olhadela aos bilhetes. Se saiu da máquina são válidos, foi a sentença.
Transpusemos o torniquete de acesso à RER B sem mais empecilho que os olhares entre nós como que a dizerem falso alarme, argelino bom.

Gare RER Charles de Gaule 2
19 de Setembro de 2012
E foi bom até sermos travados pelo torniquete de saída da gare do aeroporto.
As duas senhoras passaram, mas ficaram sob alçada de uma agente SNCF de chapelito vermelho, nariz arrebitado e com vontade de lhes sacar 30 eurecos de multa.
Os homens, ao vermos rejeitada a sua saída, pegámos nos bilhetes e dirigimo-nos a um fiscal de porte atlético e cara de poucos amigos. Entrementes, um apressado gringo cabelo cor de cenoura terá sido apanhado sem bilhete e logo apresentou a nota de 50 para entrar no aeroporto.
Pela nossa parte, explicámos ao Monsieur SNCF a "intermediação" argelina e recebemos um firme
– Foram vigarizados. Em francês soaria melhor, mas varreu-se-me o palavrão, qualquer coisa como escroqués.
Convencido, passou-nos para o outro lado e disse à colega de chapelito que o fizera por termos sido burlados. Ela hesitou um instante, parecendo não abdicar dos 30 vezes 2, mas o bom senso imperou, retomando nós 4 o império da liberdade circulatória.

Contabilisticamente, a burla ficou-nos a custo zero, pois o vigarista argelino "cobrara-nos" exatamente o valor dos bilhetes, 9,25 por cabeça. A RATP é que ficou a perder. Que se mexa, ela e a polícia, que têm muito que remexer!
E os burlões – em equipa, associação de malfeitores dirá um qualquer código napoleónico – fizeram a sua noite! Uns trocos, é certo, uma infinitésima partícula do "negócio" golpista da escumalha duma Paris que finge dar caça a vígaros impunes.

Destes estamos falados; voltaremos com o golpe do anel e das assinaturas das ciganas romenas.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Um homem com "unhas" contra-corrupção



O homem chama-se Paulo Morais e fala sem papas na língua. Desmonta os labirintos potenciadores da corrupção e põe a nu a pícara Cândida Almeida, essa funcionária da magistratura que não vê o que os portugueses vêem e querem investigado e levado a tribunal.

Recomenda-se vivamente que não perca esta notável peça de cidadania ativa:

 
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Serviço Público Humorístico 3


Não fosse o senhor Relvas um traficante "académico" e este estúdio não gastaria um simples byte com tal criatura.
 
 
 
Mas o seu diploma flan vale todo o investimento em obras que cheguem um dia à mesa do Passos e este caia em si se não cair de podre, pois nas bocas do mundo já caiu há muito. Para que o senhor Relvas caia do poleiro a que ascendeu com aldrabices.
 
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Serviço Público Humorístico 2



 
Não são só os advogados que esticam a interpretação até à absolvição dos seus clientes.
 
Este juízes comportaram-se como políticos e aos políticos fizeram o jeitinho de amassar os artigos e as alíneas com jurisprudência fedenta e doutrina rançosa.
 
Como é possível uma inconstitucionalidade com prazo de validade!? Inconstitucional lá para diante, mas este ano é coisa fina, uma lei de pedra e cal. Está-se mesmo a ver o médico anunciar à menina meio virgem a sua meia gravidez...
 
Quem a perdeu foi o próprio tribunal, que atirou mais uma acha para o descrédito da "justiça" portuguesa.
 
Por isso, Humor da Treta, prestou mais um sério Serviço Público com esta desmontagem da montagem jurisdicional.
 
 

domingo, 16 de setembro de 2012

Serviço Público Humorístico 1


Há montagens do Humor da Treta muito expressivas, um verdadeiro antidepressivo.

Por isso aqui aparecem como Serviço Público.

E quem tiver dúvidas que as compare a programas da RTP 1 como o do Fernando Mendes, essa alma ressequida que, sabe-se lá como, continua a faturar o oficial serviço público de televisão.

 
 

sábado, 15 de setembro de 2012

Besuntada tapas a cara



Pintas esse rosto lindo
tapas a cara que é tua,
e estás em casa ou na rua,
mesmo calada, mentindo.


António Aleixo
Este livro que vos deixo

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Nem voo rasante nem amaragem


Belém  Lisboa, 6.Set.2012

Não, de facto, pois se trata apenas de imagem da réplica de um dos hidoviões que levou Gago Coutinho e Sacadura Cabral pelos ares do Atlântico Sul.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Notas de Viena de Áustria


 Postal de Julho de 1992
 
Em conversa com uma vienense, dizia ela que falavam austríaco, não alemão!
 
Se têm uma língua própria, bem gostava de saber se os alemães não entendem este Coça coça!

Os bairrismos e nacionalismos têm grande capacidade de distorção! Se não forem pretexto para guerras e sangue, mortes e dor, que se divirtam...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Gatos-pingados na Proteção Civil



Chegam-nos de farda preta e preta boina com labaredas assustadoras, árvores calcinadas, gado esturricado e pessoas inconsoláveis.
Já nos basta a preta situação; nem precisamos que no-las dêem de luto carregado!

A farda preta retinta e boina da mesma mórbida cor adotadas pela Proteção Civil são uma triste evidência de insegurança institucional.
São um perigo para as pessoas que as usam em caso de envolvimento em ocorrência grave.
De facto, não contrastam com o meio envolvente (então no meio de matos queimados…) nem chamam a atenção. São um meio de contra-segurança que nada abona a ANPC, obviamente despojada de autoridade neste sensível domínio.

Quem encomendou e quem concebeu os uniformes dos funcionários da Autoridade Nacional de Proteção Civil que nos trazem más notícias foi indiferente ao nosso padrão cultural que relaciona o preto à tristeza e ao luto.

Lembram os funerários gatos-pingados em vez de servirem de prevenção e alerta, auxiliares da integridade dos operacionais de proteção.
Se a coisa está preta com tanto incêndio por todo o país, com estas pretas fardas mais pretos ficam os noticiários.

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9ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão

 
Assembleia da República, 10.Set.2012

Mais uma segunda-feira em que uma pequeníssima parte da sociedade portuguesa fez questão de afirmar os seus valores éticos. 19 Cidadãos, acreditando que a ética prevalecerá no governo Passos, gritaram Relvas rua!
E não calaram as suas razões:
 
Ética sim, Relvas Não – Demissão do aldrabão!
 
A decência não tem equivalência!
 
O Relvas a aldrabar e o Passos a tapar!
 
 
Fizeram-no frente ao parlamento, desta vez no triângulo rodoviário junto à casa amarela a que os polícias chamam ilha. Alguém propôs rebatizá-la Ilha Ética, não sendo nada má ideia acrescentar o dístico Zona livre de aldrabões.
 
Assim o PM tenha um assomo de consciência cívica e se livre do Miguel Relvas.
Em que país civilizado europeu um governante desmascarado na praça pública não sairia pelo seu próprio pé!?
Ou terá Passos medo de cair com ele!?

 




 
 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Chico-esperto piegas



PPC, autoconfirma-se como piegas chico-esperto: ainda há tão poucos dias, para a corte do PSD, dizia que 2013 seria melhor!

O protetor do Relvas aldrabão tão aldrabão como ele é. Um aldrabãozeco, aliás, pois a técnica de se esconder atrás das filhas não é próprio de um PM, mas sim de franganote enfermiço.

Pobre diabo!

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domingo, 9 de setembro de 2012

Tu caótico


O eterno símbolo do velho CAOS
Círculo de Atividades Oxigénio e Sol


Não temos no CAOS senhores
nem sequer senhoras donas.
Por cá não moram dôtores,
muito menos figuronas!



Linhagem, bazófia, brasões,
estatuto, certificados:
vazias quimeras, grilhões!
– Cativeiros antiquados…



Somos simples companheiros
sem canudos, etiquetas,
sejam ricos adegueiros,
ou pedagogas forretas.



Veterano calejado
e a cachopa tenrinha
usam tu como cajado
ao saltar a ribeirinha.



Entre estevas e verdura,
o sabido feiticeiro
adoça má catadura,
seduz o mais regateiro.



Trilhos fora tuteando,
tutear de andadeiro,
todos iguais enlaçando
com o tu hospitaleiro.



Sem balofa gentileza,
bons afetos cimentando,
é do CAOS a fortaleza,
todos por tu se tratando.




Manuel A. Madeira
6 de Agosto de 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Portugal tem um PM mentiroso

 


Passos, há dias, num encontro do seu partido, o PSD, dizia que o próximo ano seria melhor, que proximamente se vislumbraria uma luzinha de esperança.

Porém, mentiroso sem vergonha nem dignidade, acaba de anunciar mais e mais apertos para quem trabalha e supressão do natal e das férias dos reformados.

Há muitos, muitos anos, em tempos maus, terríveis, um PM britânico disse aos concidadãos que seria doloroso o caminho para vencer  nazismo. Apesar do anúncio do grande esforço exigido, o povo acreditou nele e venceu a guerra.

Esse grande líder chamava-se Winston Churchill e foi um homem prezado por ser fiel à palavra dada.

Passos é desprezado pelos portugueses por espezinhar as suas próprias palavras. Portugal precisa de um estadista, mas tem um fala-barato no lugar de PM.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Balas do melhor



Que estas sejam as balas que nos atravessem o coração.
Sr. Narciso da Lucinda

Para atingir a eloquência deste brinde, todas as balas, sejam brancas ou tintas, rosé ou de verdelho do Pico, devem ser atiradas de coração aberto a bons e leais amigos!

Obviamente sob a égide de uma cláusula de salvaguarda: com sulfitos ou reguingalhos, frisantes ou carrascãs, sejam elas moderadas.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Senhor Pires


O Senhor Pires foi meu Professor de geografia e era também o encarregado das atividades da Mocidade Portuguesa. Para os mais novos aqui deixo a bula da MP. Pretendia ser uma fabriqueta de ativos agentes do salazarismo, seduzindo os jovens com chefias, acampamentos de férias e farda com símbolos nacionais no bolso da camisa.
Como Professor guardo dele boas memórias. Sabedor, atento e tranquilo, tinha os rapazes e as raparigas na mão. Dava a volta às pulantices de miúdos e adolescentes sem gritos nem estaladas. Nem me lembro se usava puxões de orelhas pedagógicos.
Na MP creio que só cumpria os serviços mínimos, reduzindo-os às marchas de inspiração militar das quartas e sábados e poupando-nos à doutrinação salazarista.
De facto, a pequena burguesia da Vidigueira de então era uma comunidade avessa ao Estado Novo, com a contestação política centrada num dos cafés da Rua Longa. Não passava de convicções e palavras, só palavras, sem ato nem desacato. Por isso tolerada pelos delegados locais do regime.
É neste cadinho cultural que o Senhor Pires se afirma eticamente. E afirmava-se perante os alunos logo nas primeiras aulas ao ser interpelado por doutor e recusar o prefixo:
Trata-me por Senhor Pires!
Não sendo licenciado, nunca lhe terá passado pela cabeça ostentar essa marca nacional de poucachinho que lhe macularia a dignidade de que jamais abdicou.
 
Tivesse Miguel Relvas passado pelas mãos de um Senhor Pires e não seria hoje o mais grotesco motivo das gargalhadas de Portugal.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Angola – Ordem da ladroagem



Putin condecorou o homólogo angolano, Eduardo dos Santos, com a Ordem de Honra 


Há aqui um grande equívoco, talvez devido ao cirílico em que a maioria dos angolanos e portugueses são pouco ou nada fluentes.

Em boa verdade não pode passar de uma assombrada Ordem da ladroagem, em que o roubo é elevado à peanha dos brasões. 

De facto, as fortunas incomensuráveis do "presidente" de Angola, suas filhas e afilhados, generais e outros que tais, nada têm a ver com honra. Honra é coisa de gente séria, não de magarefes que sugam a seu bel-prazer o mais suculento recurso de todo um povo. 

E quanto às "eleições", essa gigantesca fraude propagandística que manteve no casulo dourado o laureado por Putin, não passaram fingido ato democrático.

Fosse aquele ladrão honrado e Angola, com tanto petróleo a jorrar, não teria crianças esfarrapadas, pé-descalço e esfomeadas de Cabinda ao Cunene.
 
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8ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão

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Ontem, 3 de Setembro, realizou-se a 8ª manifestação Relvas rua!, a primeira do mês, que juntou 25 pessoas (sem contar uma criança) a defender a Ética nos cargos de representação dos portugueses.
 

 

 
Os coletes refletores Relvas rua! apareceram pela primeira vez e foram necessários retoques de última hora.
 
 
E este apelo à participação cidadã foi distribuído a quem passava frente à Assembleia da República entre as 19 e as 20H00.
 
 
 
Foi entregue, dum e doutro lado da rua, por Cidadãos convictos de que a Ética é muito mais que retórica e que o Miguel Relvas no governo Passos envergonha Portugal . 
 
 
 
Por isso querem que Relvas seja demitido, já que o próprio não tem a dignidade de sair pelo seu pé.
 
 
 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Angola – O V de fraude


 
Hoje, dia de eleições 2 em 1, em Angola, sabe-se que os "resultados" serão anunciados amanhã.
A constituição foi moldada à manutenção de Eduardo dos Santos e da sua corte na posse dos recursos do país, pelo que a eleição presidencial foi embutida nas legislativas
O apuramento poderá ser limpo, pese embora a contestação da UNITA, mas a fraude residiu na própria campanha "eleitoral", que constituiu uma brutal manipulação.
A propaganda do MPLA, a que cá chega pela TPA, é uma chaga na dignidade dos angolanos. É uma grosseira camuflagem da pobreza do povo, soterrada sob uma violenta onda de adulação e subserviência ao eterno presidente. Uma requentada réplica do servilismo medieval à mão de ferro presidencial.
Os outros candidatos, meticulosamente arredados dos meios de comunicação de massa, foram excluídos de quaisquer veleidades de acesso ao poder.
O "resultado" das eleições já está decidido: é um V de vitória fraudulenta. Falta apenas assinar as atas para que as aparências cheguem às redações dos jornais e televisões.
 
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

7ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão


 
Na última segunda-feira, voltou a fazer-se ouvir a voz de revolta pela presença de um comprovado aldrabão no governo Passos.
 
Desta vez com várias abordagens de estrangeiros a querer saber o que ali faziam 12 Cidadãos, o que diziam e o que estava escrito nos cartazes.
 
Obviamente que a imagem externa de Portugal é ridicularizada por ter um membro do governo com tão frágil perfil. E as comparações vêm à baila, com exemplos, por essa Europa fora, de quem se demitiu por comportamentos tão pouco dignos como o de Relvas.
 
Se lá fora a ética prevaleceu, também por cá um dia o senhor Relvas cairá! E quanto mais tardar a sua demissão maior é o seu próprio enxovalho. Dele e do seu chefe, protetor e branqueador.
 
 


 
 
E pela primeira vez aqui fica um pequeno e amadoríssimo vídeo de um momento ético em que é evidenciada a indignidade de Miguel Relvas.
 
 
 
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pede deferimento – salazarista e ilegal




Todos os dias nos defrontamos com minutas, manuais em papel e portais na net, municipais, judiciais e administrativos com a sugestão de assinarmos requerimentos de forma anacrónica.
Alvitram Pede deferimento antes da assinatura, o que traz à memória o salazarismo e as suas técnicas de apoucamento dos Cidadãos.

De facto, o Pede deferimento é abstrusamente inútil, pois não acrescenta quaisquer dados a processar pelos serviços.

Numa perspetiva sociológica intimida: – Será que sem o pede deferimento isto é indeferido ou se atrasa!?
A verdade é que numa Administração ao serviço do Cidadão estas dúvidas fazem tão  pouco sentido como aquela expressão salazarista. Incita à subserviência, que foi a razão de ser da sua adoção pelo Estado Novo, mas descabida no nosso Estado de Direito.

Por isso o Decreto-Lei nº 135/99, de 22 de Abril, determina no seu artigo 16.º que na redação de formulários, minutas de requerimentos e outros documentos deve usar-se linguagem simples, clara, concisa e significativa, sem siglas, termos técnicos ou expressões reverenciais ou intimidatórias.

Paralelamente, o artigo 17.º do mesmo decreto-lei estabelece que nas minutas e nos modelos de requerimento só devem constar os dados indispensáveis, referidos nas alíneas a) a e) do n.º 1 do artigo 74.º do Código do Procedimento Administrativo, instituído pelo Decreto-Lei nº 6/96, de 31 de Janeiro, sendo vedada a exigência de elementos que não se destinem a ser tratados ou não acrescentem informação.

Ora o referido dipositivo do CPA define inequivocamente o termo dos requerimentos:
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e) A data e a assinatura do requerente, ou de outrem a seu rogo, se o mesmo não souber ou não puder assinar.


Assim, senhores manualistas e administrativistas, amanuenses e formalistas enterrai o salazarista Pede deferimento. Assim prestareis um bom serviço aos vossos compatriotas, aliviando a nossa burocracia e libertando-a de bolor ainda por espanejar.
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