quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Riqueza excecional de Alcácer do Sal

 
Quando se pensa que a Rua do Pinguinhas, a Rua do Maltratado ou a Travessa da Galhofa são expoentes inigualáveis da nossa toponímia, aparece-nos a Praça da Oliveira Marreca, em Santarém e Casais da Bufinha a desmentir-nos.
 
Há topónimos do arco da velha por todo o lado, mostrando a nossa grande riqueza nesta matéria.
 
E agora, em Alcácer do Sal, demos com duas outras excecionais designações, embora a mais sonante tenha sido rebatizada. Não interessa, está lá, subalternizada embora, mas um marco indelével da irónica alma alentejana.
 
 
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

12ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão

 
 

– Vão pró caralho!
foi a forma grotesca com que um motorista* se dirigiu aos concidadãos que ontem à tarde defendiam, frente à Assembleia da República, a ética e o afastamento de Miguel Relvas do governo.
 
Estiveram lá 9 portugueses, número pouco expressivo, evidentemente, mas mesmo assim, capaz de suscitar gestos e sorrisos de apoio opostos àquele, de muitos dos que passavam de carro.
 
Sim, é pouca gente, mas sim, são pessoas convictas, determinadas a continuar o protesto até à demissão do aldrabão. Até que um mínimo de respeitabilidade seja reposta no governo de Portugal.
 
Um governo com uma criatura com o perfil do Relvas é um vexame para o país e uma mancha na nossa imagem externa. Pior, que respeitabilidade tem o PM Passos ao negociar com a tróica, quando tem no seu seio quem mente despudoradamente e diz que a sua mentira foi um lapso!?
 




 

Relvas rua! na festa da República

No próximo 5 de Outubro, sexta-feira, novamente às 19H00, repetir-se-á a manifestação junto ao parlamento com o mesmo propósito. O encontro é na “Ilha Ética”, o pequeno empedrado junto à casa amarela.
 
Festejar-se-á a República gritando: 

Relvas rua!

A decência não tem equivalência

Ética sim – Relvas Não: Demissão do aldrabão

e serão exibidos cartazes e faixas em prol da ética, enquanto os estridentes apitos vaiarão a presença de Relvas no governo Passos.
 

Afirmação cívica

E voltará a ser um protesto pacífico, como sempre tem sido, repudiando-se quaisquer arruaça, violência ou tentativa de agressão ou invasão, ameaças à ordem pública já publicadas no facebook. E que aí foram denunciadas por gente do Grupo de manifestantes de 16 de Julho frente ao parlamento.
 
E perfeitamente demarcadas as águas turvas de quem queira criar incidentes ou provocar confrontos que nunca se sabe como acabam. E podem acabar mal… política e fisicamente.
 
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 * Cidadão pouco dado à cidadania ativa, um pouco representativo agente do obscurantismo nacional.

 

Paris e seus amores aferrolhados


 
Paris, as pontes de Paris, são nova Meca do Amor.

Com as devidas distâncias, Meca tolerante do amor terreno, essa coisa que ferve agora e logo murcha, a mesma que prende a alma que o tempo libertará.

Pois a nova cidade da afeição panteísta encontrou no cadeado a forma de expressão que em tempos a aliança glorificava.

Com o preço do ouro upa upa e os emolumentos ui ui ui, a sede de promessas e a fome de certezas enveredaram pela poupança no simbolismo dos afetos.

É verdade, algumas das pontes sobre o Sena visitadas em Setembro mostravam ao mundo quão apertados eram os laços dos enlaçados.



  
Salvo os nós cínicos, chaves viste-las, afundadas do fundo do coração na esperança de amor eterno e fidelidade ímpar da cega ingenuidade.

Mas se o significado dos grandes cadeados é evidente, amor sólido, inviolável, já o dos azuis e cor-de-rosa serão frutos de tórridos terrenos.

 
E se as fitinhas bem podem ser sucedâneo de gracioso vestido de noiva, escapou-nos o porquê do cadeado preto e nem por sombras imaginamos um amor mórbido.

 
 
Contudo, ficou por apurar o significado do cadeado com muitos outros nele enroscados. A ternura de geometria variável terá espaço para enlaces em cadeia, harém privado, relação aberta, "swing" convencionado ou porta aberta tolerada. E em terra de Ménage à trois, não seremos nós a questionar a Ménage multiple! Porquoi pas!?

 
Vá-se lá saber! Talvez aquela simpática noiva chinesa nos pudesse ter dado uma dica, ela que ao ver a objetiva apontada pôs dois dedos por trás da cabeça do marido. Não fomos suficientemente rápidos para registar o gesto nem para lhe perguntar que cadeado ali colocara.
 
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Burrice emocional da lebre do Passos


António Borges, "economista" avençado pelo governo Passos para as privatizações, revelou-se um exímio atirador.

Tem dado tiros nos pés a torto e a direito. Nos seus e nos do Passos.

Começou com o abaixamento dos salários dos trabalhadores, não do seu, não dos administradores milionários, não dos consultores de milhões. Dos dos mais pobres.

O dono da Jerónimo Martins já lhe respondeu:
– É burrice baixar salários baixos.

Evidentemente que não usou estas palavras! O itálico é uma tradução Formigarras, gratuita, como é habitual. Alexandre S. Santos não belisca o governo para além do estímulo conveniente. Precisa dele, não ia ser ostensivo...

A verdade é que disse, numa simples lapalissada, o que se mete pelos olhos dentro de quem não vive em redomas almofadadas a ouro:
– "Uma pessoa que ganha menos de 500 euros não tem vontade nenhuma de ir trabalhar”

Coisa que o Borges não entende. Por burrice emocional, patologia que não se cura com barrigadas de tachos nem com guiões formatados em Chicago.

O tiro salarial aqui fica. Outras tiradas à luz da burrice emocional do requentado novorriquismo desta lebre do Passos seguem em próximos capítulos.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Portugal, Afonso Henriques e o Passos

 


Passos, o PM que todos os dias desmente o que disse na véspera, de que a caótica decisão e encolha sobre a TSU é a mais caricata, não tem envergadura nem maturidade para o cargo.

Apesar das profecias da sua corte, das ânsias de almas tíbias e do prognóstico reservado de um Cavaco ausente nos momentos chave, Portugal ficará melhor sem Passos.

Se o desaparecimento do grande D. Afonso Henriques não travou Portugal, não será a já evidente morte política do frágil Passos Coelho que nos levará para a cova. Depois do Fundador, temos vencido vaga após vaga de tempestades económicas e financeiras, dramas sociais e deceções eleitorais e é o que continuaremos a fazer. Pagaremos as dívidas à tróica, criaremos consensos para um projeto nacional e havemos de levantar a cabeça.

Mas Passos morto já está; o funeral ocorrerá logo que cozinhada a laudatória extrema-unção, a ministrar por cigarras do PSD entre duas lágrimas piegas e o alívio dos portugueses.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Petardos contra a cidadania ativa


Na última sexta-feira, muito povo se reuniu em Belém, frente à Presidência da República, para lembrar aos políticos que tem uma palavra a dizer sobre o destino de Portugal.

Fica aqui um pequeno retrato das motivações cidadãs nessa chamada vigília.

 

 
 

 


 
 
O dispositivo policial foi imponente e abrangente, desde o jardim até à Calçada da Ajuda, com o acesso ao Pátio dos Bichos fechado ao público. E por aí terá saído a maioria dos membros do Conselho de Estado convocado por Cavaco.

 
 
O forte contingente não impediu, contudo, o lançamento de vários petardos. Mesmo em frente deste destacamento de EIR explodiu uma dezena desses explosivos.
 
 
Uma manifestação, seja protesto ou apelo, reinvidicação ou denúncia, é um gesto pacífico de assunção da cidadania num Portugal livre.
 
Sem tranquilidade, qualquer intervenção política na via pública perde eficácia e reveste-se de caráter de arruaça, reduzindo o seu impacto, podendo mesmo ser usada pelos contestados.
 
Viram do avesso as frases e os cartazes que lhe são dirigidos e convertem petardos em bombas e palavras em agressões. Munidos de assessores de imprensa e consultores de imagem e uma ajudinha de certo jurisconsulto ainda ficam por cima no saldo televisivo. As manifestações tumultuosas até lhes podem dar jeito. Já vimos isso...

Nesta vigília de Belém, depois dos petardos foram atiradas pedras e garrafas e houve quem  explicasse os excessos com o excesso de ingestão dos conteúdos.

 
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

11ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão



Ontem, diminuiu o número de Cidadãos que bateram o pé a Miguel Relvas, em defesa de um Portugal governado à luz da Ética.

Foram 13 os que, frente à Assembleia da República, clamaram pela demissão desse mentiroso ministro, embora não estejam todos na foto inicial.

Continuaram a ser distribuídos folhetos aos concidadãos que passaram frente ao parlamento, a pé e de carro, que, na grande maioria, os aceitaram sorridentes.

Como anteriormente, alguns carros não pararam ou os vidros não foram abertos e outros buzinaram o seu apoio. Porém, pela primeira vez, se ouviu uma voz de enfado Vão trabalhar.


 
Também pela primeira vez, a bandeira nacional enquadrou a manifestação.
 
 
Os apitos continuaram igualmente os seus estridentes alertas...
 
 
...e mantiveram-se alguns dos suportes já usados noutras Relvas rua!



 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Relvas rua!" no seu próprio governo

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Vigília em Belém, 21.Set.2012

O CDS Portas fez pirraça ao PSD, Passos amuou, a coisa empolou e as redações arrebitaram a orelha.
Como anti-inflamatório foi criado o Conselho de Coordenação da Coligação com sigla e tudo, a originalíssima CCC.
Falta apurar se o amaciador é de aplicação diária, três vezes ao dia, depois das abluções matinais, a seguir ao digestivo do almoço ou após o último malte da noite. E não há jornalista que não se esmifre por descobrir a eficácia do CCC, se é amargo, dá azia ou tem efeitos secundários indigestos para a própria tróica.
Isso só mais tarde se saberá, mas o que é clarinho clarinho é que o Relvas já viu o Relvas rua! dos seus próprios correligionários.
Factos são factos e o EXPRESSO de sábado pintou-os em tons impressivos: Relvas está fora do CCC! Constituem-no os primeiros vices de cada partido, assim como os respetivos líderes parlamentares e responsáveis pelas próximas autárquicas. Só. Única e exclusivamente.

O "coordenador político" do governo Passos – esse mesmo, o Relvas – ficou de fora. Coordenador enjeitado da coordenação interpartidária pelos seus pares tem a sentença lida: Relvas rua!

Mais claro só com selo branco oficial, o que não tardará. Venha a data, que queremos celebrar!

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Máscaras de ideologias da desideologização


 

 
Ideologia salazarista da não-ideologia
No Estado Novo, versão oficial, não havia ideologia, apenas os superiores interesses da nação. E a verdade é que toda a propaganda salazarista, direito corporativo e direito administrativo incluídos, tudo fizeram para banir essa palavra dos textos e da fala, do pensamento e da comunicação social.
Foi um longo tempo de ideologia salazarista injetada nos livros e manuais, nos jornais e nas revistas como produto não ideológico. Porém, evidente na escolarização reduzida aos mínimos, na neutralização e prisão de pensadores, na censura de livros, jornais e jornalistas, no impedimento de reuniões, no condicionamento industrial e no servilismo inoculado na reverência aos chefes e no subserviente pede deferimento dos requerimentos.
 
Explosão ideológica
Com o 25 de Abril tudo mudou: o vulcão expeliu ideologias para todos os gostos e todas elas com todas as letras.
Mas aos poucos, assente a euforia, foram secas, ridicularizadas umas, esvaziadas outras e mesmo ideologias ganhadoras foram metidas na gaveta. Foi tempo dos empréstimos garantidos pelo ouro que nos obrigaram a depositar em bancos estrangeiros. E também foi o tempo do primeiro FMI e da resignação nacional ao pragmatismo de comer todos os dias. Parêntesis: até a Aspirina, a da Bayer, chegou a faltar nas farmácias!
Nesta fase da história de Portugal, a desideologização foi promovida sob a égide do livre mercado, dos "barões" novos-ricos e do anestesiante "sindicalismo" PS-PSD. Exemplo da pretensa neutralidade ideológica de tal tempo foi o milionário copo-de-água do casamente de uma filha do "sindicalista" "socialista" Torres Couto.
Gente incómoda para o Clube de Bilderberg tem chamado a tal tempo tempo de regabofe, tempo de peculato e de sinais de milagre, o milagre de sinais exteriores de riqueza sem fonte plausível nem investigação eficaz.

Ideologia do deus-mercado
E eis que chega Passos… embora este capítulo já tenha vindo a desabrochar antes dele, então com mais pezinhos de lã.

Ansioso por ribalta, peanha e cordelinhos, Passos empurrou Sócrates borda fora a poder de PEC e mais PEC: o país, o país, o país… meu querido Portugal! Tudo limpo, sem sombra de ideologia, aquela conversa de plástico a que os químicos chamam PPC – 4-Fenil-4-(1-piperidinil)-ciclo-hexanol, mas que os cínicos puros sintetizam como simples charlatanice.
Pois não é que o outro PPC, o agora Pedro do facebook, desenterrou a ideologia ao enterrar os trabalhadores com mais 7% de TSU! Claro que a bem de todos nós, até para benefício dos que ganham 485 euros e que ficarão com menos 34. Uma ninharia, coisa que não ia impedir o "estadista" de cozinhar o bem da arraia-miúda.
A tróica manda baixar os salários e o Pedro, seu pau mandado, zás, não hesita em empobrecer os mais pobres dos pobres. Podia tirar uns trocos aos grandes senhores, aos Amorins e aos Azevedos e até ficava bem no retrato se limasse um pouco dos milhões dos Mexias e dos senhores da banca. E salvaria as aparências se fizesse uns desbastes nos figurões do PSD e do PS que se instalaram nas empresas públicas a título de gestores e se pavoneiam de BM topo de gama nos congressos partidários.

Mas não, a ideologia Chicago boys falou mais alto. E é também ela que o faz acabar com os subsídios de férias e de natal, manobra que mascarou como distribuição pelos doze meses de um dos subsídios reposto. É um pequeno balão de ensaio. Por ora restrito a um setor laboral, mas a apalpar terreno para um passo maior.
É evidente que são passos da passada ideológica de reinstalação da oligarquia do dinheiro grande. E do esmagamento da cidadania, pondo a política ao serviço desse império, agenciada pelos políticos seus serventuários.
Este todo-poderoso deus mercantil, alheio ao desenvolvimento de uma economia assente em profissionais altamente qualificados e tecnologias de ponta e indiferente ao bem-estar do povo é um caminho para o precipício. Que Passos embrulha em celofane economês, mas que não passa de poeira de ultraliberalismo para olhos incautos. Nem o recuo na TSU é tranquilizante, dada a sua rotineira tática da mentir aos portugueses.
Nem para o americano médio o liberalismo selvagem será bom, que as ruas USA estão cheias de sem-abrigo, esse desumano indicador de miséria extrema. E mesmo na União Europeia dos altos PIB, IDH e Gini são mantidos esquemas de solidariedade social que o experimentalismo Passos quer abolir, mascarado pela sua requentada ideologia da não ideologia.

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domingo, 23 de setembro de 2012

O Conselho de Estado do Zé Povinho

Como uma má fotografia retrata bem a imagem que um povo com história tem de um órgão que também a podia ter.
 
Tivéssemos nós um Presidente corajoso e o Conselho de Estado não seria o inócuo apêndice de um frágil papa-reformas* fugido às suas responsabilidades.
 
Nem este lúcido cartaz teria aparecido na manifestação da última sexta-feira em Belém. 

 
* Um Presidente digno desse cargo jamais prescindiria do seu salário institucional, como fez Cavaco.
 
 

sábado, 22 de setembro de 2012

Passos rua!

Ontem na Vigília frente ao Palácio de Belém


Terá sido o enterro oficial da TSU: o Governo informou o Conselho de Estado que está disponível para "estudar alternativas à alteração da TSU" com os parceiros sociais. E também assegurou aos conselheiros que a coligação está sólida.
http://www.publico.pt/Política/conselho-de-estado-governo-ira-encontrar-alternativas-a-mudanca-na-tsu-1564079?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29#

Passos não sabe o que quer, só sabe que quer ser governo. Ontem a TSU era a salvação da pátria, hoje já existe alternativa... Que trapalhada! É o caminho Santana Lopes, lembram-se!?

Só um verbo de encher, cheio de prosápia, enche a boca com ir além da tróica e  tão poucos dias depois de aumentar a TSU para os trabalhadores a anula, metendo o rabinho entre as pernas.

Ordem e contra ordem é desordem, o dito militar, cai que nem uma luva nesta barata tonta que é o PPC. Portugal tem de pagar o que deve, Portugal tem compromissos que deve cumprir, mas, acima de tudo, Portugal precisa de um Norte, uma orientação com constância, viabilidade e sustentação popular, não de um cata-vento

 Porém, com o "pensador" Miguel Relvas a coordenar a ação política do executivo, nada disto surpreende. Mentiroso credenciado, traficante publicamente denunciado e diplomado de contrafação, que credibilidade popular tem esta figura de ópera bufa, perante a tróica e junto dos seus pares!?

Decididamente, já não basta o Relvas rua!; Passos rua! é o caminho.

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NB: Se anunciam a solidez aos quatro ventos é porque a coligação está presa por arames.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Paris – cidade de golpes


Gare du Nord
18 de Setembro de 2012
Os quatro amigos, para desmoer a jantarada com vinho sem sulfitos, foram à Gare du Nord, à noite, comprar os bilhetes para o dia seguinte.
Na ampla gare deserta seguiam tabuleta a tabuleta RER Billets em busca das máquinas automáticas quando um tipo alto de aspeto argelino perguntou se queríamos bilhetes, apontou-nos as máquinas e seguiu caminho.
Quase lá, aparece outro tipo de tipologia argelina, mais baixo, mais franzino, que pergunta se vamos aos bilhetes para o Charles de Gaulle. Que sim e num instante já ele está a teclar a nossa máquina.
A dita não aceita o nosso cartão de crédito – alerta subliminar!!! – e oferece-se para pagar com o seu próprio cartão. Num piscar de olhos pagamos-lhe em notas, recebemos o troco e vemo-nos com quatro bilhetes na mão.
Virados e revirados, mirados e remirados, nem a tarifa Carnet tarif réduit nos alertou para a golpada! Carnet de 4 bilhetes!? Tarifa reduzida para adultos!? A verdade é que nem demos por esta informação: tê-la-emos lido e relido, mas os sensores não passaram do tremelicar amarelo.
O regresso ao apartamento fez-se entre a "amabilidade" do "senhor" e o porquê de tamanha "solicitude".

Gare du Nord
19 de Setembro de 2012
Com a bagagem a reboque, chegados à Gare du Nord, à cautela, pedimos parecer a um segurança. Despachou-nos sem se dignar uma simples olhadela aos bilhetes. Se saiu da máquina são válidos, foi a sentença.
Transpusemos o torniquete de acesso à RER B sem mais empecilho que os olhares entre nós como que a dizerem falso alarme, argelino bom.

Gare RER Charles de Gaule 2
19 de Setembro de 2012
E foi bom até sermos travados pelo torniquete de saída da gare do aeroporto.
As duas senhoras passaram, mas ficaram sob alçada de uma agente SNCF de chapelito vermelho, nariz arrebitado e com vontade de lhes sacar 30 eurecos de multa.
Os homens, ao vermos rejeitada a sua saída, pegámos nos bilhetes e dirigimo-nos a um fiscal de porte atlético e cara de poucos amigos. Entrementes, um apressado gringo cabelo cor de cenoura terá sido apanhado sem bilhete e logo apresentou a nota de 50 para entrar no aeroporto.
Pela nossa parte, explicámos ao Monsieur SNCF a "intermediação" argelina e recebemos um firme
– Foram vigarizados. Em francês soaria melhor, mas varreu-se-me o palavrão, qualquer coisa como escroqués.
Convencido, passou-nos para o outro lado e disse à colega de chapelito que o fizera por termos sido burlados. Ela hesitou um instante, parecendo não abdicar dos 30 vezes 2, mas o bom senso imperou, retomando nós 4 o império da liberdade circulatória.

Contabilisticamente, a burla ficou-nos a custo zero, pois o vigarista argelino "cobrara-nos" exatamente o valor dos bilhetes, 9,25 por cabeça. A RATP é que ficou a perder. Que se mexa, ela e a polícia, que têm muito que remexer!
E os burlões – em equipa, associação de malfeitores dirá um qualquer código napoleónico – fizeram a sua noite! Uns trocos, é certo, uma infinitésima partícula do "negócio" golpista da escumalha duma Paris que finge dar caça a vígaros impunes.

Destes estamos falados; voltaremos com o golpe do anel e das assinaturas das ciganas romenas.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Um homem com "unhas" contra-corrupção



O homem chama-se Paulo Morais e fala sem papas na língua. Desmonta os labirintos potenciadores da corrupção e põe a nu a pícara Cândida Almeida, essa funcionária da magistratura que não vê o que os portugueses vêem e querem investigado e levado a tribunal.

Recomenda-se vivamente que não perca esta notável peça de cidadania ativa:

 
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Serviço Público Humorístico 3


Não fosse o senhor Relvas um traficante "académico" e este estúdio não gastaria um simples byte com tal criatura.
 
 
 
Mas o seu diploma flan vale todo o investimento em obras que cheguem um dia à mesa do Passos e este caia em si se não cair de podre, pois nas bocas do mundo já caiu há muito. Para que o senhor Relvas caia do poleiro a que ascendeu com aldrabices.
 
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Serviço Público Humorístico 2



 
Não são só os advogados que esticam a interpretação até à absolvição dos seus clientes.
 
Este juízes comportaram-se como políticos e aos políticos fizeram o jeitinho de amassar os artigos e as alíneas com jurisprudência fedenta e doutrina rançosa.
 
Como é possível uma inconstitucionalidade com prazo de validade!? Inconstitucional lá para diante, mas este ano é coisa fina, uma lei de pedra e cal. Está-se mesmo a ver o médico anunciar à menina meio virgem a sua meia gravidez...
 
Quem a perdeu foi o próprio tribunal, que atirou mais uma acha para o descrédito da "justiça" portuguesa.
 
Por isso, Humor da Treta, prestou mais um sério Serviço Público com esta desmontagem da montagem jurisdicional.
 
 

domingo, 16 de setembro de 2012

Serviço Público Humorístico 1


Há montagens do Humor da Treta muito expressivas, um verdadeiro antidepressivo.

Por isso aqui aparecem como Serviço Público.

E quem tiver dúvidas que as compare a programas da RTP 1 como o do Fernando Mendes, essa alma ressequida que, sabe-se lá como, continua a faturar o oficial serviço público de televisão.