sábado, 6 de outubro de 2012

13ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão


 

13 Cidadãos na 13ª Relvas rua!

Ontem, 5 de Outubro, assim celebraram a implantação da República. Novamente frente à Assembleia da República, às 19H00, porém silenciosos, sem apitadelas nem palavras de ordem.

De facto, esse seria um esforço inglório, pois a "Ilha Ética" junto à casa amarela e todo o espaço defronte da escadaria do palácio de S. Bento estava pejado de outros manifestantes mais ruidosos. Com outros objetivos, com outros temas e lemas e especialmente com outra atitude. A ela voltaremos.

A invasão do parlamento tinha sido anunciada no facebook e os Relvas rua! demarcarram-se de qualquer arruaça, fazendo o seu protesto Ético tranquilamente no passeio próximo das escadas da Travessa da Arrochela. Foi alheio ao derrube das grades que cercavam o parlamento e as inocentes tentativas de "invasão" nem sorrisos lhes colheram.

Tão calma foi a sua intervenção cívica que nem vaiou o ministro Relvas, confesso aldrabão, nem sequer gritou

A decência não tem equivalência!


E às 20H00, como tem sido habitual desde as primeiras manifestações Ética Sim - Relvas Não! enrolou a faixa, dobrou os cartazes e ficou à esperada boa notícia, a queda do "Coordenador político" do Passos.Gov.pt.






 
Viva a República!
 
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Cavaco e o medo, o cão e o Homem



Mário Soares foi o único político de vulto que não se agachou ao temeroso Cavaco no dia da República.

Não foi ao Pátio da Galé, recusando ombrear com os pomposos cobardes que lá foram, incluindo o dececionante Jorge Sampaio.

Mais, lembrou aos portugueses que um PR não pode ser medroso, apontando o dedo ao agora vexado como Aníbal Cagaço Silva.

Quem tem medo compra um cão, palavras de Soares, que não podiam ser mais verdadeiras. O sindroma António Arroio alojou-se no coitado do presidente, a quem já não bastam escoltas e guarda-costas. E, pelos vistos, nem o Pátio da Galé o protegeu, pois a insegurança invocada apenas propagou exponencialmente a sua fragilidade pessoal.

Que presidente...

Ao menos podia pôr os olhos no seu crítico, um Soares demasiado versátil, mas um Homem sem medo de nada!

Licenciatura – Décimas do Senhor Máximo


 

Já tenho licenciatura

 

Já tenho licenciatura
Agora sou um doutor,
Tenho montes de cultura
Vou ser Ministro? E se fôr?

 

Inscrevi-me ao fim do dia
Naquela Universidade
Dos diplomas de inverdade
P'ra testar o que sabia.
Já de manhã, mal se via,
De maneira prematura
Eu fiz muito má figura.
Mas mesmo sem saber nada
Formei-me na Tabuada,
Já tenho licenciatura!

 

Dei cem erros no ditado.
E agora o mais curioso :
Por estar muito nervoso
À recta chamei quadrado!
Quando me foi perguntado
Se conhecia o Reitor,
Respondi que não senhor
Embora fosse meu tio!
Disse mentiras a fio,
Agora sou um doutor!

 

Com mesquinhez e com tudo
Puxei das equivalências,
Juntei outras mil valências
Deram-me mais um canudo.
Com diplomas, contudo,
Era fácil a leitura,
Deixei de ser um pendura,
Sou político afamado.
Sou falado em todo o lado,
Tenho montes de cultura!

 

Já sou Mestre em Corrupção,
A todos sei enganar.
Habituei-me a roubar
Tirei curso de ladrão.
E agora, queiram ou não,
Mesmo sem nenhum valor,
Eu falo que é um primor
Na Assembléia sentado.
Para já sou deputado.
Vou ser Ministro? E se fôr ?

 
 

Máximo, Avis, 17 de Julho de 2012
Décimas do Senhor Máximo, natural de Avis (Alentejo)

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Políticos cobardes no dia da República



Maria de Belém declarou-se desconfortável por a sessão solene de enaltecimento da República se ter realizado num gueto de que foram afastados os cidadãos comuns.

Gueto não foi palavra usada pela PS, é ênfase Formigarras.

Porém, ela e toda a classe política portuguesa foram a correr encafuar-se no Pátio da Galé, todos longe da arraia-miúda.

Arraia-miúda também não foi usada por qualquer daqueles a que as televisões deram eco. É também um enfático grito de revolta Formigarras.

O próprio Costa, o presidente da Câmara de Lisboa que disse o que vai na cabeça de muitos portugueses, obedeceu, de rabinho entre as pernas, à cobarde convocatória do Cavaco para um canto escondido dos Cidadãos.

Ele os seus correligionários e os barões do PSD e os camaradas do PC e os dôtores do BE e muitos dos figurões do aparelho de Estado não tiveram "unhas" para deixar Cavaco a falar sozinho!!!

Tivessem-nas tido e a República também teria tido a homenagem tradicional na Praça do Município, pois Cavaco, como já nos habituou, ter-se-ia encolhido.

A cobardia de uns e de outros está a arrastar Portugal para tamanha frustração, total desconfiança nos políticos e revolta surda que não augura nada de bom.

Espero que ao hoje fim do dia, frente ao parlamento e livre de peias partidárias, muitos portugueses festejem a República, a Ética e a dignidade, contra o medo e a mentira, contra a aldrabice e o comodismo.

Festejar a República com “Relvas rua!”

 

102 anos depois da implantação da República vamos festejar a respeitável data.

De forma mais pacífica que a dos republicanos obreiros da destituição da corte de inúteis ociosos, mas com idêntica convicção, também hoje se clamará por um país melhor.

Relvas rua! voltará à Assembleia da República, às 19H00, na “Ilha Ética”, o pequeno empedrado junto à casa amarela.

No mesmo dia em que o Cavaco, no Pátio da Galé, em Lisboa, dirá umas palavras ocas sobre a República, às escondidas do Povo, com medo de ser vaiado, haverá portugueses a gritar bem alto:
 
A decência não tem equivalência
 
Com força e sem violência, com determinação e sem arruaça, convictos e tranquilos, portugueses protestarão contra a presença de um aldrabão confesso no governo de Portugal.

De um Portugal que tarda em erigir uma barreira ética, um filtro higiénico, a este tipo de criaturas para quem tudo vale.

Enquanto Passos, o imaturo e frágil PM, mantiver Miguel Relvas no poder, bem pode orar aos sete ventos o bem que faz ao país que ninguém acredita na sua fé!
 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Riqueza excecional de Alcácer do Sal

 
Quando se pensa que a Rua do Pinguinhas, a Rua do Maltratado ou a Travessa da Galhofa são expoentes inigualáveis da nossa toponímia, aparece-nos a Praça da Oliveira Marreca, em Santarém e Casais da Bufinha a desmentir-nos.
 
Há topónimos do arco da velha por todo o lado, mostrando a nossa grande riqueza nesta matéria.
 
E agora, em Alcácer do Sal, demos com duas outras excecionais designações, embora a mais sonante tenha sido rebatizada. Não interessa, está lá, subalternizada embora, mas um marco indelével da irónica alma alentejana.
 
 
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

12ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão

 
 

– Vão pró caralho!
foi a forma grotesca com que um motorista* se dirigiu aos concidadãos que ontem à tarde defendiam, frente à Assembleia da República, a ética e o afastamento de Miguel Relvas do governo.
 
Estiveram lá 9 portugueses, número pouco expressivo, evidentemente, mas mesmo assim, capaz de suscitar gestos e sorrisos de apoio opostos àquele, de muitos dos que passavam de carro.
 
Sim, é pouca gente, mas sim, são pessoas convictas, determinadas a continuar o protesto até à demissão do aldrabão. Até que um mínimo de respeitabilidade seja reposta no governo de Portugal.
 
Um governo com uma criatura com o perfil do Relvas é um vexame para o país e uma mancha na nossa imagem externa. Pior, que respeitabilidade tem o PM Passos ao negociar com a tróica, quando tem no seu seio quem mente despudoradamente e diz que a sua mentira foi um lapso!?
 




 

Relvas rua! na festa da República

No próximo 5 de Outubro, sexta-feira, novamente às 19H00, repetir-se-á a manifestação junto ao parlamento com o mesmo propósito. O encontro é na “Ilha Ética”, o pequeno empedrado junto à casa amarela.
 
Festejar-se-á a República gritando: 

Relvas rua!

A decência não tem equivalência

Ética sim – Relvas Não: Demissão do aldrabão

e serão exibidos cartazes e faixas em prol da ética, enquanto os estridentes apitos vaiarão a presença de Relvas no governo Passos.
 

Afirmação cívica

E voltará a ser um protesto pacífico, como sempre tem sido, repudiando-se quaisquer arruaça, violência ou tentativa de agressão ou invasão, ameaças à ordem pública já publicadas no facebook. E que aí foram denunciadas por gente do Grupo de manifestantes de 16 de Julho frente ao parlamento.
 
E perfeitamente demarcadas as águas turvas de quem queira criar incidentes ou provocar confrontos que nunca se sabe como acabam. E podem acabar mal… política e fisicamente.
 
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 * Cidadão pouco dado à cidadania ativa, um pouco representativo agente do obscurantismo nacional.

 

Paris e seus amores aferrolhados


 
Paris, as pontes de Paris, são nova Meca do Amor.

Com as devidas distâncias, Meca tolerante do amor terreno, essa coisa que ferve agora e logo murcha, a mesma que prende a alma que o tempo libertará.

Pois a nova cidade da afeição panteísta encontrou no cadeado a forma de expressão que em tempos a aliança glorificava.

Com o preço do ouro upa upa e os emolumentos ui ui ui, a sede de promessas e a fome de certezas enveredaram pela poupança no simbolismo dos afetos.

É verdade, algumas das pontes sobre o Sena visitadas em Setembro mostravam ao mundo quão apertados eram os laços dos enlaçados.



  
Salvo os nós cínicos, chaves viste-las, afundadas do fundo do coração na esperança de amor eterno e fidelidade ímpar da cega ingenuidade.

Mas se o significado dos grandes cadeados é evidente, amor sólido, inviolável, já o dos azuis e cor-de-rosa serão frutos de tórridos terrenos.

 
E se as fitinhas bem podem ser sucedâneo de gracioso vestido de noiva, escapou-nos o porquê do cadeado preto e nem por sombras imaginamos um amor mórbido.

 
 
Contudo, ficou por apurar o significado do cadeado com muitos outros nele enroscados. A ternura de geometria variável terá espaço para enlaces em cadeia, harém privado, relação aberta, "swing" convencionado ou porta aberta tolerada. E em terra de Ménage à trois, não seremos nós a questionar a Ménage multiple! Porquoi pas!?

 
Vá-se lá saber! Talvez aquela simpática noiva chinesa nos pudesse ter dado uma dica, ela que ao ver a objetiva apontada pôs dois dedos por trás da cabeça do marido. Não fomos suficientemente rápidos para registar o gesto nem para lhe perguntar que cadeado ali colocara.
 
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Burrice emocional da lebre do Passos


António Borges, "economista" avençado pelo governo Passos para as privatizações, revelou-se um exímio atirador.

Tem dado tiros nos pés a torto e a direito. Nos seus e nos do Passos.

Começou com o abaixamento dos salários dos trabalhadores, não do seu, não dos administradores milionários, não dos consultores de milhões. Dos dos mais pobres.

O dono da Jerónimo Martins já lhe respondeu:
– É burrice baixar salários baixos.

Evidentemente que não usou estas palavras! O itálico é uma tradução Formigarras, gratuita, como é habitual. Alexandre S. Santos não belisca o governo para além do estímulo conveniente. Precisa dele, não ia ser ostensivo...

A verdade é que disse, numa simples lapalissada, o que se mete pelos olhos dentro de quem não vive em redomas almofadadas a ouro:
– "Uma pessoa que ganha menos de 500 euros não tem vontade nenhuma de ir trabalhar”

Coisa que o Borges não entende. Por burrice emocional, patologia que não se cura com barrigadas de tachos nem com guiões formatados em Chicago.

O tiro salarial aqui fica. Outras tiradas à luz da burrice emocional do requentado novorriquismo desta lebre do Passos seguem em próximos capítulos.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Portugal, Afonso Henriques e o Passos

 


Passos, o PM que todos os dias desmente o que disse na véspera, de que a caótica decisão e encolha sobre a TSU é a mais caricata, não tem envergadura nem maturidade para o cargo.

Apesar das profecias da sua corte, das ânsias de almas tíbias e do prognóstico reservado de um Cavaco ausente nos momentos chave, Portugal ficará melhor sem Passos.

Se o desaparecimento do grande D. Afonso Henriques não travou Portugal, não será a já evidente morte política do frágil Passos Coelho que nos levará para a cova. Depois do Fundador, temos vencido vaga após vaga de tempestades económicas e financeiras, dramas sociais e deceções eleitorais e é o que continuaremos a fazer. Pagaremos as dívidas à tróica, criaremos consensos para um projeto nacional e havemos de levantar a cabeça.

Mas Passos morto já está; o funeral ocorrerá logo que cozinhada a laudatória extrema-unção, a ministrar por cigarras do PSD entre duas lágrimas piegas e o alívio dos portugueses.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Petardos contra a cidadania ativa


Na última sexta-feira, muito povo se reuniu em Belém, frente à Presidência da República, para lembrar aos políticos que tem uma palavra a dizer sobre o destino de Portugal.

Fica aqui um pequeno retrato das motivações cidadãs nessa chamada vigília.

 

 
 

 


 
 
O dispositivo policial foi imponente e abrangente, desde o jardim até à Calçada da Ajuda, com o acesso ao Pátio dos Bichos fechado ao público. E por aí terá saído a maioria dos membros do Conselho de Estado convocado por Cavaco.

 
 
O forte contingente não impediu, contudo, o lançamento de vários petardos. Mesmo em frente deste destacamento de EIR explodiu uma dezena desses explosivos.
 
 
Uma manifestação, seja protesto ou apelo, reinvidicação ou denúncia, é um gesto pacífico de assunção da cidadania num Portugal livre.
 
Sem tranquilidade, qualquer intervenção política na via pública perde eficácia e reveste-se de caráter de arruaça, reduzindo o seu impacto, podendo mesmo ser usada pelos contestados.
 
Viram do avesso as frases e os cartazes que lhe são dirigidos e convertem petardos em bombas e palavras em agressões. Munidos de assessores de imprensa e consultores de imagem e uma ajudinha de certo jurisconsulto ainda ficam por cima no saldo televisivo. As manifestações tumultuosas até lhes podem dar jeito. Já vimos isso...

Nesta vigília de Belém, depois dos petardos foram atiradas pedras e garrafas e houve quem  explicasse os excessos com o excesso de ingestão dos conteúdos.

 
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

11ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão



Ontem, diminuiu o número de Cidadãos que bateram o pé a Miguel Relvas, em defesa de um Portugal governado à luz da Ética.

Foram 13 os que, frente à Assembleia da República, clamaram pela demissão desse mentiroso ministro, embora não estejam todos na foto inicial.

Continuaram a ser distribuídos folhetos aos concidadãos que passaram frente ao parlamento, a pé e de carro, que, na grande maioria, os aceitaram sorridentes.

Como anteriormente, alguns carros não pararam ou os vidros não foram abertos e outros buzinaram o seu apoio. Porém, pela primeira vez, se ouviu uma voz de enfado Vão trabalhar.


 
Também pela primeira vez, a bandeira nacional enquadrou a manifestação.
 
 
Os apitos continuaram igualmente os seus estridentes alertas...
 
 
...e mantiveram-se alguns dos suportes já usados noutras Relvas rua!



 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

"Relvas rua!" no seu próprio governo

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Vigília em Belém, 21.Set.2012

O CDS Portas fez pirraça ao PSD, Passos amuou, a coisa empolou e as redações arrebitaram a orelha.
Como anti-inflamatório foi criado o Conselho de Coordenação da Coligação com sigla e tudo, a originalíssima CCC.
Falta apurar se o amaciador é de aplicação diária, três vezes ao dia, depois das abluções matinais, a seguir ao digestivo do almoço ou após o último malte da noite. E não há jornalista que não se esmifre por descobrir a eficácia do CCC, se é amargo, dá azia ou tem efeitos secundários indigestos para a própria tróica.
Isso só mais tarde se saberá, mas o que é clarinho clarinho é que o Relvas já viu o Relvas rua! dos seus próprios correligionários.
Factos são factos e o EXPRESSO de sábado pintou-os em tons impressivos: Relvas está fora do CCC! Constituem-no os primeiros vices de cada partido, assim como os respetivos líderes parlamentares e responsáveis pelas próximas autárquicas. Só. Única e exclusivamente.

O "coordenador político" do governo Passos – esse mesmo, o Relvas – ficou de fora. Coordenador enjeitado da coordenação interpartidária pelos seus pares tem a sentença lida: Relvas rua!

Mais claro só com selo branco oficial, o que não tardará. Venha a data, que queremos celebrar!

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