sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Passos – Eterno “coitus interruptus”


Ao contrário do verdadeiro coitus interruptus, o do Passos não passa de ameaça, reflexo da sua imaturidade, coisa de fedelho, como já se lhe referiram.

No brutal aumento da TSU para os trabalhadores avançou à revelia da Concertação Social, cheio de “pica” fazendo crer que dela dependia a salvação da pátria. Pouco tardou para se encolher, sem arte nem dignidade, metendo-a no saco e a si próprio numa camisa de onze varas.
 
Com a cláusula de salvaguarda do IMI foi o mesmo mete-agora-tira-logo, o seu inconsequente estica-encolhe. O que a lei dizia era que havia um prazo de adaptação, uma folga no aumento deste imposto.
 
Pois o “valente” Passos queria escaqueirar a cláusula e espatifou ainda mais a sua própria credibilidade ao repristiná-la. Mal tinha dito que a ia cancelar, cancelou foi a sua decisão, meteu a viola no saco, encolheu-se, borrando ainda mais a sua imagem de volúvel fala barato. Ordem e contra-ordem é desordem, lembram-se!?
 
Um PM, um estadista, um político sério e responsável, pondera as decisões, reflete e ouve pessoas credíveis, experientes, qualificadas. E mantém o que decide, com pequenos e ventuais acertos.

Passos faz exatamente o contrário.
 
Talvez seja a nossa sorte… pois Portugal precisa urgentemente de um um Homem de Estado à frente do governo.
 
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O luxuoso "socialismo" do Tozé


Zorrinho e os novos carros do PS: é dinheiro dos contribuintes, mas a democracia tem custos

Toca a votar no Tozé e no Zorrinho e na sua corte de pretensos socialistas. Pense bem...

Razoabilidade, sentido de Estado na partilha de sacrifícios e bom senso na compra de carros é coisa que não têm. Estes novos-ricos que chegaram à política com uma mão atrás e outra à frente não prescindem de Audi [porque é mais barato que o BMW, diz este!].

Nem sequer lhes ocorreu que há vários modelos "Made in Portugal".

EOS para o longo curso, Scirocco para as voltas urbanas e o Sharan para o trabalho político em grupo serviam-lhes perfeitamente.

Fossem eles verdadeiramente socialistas e não papagaios de uma ideologia que espezinham e usariam modelos ainda mais baratos. Em Mangualde é fabricado o Citroën Berlingo 1.6 HDi que, com os seus 90 cavalos, daria ao PS uma força que o luxo lhe tira.


vigarista: Burlão ou burlona que apanha dinheiro aos incautos, servindo-se do conto-do-vigário [http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=vigarista]
Aqui em sentido figurado, que os figurões do PS sacam através do OE só depois de vigarizarem o incauto eleitorado.


É a exibir carros de luxo que o PS se prepara para um dia ter de os comprar blindados…

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Quénia contra ganância dos deputados


Como se espremer a vaca seca não fosse suficiente...

Os quenianos revoltaram-se contra um bónus individual de 105.000 dólares pretendido pelos deputados. Eles, que são dos mais bem pagos de África, com 10.000 dólares por mês livres de impostos e com o salário mínimo em Nairobi a rondar os US $ 1.500 ano. http://times247.com/articles/kenya-president-blocks-minister-bonuses-of-105k#ixzz28zVNqVX9

E como por cá, os manifestantes exprimiram por cartazes o que pensam dos seus representantes.



 
Se os cartazes são expressivos, então este encabeça a ironia queniana para com os que, como em Portugal, não dignificam as funções para que foram eleitos.
 
 
 
Entretanto, o presidente queniano já cortou as veleidades aos deputados.

Aviso público de crime de justiça privada


Lisboa, 10.Out.2012


O crime está anunciado em letra de forma, um autêntico edital, como se Portugal fosse uma qualquer república de bananas em que um cartel, gangue ou família tivesse tomado conta do bairro.

Não há polícia que o veja, não há morador que o faça chegar a uma esquadra, não há Cidadão que o leve ao Ministério Público!? E o premeditado crime não foi arquitetado numa qualquer aldeola desconhecida. É em Lisboa que se prepara. Lisboa: capital ou capital da impunidade?

O criminoso ou associação de malfeitores definiram com precisão as coordenadas da sua “Zona fora da Lei”. Estão lá escarrapachadas e não é com “rigorosos inquéritos” à moda dos da PGR ao Relvas que se integra esta parte de Portugal no seu declarado Estado de Direito.

 Como nos crimes de violência doméstica contra mulheres, não será um burocrático guião processual que evita crimes de dimensão imprevisível.

 Evita? Ou alguém vai chorar sobre leite derramado!?
 
 
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Passos abastece base de dados de anedotas

 

O Orçamento de Estado para 2013 está, neste preciso momento, a ser apresentado aos grupos parlamentares pelo Miguel Relvas!!!

Pelo Relvas, o confesso aldrabão que mentiu sem vergonha nem dignidade a esse mesmo parlamento sobre as suas próprias habilitações escolares!

O Relvas a apresentar o OE...

Isto, caros concidadãos é a mais confrangedora esquizofrenia governamental, a anedótica demonstração de morte política do Passos.

Por mais que o PM queira relançar Relvas na cena política, esta macabra cena orçamental vem demonstrar que o próprio OE 2013 é uma simples peça teatral para os telejornais das oito.

A sua apresentação na AR sem a dignidade que só uma figura de Estado lhe pode conferir, redu-lo a pó. Passos, ao pôr o OE nas mãos de Relvas esvaziou-o de credibilidade.

E o ainda PM, apodado de fedelho na manifestação do dia 29 na Praça do Comércio, confirma assim não ter envergadura nem maturidade para governar Portugal.


14ª Manifestação Ética pela demissão do aldrabão


Ética Sim  Relvas Não
8.Out.2012
 
 
8 Cidadãos participaram na 14ª Relvas rua!

Muito para lá do Relvas...
 
Na Ilha Ética
 
Uma carinha laroca sempre presente

O folheto A6 distribuído aos automobilistas

Frente ao parlamento, lamentando os indignos Passos & Relvas
 
 

"Público" – Serviço público sobre "ética" Passos

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Passos administrou empresa que cresceu com fundos geridos por Relvas é o título do longo texto da investigação do jornalista do Público, José António Cerejo.

A trama está sintetizada neste diagrama.

Clicar para o ver todo

Também lá estão os desmentidos, mas quem é que acredita que o consultor Relvas e o Passos administrador não falaram sobre o negócio da empresa!? Nem uma criancinha leva a sério este sacudir a água dos capotes.

Se a negação tem algum efeito é o de erodir, ainda mais, os pés de barro do PPC. Com crise ou sem ela e com a tróica ou não, Portugal não pode ter governantes sob suspeita. Tivessem eles um pouco de vergonha e amanhã saíam pelo seu pé.

Sobreviveremos à sua queda, pois as sombras que pairam sobre Passos & Relvas ensombram mais o nosso país do que a dívida soberana e ou a soberania que Sócrates hipotecou.

Mas acabarão por cair. Enlameados.


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Taichi chinês em Paris




Um grupo de chinesas treinava Taichi na Cité des Sciences et de l'Industrie, no Parc La Villette, e acolheram simpaticamente o português que pediu para se lhes juntar.

Depois do cata em que participámos, a repetição foi gravada em vídeo a solicitação da Professora, ainda em trabalho de edição.

 
Do cata seguinte, com leques vermelhos de forte impacto visual, ficam as belíssimas imagens.
 
Com as fotos fica o nosso agradecimento pela grande abertura em aceitarem um estranho no grupo e a efusiva amabilidade de todas as senhoras praticantes.


Uma palavra muito especial à Professora de que, por dificuldades de comunicação, não retivemos o nome e que se esmerou para que a sequência tivesse a beleza aqui patente.

 
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domingo, 7 de outubro de 2012

Passos numismático?


Autor desconhecido merecedor da devida vénia.
 

Acabadinha de chegar, trazia a legenda Nova moeda de Euro.

Hum, talvez sim, talvez não, e lá fui espreitá-la. Observei atentamente e à primeira vista não me pareceu o perfil do Durão, não senhor, que ele, desde que está em Bruxelas, está redondo, redondo que nem um texugo.

Excluída esta versão numismática, dei comigo a pensar em que alma encaixaria tal perfil.

Matutei, matutei, dei não sei quantas voltas ao miolo e só então bati com a palma da mão na testa. Como é que não percebi logo...

Acredite, caro leitor, estimada leitora, até pode ser um anteprojeto de nova moeda europeia, pode, claro que pode, mas se for mesmo, é pela certa uma encomenda portuguesa.

Quem se espantaria que tivesse sido desenhada mediante requisitos pensados entre Belém e a S. Caetano!? Lembremo-nos que Cavaco e os barões do PSD já mandaram tantos recados ao Passos, tantos, sem nunca terem resposta, que a medalha já pode ser uma antecipação do seu futuro político imediato.

E não será a falta de data no tão desejado óbito político a atrasar a entrada da moeda em circulação. Basta olhar para a cara do PPC dos últimos dias, a dum cadáver político balbuciante...

sábado, 6 de outubro de 2012

13ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão


 

13 Cidadãos na 13ª Relvas rua!

Ontem, 5 de Outubro, assim celebraram a implantação da República. Novamente frente à Assembleia da República, às 19H00, porém silenciosos, sem apitadelas nem palavras de ordem.

De facto, esse seria um esforço inglório, pois a "Ilha Ética" junto à casa amarela e todo o espaço defronte da escadaria do palácio de S. Bento estava pejado de outros manifestantes mais ruidosos. Com outros objetivos, com outros temas e lemas e especialmente com outra atitude. A ela voltaremos.

A invasão do parlamento tinha sido anunciada no facebook e os Relvas rua! demarcarram-se de qualquer arruaça, fazendo o seu protesto Ético tranquilamente no passeio próximo das escadas da Travessa da Arrochela. Foi alheio ao derrube das grades que cercavam o parlamento e as inocentes tentativas de "invasão" nem sorrisos lhes colheram.

Tão calma foi a sua intervenção cívica que nem vaiou o ministro Relvas, confesso aldrabão, nem sequer gritou

A decência não tem equivalência!


E às 20H00, como tem sido habitual desde as primeiras manifestações Ética Sim - Relvas Não! enrolou a faixa, dobrou os cartazes e ficou à esperada boa notícia, a queda do "Coordenador político" do Passos.Gov.pt.






 
Viva a República!
 
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Cavaco e o medo, o cão e o Homem



Mário Soares foi o único político de vulto que não se agachou ao temeroso Cavaco no dia da República.

Não foi ao Pátio da Galé, recusando ombrear com os pomposos cobardes que lá foram, incluindo o dececionante Jorge Sampaio.

Mais, lembrou aos portugueses que um PR não pode ser medroso, apontando o dedo ao agora vexado como Aníbal Cagaço Silva.

Quem tem medo compra um cão, palavras de Soares, que não podiam ser mais verdadeiras. O sindroma António Arroio alojou-se no coitado do presidente, a quem já não bastam escoltas e guarda-costas. E, pelos vistos, nem o Pátio da Galé o protegeu, pois a insegurança invocada apenas propagou exponencialmente a sua fragilidade pessoal.

Que presidente...

Ao menos podia pôr os olhos no seu crítico, um Soares demasiado versátil, mas um Homem sem medo de nada!

Licenciatura – Décimas do Senhor Máximo


 

Já tenho licenciatura

 

Já tenho licenciatura
Agora sou um doutor,
Tenho montes de cultura
Vou ser Ministro? E se fôr?

 

Inscrevi-me ao fim do dia
Naquela Universidade
Dos diplomas de inverdade
P'ra testar o que sabia.
Já de manhã, mal se via,
De maneira prematura
Eu fiz muito má figura.
Mas mesmo sem saber nada
Formei-me na Tabuada,
Já tenho licenciatura!

 

Dei cem erros no ditado.
E agora o mais curioso :
Por estar muito nervoso
À recta chamei quadrado!
Quando me foi perguntado
Se conhecia o Reitor,
Respondi que não senhor
Embora fosse meu tio!
Disse mentiras a fio,
Agora sou um doutor!

 

Com mesquinhez e com tudo
Puxei das equivalências,
Juntei outras mil valências
Deram-me mais um canudo.
Com diplomas, contudo,
Era fácil a leitura,
Deixei de ser um pendura,
Sou político afamado.
Sou falado em todo o lado,
Tenho montes de cultura!

 

Já sou Mestre em Corrupção,
A todos sei enganar.
Habituei-me a roubar
Tirei curso de ladrão.
E agora, queiram ou não,
Mesmo sem nenhum valor,
Eu falo que é um primor
Na Assembléia sentado.
Para já sou deputado.
Vou ser Ministro? E se fôr ?

 
 

Máximo, Avis, 17 de Julho de 2012
Décimas do Senhor Máximo, natural de Avis (Alentejo)

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Políticos cobardes no dia da República



Maria de Belém declarou-se desconfortável por a sessão solene de enaltecimento da República se ter realizado num gueto de que foram afastados os cidadãos comuns.

Gueto não foi palavra usada pela PS, é ênfase Formigarras.

Porém, ela e toda a classe política portuguesa foram a correr encafuar-se no Pátio da Galé, todos longe da arraia-miúda.

Arraia-miúda também não foi usada por qualquer daqueles a que as televisões deram eco. É também um enfático grito de revolta Formigarras.

O próprio Costa, o presidente da Câmara de Lisboa que disse o que vai na cabeça de muitos portugueses, obedeceu, de rabinho entre as pernas, à cobarde convocatória do Cavaco para um canto escondido dos Cidadãos.

Ele os seus correligionários e os barões do PSD e os camaradas do PC e os dôtores do BE e muitos dos figurões do aparelho de Estado não tiveram "unhas" para deixar Cavaco a falar sozinho!!!

Tivessem-nas tido e a República também teria tido a homenagem tradicional na Praça do Município, pois Cavaco, como já nos habituou, ter-se-ia encolhido.

A cobardia de uns e de outros está a arrastar Portugal para tamanha frustração, total desconfiança nos políticos e revolta surda que não augura nada de bom.

Espero que ao hoje fim do dia, frente ao parlamento e livre de peias partidárias, muitos portugueses festejem a República, a Ética e a dignidade, contra o medo e a mentira, contra a aldrabice e o comodismo.

Festejar a República com “Relvas rua!”

 

102 anos depois da implantação da República vamos festejar a respeitável data.

De forma mais pacífica que a dos republicanos obreiros da destituição da corte de inúteis ociosos, mas com idêntica convicção, também hoje se clamará por um país melhor.

Relvas rua! voltará à Assembleia da República, às 19H00, na “Ilha Ética”, o pequeno empedrado junto à casa amarela.

No mesmo dia em que o Cavaco, no Pátio da Galé, em Lisboa, dirá umas palavras ocas sobre a República, às escondidas do Povo, com medo de ser vaiado, haverá portugueses a gritar bem alto:
 
A decência não tem equivalência
 
Com força e sem violência, com determinação e sem arruaça, convictos e tranquilos, portugueses protestarão contra a presença de um aldrabão confesso no governo de Portugal.

De um Portugal que tarda em erigir uma barreira ética, um filtro higiénico, a este tipo de criaturas para quem tudo vale.

Enquanto Passos, o imaturo e frágil PM, mantiver Miguel Relvas no poder, bem pode orar aos sete ventos o bem que faz ao país que ninguém acredita na sua fé!
 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Riqueza excecional de Alcácer do Sal

 
Quando se pensa que a Rua do Pinguinhas, a Rua do Maltratado ou a Travessa da Galhofa são expoentes inigualáveis da nossa toponímia, aparece-nos a Praça da Oliveira Marreca, em Santarém e Casais da Bufinha a desmentir-nos.
 
Há topónimos do arco da velha por todo o lado, mostrando a nossa grande riqueza nesta matéria.
 
E agora, em Alcácer do Sal, demos com duas outras excecionais designações, embora a mais sonante tenha sido rebatizada. Não interessa, está lá, subalternizada embora, mas um marco indelével da irónica alma alentejana.
 
 
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

12ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão

 
 

– Vão pró caralho!
foi a forma grotesca com que um motorista* se dirigiu aos concidadãos que ontem à tarde defendiam, frente à Assembleia da República, a ética e o afastamento de Miguel Relvas do governo.
 
Estiveram lá 9 portugueses, número pouco expressivo, evidentemente, mas mesmo assim, capaz de suscitar gestos e sorrisos de apoio opostos àquele, de muitos dos que passavam de carro.
 
Sim, é pouca gente, mas sim, são pessoas convictas, determinadas a continuar o protesto até à demissão do aldrabão. Até que um mínimo de respeitabilidade seja reposta no governo de Portugal.
 
Um governo com uma criatura com o perfil do Relvas é um vexame para o país e uma mancha na nossa imagem externa. Pior, que respeitabilidade tem o PM Passos ao negociar com a tróica, quando tem no seu seio quem mente despudoradamente e diz que a sua mentira foi um lapso!?
 




 

Relvas rua! na festa da República

No próximo 5 de Outubro, sexta-feira, novamente às 19H00, repetir-se-á a manifestação junto ao parlamento com o mesmo propósito. O encontro é na “Ilha Ética”, o pequeno empedrado junto à casa amarela.
 
Festejar-se-á a República gritando: 

Relvas rua!

A decência não tem equivalência

Ética sim – Relvas Não: Demissão do aldrabão

e serão exibidos cartazes e faixas em prol da ética, enquanto os estridentes apitos vaiarão a presença de Relvas no governo Passos.
 

Afirmação cívica

E voltará a ser um protesto pacífico, como sempre tem sido, repudiando-se quaisquer arruaça, violência ou tentativa de agressão ou invasão, ameaças à ordem pública já publicadas no facebook. E que aí foram denunciadas por gente do Grupo de manifestantes de 16 de Julho frente ao parlamento.
 
E perfeitamente demarcadas as águas turvas de quem queira criar incidentes ou provocar confrontos que nunca se sabe como acabam. E podem acabar mal… política e fisicamente.
 
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 * Cidadão pouco dado à cidadania ativa, um pouco representativo agente do obscurantismo nacional.

 

Paris e seus amores aferrolhados


 
Paris, as pontes de Paris, são nova Meca do Amor.

Com as devidas distâncias, Meca tolerante do amor terreno, essa coisa que ferve agora e logo murcha, a mesma que prende a alma que o tempo libertará.

Pois a nova cidade da afeição panteísta encontrou no cadeado a forma de expressão que em tempos a aliança glorificava.

Com o preço do ouro upa upa e os emolumentos ui ui ui, a sede de promessas e a fome de certezas enveredaram pela poupança no simbolismo dos afetos.

É verdade, algumas das pontes sobre o Sena visitadas em Setembro mostravam ao mundo quão apertados eram os laços dos enlaçados.



  
Salvo os nós cínicos, chaves viste-las, afundadas do fundo do coração na esperança de amor eterno e fidelidade ímpar da cega ingenuidade.

Mas se o significado dos grandes cadeados é evidente, amor sólido, inviolável, já o dos azuis e cor-de-rosa serão frutos de tórridos terrenos.

 
E se as fitinhas bem podem ser sucedâneo de gracioso vestido de noiva, escapou-nos o porquê do cadeado preto e nem por sombras imaginamos um amor mórbido.

 
 
Contudo, ficou por apurar o significado do cadeado com muitos outros nele enroscados. A ternura de geometria variável terá espaço para enlaces em cadeia, harém privado, relação aberta, "swing" convencionado ou porta aberta tolerada. E em terra de Ménage à trois, não seremos nós a questionar a Ménage multiple! Porquoi pas!?

 
Vá-se lá saber! Talvez aquela simpática noiva chinesa nos pudesse ter dado uma dica, ela que ao ver a objetiva apontada pôs dois dedos por trás da cabeça do marido. Não fomos suficientemente rápidos para registar o gesto nem para lhe perguntar que cadeado ali colocara.
 
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Burrice emocional da lebre do Passos


António Borges, "economista" avençado pelo governo Passos para as privatizações, revelou-se um exímio atirador.

Tem dado tiros nos pés a torto e a direito. Nos seus e nos do Passos.

Começou com o abaixamento dos salários dos trabalhadores, não do seu, não dos administradores milionários, não dos consultores de milhões. Dos dos mais pobres.

O dono da Jerónimo Martins já lhe respondeu:
– É burrice baixar salários baixos.

Evidentemente que não usou estas palavras! O itálico é uma tradução Formigarras, gratuita, como é habitual. Alexandre S. Santos não belisca o governo para além do estímulo conveniente. Precisa dele, não ia ser ostensivo...

A verdade é que disse, numa simples lapalissada, o que se mete pelos olhos dentro de quem não vive em redomas almofadadas a ouro:
– "Uma pessoa que ganha menos de 500 euros não tem vontade nenhuma de ir trabalhar”

Coisa que o Borges não entende. Por burrice emocional, patologia que não se cura com barrigadas de tachos nem com guiões formatados em Chicago.

O tiro salarial aqui fica. Outras tiradas à luz da burrice emocional do requentado novorriquismo desta lebre do Passos seguem em próximos capítulos.

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