terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Trapalhão afunda Sporting de trapalhada em trapalhada


Vercauteren deixa de ser treinador


As trapalhadas em série
1ª trapalhada – Nomear Jesualdo super treinador, enxovalhando Vercauteren, ou seja empurrando-o porta fora, sem honra nem dignidade (dos empurrantes);
2ª trapalhada – Indefinir as suas funções, chamando-lhe manager (o inglês exibe a pequenez da ratice);
3ª trapalhada – Ele mesmo, Jesualdo, dizer-se treinador dos treinadores;
4ª trapalhada – Pô-lo agora a acumular funções de manager com as de treinador da equipa principal.
Contas feitas, a soma de trapalhadas = Trapalhão = Godinho Lopes.

A série de dúvidas
Curiosidade 1Vercauteren terá sido o treinador que menos tempo ficou em Alvalade!?
Curiosidade 2 – Estará o SCP apostado em conquistar o martírio da maior volatilidade de treinadores em vez de ganhar competições!?
Curiosidade 3 – Jesualdo já terá posto as barbas de molho!?


O Sporting merece mais que trapalhadas e trapalhões.
 

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A arte e o cadáver


 
Esta não é apenas uma demolidora caricatura do António, publicada no EXPRESSO, é um autêntico retrato do putrefacto cadáver político do aldrabão.

Falta o último safanão que o atire borda fora.
 
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sábado, 5 de janeiro de 2013

Crioulo luso-americano mancha Almada

 

Portugal está a ratar a sua identidade.

Aos poucos, a pretexto de falsa modernidade, hoje aqui, amanhã acolá, a nódoa alastra. Ratada num linguarejar que nada tem de nosso, a moléstia corrói-nos.

Em Almada é bem visível.


Se não formos nós, portugueses, a proteger a nossa língua, custe o custar aos negociantes de prédios e dicionários, de centros comerciais e de computadores, vamos pagar caro o desleixo e a vaidade  poucachinha.

Temos de travar o abuso. Como?

É simples,  muito, muito simples: escrevendo em português, dando às coisas nomes em português.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Os 3 melhores de 2012

 


1. CAOS
Que organização, além do CAOS, proporciona felicidade gratuita aos seus membros!? Talvez só a família ou outros clãs desinteressados, pois a generosidade não é coisa que ande por aí a pontapé.
Pois o Circulo de Atividades Oxigénio e Sol faz finca pé na gratuitidade de todas as suas caminhadas e bate o pé ao mais pintado pela excelência dos seus trilhos e graciosidade das ribeiras, onde é validada a sempiterna entreajuda caótica.
Pé ante pé há 15 anos, sempre por maus caminhos e boas mesas, este grupo de amigos que gosta de caminhar aí está para as curvas. Todas elas…

2. Luís Afonso
As tiras que este irónico criativo serpentino nos mostra diariamente no Público são da mais pedagógica inspiração. Com meia dúzia de palavras ou só por meias palavras explica ao país as fragilidades de discursos e habilidades, as patranhas de gente que fala grosso e não receia questionar barões e corporações.
Foi dos melhores antídotos para a resignação inoculada na sociedade, expondo a outra face da moeda, à revelia da injustiça fardada de becas, nomes sonantes e dinheiro a rodos.

3. Estudantes da António Arroio
Alunos das classes de artes amedrontaram o artista Cavaco Silva, que não teve arte nem coragem para enfrentar o protesto que lhe prepararam.
A programada visita presidencial à escola foi interrompida já Cavaco ia a meio do caminho e foram alegadas razões de segurança para a anular em cima da hora. Segurança...
Que segurança seria perturbada por meia dúzia de palavras de ordem!? Que segurança seria beliscada por adolescentes armados de criatividade e sangue na guelra!?
Só um "presidente" inseguro tem medo de uns quantos cartazes engraçados.
Com um "presidente" desta "força", esperar que tivesse tomado medidas firmes contra o descalabro de Sócrates foi uma ilusão. Como é uma dor de alma ver a sua displicente ausência de cena perante o desvario neoliberal de Relvas & Passos!
 
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os 3 piores de 2012

 

O pior de todos - Miguel Relvas.
Mentiroso confesso continua no governo; não teve a dignidade tradicional europeia de sair pelo seu pé ao surgirem os fumos que o mancham.

O segundo pior - Passos
Não há dia em que o PM não desminta as tiradas da véspera, tirando toda a credibilidade ao cargo que ainda ocupa.
Enleado nos esquemas lamacentos da Tecnoforma, empresa de barões e candidatos a barões do PSD, de que foi administrador, não tem perfil ético nem de estadista. Fedelho lhe chamaram há poucos meses. Com razão.

Cátedra da vergonha em terceiro
Uma trupe intitulada "universidade" Lusófona que passa certificados a pataco impõe a sua extinção exemplar. Fonte credível garante que além dos 89 da lista do Relvas, o mesmo desempenho pseudo-"académico" chancelou licenciaturas flan a angolanos.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A queda de Relvas e a subida de novo FMI




"Relvas cai para o último lugar" diz o EXPRESSO.

Em boa verdade se ele não cair rapidamente do governo a dignidade de Portugal cai a pique e cai a máscara a quem deve nortear-se pela Ética !

O que não cai é a pergunta
Para quando um Fundo Mundial de Integridade que resgate Portugal da vergonha de ter um aldrabão no "governo"!?
Este FMI, com gente honrada e diplomados sem equivalêcias traficadas, faria auditorias prioritárias a alguns dos atuais ministros portugueses.
Por exemplo, junto da ministra da justiça apuraria porque não encarrega ela a Polícia Judiciária da investigação dos tráficos que deram origem a "canudos" pretensamente "académicos" a 89 criaturas tipo Relvas.
Ao ministro da educação, Nuno Crato, seria pedida a "demonstração" do impacto das aldrabices Relvas na pedagogia da exigência, seu cavalo de batalha de muitos anos.

Sabe-se quão caras são as auditorias do FMI do dinheiro, pelo que as do FMI Ético não lhe ficariam atrás. Por isso, analisariam amostras, não escarafunchando todos os recantos ministeriais do país, pelo que na primeira intervenção só abordaria mais um ministério, o MNE.

E ao ministro dos negócios estrangeiros seria requisitada a versão final consolidada da Estratégia Nacional de Dissimulação Externa do efeito Relvas na imagem internacional de Portugal. Em especial, a adenda secreta relativa à Alemanha seria minuciosamente estudada. Para tirar a limpo se houve ou não negociações por baixo da mesa para que a chanceler Merkl, na sua visita de Novembro, não risse às gargalhadas quando ouviu Passos prometer honrar compromissos.

Porque tanto tarda este novo FMI!?

?????

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Técnica infalível

 

Cruzamo-nos irregularmente e sempre foi de uma grande eficácia.

Faz o que tem a fazer com precisão, nunca se engana no pedido nem no troco e entrega-me o encomendado sem falhas, nem a mais nem a menos.

Porém, sempre de carão. Comigo e com todos os outros clientes.

Prestável, solicitude inquestionável, mas sempre de cara fechada. Típico exemplo de profissional com orientação à tarefa a 100% . E se precisava de investir 20% na cortesia, mostrando que não tem pela frente um recetáculo do serviço que presta e sim uma pessoa, um ser humano...

Pois hoje, ao dizer-lhe que o bife tinha sido o melhor de muitas vezes, sorriu. Agradeceu e sorriu à-vontade, com evidente e natural satisfação. Ainda fiquei a pensar se, para o fazer, teria atrasado alguma tarefa. Mas não, nem pensar, é de uma eficácia a toda a prova.

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Apagão ao aldrabão


Os PM habituaram-se a ir à televisão no dia de natal para justificar apertos, gabar-se de obra feita ou apontar horizontes. Por vezes tudo isso.
 
Chamam à operação Mensagem de Natal e tem tapete vermelho mediático.
 
Este ano, com Passos, a obra é zero, o aperto colossal e o horizonte é o desmentido das suas palavras de hoje com nos presenteará amanhã ou depois de amanhã . O histórico do seu revisionismo declarativo é o único indesmentível.
 
Por isso, pela mancha de indignidade do seu "governo" e pelo descalabro para que está a empurrar Portugal, aderimos ao

Apagão Nacional...
Vamos desligar os nossos ttelevisores, quando o Passos Coelho estiver a transmitir a tradicional mensagem de Natal 2012.

 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Ateu e cardeal


Era uma vez um grupo de amigos que fez um jantar de natal.
 
E para não ser chocho como de certa vez, fez a cena d'A Ceia dos cardeais, de Júlio Dantas.
 
Besuntado a preceito, o cardeal Gonzaga...
 
 
 
...também foi primorosamente entrapado.

 
 
E devidamente embarretado.
 
 
 
Ele os seus eminentes correlegionários entraram em cena abençoados... pelos maiores copos do restaurante e pelo melhor tinto da noite.

 
 
Mas nem isso poupou as cruzes do cardeal Gonzaga, que entrou torcido e retorcido se sentou.
 
 
 
 Como é diferente o amor em Portugal! proclamou o Cardeal Gonzaga.
 
 
 
 
Tão, tão diferente, que ao cardeal ateu lhe faiscaram os olhos, quiçá do tinto celestial, porventura da cena filosofal!
 
 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

TAP – Bom Dia em dia de azia !?



O governo Eureka! Eureka Eureka! recusou vender a TAP a Germán Efromovich.

Vender a empresa já era delapidação do património nacional, mas entregá-la por tuta e meia a este "predador de oportunidades" (segundo o Público)  seria uma grave auto mutilação.

Verdade que a empresa tem de arrebitar, tem de sair do longo período de anemia que tem vivido.

Verdade que os seus trabalhadores contribuíram para o vermelho das suas contas com greves suicidas.

E ainda mais verdade que os seus pilotos fizeram um esforço irresponsável para a manter aterrada, eles que terão salários de conforto. Tão confortáveis que quiseram, como moeda negocial de uma das greves, a cativação, na privatização, de uma parcela de ações para si próprios!!!

No imediato, o despiste foi evitado, mas, apesar desses travões à sua eficiência, a TAP terá de voar com vistas largas e segurança financeira.

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PS [ = Post scriptum ]



A ata da reunião do Conselho de Ministros de ontem não o mencionará pela certa...

Nem é suposto que os colegas do "licenciado" flan façam inconfidências sobre as suas confidências...

Porém, seria um inextrincável milagre se do estômago ao esófago de Miguel Relvas não tivesse subido, num desassossego tormentoso, uma torrente de azia.


 

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Duas boas e uma belíssima

 


Nogueira Leite deixa Caixa Geral
E que nos deixe em paz, longe da vista, que do coração se arredou há muito.
Este gabarola que recebe milhões pelos seus muitos tachos e fala com o rei na barriga para quem tem a barriga a dar horas.
Dos piores exemplos que o regime pariu.

Portugal pode pescar mais bacalhau
Ora se nós comemos mais bacalhau no natal do que toda a Itália num ano, a quota europeia de pesca agora aumentada só peca por tardia.

A belíssima notícia seria o aumento da nossa frota e a efetiva captura de mais pescado. Sim, porque a aprovação diz que podemos pescar, mas falta o resto, pescar mesmo.

E além disso, restaurar a nossa indústria de seca, com nova tecnologia certamente, mas com empresas e trabalhadores portugueses. Já é tempo retomar esta cadeia de valor a 100% em vez de a deixar à Noruega e à Islândia.

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A riqueza de Óscar Niemeyer

 
Transcrição integral



Autodefinição
 
Na folha branca de papel faço o meu risco.
Retas e curvas entrelaçadas.
E prossigo atento e tudo arrisco na procura das formas desejadas.
São templos e palácios soltos pelo ar, pássaros alados, o que você quiser.
Mas se os olhar um pouco devagar, encontrará, em todos, os encantos da mulher.
Deixo de lado o sonho que sonhava.
A miséria do mundo me revolta.
Quero pouco, muito pouco, quase nada.
A arquitetura que faço não importa.
O que eu quero é a pobreza superada,
a vida mais feliz, a pátria mais amada.
 
Óscar Niemeyer

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Lusografia


Entra-se na FNAC e lá estão as estantes com indicações Literatura Lusófona cheias de notáveis e silenciosos livros.

Contudo, não fonam nem falam, nem sequer piam! Nem um pequeníssimo pio; um italiano pianissimo pio já seria piar, pois claro. Mas nem isso, nada ali emite a mais pequena sombra de som.

Ainda se essas chapas fossem colocadas nos discos, a Lusofonia faria aí todo o sentido, evidentemente; acionaria o sentido da audição!

A verdade é que se houvesse uma escrupulosa separação de águas, nas livrarias só encontraríamos indicações Lusografia.

Mas não vamos ter esse rigor, não! Soaria a heresia, quiçá a fundamentalismo e os portugueses detestam pomenores, chegar a horas ou cumprir normas.

E assim evitam interseções com o não totalmente digerido Acordo Ortográfico, pondo uma pedra no assunto com outra chapa:

 Picuinhas!

!!!

domingo, 16 de dezembro de 2012

Caga dinheiro


O Alentejo é pródigo em catar particularidades individuais e sintetizá-las em alcunhas.

Pécurto e Zé do pico, Barriguinha e Cabeçana ou Chorão e Poucochinho são hoje apelidos certificados pelas conservatórias.
 
Ombreiam com Pimpão e Lambuzana, e não ficam atrás de Janota e Sabido, Arcadinho e Tirapicos.

Esta é uma pequena amostra de alcunhas que, por obra e graça de sacristães e escrivães rigorosos ou vingativos, rudes ou apressados, foram institucionalizadas em nomes familiares com direito a bom nome e certidão.

Algumas destas palavras são de uso comum na linguagem do dia-a-dia e não teriam honras de cartório se beliscassem a moral e os bons costumes. Ou seja, são simplesmente descritivas, jamais rondando a grosseria ou o impropério.
 
É por isso que nem todas as alcunhas subiram na vida, nunca sequer se aproximando dos balcões do registo civil.

E compreende-se, pois a sociedade aceita que a má-língua dê lugar a reluzentes linhagens e até tolera que a picardia crie sobrenomes exóticos.

Mas há um limite, os portugueses não pisam o risco, não dão vestes de honorabilidade a obscenidades, isso seria um ai meu deus.
 
Por isso, nenhum alentejano aceitaria que Caga dinheiro, alcunha de um há muito desaparecido vidigueirense, obtivesse a bênção patronímica legal.

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Estimule a produção nacional e o consumo interno

 
Faça Você mesmo!


 
Nesta época, os supermercados metem-nos debaixo do nariz nova arrumação de prateleiras, aliciando-nos com prendas e chocolates, vinhos e uíques, embrulhos e fitinhas.
 
Porém, a maioria são artigos importados, incluindo muitos com o código de barras 560 (Made in Portugal), a que a ASAE fecha os olhos.
 
Entretanto, muitos agentes económicos têm-se empoleirado nas televisões, nos últimos tempos, a bradar contra o flagelo do IVA a 23% que vai estrangular o consumo interno.
 
E temos ouvido e lido regularmente algo sobre medidas de incentivo à criação de emprego, idem para o emprego jovem e ainda mais idem para os jovens licenciados. Até parecem querer dizer:  Agora é que vai...
 
Porém, fascinados pelo chocolate belga e suiço, pelo maltes escoceses e champanhes franceses, muito do dinheiro que gastamos em prendas e guloseimas de natal vai direitinho lá para fora. E assim os portugueses participam na sustentação do setor manufatureiro desses países e correspondente emprego.
 
Então toda esta conversa é para, com um nacionalismo ferrenho, fecharmos as portas a produtos estrangeiros!?

Não, não precisamos de chegar a esse extremo, mas não nos fica nada mal comprarmos o que de bom cá se produz, reduzindo substancialmente a despesa em bens que não geram emprego em Portugal.

Por isso mesmo, este ano, em função da redução de rendimento provocada pelo trio Sócrates, Cavaco e Passos, fiz cortes substanciais nas ofertas natalícias.
 
Decidi, porém, adquirir produtos portugueses, contribuindo assim, com essa minha pequena gota de água, para estimular a economia nacional, protegendo o emprego de concidadãos. Comprovam-no os chocolates ali de cima.
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Todas as quartas-feiras se manifestam. Todas.



Todas as quartas-feiras há ex-escravas sexuais coreanas a manifestam-se em Seul, frente à embaixada do Japão, exigindo pedidos de desculpa e indemnizações.
Todas as quartas-feiras fazem duas horas de protesto. Desde 8 de janeiro de 1992!
 
Foram raparigas escravizadas pelo "império do Sol nascente", que as enclausurou em Casas de consolo e coagiu a relações sexuais com os seus militares.
O nome destas casas é numa coxa tradução literal, mas que traduz bem a barbárie militarista japonesa antes e durante a segunda guerra mundial. 200.000 – duzentas mil – coreanas terão sido subjugadas para consolo da tropa ocupante.
Estão ainda vivas menos de 100 "mulheres de conforto" coreanas, mas uma delas, Hwang Geum-joo, diz que nunca vai desistir. [http://www.lonelyplanet.com/south-korea/seoul/sights/war/korean-comfort-women#ixzz2EwjfO7Aj]
Já foram realizadas mais de 900 destas manifestações desde há quase 21 anos! http://www.huffingtonpost.com/michael-solis/surviving-comfort-women-r_b_422211.html

Elas e as suas apoiantes são um exemplo e um incentivo para que as causas Éticas mantenham a chama viva.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Passos e a tartaruga


 
A tartaruga em cima do poste 
 [ ou será cágado!? ]
 
Enquanto suturava um ferimento na mão do velho Adriano Moreira, cortada por um caco de vidro indevidamente jogado no lixo, o médico e o paciente começaram a conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre o Passos Coelho.

O velhinho disse: "Bom, o senhor sabe... o Passos Coelho é como uma tartaruga em cima do poste...".

Sem saber o que o Adriano quis dizer, o médico perguntou o que significava uma tartaruga num poste. E o Adriano respondeu:

É quando o senhor vai por uma estradita, vê um poste e lá em cima tem uma tartaruga a tentar equilibrar-se. Isso é uma tartaruga num poste".

Perante a cara de interrogação do médico, o velho acrescentou:
Você não entende como ela chegou lá;
 
Você não acredita que ela esteja lá;
 
Você sabe que ela não subiu para lá sozinha;
 
Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
 
Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
 
Você não entende porque a colocaram lá;
 
Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o seu lugar.”



Com a devida vénia ao autor desconhecido!

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Cavaco disputa podium anedótico a Relvas

 

A RTP 1, transmitindo agora o Estado de Graça, ridiculariza Cavaco Silva como nunca outro qualquer programa achincalhou um Presidente depois do 25 de Abril.

Até agora os presidentes eram alvo de críticas políticas, por vezes ácidas, mas sempre foram poupados a acinte idêntico ao de há poucos minutos.

Verdade que também os anteriores Presidentes, de Eanes a Soares e a Sampaio, mesmo nos momentos mais delicados, jamais se expuseram como Cavaco fez na sua grotesca tentativa de ironizar o seu próprio silêncio.

Terá Miguel Relvas, cansado do seu anedótico perfil público, usado a sua "tutela" da RTP para lhe encomendar este naco de serviços mínimos de Serviço Público televisivo!?

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Desperdício de argumentos protege vândalos


Jorraram rios de tinta a propósito do registo vídeo dos apedrejadores da PSP no passado dia 14.
E continua a palavrosa torrente de acusações, opiniões e indignações e até uma demissão televisiva, qual cereja, veio encimar a viciada polémica.
Ora não é preciso ser perito em ordem pública nem douto jurisconsulto para saber que o medo guarda a vinha, ou, por outras palavras, a impunidade açula os apedrejadores.
Saibam os vândalos que pagarão os seus crimes e serão mais contidos, limitando-se a verbalizar os protestos.

E não vale fazer paralelos com a polícia de choque do capitão Maltez ou atribuir às intervenções policiais caráter salazarista. Isto apesar dos condenáveis excessos da PSP nesse mesmo dia, com paisanos encapuçados a agredir Cidadãos comuns.
Somos um país livre com absoluta liberdade de manifestação. Com limites, evidentemente. E dentre eles o de não apedrejar a polícia nem destruir património coletivo.

Lamentável é que a Comissão Nacional de Proteção de Dados ignore sobranceiramente o que a sociologia dos grandes grupos há muito catalogou. O grupo faz do fraco valentão e dos tímidos atrevidos, o que torna os ajuntamentos em potenciais focos de violência.
Não basta à CNPD ter os mais insignes juristas, querer proteger os Cidadãos das investidas contra constitucionais e ponderar os seus pareceres à luz da desejável harmonia social. Não chega.
Tem de abrir os olhos e olhar à volta, ler jornais e ver telejornais, saber o que dizem os promotores de manifestações e estar atenta às entrelinhas do facebook.
Os recentes movimentos sociais sobre o orçamento e sobre a tróica, sobre a indignidade de membros do governo e sobre o próprio PR têm sido pródigos em indícios probabilísticos do comportamento de certos grupos de manifestantes.
Portugal tem um histórico de manifestações enfeitadas com petardos e de manifestantes a querer travar apedrejadores e esta antagónica intervenção pública não pode ser ignorada pela CNPD.

O espetáculo mediático de arremessos e ricochetes entre PSP, RTP, CNPD e MAI não passa de jogos florais com armas artesanais. Até o "árbitro" – o pretenso regulador da comunicação social – quer meter o seu golito.
Todavia, o desperdício de tinta e de energias, esse enfadonho balão cheio de queixas e temores, pode facilmente esvaziar-se.
Se a vinha tem de ser defendida, e tem, defenda-se então sem rodriguinhos nem imagens recolhidas à socapa. Ganham os cidadãos pacíficos, manifestantes ou não, e poupa-se a sociedade a tricas próprias de telenovelas.

Basta ao MAI escarrapachar num discreto artigo de um singelo decreto que as polícias podem registar imagens de atividades públicas passíveis de ilícitos criminais ou contravencionais.
A CNPD mete a viola no saco e a PSP mete quem tem de meter nas malhas dos tribunais.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Uma sólida instituição



Em Portugal tudo serve para o bota abaixo, para denegrir, para lamentar e lamuriar. E agora pior, com a herança do Sócrates e a demolição ideológica dos Relvas & Passos o desencanto é colossal e a autoflagelação atinge dimensões insanas.
Porém, em Angola, é outro o prisma, ali a lei é a lei do abafa.
É abafada a corrupção milionária do Santos, da sua corte e das suas filhas e afilhados, etc., etc., etc. E abafada é a extorsão dos "funcionários" no aeroporto.
Parêntesis O Relvas, lembram-se, foi lá com a RTP lamber as botas ao regime e no fim, mesmo no fim, a Clara Campos Ferreira tocou de raspão no tema e o ministro angolano chutou para canto!? Parêntesis fechado
Pois a senhora inspetora está a ser interrogada pelos próprios pares. Muito provavelmente, o resultado apurado irá ter a um tribunal e um dia se saberá o desenlace.
O que já se sabe é que Portugal, apesar do profundo e legítimo descrédito nos políticos, no Cavaco e no PM, tem uma instituição a investigar uma das suas.
Fosse o crime cometido em Angola e bem podia ser alvo de um abafamento sumário. Para já não falar do que ocorreria na Guiné-Bissau, onde a tropa fandanga assassina, espanca e rouba a seu bel-prazer.
 
Com este quadro comparativo devemos levantar a cabeça ao lembrarmo-nos que ainda há quem aja com verticalidade, cumprindo as suas missões sem olhar a compadres e compadrios.

Segundo parêntesis Um pequeno exercício especulativo: alguém imagina o que seria a Judiciária se o Relvas fosse seu diretor!? Segundo parêntesis fechado