quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Elogios e férias ensombram Portugal



O antigo ministro da Economia, Manuel Pinho, não poderia tecer considerações mais elogiosas ao Presidente venezuelano. O ex-governante lembra, aliás, num artigo de opinião no DN, que as “melhores férias da sua vida” foram feitas, justamente, a convite de Chávez.http://www.noticiasaominuto.com/politica/36168/manuel-pinho-e-as-viagens-pagas-por-ch%c3%a1vez

Pinho não percebeu então que foi alvo de uma manobra de sedução de Chavez para reduzir o seu isolamento internacional. Nem percebe agora como o aquele texto vem carimbar a sua inépcia política.
Se o seu empenho ministerial em vender Made in Portugal foi louvável, isso não é tudo. Não pode alinhar o nosso país com um regime de fachada democrática comandado por um demagogo incontinente.
Abrir mercados é uma coisa e outra muito diferente é participar na farsa do populismo ditatorial chavista. Para não dizer que um ministro português a gozar férias de luxo à conta do petróleo venezuelano é de uma indignidade que só ele não vê.
Manuel Pinho, louvado por empresários na saída do governo, bem podia agora ter metido a viola no saco, preservando essa boa imagem. Dele e de Portugal.
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Anúncio – Há um país onde a Ética conta



 
Ex-deputado europeu condenado a 4 anos por corrupção
Ernst Strasser, também antigo ministro austríaco da Administração Interna, prometeu alterar a legislação europeia se lhe pagassem 100.000 euros.
http://expresso.sapo.pt/ex-deputado-europeu-condenado-a-4-anos-por-corrupcao=f779373

Que inveja da Áustria! E que drama não termos leis nem tribunais que façam frente à corrupção instalada.

Mas temos a D. Cândida que diz que não temos corruptos. Coitada, veve noutro planeta; será marciana!?

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A Luanda que o regime cleptocrático esconde


 
 
E são pontas de lança do seu regime que querem dominar a RTP!!!

Seria lindo, seria, com a "liberdade" da TPA só veríamos celestiais imagens dos instalados na Gomes Teixeira e em S. Bento.

Além da deificação dos ricos e poderosos que nos iriam inocular. Para não falar no total desaparecimento da corrupção que nos impingiriam nos telejornais.

Já agora, alguém viu imagens semelhantes a estas na Televisão Pública de Angola!?









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domingo, 13 de janeiro de 2013

As luvas do Relvas

 

Ontem, pela primeira, vez alguém sem luvas de pelica nem punhos de renda fala nas luvas que Miguel Relvas meterá ao bolso.
Sem rodriguinhos nem meias palavras, diz-se aos berros que Relvas é corrupto.
Verdadeiramente aos gritos, pois foi no programa Sábado à luta dos Homens da Luta na SIC. Os manos do duo cantaram

Oh Relvas, doutor* precoce
Quem foi que te trouxe ávido de heranças?

Carregas censura na boca
Já nem temos roupa. Culpa das finanças!

A privatizar ajudas
Colecionas luvas e a nós atiras ilusões.

Quantas vezes
te agarras à mama

E os outros nem comem,
E os outros nem comem com medo da cana.


Está tudo dito, dito que o Relvas está no bom caminho, a caminho do olho na rua que é o destino de quem tão baixo chegou, chegando ao ponto de ser argumento principal de um grupo humorista profissional.

Boa viagem Relvas.

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* Neste cantinho de Portugal jamais se escreverá doutor a propósito de Relvas sem que um pertinente asterisco não desmascare tão impertinente chico esperto.

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sábado, 12 de janeiro de 2013

Arte homenageia Mandela

 

São 50 placas de aço com 10 metros de altura, cortadas a laser e inseridas na paisagem, representando o 50.º aniversário da captura e prisão de Nelson Mandela, em 6 de agosto de 1962, no próprio local onde tal sucedeu, e que lhe custaria 27 longos anos de cárcere.
 
Obra do escultor Marco Cianfanelli, de Joanesburgo.
 
 

 
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um canhão pelo cu




O texto é de Juan José Millás e foi publicado no espanhol El País em 14 de Agosto passado. http://cultura.elpais.com/cultura/2012/08/13/actualidad/1344875187_015708.html

Reflecte sobre a economia mundial, chamando os bois pelos nomes e faz uma análise do capitalismo que está a incendiar meia Europa.
Formigarras transcreve-o integralmente
como contributo para que não nos agachemos


Um canhão pelo cu

Se bem entendemos, e não é fácil porque somos um bocado tontos, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo de classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.

Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.

Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.

Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres. E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.

Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passe a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no cu do sequestrado.


Há já quatro anos que nos metem esse canhão pelo cu. Com a cumplicidade dos nossos. 

Juan José Millas

Portugal feudo de corporações


Ministério Público vai pedir levantamento da imunidade da deputada Glória Araújo
http://www.publico.pt/politica/noticia/ministerio-publico-vai-pedir-levantamento-da-imunidade-da-deputada-gloria-araujo-1580097

Portugal tem na Constituição a igualdade entre Cidadãos (artº 13º) e na lei o deboche do corporativismo que subtrai os políticos e outras corporações à norma geral.

Não há grupo nem tribo que não tenha o seu couto jurisdicional privado; do PR ao PM, dos deputados aos magistrados, dos militares aos polícias.
São as escutas rasgadas, a autorização dos pares para ser julgado, o julgamento em tribunais diferentes dos do Cidadão comum, mesmo quando são acusados de crimes comuns.
Os militares não precisam de Cartão de Cidadão como os concidadãos e os polícias não usam cinto de segurança nos carros de serviço.
Até os advogados têm prioridade no atendimento em organismos públicos.

Temos um regime entre a monarquia medieval e a república de bananas. Salazar deixou uma pesada marca.
Fosse o nosso país um Estado de Direito e todas as normas legais beberiam a igualdade cidadã na CRP.
 
E esta senhora, apanhada a conduzir bêbeda, teria sido apresentada ao tribunal sem este anacrónico protecionismo que a vai bafejar de procedimento em procedimento até ao arquivo final.

Ou, se aparecer um juiz vertical, a uma pena suspensa, que irá festejar para o parlamento. O PS [socialista!?] tem um doentio histórico nesta matéria…

No dia em que a vergonha e a Ética assentarem praça em Portugal o corporativismo oportunista e as suas insconstitucionalidades mil serão mandados às urtigas. Um dia, um dia...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Uma cova à medida do coveiro de Alvalade


 
Os meus amigos esverdeados me perdoarão, mas tenho o dever solidário de os informar que o Godinho Lopes, esse coveiro engravatado, ficava muito bem nesta cova.

Gestionariamente falando, que o homem bem pode viver mais 50 anos, que disso não vem mal ao mundo... nem ao Sporting,. Desde que saia de Alvalade em passo de corrida. O que urge.
 
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Uma chapelada ao autor da montagem, um criativo inteligente, quiçá de lagriminha ao canto do olho.
 
 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Trapalhão afunda Sporting de trapalhada em trapalhada


Vercauteren deixa de ser treinador


As trapalhadas em série
1ª trapalhada – Nomear Jesualdo super treinador, enxovalhando Vercauteren, ou seja empurrando-o porta fora, sem honra nem dignidade (dos empurrantes);
2ª trapalhada – Indefinir as suas funções, chamando-lhe manager (o inglês exibe a pequenez da ratice);
3ª trapalhada – Ele mesmo, Jesualdo, dizer-se treinador dos treinadores;
4ª trapalhada – Pô-lo agora a acumular funções de manager com as de treinador da equipa principal.
Contas feitas, a soma de trapalhadas = Trapalhão = Godinho Lopes.

A série de dúvidas
Curiosidade 1Vercauteren terá sido o treinador que menos tempo ficou em Alvalade!?
Curiosidade 2 – Estará o SCP apostado em conquistar o martírio da maior volatilidade de treinadores em vez de ganhar competições!?
Curiosidade 3 – Jesualdo já terá posto as barbas de molho!?


O Sporting merece mais que trapalhadas e trapalhões.
 

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A arte e o cadáver


 
Esta não é apenas uma demolidora caricatura do António, publicada no EXPRESSO, é um autêntico retrato do putrefacto cadáver político do aldrabão.

Falta o último safanão que o atire borda fora.
 
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sábado, 5 de janeiro de 2013

Crioulo luso-americano mancha Almada

 

Portugal está a ratar a sua identidade.

Aos poucos, a pretexto de falsa modernidade, hoje aqui, amanhã acolá, a nódoa alastra. Ratada num linguarejar que nada tem de nosso, a moléstia corrói-nos.

Em Almada é bem visível.


Se não formos nós, portugueses, a proteger a nossa língua, custe o custar aos negociantes de prédios e dicionários, de centros comerciais e de computadores, vamos pagar caro o desleixo e a vaidade  poucachinha.

Temos de travar o abuso. Como?

É simples,  muito, muito simples: escrevendo em português, dando às coisas nomes em português.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Os 3 melhores de 2012

 


1. CAOS
Que organização, além do CAOS, proporciona felicidade gratuita aos seus membros!? Talvez só a família ou outros clãs desinteressados, pois a generosidade não é coisa que ande por aí a pontapé.
Pois o Circulo de Atividades Oxigénio e Sol faz finca pé na gratuitidade de todas as suas caminhadas e bate o pé ao mais pintado pela excelência dos seus trilhos e graciosidade das ribeiras, onde é validada a sempiterna entreajuda caótica.
Pé ante pé há 15 anos, sempre por maus caminhos e boas mesas, este grupo de amigos que gosta de caminhar aí está para as curvas. Todas elas…

2. Luís Afonso
As tiras que este irónico criativo serpentino nos mostra diariamente no Público são da mais pedagógica inspiração. Com meia dúzia de palavras ou só por meias palavras explica ao país as fragilidades de discursos e habilidades, as patranhas de gente que fala grosso e não receia questionar barões e corporações.
Foi dos melhores antídotos para a resignação inoculada na sociedade, expondo a outra face da moeda, à revelia da injustiça fardada de becas, nomes sonantes e dinheiro a rodos.

3. Estudantes da António Arroio
Alunos das classes de artes amedrontaram o artista Cavaco Silva, que não teve arte nem coragem para enfrentar o protesto que lhe prepararam.
A programada visita presidencial à escola foi interrompida já Cavaco ia a meio do caminho e foram alegadas razões de segurança para a anular em cima da hora. Segurança...
Que segurança seria perturbada por meia dúzia de palavras de ordem!? Que segurança seria beliscada por adolescentes armados de criatividade e sangue na guelra!?
Só um "presidente" inseguro tem medo de uns quantos cartazes engraçados.
Com um "presidente" desta "força", esperar que tivesse tomado medidas firmes contra o descalabro de Sócrates foi uma ilusão. Como é uma dor de alma ver a sua displicente ausência de cena perante o desvario neoliberal de Relvas & Passos!
 
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os 3 piores de 2012

 

O pior de todos - Miguel Relvas.
Mentiroso confesso continua no governo; não teve a dignidade tradicional europeia de sair pelo seu pé ao surgirem os fumos que o mancham.

O segundo pior - Passos
Não há dia em que o PM não desminta as tiradas da véspera, tirando toda a credibilidade ao cargo que ainda ocupa.
Enleado nos esquemas lamacentos da Tecnoforma, empresa de barões e candidatos a barões do PSD, de que foi administrador, não tem perfil ético nem de estadista. Fedelho lhe chamaram há poucos meses. Com razão.

Cátedra da vergonha em terceiro
Uma trupe intitulada "universidade" Lusófona que passa certificados a pataco impõe a sua extinção exemplar. Fonte credível garante que além dos 89 da lista do Relvas, o mesmo desempenho pseudo-"académico" chancelou licenciaturas flan a angolanos.

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A queda de Relvas e a subida de novo FMI




"Relvas cai para o último lugar" diz o EXPRESSO.

Em boa verdade se ele não cair rapidamente do governo a dignidade de Portugal cai a pique e cai a máscara a quem deve nortear-se pela Ética !

O que não cai é a pergunta
Para quando um Fundo Mundial de Integridade que resgate Portugal da vergonha de ter um aldrabão no "governo"!?
Este FMI, com gente honrada e diplomados sem equivalêcias traficadas, faria auditorias prioritárias a alguns dos atuais ministros portugueses.
Por exemplo, junto da ministra da justiça apuraria porque não encarrega ela a Polícia Judiciária da investigação dos tráficos que deram origem a "canudos" pretensamente "académicos" a 89 criaturas tipo Relvas.
Ao ministro da educação, Nuno Crato, seria pedida a "demonstração" do impacto das aldrabices Relvas na pedagogia da exigência, seu cavalo de batalha de muitos anos.

Sabe-se quão caras são as auditorias do FMI do dinheiro, pelo que as do FMI Ético não lhe ficariam atrás. Por isso, analisariam amostras, não escarafunchando todos os recantos ministeriais do país, pelo que na primeira intervenção só abordaria mais um ministério, o MNE.

E ao ministro dos negócios estrangeiros seria requisitada a versão final consolidada da Estratégia Nacional de Dissimulação Externa do efeito Relvas na imagem internacional de Portugal. Em especial, a adenda secreta relativa à Alemanha seria minuciosamente estudada. Para tirar a limpo se houve ou não negociações por baixo da mesa para que a chanceler Merkl, na sua visita de Novembro, não risse às gargalhadas quando ouviu Passos prometer honrar compromissos.

Porque tanto tarda este novo FMI!?

?????

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Técnica infalível

 

Cruzamo-nos irregularmente e sempre foi de uma grande eficácia.

Faz o que tem a fazer com precisão, nunca se engana no pedido nem no troco e entrega-me o encomendado sem falhas, nem a mais nem a menos.

Porém, sempre de carão. Comigo e com todos os outros clientes.

Prestável, solicitude inquestionável, mas sempre de cara fechada. Típico exemplo de profissional com orientação à tarefa a 100% . E se precisava de investir 20% na cortesia, mostrando que não tem pela frente um recetáculo do serviço que presta e sim uma pessoa, um ser humano...

Pois hoje, ao dizer-lhe que o bife tinha sido o melhor de muitas vezes, sorriu. Agradeceu e sorriu à-vontade, com evidente e natural satisfação. Ainda fiquei a pensar se, para o fazer, teria atrasado alguma tarefa. Mas não, nem pensar, é de uma eficácia a toda a prova.

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Apagão ao aldrabão


Os PM habituaram-se a ir à televisão no dia de natal para justificar apertos, gabar-se de obra feita ou apontar horizontes. Por vezes tudo isso.
 
Chamam à operação Mensagem de Natal e tem tapete vermelho mediático.
 
Este ano, com Passos, a obra é zero, o aperto colossal e o horizonte é o desmentido das suas palavras de hoje com nos presenteará amanhã ou depois de amanhã . O histórico do seu revisionismo declarativo é o único indesmentível.
 
Por isso, pela mancha de indignidade do seu "governo" e pelo descalabro para que está a empurrar Portugal, aderimos ao

Apagão Nacional...
Vamos desligar os nossos ttelevisores, quando o Passos Coelho estiver a transmitir a tradicional mensagem de Natal 2012.

 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Ateu e cardeal


Era uma vez um grupo de amigos que fez um jantar de natal.
 
E para não ser chocho como de certa vez, fez a cena d'A Ceia dos cardeais, de Júlio Dantas.
 
Besuntado a preceito, o cardeal Gonzaga...
 
 
 
...também foi primorosamente entrapado.

 
 
E devidamente embarretado.
 
 
 
Ele os seus eminentes correlegionários entraram em cena abençoados... pelos maiores copos do restaurante e pelo melhor tinto da noite.

 
 
Mas nem isso poupou as cruzes do cardeal Gonzaga, que entrou torcido e retorcido se sentou.
 
 
 
 Como é diferente o amor em Portugal! proclamou o Cardeal Gonzaga.
 
 
 
 
Tão, tão diferente, que ao cardeal ateu lhe faiscaram os olhos, quiçá do tinto celestial, porventura da cena filosofal!
 
 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

TAP – Bom Dia em dia de azia !?



O governo Eureka! Eureka Eureka! recusou vender a TAP a Germán Efromovich.

Vender a empresa já era delapidação do património nacional, mas entregá-la por tuta e meia a este "predador de oportunidades" (segundo o Público)  seria uma grave auto mutilação.

Verdade que a empresa tem de arrebitar, tem de sair do longo período de anemia que tem vivido.

Verdade que os seus trabalhadores contribuíram para o vermelho das suas contas com greves suicidas.

E ainda mais verdade que os seus pilotos fizeram um esforço irresponsável para a manter aterrada, eles que terão salários de conforto. Tão confortáveis que quiseram, como moeda negocial de uma das greves, a cativação, na privatização, de uma parcela de ações para si próprios!!!

No imediato, o despiste foi evitado, mas, apesar desses travões à sua eficiência, a TAP terá de voar com vistas largas e segurança financeira.

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PS [ = Post scriptum ]



A ata da reunião do Conselho de Ministros de ontem não o mencionará pela certa...

Nem é suposto que os colegas do "licenciado" flan façam inconfidências sobre as suas confidências...

Porém, seria um inextrincável milagre se do estômago ao esófago de Miguel Relvas não tivesse subido, num desassossego tormentoso, uma torrente de azia.


 

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Duas boas e uma belíssima

 


Nogueira Leite deixa Caixa Geral
E que nos deixe em paz, longe da vista, que do coração se arredou há muito.
Este gabarola que recebe milhões pelos seus muitos tachos e fala com o rei na barriga para quem tem a barriga a dar horas.
Dos piores exemplos que o regime pariu.

Portugal pode pescar mais bacalhau
Ora se nós comemos mais bacalhau no natal do que toda a Itália num ano, a quota europeia de pesca agora aumentada só peca por tardia.

A belíssima notícia seria o aumento da nossa frota e a efetiva captura de mais pescado. Sim, porque a aprovação diz que podemos pescar, mas falta o resto, pescar mesmo.

E além disso, restaurar a nossa indústria de seca, com nova tecnologia certamente, mas com empresas e trabalhadores portugueses. Já é tempo retomar esta cadeia de valor a 100% em vez de a deixar à Noruega e à Islândia.

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A riqueza de Óscar Niemeyer

 
Transcrição integral



Autodefinição
 
Na folha branca de papel faço o meu risco.
Retas e curvas entrelaçadas.
E prossigo atento e tudo arrisco na procura das formas desejadas.
São templos e palácios soltos pelo ar, pássaros alados, o que você quiser.
Mas se os olhar um pouco devagar, encontrará, em todos, os encantos da mulher.
Deixo de lado o sonho que sonhava.
A miséria do mundo me revolta.
Quero pouco, muito pouco, quase nada.
A arquitetura que faço não importa.
O que eu quero é a pobreza superada,
a vida mais feliz, a pátria mais amada.
 
Óscar Niemeyer

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