quinta-feira, 4 de abril de 2013

Deus é branco, mulato é anjo, preto é diabo

 

Profunda reflexão de
Isomar Pedro Gomes
 
Transcrição integral, sem rever uma gralha, um acento, uma vírgula.

 
Há dias a caminho do Hojy-yá-Henda, a bordo (como habitual) de um dos machimbombos da TCUL Viana vila - Cuca, (privilegio este meio de transporte por ser o mais barato e acessível aos pobres para rotas longas, mau grado a 'sardinhada e a catingada'), um dos vários azulinhos que 'palmilham' as nossas estradas, os nossos emblemáticos táxis colectivos, chamou a atenção do público, exibindo no seu 'traseiro' o seguinte dístico; DEUS É BRANCO, MULATO É ANJO, PRETO É DIABO.

Tal dístico é óbvio levantou as mais diversas celeumas entre os passageiros do machimbombo e creio entre todos os 'observadores' e transeuntes por onde o dito azulinho (mini mbombó) 'rasgava' o seu 'popó-show'.

Raciocinei com os meus botões e os meus botões comigo, as causas que levaram o proprietário do 'popó' ou do 'chauffeur de praça' a mencionar e exibir tal 'desgraçado ou ditoso (?!)' rótulo. Na busca mental das 'causas', não pude deixar de comparar o modo de vida de hoje e o da administração colonial, quando o País e a grossa maioria dos países do continente Africano, era administrado por indivíduos maioritariamente de raça branca, provenientes da Europa, "os tais colonos", poderia Africa ser comparada a um paraíso? A quem diga que sim, e eu não discordo dele!

"Colonialismo caiu na lama!" Lembram-se deste célebre estribilho 1974-1977?

A JÓIA COLONIAL

Angola, era mundialmente conhecida como a Joia do império Português e exibia majestosa, todos os pergaminhos de tal título, o Quénia a par da Africa do Sul, a jóia Africana do império Britânico, Algéria a joia Africana do império Francês e o antigo Congo-Belga a jóia do mini-imperio Belga. Tais países Africanos - no contexto do outrora - prosperavam a olhos vistos (a maioria deles encontravam-se ainda na idade da pedra), as respectiva comunidades autóctone idem em aspas, os índices de desenvolvimento humano dos autóctones inegavelmente estavam lenta e seguramente subindo, as obras dos colonialistas ainda perduram pela Africa adentro.

Verdade seja dita, o esclavagismo e as guerras de "kwata-kwata" fizeram irremediáveis estragos em África. Mas também não é menos verdade, que a falta de unidade, ambição, irresponsável individualismo e a sempre necessidade de estúpida e insanamente guerrearem, fazerem verter sangue (entre nós Africanos), tornaram bem-vinda "la pax romana" isto é promulgado a força do chicote e da bala, pelos Europeus.

As então, gerações de jovens africanos instruídos (pelas respectivas franjas ou instituições da administração colonial) organizaram-se politicamente e fizeram soar a acusação de que os Europeus estavam a sugar as riquezas do solo pátrio em benefício exclusivo das nações colonizadoras, desconsiderando totalmente os interesses dos nativos e das colónias, transformando os autóctones em miseráveis na sua própria terra; "eles vieram com a Bíblia, nós tínhamos as terras, no fim eles ficaram com as terras e nós com a Bíblia" disse Robert Mugabe, nacionalista e guia da libertação do Zimbabwe.

Organizaram-se contra o invasor, protestos, revoltas, guerras, chacinas, a história regista que o movimento e actuação dos 'mau-mau' liderado pelo indomável Jomo Keniata, foi um dos mais cruéis de Africa e o que chamou a atenção da comunidade internacional, para a necessidade da urgente descolonização de África. Claro a violência gera violência, os resultados hoje fazem parte da história.

A resposta colonial a violência nacionalista africana, sempre foi comedida, por exemplo, se a força policial Portuguesa no 4 de Fevereiro e posteriormente no 12 de Março de 1961, respondesse com o mesmo demonismo com que o MPLA 'respondeu' ao chamado Fraccionismo do 27 de Maio 1977, muitos dos actuais dirigentes, não existiriam, e provavelmente não haveria movimentos de libertação, durante muito tempo.*****

O ÊXODO

Passado cerca de meio século, que a maioria dos países Africanos 'arrancaram' na ponta da espingarda a independência das potências colonizadoras (seguindo a lição do camarada Mao Tsé-Tung), se fizermos o balanço, quais foram os ganhos que os respectivos países e povos obtiveram, poucos são os Países Africanos que diremos, saíram indiscutivelmente a ganhar.

"Quando é que a independência afinal vai acabar?"- Indagou desesperado/desapontado um septuagenário angolano nos idos anos 78-80, fatigaderrimo da guerra estúpida, de tanta crueldade e injustiça praticada pelos seus patrícios (do regime e da oposição), denominados de nacionalistas de primeira água.

Poderia Africa ser hoje comparada ao Inferno ou ao Purgatório? Qualquer um deles serve, Paraíso; NUNCA. Pouquíssimos países Africanos (menos do que os dedos de uma mão) podem aproximarem-se a tal eleição.*****

"HOJE até a Bíblia tiraram-nos, e as terras continuam a não pertencer ao povo" - sintetizou Morgan Tchavingirai, descrevendo a desgraçada e extrema penúria do povo zimbabweano, respondendo ao guia imortal ainda vivo, que diz ter ressuscitado mais vezes que o próprio Jesus Cristo. Zimbabwe no período citado por Bob Mugabe, era o celeiro de África, o povo era detentor de um dos mais elevados IDH do continente.

Por exemplo em Angola. Por vezes quando nas datas históricas, oiço e vejo pela TV, indivíduos a mencionarem o que o 'colono nos faziam', sinceramente não sei se, choro de raiva ou se me mato de 'risada', "porque o colono fazia..blá-blá-blá" - dizem eles - hoje faz-se o pior. O colono se fez, quase que o desculpo, é ou foi colono, é branco não é meu irmão de raça, etc., agora quando o meu irmão Angolano, preto como eu, (ex-companheiro da miséria e das ruas da amargura) faz o que viva e denodadamente repudiávamos do colono, esta ultima acção dói muitíssimo mais do que a acção anterior, dilacera e mutila impiedosamente a alma.

Por isso, logo após as independências Africanas, verificou-se o segundo êxodo - o primeiro foi dos brancos a abandonarem África - milhões de Africanos, abandonaram com angústia na alma e os olhos arrebitados de descrença a Africa, a maioria arriscando literalmente as suas vidas (o filme continua até aos nossos dias), seguindo os outrora colonos, porque chegaram a conclusão que afinal não é verdade o que apregoa o político Africano; "eles prometeram-nos o paraíso e dão-nos o inferno a dobrar" disse um jovem africano em Lisboa nos anos 78-80 num programa da RTP.

Há mais africanos hoje na Europa do que Europeus em África, porque?!

A JUSTIÇA EUROPEIA

Os Europeus, muitos deles depois de chacinados em África pelas revoltas africanas, de regresso aos respectivos países embora destroçados de dor e amargura, receberam de braços abertos muitos dos antigos carrascos, dando-lhes um lar e emprego decente e uma vida digna, que jamais tiveram nos países de origem; Paz e sossego duradouro.

O contrario era possível?... Se ainda hoje 37 anos depois do fim da colonização, os dirigentes Angolanos (por exemplo) ainda desculpam-se na presença colonial Portuguesa em Angola, para justificar a Pobreza e outros pesares que "estamos com ele" eles não são, nunca serão culpados, mas o colono (37 anos depois), SIM, estou seguro que, quando Angola festejar o 50º aniversário, os dirigentes Angolanos, ainda estarão a rogar pragas ao colono Português.

HOJE ouvimos falar de relatos arrepiantes de governação de 'preto-para-preto' em muitos países africanos; Incompetência criminosa, bajulação estupida como doutrina, ganância e egoísmo exacerbado (primeiro eu - sempre), mentira como regra, assassinatos indiscriminados, prisões em massa, inexistência de liberdade de expressão - a 'Bíblia' citado pelo Morgan Tchavingirai. - (inclusive, gritar; "estou com fome" é crime passível de perder a vida. Kamulingue e Kassule, são a prova viva do facto), vida miserável, falta de empregos, corrupção endémica, justiça injusta e totalmente parcial, cadeias (horrorosamente infernais) a abarrotar de jovens provenientes das classes desfavorecidas, hospitais que mais parecem hospícios, escolas que mais parecem pocilgas etc. etc.

O paradoxo, é, se HOJE em África, usufruímos de um bocadinho de liberdade com sabor a vida, é precisamente graças aos Europeus, isto é aos brancos, que desenvolveram uma nova ordem de conduta internacional e instituições internacionais que vigiam sobre o globo incluindo obviamente Africa. As sanções internacionais e outras medidas de contenção paira sobre os dirigentes Africanos, e então, estes por sua vez, fingem praticar a democracia, não porque eles gostam da democracia, porque temem o "Deus branco e o seu braço punitivo". Porque se dependêssemos totalmente dos governos de "preto-para-preto" seguramente, não seria possível viver, na vasta maioria dos países Africanos.

O protótipo Africano da UE (União Europeia) a chamada UA (União Africana) é uma mentira descabida, a UA é uma instituição falida, decrépita, débil e 'estaladiça' (como a bolacha 'chinesa' de água e sal) que ninguém leva a sério, uns poucos países africanos esforçam-se por dar credibilidade a UA e ao continente, houve até quem propusesse a seguinte designação DUA (DesUnião Africana), por exemplo quando teremos um Tribunal Internacional Africano? Se os tribunais da maioria dos Países membros é do "faz de conta", os Africanos instituíram também uma espécie risível de Parlamento Africano, que ações pratica tal PA já desenvolveu em beneficio dos Africanos?

A UA é um club de "compadres" velhacos ditadores, egoístas que sonham com Paris, Londres, Estocolmo etc, ao mesmo tempo que transformam os respectivos países em autênticos 'buracos negros'. As independências em Africa foram 'feitas' para algumas centenas de indivíduos africanos, em detrimento de centenas de milhões, cada vez mais miseráveis.

Nunca a Europa 'recebeu' tanta riqueza de Africa como após a chamada "independência dos Países Africanos", os novos-ricos africanos, apressam-se a 'esconderem' os produtos da sua criminosa delapidação na Europa para o gáudio dos Europeus, contrariando aquilo que eles próprios evocaram e prescreveram na convocação para a luta de libertação nacional.

"Eu ir a Portugal algum dia?.. NUNCA!.. Nem morto!".- (1980 na idade de ouro do partido único) Disse, erguendo o punho direito bem alto em sinal de sacro-juramento, em pleno comício em Benguela, um dos então carismáticos dirigentes da "Revolução Angolana" que prescindo de citar o nome, hoje ele próprio, não só é frequentador assíduo e brioso de Portugal e "empresário português" como também é o orgulhoso presidente de uma agremiação desportiva portuguesa em Angola.

Quase meio século depois, podemos dizer que o IDH dos povos africanos subiu ou regrediu? Somos melhores tratados hoje pelos nossos irmãos dirigentes? Os ideais que nortearam a luta de libertação colonial ainda estão vivos e recomendam-se? Muitos dos nossos jovens usam orgulhosamente tecnologia de ponta os ipod, 'aichatissa' e 'aipad' fazem a banga da juventude, mas o meio que lhes rodeia é nauseabundo e desolador. O Stress agudo e o AVC matam tanto quanto a malária.

FILANTROPOS DA HUMANIDADE

A mais recente iniciativa de alguns dos milionários do planeta, comoveu muita gente. Há algum Africano entre os homens que protagonizaram tal feliz iniciativa? Todos eles (os citados filantropos) são homens que dedicaram a maior parte da sua vida na produção de riqueza, não o 'tiraram' de algum saco azul, nem tão pouco delapidaram o erário público nacional, mas, sentiram-se na necessidade de "repartir com o necessitado" de todo o mundo.

Ontem, os milionários Africanos orgulhavam-se de 'aparecerem' na revista forbes e congéneres, hoje face a iniciativa acima mencionada, publicam como que envergonhados; "não somos milionários" chegam ao ponto alguns de dizerem que o que têm é produto do salário.

AFRICA DO SUL

Fiquei arrepiado com as imagens da actuação da polícia Sul-Africana em Dobsonville (será esta a cidade?!) que vitimou o jovem moçambicano Mido Macia (MM), na flor da sua juventude (27 anos). Imagens próprias de uma 'cena' do Faroeste no seculo XIX ou da era do Drácula no país da Draculândia.

Quando vivi na África do Sul, tinha um medo atroz e justificado da polícia Sul-africana, principalmente dos pretos. A maioria do polícia Sul-africano preto chega a ser muito mais impiedoso e selvático que o mais impiedoso policia Sul-Africano branco. O polícia preto (na sua maioria) é absolutamente xenófobo, perverso, contra a lei, corrupto e desalmado.

O policia branco, estou certo não faria tal coisa, e muito menos os tais policiais pretos fariam isso se MM fosse branco.

A xenofobia na África do Sul, é extremamente incentivada e alimentada pela polícia Sul-africana e é planificada nas esquadras de polícia, um dia hei-de descrever as minhas experiências com a corporação policial daquele País, que apesar dos pesares amo muito sinceramente.

Fizeram certamente Nelson Mandela, banhar-se em lágrimas. O único Preto que chegou aos patamares dos 'deuses'.

AFINAL QUEM CAIU NA LAMA?

Há em algum país da Europa, a amálgama descriminada e promiscua, esgoto a céu aberto, suja e podre de 'bairros' que vimos e vemos principalmente nas periferias das capitais Africanas (quase todas elas) principalmente dos chamados; País Especial.

Os dirigentes Africanos, nem conseguem combater eficazmente o mosquito, causa do paludismo e malária que dizima á meio século, diariamente milhares de almas (principalmente crianças) pelo continente adentro, as doenças diarreicas (produto da falta de sanidade básica) faz de igual modo uma 'ceifa' aterradora. Doenças que o colono quase já tinha debelado como a mosca do sono, ameaçam 'engolir' povos inteiros.

Tudo isso acontece perante a pecaminosa insensibilidade de um grupinho de "iluminados africanos" (abençoados pelas igrejas) que preferem comprarem castelos de milhões de Euros na Europa e em orgias depravadas (preferem dar de comer os cães), do que ajudar os seus irmãos, que não lhes pede mais do que apenas: BOA GOVERNAÇÃO... Gerirem o erário público para o bem de TODOS e da nação.

E há quem tem o desplante de vir a público protagonizar uma perversa peça teatral, choramingando; "O colono blá-blá-blá".

Quanto ao anjo, prefiro não comentar. Deus é Branco?.. Até posso aceitar, porem de uma coisa estou certo, preto, é que não é de certeza ABSOLUTA!

 

Isomar Pedro Gomes



 

 

 

domingo, 31 de março de 2013

Uns tipos do piorio

Relvas incluído, pois então...




Quem o diz é Miguel Veiga, um dos históricos do PSD do Porto.

E di-lo à Revista do EXPRESSO de 23 de Março em resposta à sua própria pergunta

Quem fez Passos Coelho primeiro-ministro?
Uns tipos do piorio, que existem em Portugal. Um é Miguel Relvas, o outro é Marco António.

Andaram durante um ano e meio a bater as distritais para angariar votos, a realidade é esta.

E se há algum social-democrata no governo?
Nem um. Estes tipos não têm convicções. Simplesmente não têm ética de convicções e, portanto, não têm ética da responsabilidade. Querem o poder pelo poder. Estão centralizados, incrustados e vivem num regime de sucessão eterna, quase dinástico, que se torna opressivo e do mais fechado que há. O regime é autofágico. Vão-se reproduzindo e é como um panzer. Levam tudo à frente. Este é um tempo crepuscular.

Estes tipos do piorio são do piorio para Portugal.

E não custa a crer, face a tais afirmações, qual a fonte dos propalados perigos da queda do governo: o próprio governo, que vê no alarmismo a sua própria segurança.

Por isso há que enfrentar estes tipos. E já não basta correr com Relvas, o aldrabão e malabarista da RTP.

Tipos do piorio com uma televisão nas mãos fazem coisas do piorio. Fazem, fizeram e não poderão continuar a fazê-las. Está na mão dos portugueses e na direta proporção da sua intervenção cívica…

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sexta-feira, 29 de março de 2013

O mentiroso Sócrates mente, obviamente


José Sócrates, anterior PM, refugiou-se em Paris depois de derrotado eleitoralmente e voltou agora para a peanha do Relvas.

Será comentador, mas começou como entrevistado. A língua solta que se lhe conhece soltou verdades e meias verdades já certificadas pelos avençados de serviço.

E também mentiras. Sócrates sem mentir não seria o Sócrates que conhecemos. Eis três das suas mentiras. Clique no boneco e avalie você mesmo.


História completa desta memória portuense:
 
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quarta-feira, 27 de março de 2013

Diogo Cão e os cleptocratas de Angola




Quando os jornais, as televisões ou a justiça portuguesa apontam o dedo a negócios chorudos, a métodos ditatoriais ou roubos de milhões à corte cleptocrática instalada, Luanda reage através do Jornal de Angola.

Por vezes armado em guardião de valores democráticos, ele que é porta-voz, agente e branqueador de um regime que espezinha o povo, atira pedras a Portugal e a certos portugueses.

É fogo de artifício para consumo interno, para inglês ver, pois o cruzamento de interesses entre Angola e Portugal já é tão estreito que nenhuma das partes quer partir muita loiça.

Só o qb para parecer que a ditadura reage em defesa da honra.

Desta vez a caricatura vai na mesma linha e põe num dos pratos da balança bancos, jornais e empresas portuguesas.


Com ar pimpão, o boneco insinua que Angola tem recursos para comprar isso e muito mais. A mensagem subliminar é a da riqueza, do poder e da pujança desse país.

E obviamente que a mensagem é para os iletrados e hipermanipulados cidadãos angolanos.

Pura poeira para os olhos, pois o angolano atento já não se deixa levar. Sabe bem que todo o património português comprado com dinheiro do petróleo angolano apenas enriquece a criminosa corte de Eduardo dos Santos.

Esse mesmo angolano decente bem gostaria, 521 anos depois de Diogo Cão ter chegado ao Congo, que a filha Isabel do ditador Santos não fosse multimilionária. Seria sinal de que os recursos de Angola não tinham sido tão despudoradamente roubados.

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terça-feira, 26 de março de 2013

Jornalista presta Serviço Público


Este homem estuda dados e denuncia negócios leoninos. Cujos tarifários, legitimados pelo “Estado” apaparicador de interesses ilegítimos, são a canga dos Cidadãos e das empresas.

Clique na imagem para ver o vídeo.

 
 
Moral da história:

"O sistema está montado para dar lucro ao setor financeiro."
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segunda-feira, 25 de março de 2013

Tanto filho da puta




A vida é filha da puta
A puta, é filha da vida
Nunca vi tanto filho da puta
Na puta da minha vida.




Bocage, evidentemente.
Sociólogo, obviamente.













sábado, 23 de março de 2013

Atrás de uma grande mulher


– Está um grande cu.

 


Como a conversa de  jovens não fica a meio, veio a pergunta:

– E à frente de uma grande mulher!?

– Está um grande par de mamas!


Os créditos vão todos o grupo de adolescentes que saía do cinema.

E ao Formigarras não restava outro caminho além do eco à ironia.

Apesar da hesitação na classificação: humor negro, brincadeira juvenil ou crueldade benigna!?

???

quinta-feira, 21 de março de 2013

O papa católico e a fé dos portugueses

 
Circula por aí e traduz a fé de muitos nos políticos

O papa católico Bento 16, após a sua demissão, tem pedido encarecidamente que o deixem morrer em Portugal.
 
Para ser como Jesus Cristo, que morreu entre ladrões.
 
!!!
 
 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Alcoolismo português

 

Cultivamos o excesso de álcool, festejamos as bebedeiras e fingimos desconhecer quantas vidas são arrasadas pelo alcoolismo.

De mil formas celebramos a ingestão desmedida de bebidas as mais diversas, como este azulejo mostra. Veio de Évora e tem a assinatura de um padre católico.

É certo que é esta religião também o celebra, convertendo-o, segundo a sua mitologia, em corpo sagrado. Materializando a imaterial entidade que veneram...

O que devemos consagrar é a sábia oração que está quase quase quase reconhecida socialmente:

Beba com moderação!


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terça-feira, 19 de março de 2013

Espanhol choramingão


Retrato pícaro de uma monarquia moribunda
 
 
 

A un hombre de unos 73 años le está entrevistando un periodista en un jardín. El hombre entrevistado se expresa del siguiente modo:
– Soy hijo de exiliados.
– Hasta los 27 años y poco antes de la transición no pude volver a España por culpa de Franco.
– A mi padre, pobrecito, no sabíamos ni dónde enterrarlo.
– Mi madre, estuvo muchos años en silla de ruedas.
– Ahora tengo 73 años.
– Hace meses me quitaron el 30 % de un pulmón.
– Mi mujer, es inmigrante.
– Tengo tres hijos con ella.
– De los tres, sólo trabaja una, la del medio,... pero no cobra nada.
– Todos, incluidos los nietos, viven de mi asignación.
– La mayor, se acaba de divorciar.
– Mi yerno, se daba a las drogas y al alcohol y la ha dejado con dos niños.
– El pequeño de mis hijos, aún no se ha ido de casa y, además, se ha casado con una divorciada y la ha traído a vivir con nosotros.
– Esa señora antes trabajaba, tenía muy buen puesto, pero, desde que vino a mi casa ya no hace nada.
– Ahora tienen dos niñas que también viven bajo nuestro techo, para colmo, este año, con lo de la crisis, casi no nos hemos podido ir de vacaciones y, si me apuras, ni he podido celebrar que España ha ganado el  Mundial.
– Para colmo, el marido de la mediana, anda en líos con la justicia.
– Al enterarme me desmayé y casi pierdo un ojo al darme con una puerta...
  Acaban de operarme porque me fracturé la cadera.
El periodista, pone cara de asombro y comenta:
– Majestad... ¡ no creo que su situación sea tan mala!

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Aqui fica a devida chapelada ao autor desconhecido.
 

domingo, 17 de março de 2013

Pinceladas do Norte

 
Concelho de Vila Flor
 
 
 





 
 

sábado, 16 de março de 2013

Uma boa casa


Assim sim, uma casa acolhedora; não essa coisa assética, 100% plástico, artificial de Posto de Turismo.

Recebemos amigos em casa e em casa comemos, rimos, choramos, vivemos.

Não são as só palavras que modelam a forma como tratamos os turistas; claro que não, mas esta casa é mais porta aberta...

Vila Flor Trás-os-Montes

sexta-feira, 15 de março de 2013

Não ao coração apertado


Segurança rodoviária
 

Acabei de reforçar os critérios para viajar como pendura. O último aperto exigiu-me esse cuidado. A circulação em rotundas assim o determinou.

Aí, todos os condutores, uma ou outra vez, já pisaram o risco, não seguiram o guião, arriscaram um pouco, mas poucos terão vivido a minha experiência.

Fazer das rotundas retas, isso é que não, nunca tinha visto. Pior, nunca tinha passado por isso: passado por uma rotunda como se de reta se tratasse, assim:
 
 

O modelo está definido, o código é claro, há mil esquemas e milhentas explicações.

 

Pois num certo dia o coração gelou-se-me, estrangulei a pega da porta que agarrei desesperadamente e só respirei quando me vi novamente no lado direito da estrada, a seguir à rotunda.

Por pouco tempo, contudo, pois o malabarismo repetiu-se. E o meu constrangimento. E aí mesmo tomei a decisão inabalável de não voltar a pôr o pé em carros de condutores fura-rotundas.

Reforçarei, portanto, a minha segurança rodoviária com dois aditamentos aos critérios vigentes [Formigarras, 9.Junho.2010] de não viajar com quem:
– Faz curvas com os pneus a chiar;
– Ignora sinais de paragem obrigatória;
– Circula a "cheirar" a traseira do carro anterior;
– Trava bruscamente "em cima" do carro da frente.
 
E aproveitando a embalagem regulamentar, adoto também uma adenda anti tabágica automóvel.
 
Eis os novos critérios de segurança rodoviária:
 
– Não viajo com condutores que não respeitem a circulação nas rotundas.
– Declino acompanhar quem conduza a fumar.
 
 
É portanto uma opção pela dupla segurança, rodoviária e pulmonar.

!!!!!

quinta-feira, 14 de março de 2013

“Renovação” da Brigada do Reumático católica


Logo que o senhor Ratzinger resignou, vieram a público guerras insanas na Cúria Romana, o comando central da mitologia católica, com sede no Vaticano e também designada por Santa Sé.

Que o homem saiu por não ter forças para enfrentar as víboras, que mais isto e mais aquilo.

E aquilo que fica no ouvido é que a tantas vezes papagueada renovação pariu um rato.

Ora vão buscar um septuagenário para renovar o quê? Só falta o carimbo a óleo para certificar o conflito de interesses dos barões desta comunidade de ociosos inúteis.

 
Interesses na Cúria, Jesus, oh Jesus!!!
Ai se omnisciência e a omnipotência potenciassem uma limpeza lá para aquelas bandas…
 
A verdade é que muito povo se resignou às encenações, fantasias e negociatas desta seita hipócrita que vive à sombra da fragilidade humana.
 
Apenas difere da do Irão por ter perdido o poder político. Se o retomasse estaríamos nós perdidos.
 
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terça-feira, 12 de março de 2013

Alcunhas presidenciais



A vida louca dos Presidentes de Portugal
A história que faltava contar

Orlando Leite, Raquel Oliveira e Sónia Trigueirão

 
Editado pela Marcador, mostra-nos retratos “à la minute”, com pinceladas políticas, negócios de saias e caricaturas humanas dos 18 presidentes da nossa República.

E lembra as suas alcunhas – chamemos-lhes assim – que cognomes são anacrónicos e Botas ou Caco baldé são rótulos muito pouco meigos!

Manuel Arriaga
Professor
Teófilo Braga
Filósofo
3º e 8º
Bernardino Machado
Manteigas
Sidónio Pais
Presidente-Rei
Canto e Castro
Usurpador
António José de Almeida
O 5 minutos *
Manuel Teixeira Gomes
Poeta
Mendes Cabeçadas
Adamastor
10º
Gomes da Costa
Pintor
11º
Carmona
Rigoroso
Interino
Salazar
Botas
12º
Craveiro Lopes
Honesto
13º
Tomás
Corta fitas
14º
Spínola
Caco baldé
15º
Costa Gomes
Rolhas
16º
Eanes
Sisudo
17º
Soares
Bochechas
18º
Sampaio
Condecorador
19º
Cavaco
Homem do leme **

 

* Teve um governo com esta duração.

** Os autores chamam-lhe isso, mas é uma alcunha absolutamente inapropriada. Foi assim catalogado enquanto PM, mas como PR não tem leme nem Norte.

A designação Formigarras de papa reformas assenta-lhe que nem uma luva. Em boa verdade, recebe duas e teve a indignidade de recusar o salário presidencial.

 
Vale a pena ler o livro.
 
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segunda-feira, 11 de março de 2013

Tetestemunho de não sectarismo

 
Sem palavras, fica o gesto franco, de coração aberto aos meus amigos lagartos...
 

terça-feira, 5 de março de 2013

Ética e Dignidade na "Que se lixe a troica"


 
"Que se lixe a troica" esteve em Lisboa, no passado sábado, com muitos milhares de pessoas.

E aí, também o Relvas foi, mais uma vez, confrontado com a sua indignidade de aldrabão confesso e traficante académico.

O seu despudor e o do seu padrinho, assim como o do abúlico “presidente” da República, foram repudiados nesta frente Ética Avenida da Liberdade abaixo. 

 
 O clamor é nacional, pelo que outros se juntaram aos Cidadãos que, todas as segundas-feiras às 19H00, já lá vão 35, lhe batem o pé frente ao parlamento.

 
 
O João Gomes fez a reportagem neste vídeo documental.
 
 
A banda sonora é um veemente grito de revolta que só não é ouvisto [Relvas dixit] por ouvidos irresponsáveis:
 
Para a decência não há equivalência.
 
 
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