terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Polícias: Guardiões da ordem e não arruaceiros



Os polícias vão manifestar-se no próximo 6 de Março. É uma ação legal e deverá decorrer de acordo com a lei das manifestações, que define perímetros de segurança vedados a manifestantes.
Entretanto, no facebook lê-e "vamos a eles", incitando à desobediência civil, como foi a invasão da escadaria da Assembleia da República, há meses, por um magote de polícias. O que explicou porque não temos uma polícia única e porque a GNR é a polícia dos polícias arruaceiros.

Qualquer membro das forças de segurança que não cumpra a lei não tem legitimidade para ser pago pelos portugueses como guardião dessa mesma lei. Torna-se zaragateiro.
Portugal não é a Ucrânia nem estamos em 1917 e enveredar pela violência é pior que suportar o Passos e seus compadres. Portugal tem uma democracia estável, as regras de jogo estão bem definidas e quem quiser contestar o "governo" tem muitos meios ao seu alcance. Pacíficos!
Mas ultrapassar os limites legais configura um golpe de estado ou exibe um estado de indisciplina policial.
Apelos inconsequentes e imponderados como aquele retratam a imaturidade de muitos e acicatam a ilusória valentia de multidão, que nada resolve, mas tem de ser travada para bem de todos.
Polícias, gostem ou não, cumprem a lei.
Arruaceiros, polícias ou não, provocam desacatos, destroem património coletivo e devem ser sancionados. Como cidadãos pelos tribunais; como "profissionais" pela respetiva cadeia de comando e judicialmente.
E a GNR, polícia militarizada, é a reserva de segurança que travará polícias desordeiros, os prenderá e levará a tribunal.
Paralelamente, as hierarquias de cada força e serviço desencadearão procedimentos disciplinares visando a sua demissão por incumprimento do juramento de serem guardiões da democracia e garantes da segurança dos concidadãos. Independentemente de quem está no governo, gente séria ou mentirosos como Passos, Relvas & Portas.

Golpe de Estado é outra coisa, e não consta que polícias à revelia da cadeia de comando alguma vez os tenham feito em qualquer parte do mundo...

A verdade é que só polícias disciplinados, exemplares no civismo e ponderados nas ações, são apreciados pelos portugueses, respeitados no dia-a-dia e apoiados na defesa de interesses legítimos.

E Sentido de Estado não deve ser exclusivo de políticos!

!!!!!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Como se converte um empedernido pãozeiro em resignado comedor de carapauzinhos queimosos


 

Receita simples: não ter mais nada, nem uma nica de côdea!


Esganado, o quebranto à espreita, deu voltas ao miolo, mas só a latinha de atum lhe bailava na cabeça.

Encontrada a clareira abrigada no ventoso eucaliptal e toca de ir à cata da imaginada posta de conserva. Imaginada, pois a espécie era outra e ainda por cima queimosa.

Em circunstâncias caseiras teria sido rapidamente recambiada para o fundo da gaveta, mas a milhas dessa e das gavetas boas, outro galo cantou. E cantou que ou iam os carapauzinhos ou iria a tenir o resto da caminhada.

E marcharam. Escapatórios, por acaso... acaso de lhes despejar o afogueado molho.


E só depois de os comer, já mais confortado, se deu conta de que ainda tinha duas pepias.

Tivesse dado por elas mais cedo e lá teriam os carapauzinhos inaugurado nova moda. Teriam servido de conduto a esses antigos regalos alentejanos de massa de pão com azeite e açucar, canela e banha de porco.
 

Moral da história

Não ponhas na mochila o que te leve a torcer o nariz.

 !!!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Destemido

Quadras 100% obscenas
 


 
Discreto e moderado,
prudente, conveniente,
tudo pensa, ponderado,
polido com toda a agente!

 
Indómito conservador,
enfrenta contracorrente:
afia dedo, acusador:
– Fora da média, insolente!

 
Ontem, porém, destemido,
pôs foder em anedota;
num almoço bem bebido
coçou chatos na pichota.

 
Uma conviva trintona,
por sinal bem divertida,
riu-se com tusa de cona
por mangalho bem fodida.

 
Foi repasto equilibrado:
favas, chouriça, agriões
e fim de festa apurado,
com padres, putas, colhões.
 

Num adeus ao conformismo,
eis que sensato desponta:
virou costas ao cinismo
deste mundo faz-de-conta.


Muito em breve, mais radical,

meterá, fanatizado,
o caralho pontifical
num cordeiro batizado!
 
 


Manuel A. Madeira
30 de Março de 2010
 
***** 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Lei escatológica ou escatologia de lei?

 

Lei, num país civilizado, é uma orientação que obriga os cidadãos. E quem a infringe é penalizado. Nos países civilizados…
E nós com tantas Faculdades de Direito, tantos juristas, tantos júriscomentadores televisivos, tantos juízes e tantos advogados! E também uma plumitiva magistrada que em vez do recato que a honraria anda na praça pública em demanda de honrarias.
Ah, também há fartura de profissionais de pareceres milionários e "cetôres" jurisconsultos.
Ora Portugal, apesar dessa teia juris-legis, além de não ser um Estado de direito, com demonstrações quotidianas, é uma porca jurisparideira. Tão prolixa como inconsequente.
Como se justifica a profusão de dejetos caninos que infestam as ruas de Portugal, das suas cidades, vilas e aldeias apesar da ameaça de multa?
É evidente a inoperância da lei, cuja letra formal pretende conter tamanha imundície. De facto, essa lei não passa do tradicional "para inglês ver". Ao contrário dos países civilizados...

Em suma, se nem a lei nem a multa travam a sujidade canina que nos conspurca, agora sem paninhos quentes resta-nos perguntar, sem eufemismos nem puritanismo hipócrita:

É uma lei da merda ou uma merda de lei?

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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Arte antiga ensina Velhos do Restelo ortográfico

 Clique nas imagens para as ampliar
 

O Museu Nacional de Arte Antiga, ali às Janelas Verdes, em Lisboa, é sempre um agradável espaço de visita.

É muito instrutivo, pictórica e ortograficamente.

Nesta visita saltaram à vista anacronismos muito úteis para os renitentes Velhos do Restelo que fazem finca-pé noutras peças de museu... Vejamo-las.



Cosinha é palavra que o Priberam [http://www.priberam.pt/dlpo/cosinha] simplesmente despreza. E faz o mesmo a fructa.

Obviamente! O mundo mudou, mudou a fala, a escrita seguiu-lhe as pegadas e por isso hoje temos fruta na cozinha.

E como se pode ver pelo título da obra que encima esta prosa, também noutro domínio o MNAA é pedagógico relativamente à evolução ortográfica.

Pois sendo aquela uma função e designação caducas, tal como a forma como está escrita, não deixa de ter valor histórico. E ortográfico. Ou histórico-ortográfico, o que assenta bem no MNAA, pela demonstração palpável como estas três palavras evoluíram.

Evoluíram sem Acordo Ortográfico, mas talvez tenham sido bafejadas por um decreto, decreto que talvez se chamasse Dicionário, talvez Dicionário Real, mas decerto com real eficácia. Por o português, como tantas outras línguas, ser padronizado. Por isso os povos seguem o padrão, mesmo quando este evolui, como a fala.


Caros Velhos do Restelo ortográfico:
Visitas gratuitas aos domingos de manhã.


Pois é.
Não, as fotos não estão boas.
Não se usa 'flash' nos museus.

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

S. Valentim dos super basbaques


 
A meio da manhã, manhã do comercial dia de S. Valentim, frente à florista havia sete clientes, dos quais duas mulheres.

Feitas as contas, esta amostra quiçá representativa, dá uma esmagadora maioria masculina de 71,5% ofertantes de ramos e raminhos de rosas vermelhas e orquídeas turquesa, tulipas encarnadas e antúrios brancos.

Sim senhor, aquela caseira estatística mostra como hoje proliferaram os gestos ternurentos, de amor profundo ou de longo companheirismo.

Pois é, foi um dia bom para o negócio, arrebitando a procura interna, animando a produção floral e alavancando algum lava culpas.

É que ontem e anteontem, e antes, num certo dia, aqui atrasado, alguns desta máscula amostra, plantados junto aos carrinhos de compras dos supermercados só debitaram, com ar enjoado:

– Não tinhas falado em farinha?
– Não queres levar batatas?
– Precisas de peixe?
– Chega a fruta que lá tens?
– Já compraste o leite?
– Devias levar mais pão!
– Ainda passas no talho?
– Era melhor levares cerveja, que ontem bebi a última!

Como se a carne não fosse também para eles, tal como a fruta, o pão e tudo o que, como enfastiados basbaques, se limitam a levar nos ditos carrinhos, que empurram como trôpegos agrilhoados.

E é este segmento da nossa sociedade, essa gente que "não tem jeito para essas coisas", que se limpa com meia dúzia de narcisos amarelos.

Não serão todos, é mais que certo, mas são muitos, muitos mesmo. O gajo do Mercedes e o teu vizinho canhoto, o teu compadre Melrão e tu, tu e os teus camaradas da suecada das quartas, uns marialvas fora de tempo. E alguns destes basbaques nem um murcho lírio oferecem no dia de anos.

Por isso, aqui e agora, o Fomigarras oferece aquela belíssima rosa desmaiada às mulheres e namoradas, filhas e companheiras dos super basbaques, os basbaques de super que não mexem uma palha nem para oferecer uma flor.

 !!!
 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Denúncia quadrilátera

 
 

O historial é antigo, talvez desde tempos imemoriais, mas este formato é insólito.
 
Se a nossa história recente já tinha sido sacudida pelas listas de devedores ao fisco, iniciativa do Ministério das Finanças, os caloteiros sempre foram acossados.
 
Nas aldeias e nas vilas, à boca pequena, em rodas de romarias ou em rodadas de tintos e brancos, quem não pagava era afrontado.
 
E nas cidades, escasseando a vergonha ou abundando as escapatórias, frutificou o Cobrador de Fraque. Com resultados, pois os anúncios nos jornais e na net proliferam.
 
Porém, há caloteiros que, de má vontade e monco caído lá regularizam os calotes, mas também os há a exigir tratamento especial.
 
Será o caso deste Barba, tão obstinado caloteiro que o encravado dono da carrinha não esteve com meias medidas.
 
Ultrapassou mesmo o fisco na força da denúncia, como se vê pela multiplicidade de espaços de publicitação da reclamação.
Ficámos, porém, na dúvida se o teto também teria idêntica mensagem!

 


 
 
!!!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Travar a bola suíça e a sua arrogância elitista

 
 
"A bola está do lado da Suíça", diz Comissão Europeia
A decisão de impor limitações à entrada de cidadãos da União Europeia (UE) na Suíça vai ter implicações negativas para os restantes acordos entre as duas partes, avisou hoje a Comissão Europeia. http://expresso.sapo.pt/a-bola-esta-do-lado-da-suica-diz-comissao-europeia=f855209#ixzz2svWQKA93

Está na hora de pôr a Suíça de quarentena rodoviária, para que os suíços sintam inequivocamente que o seu arrogante elitismo tem pés de barro.

Nem um camião, comboio ou avião de mercadorias entra na União Europeia vindo daquele país. Nem para ali deixamos passar quaisquer bens. No dia em uma decisão desta natureza seja passada a documento UE, o governo federal helvético tremerá e rapidamente a sua badalada democracia direta meterá alguns referendos no congelador.

A verdade é que se tem de mostrar aos ricos suíços que a sua riqueza tem grandes buracos. Terão de perceber que travar a entrada de europeus no seu território enquanto estão escancarados para quaisquer corruptos, traficantes de droga ou ladrões de colarinho branco que queira usar a sua máquina branqueadora não é um caminho limpo. Nem deve ser tolerado.

Por isso aqui se enaltece a firmeza da Comissão Europeia e se formulam votos de que não ceda a essa gente tão pouco exemplar.

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Enterrado, aterrado ou aos papéis!?

 


Pedro Lomba entrou com estrondo no governo Passos.

Aposta na comunicação, conversas diárias com os jornalistas, patati patatá, agora é que é, vai ser igualzinho à América...

Poucos dias passaram e eclipsaram-se as conversas e ele também, desterrado para longe dos ecrãs, dos jornalistas e dos microfones.

Mas muitos dias depois uma dúvida nos aterra na pantalha: onde pára [não é gralha, é assim para perceberem] o então promitente jovem comunicador?

Enterrado em papéis para não enterrar mais o governo ou aterrado com o governo anda aos papéis!?

???

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Equipa de gatunos chama-se quadrilha

 

Isabel dos Santos – filha e testa de ferro do cleptoditador angolano – declara em entrevista televisiva que a sua milionária riqueza se deve à equipa:

– "...o segredo está em ter uma equipa"
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6r7IQwQcIek#t=112

Oh D. Isabel, uma equipa é outra coisa. São pessoas que trabalham para um fim legítimo. Não, não são equipa quando se especializam em tráfico de influências e no roubo de recursos que pertencem a todo o povo angolano. Por muito esforçados que sejam, são simplesmente criminosos, tão criminosos como a patroa, milionária, mas uma milionária ladra.

Como factos internacionalmente conhecidos importa aqui salientar a origem do património desta empresária de traficâncias.

Numa trabalhou para amealhar o primeiro milhar, por muito poupada que fosse, quanto mais para acumular o primeiro milhão. Mas, de repente, aparece a comprar participações em empresas portuguesas como se o dinheiro brotasse das águas fartas do Rio Cuanza.

Por isso a equipa de que fala não passa de gente sem escrúpulos que fez dela a primeira multimilionária africana. É a quadrilha que abre portas a quem quer construir, fabricar ou estabelecer-se em Angola. Nenhuma empresa o consegue sem o passaporte carimbado pela corte Santos, obviamente com retribuição por baixo da mesa.

Para mal de Angola e dos angolanos.

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Uma mal-amada pérola lisboeta



Chama-se Parque do Monteiro-Mor e é no Lumiar, paredes meias com os museus do Traje e do Teatro.

14 hectares de jardins e prados, hortas e pomares, dois lagos e roseiral que calcorreei em menos de hora e meia. Mas a pedir mais tempo.
 
Os espaços e as árvores estão, na sua maioria, cuidados, embora as hortas não tenham o mesmo arranjo. Algumas paredes é que vão precisar de atenção em breve. No entanto, no seu conjunto, o grande mal do espaço é o seu evidente desaproveitamento pelo povo de Lisboa.
 
Pois esta pérola alfacinha não atrai alfacinhas nem turistas nem lisboetas postiços. Apesar de a estação do metro do Lumiar ficar a 100 metros e de ser bem servida  pela CARRIS.

Hoje estava às moscas. Verdade que chuviscava, mas quando passo à porta não vejo as multidões do museu dos coches nem o movimento do jardim da Estrela...

O pessoal que lá trabalha mostrou ser acolhedor e ágil nas respostas, sendo pena ter tão poucos destinatários da simpatia prestável.

Como modesta ajuda à divulgação de tão belo parque, fica o eco fotográfico Formigarras da agradável visita.













 
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O mito integrador das praxes


 
Estão as praxes na berra e enquanto uns contestam a humilhação dos estudantes outros berram o seu efeito integrador.

Uma fraude e uma mentira, esse integracionismo.

Uma mentira demonstrada em Lisboa e no Porto, durante muitas décadas, antes da atual onda praxeira. De facto, nunca nenhum estudante destas academias se lamentou de deficiente acolhimento e não havia aí qualquer praxe!

E a verdade, a verdade sem malabarismos argumentativos nem truques retóricos, é que é nas aulas, nos intervalos, na cantina e nas associações de estudantes que, conversa a conversa, olhar a olhar, os colegas se sintonizam e se vão sentido da casa.

Os novos a perguntar onde é isto e aquilo, os mais velhos a sugerir visitas aqui e ali, manuais mais baratos e horas de atletismo. E todos, alunos, professores e funcionários, a sentirem empatias, a marcarem distâncias ou a construírem amizades.

Nada disto é novidade. É assim desde que se começam a desenhar as asinhas dos a e a pôr as pintinhas nos i. E sempre que se muda de escola o processo repete-se. Onde é a cantina? Que tal a comida? A gaja da biblioteca é muita boa! O Sacana de Química 1 faz-me sono. Pois, mas a de Materiais 2 deixa-te de olho esbugalhado toda a aula e não dá más notas...

Tal como fora da escola. É assim na vida, aos poucos, entre informação e diversão, brincadeiras e petiscos, tristezas e alegrias, que as pessoas normais se integram numa qualquer comunidade. Escolar, laboral, de lazer, nalguns casos para a vida. Pessoas normais!

E aquele mito é também uma fraude porque não são rituais grotescos como fossar como porcos, simular sexo ou encharcar alguém de tinta que integram seja lá quem for. Para já não falar nos crimes cometidos sob disfarce de praxe.

Eis o que a praxe da Universidade do Algarve reserva aos seus caloiros:

b) Ser moderado no uso da palavra, respondendo apenas quando interpelado;

c) Deverá ser servil, obediente e resignada; 

d) A besta não tem opinião sobre a matéria;

e) A besta de modo curial terá que ser peremptória quanto á sua abstinência a actos

de onanismo e reflexos misóginos ou apandríacos;

f) A besta não ri, logo não mostra os dentes;

g) A besta não olha nos olhos;

i) A besta terá que se manter sempre num plano inferior ao dos praxantes;

j) A besta mostrar-se-á sempre respeitosa para com a INSIGNE PERSONA, tanto verbalmente como através da sua linguagem corporal;

l) A besta não reclama;

n) A besta nunca pode falar mais alto que um INSIGNE PERSONA;

p) A besta suplica para ser mais praxada;

q) A besta não fala ao telemóvel, excepto com expressa autorização dos praxantes;

r) A besta deve zelar pelo bem-estar dos seus praxantes, disponibilizando-se sempre para aumentar o seu conforto;

s) A besta nunca anda sozinha na rua;

t) A besta ocupa sempre o último lugar de uma fila;

u) A besta deverá cumprimentar respeitosamente todo e qualquer estudante universitário desta Instituição;

v) A besta é modesta e humilde;



 
Puro achincalhamento! Indignificação humana ao pior nível. Cretinificação da juventude!
 
O antigo Ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, pôs há dias o dedo na ferida: as praxes educam para o fascismo.

Portugal precisa de rapazes e raparigas dignos, capazes de se afirmarem no campo das ciências, artes e tecnologias, mas também no domínio da dignidade humana.

E as praxes em nada contribuem para a edificação de uma cultura de civismo, cidadania ativa, com a ética a nortear as suas atitudes.

Por isso, o mito integrador das praxes mais não é do que um disfarce de um certo salazarismo requentado que temos de combater e extirpar quanto antes.
 
Basta de humilhação e não mais mortes induzidas por bárbaros em cores de gato-pingado!
 







 
 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Guiné-Bissau superará "dificuldades"



O Representante Permanente do Brasil nas Nações Unidas e Presidente do Grupo Encarregue da Guiné-Bissau junto da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz, António Patriota, acredita que as dificuldades da Guiné-Bissau são superáveis.
http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=40002

Sim, claro, depois do senhor Patriota perceber que dificuldades são assassínios frequentes, narcotráfico a mando dos chefes da tropa fandanga, o espezinhar quotidiano dos mais elementares princípios civilizacionais, em suma coisas da ditadura militar...

E depois da prisão de Indjai e da sua corte de assassinos…

E depois da entrega dessa gente à DEA americana…

E depois da expropriação dos bens dessa corte, obtidos com dinheiros do Estado e do tráfico de droga…

E depois do julgamento em Haia dos políticos cúmplices...

E depois da instalação de um alto-comissário com mandato ONU e poderes de governo, liderado por um finlandês vertical…

E depois de o tão inútil como palavroso Ramos Horta ser recambiado para Timor-Leste…

E depois do desmantelamento integral do exército e da destruição de todo o armamento…

E depois de a polícia ser re-formada sob comando de oficiais suecos impolutos…

E depois de 10 anos de higienização das instituições guineenses…


Ah, se um dia este brasileiro pitosga abre os olhos… então sim, a Guiné-Bissau começará a trilhar o caminho da libertação das "dificuldades" atuais!!!

Acorde, homem, deixe-se de fingimentos diplomáticos!

!!!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Portugal entre o troca-tintas e o mentiroso

 


Na moção ao Congresso, o líder do PSD defende um perfil presidencial que se comporte "mais como um árbitro ou moderador, evitando tornar-se numa espécie de protagonista catalizador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político" ou da "popularidade fácil". http://expresso.sapo.pt/passos-diz-que-nao-estava-a-pensar-em-marcelo=f851614#ixzz2r1QREsZE

 
É a fotografia sem retoque do Marcelo, o professor de direito que semanalmente entorta a realidade portuguesa a seu bel-prazer. Por isso se percebe o nariz torcido do seu partido à sua ambicionada candidatura.

O PSD tem todo o direito de definir uma bitola para quem quer levar a Belém. Aliás, Portugal inteiro pode regozijar-se com esse travão partidário a um troca-tintas, por mais inteligente que seja.

Precisamos de um PR com perfil de estadista, não de um agitador televisivo (tantas vezes o trombone do PSD), nem de um manipulador permanente, nem de um "criador de factos políticos" que nos ensombre com ilusionismo verbal.

E pela mesma razão que a dita moção, nesta matéria, merece aplauso, também o Passos, mais uma vez, demonstra a sua inadequação para PM.

Apresentou aquela proposta de estratégia eleitoral presidencial e ainda a sua tinta não secara e lá veio ele desmenti-la!!! Que não, que não é dirigida ao correligionário...

Confirma-se, Passos, mentiroso compulsivo, volta a mentir, indignificando o cargo e envergonhando Portugal.

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Uma magistral lição de português



Chegou-me a indicação de que a jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta... Daí que ela diga insistentemente que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.

O mesmo canal mencionava Helena Roseta como tendo dito «Presidenta!», retorquindo ao comentário de um jornalista da SIC Notícias, muito segura da sua afirmação.
E todos já lemos e ouvimos a brasileira Dilma Rousseff, impante de ignorância, intitular-se Presidenta!
O texto seguinte constitui um notável esclarecimento e põe um ponto final no assunto.


A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra presidenta?
No português existem os particípios activos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade..

Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

Portanto, em português correto, a pessoa que preside é presidente, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se capela ardente, e não capela "ardenta"; diz-se estudante, e não estudanta"; diz-se adolescente, e não "adolescenta"; diz-se paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:

"A candidata a presidenta comporta-se como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Pena o autor desta lição não ser conhecido; apesar disso, daqui se lhe faz uma merecida chapelada.

Publicado no Formigarras por amor à língua portuguesa!

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Tás fichado, pá!


 
"Mensagens de texto SMS: uma mina de ouro para explorar" é o nome de mais um documento interno da secreta norte-americana revelado por Edward Snowden
http://expresso.sapo.pt/nsa-analisou-200-milhoes-de-sms-por-dia=f851091

Essa tua mania da Ética só podia dar nisto. Criticar a "obra" do Passos, vilipendiar o bom nome desse trafulha, enfim denegrir o parolo "academismo" de chico-esperto do Relvas…
E essas mensagens com anedotas sobre a inconsequente verborreia teatral do Obama e o tom acutilante com que tens clamado por uma pátria Palestina, ao mesmo tempo que nos pões os cabelos em pé com as "pacíficas" bombas atómicas sionistas…
O teu radicalismo com que exiges dignidade aos teus representantes formais e a tua incontinência verbal sobre as reformas de miséria e o barulho que fazes sobre a corrupção, a moribunda justiça, pá…

Pois deves ter aí uns 22 Gb de cadastro americano. Só à tua conta… e sabes bem o potencial exponencial da partilha de dados na Intelligence Community da Pax Americana
Tens ficha, uma ficha com um carimbo de eventual ameaça ao comando mundial daqueles que sem legitimidade nem direito, apenas a poder de dinheiro e despudor se iluminam na obscurantista inquisição.

Olha, estás como o Ghandi, fichado, tal como Galileu, mas deixa lá, estás fichado, mas não domesticado, nem amestrado! Que se lixe a ficha, pensa pela tua cabeça e não a baixes a baixezas!
 
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O preço da República

 

Circula por aí um vídeo a gabar a monarquia espanhola, que fica a 0,23€ ano a cada espanhol. E faz o contraponto com uma mais onerosa Presidência da República portuguesa.

Não será verdade. É que o custo publicado da casa real de Espanha é uma meia verdade, pois a outra meia verdade é que imensos encargos são assumidos por baixo da mesa, longe dos holofotes, em "discretas" rubricas orçamentais.

Pesquisa-se e fica-se a saber como o mito tem pés de barro e muito badalado do lado de lá da fronteira. E um mito propalado por uma Rosa Veloso na RTP não dignifica esta nem é trabalho jornalístico.

E o mais importante é que Portugal, na nossa República, nós escolhemos quem pomos em Belém. E podemos tirá-lo.

Mas os nossos vizinhos alimentam uma súcia de ociosos que não escolheram, que não tem legitimidade e que só serve para alimentar as revistas cor-de-rosa como se de um circo se tratasse. E Espanha merece mais, merece um chefe de Estado eleito pelos seus concidadãos.

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Os três melhores de 2013

 


Edward Snowden
Por ter posto a nu o planetário ataque dos EUA à privacidade humana.


Rafael Marques
Jornalista angolano, pelo seu continuado combate à corrupção, ao peculato e abuso de poderes pela cleptocracia de Eduardo dos Santos.


D. Jaquina Pinté
Que não se queixa das dores nas cruzes, que não chora os seus 90 nem tanto frio, tanto calor, nem a humidade ou a secura dos dias e que ainda dá um jeito ao neto desempregado.


Merecem, pois, por mérito inquestionável, o Galo de Barcelos, prémio de honra do Formigarras.

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