sábado, 26 de julho de 2014

Um peculiar instrumento



É de João Peculiar, ou era, que o visado foi bispo do Porto e Arcebispo Primaz de Braga, tendo morrido em 1172.

Conselheiro do nosso primeiro rei, foi seu representante em negociações para a independência de Portugal.

Ora, seja qual for a abordagem, o ângulo, a perspetiva, é sempre um majestoso órgão, um senhor membro. Celestial, embora!


E, talvez por isso, não escapa à sanha vândala, pois há relatos de danos que periodicamente lhe são infligidos.

Ou serão essas mutilações fruto de alguma ancestral animosidade para com os que vivem à sombra dos poderosos? Verdade que exerceu aquilo a que hoje seriam funções de estratega e consultor, embaixador e seu instrumento diplomático. Foi a Roma 14 vezes, em negociações com o papa...

E na tomada de Lisboa aos Mouros, fez este discurso aos senhores muçulmanos da cidade, em 1147, o que mostra a sua faceta de combatente armado de diplomacia.


"O Deus de paz e de amor retire dos vossos corações a venda do erro e vos converta a si.
É que nós viemos ao vosso encontro para vos falarmos de paz. Com a concórdia, efetivamente, as coisas pequenas crescem, com a discórdia as maiores definham. Ora para que esta não reine entre nós por todo o sempre é que vimos ter aqui convosco a fim de chegarmos a uma conciliação.
Efetivamente, a natureza gerou-nos a todos de um só e mesmo princípio, de tal modo que não ficaria bem que, estando ligados por um pacto de solidariedade humana e por um vínculo de concórdia da mãe de todos, nós vivêssemos desagradados uns com os outros.

Nós, pela nossa parte, não vimos a esta cidade, que está na vossa posse, para vos lançar fora daqui nem para vos espoliar. Uma coisa tem, efetivamente, sempre consigo a inata benignidade dos cristãos, é que, embora reivindique o que é seu, não rouba o alheio. O território desta cidade reivindicamo-lo como sendo nosso por direito; e, por certo, se em vós alguma vez tivesse medrado a justiça natural, sem vos fazerdes rogados, com as vossas bagagens, com haveres e pecúlios, com mulheres e crianças, vos poríeis a caminho da terra dos mouros de onde viestes, deixando a nossa para nós.

É-nos, pelo contrário, sobejamente conhecido que só a contragosto ou forçados a isso o fareis. No entanto, procurai fazê-lo por vossa iniciativa, pois se aceitardes de boa mente o que vos rogamos, estareis imediatamente a salvo das consequências mais amargas do que pretendemos. Que tipo de conciliação se possa estabelecer entre nós não o sei, pois a sorte que há-de caber a cada um não está garantida a ninguém, à partida. Fostes vós que viestes da terra dos mouros e dos moabitas e raptastes fraudulentamente o reino da Lusitânia a um rei vosso e nosso. São inúmeras as depredações que se fizeram e continuam ainda a fazer sobre cidades e aldeias com as suas igrejas desde esse tempo até hoje. Por uma parte, ficou em causa a vossa lealdade, por outra parte, ficou lesado o convívio em sociedade.

Há já uns 358 anos ou até mais que tendes ilegitimamente nas vossas mãos cidades que são nossas e a posse das nossas terras, anteriormente a vós habitadas por cristãos a quem nenhuma espada de exator forçou a abraçar a fé, mas só a palavra da pregação tornou filhos adotivos de Deus, no tempo do nosso apóstolo Santiago e dos seus discípulos, Donato, Torquato, Secundo, Indalécio, Eufrásio, Tesifonte, Victor, Pelágio e muitos outros assinalados varões apóstolos. Temos nesta cidade como testemunho o sangue derramado pelo nome de Cristo no tempo do governador romano Daciano por parte de mártires como Máxima, Veríssimo e a virgem Júlia. Consultai o concílio de Toledo celebrado no tempo de Sisebuto, glorioso rei nosso e também vosso; é-nos testemunha Isidoro, arcebispo de Sevilha, e o bispo de Lisboa desse tempo, Viérico, com mais de duzentos bispos de toda a Hispânia. Atestam-no ainda nas cidades sinais manifestos das ruínas das igrejas.

Mas, dado que tendes mantido a cidade ocupada em uso longo com propagação das vossas estirpes, usaremos para convosco do habitual sentimento de bondade. Entregai nas nossas mãos a guarnição do vosso castelo. Cada um de vós terá as liberdades que tem tido até aqui. Não queremos, efetivamente, expulsar-vos dos vossos assentamentos tão antigos; viva cada um segundo os seus costumes, a não ser que espontaneamente queira vir aumentar a Igreja de Deus.
Como observamos, é riquíssima e bastante próspera a vossa cidade, mas está exposta à avidez de muitos. 

Efetivamente, quantos arraiais, quantos navios, que multidão de gente está em conjura contra vós! Tende em atenção a devastação dos campos e dos seus frutos. Tende em atenção o vosso dinheiro. Tende ao menos em atenção o vosso sangue. Aceitai a paz enquanto vos é favorável, pois é bem verdade que é mais útil uma paz nunca posta em causa que outra que se refaz com muito sangue; de facto, é mais agradável a saúde nunca alquebrada que a que foi recuperada depois de graves doenças e sob ameaças de medidas forçadas e exigências extremas para ficar a salvo. É grave e fatal a doença que vos atinge; outra virá se não tomardes uma resolução salutar: ou ela se extingue ou vós sereis extintos. Tomai cuidado, pois a rapidez apressa o fim. Cuidai da vossa segurança enquanto tendes tempo.
Antigo, na verdade, é o provérbio que diz: «na arena é que o gladiador forma o seu plano». A partir de agora a resposta pertence-vos a vós, se assim vos aprouver".

Em nome de tão patrióticas como beligerantes palavras, daqui, deste singelo púlpito, se lança um sentido apelo.

Que nunca mais se danifique, que nem sequer se belisque, o desditoso cajado de João Peculiar, homem que tão bem serviu Portugal.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

O augusto passeio ribeirinho bracarense



Com um bom par de quilómetros, o bem arranjado passadiço que ladeia o rio Este é de visita obrigatória e, por si só, um prazenteiro cartaz de Braga.

Todo o percurso tem o piso bem atapetado, grande parte ladeado de grades e até os pequenos açudes do rio criam um agradável rumorejar das suas limpas águas.

As pontes de uma para outra margem e acesso a habitações, estabelecimentos e armazéns, proporcionam igualmente muitas variantes aos que, dia e noite, o calcorreiam.


Mais uns anos, assim cresçam as árvores e sejam acrescentadas mais umas tiras de relva, e a cidade fica no mapa das belezas ribeirinhas.











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sábado, 12 de julho de 2014

Cortar relações com a barbárie israelita



As relações entre os Estados civilizados pautam-se por princípios de razoabilidade, interesses comuns e pelo direito internacional.

E esse direito tanto tem caráter de acordo bilateral, tratado globalmente subscrito, como resolução das Nações Unidas ou normas de agência internacional.

É sabido igualmente que sendo lei, é a lei do mais forte, por isso tantas vezes ignorada por Estados párias, potências arrogantes ou por governos constituídos por meliantes de fato e gravata.

É o caso de Israel que, espezinhando todas e quaisquer normas que a civilização moldou ao longo de milénios, assassina, cruel e arrogantemente, quem quer que se lhe oponha. Incluindo os donos da terra que almejam roubar, os palestinianos.

Presentemente, com sanha nazi, bombardeia a Faixa de Gaza, tendo provocado dezenas de mortos.

E porquê? Para vingar a morte de três adolescentes israelitas mortos na Cisjordânia. A Cisjordânia ocupada manu militari.

Num Estado civilizado, governado por pessoas decentes, esse assassínio seria investigado e os seus autores levados à justiça.

Não foi o que aconteceu. Sob o pretexto de represália, o governo de Netanyahu está a atirar sobre aquela parte da Palestina o arsenal fornecido pelo governo dos EUA ou por estes subsidiado.

E o que faz Portugal, o Portugal governado pelo Passos e supervisionado por Cavaco!? Nada. Encolhe os ombros. É lá longe...

Mas é coisa nossa, o nosso país não se pode alhear daqueles cruéis ataques a pessoas – pessoas, senhor Passos, pessoas senhor Cavaco – indefesas, à mercê de mísseis milionários e de ódios demenciais.


Ora Portugal tem uma palavra a dizer. Somos um país pequeno, pois somos, mas seremos grandes se assentarmos as nossas relações internacionais em princípios civilizacionais, não cobrindo interesses abusivos  nem ignorando crimes grosseiros e infrações básicas à dignidade e segurança das pessoas.

A história da Europa está repleta do arrependimento dos muitos que fecharam os olhos à ignominiosa baioneta alemã de 1939.

E a nós, que adotamos sãos princípios civilizacionais e respeitadamos o direito internacional, não podemos pactuar com quem os despreza tão frequente como grosseiramente. Por isso, para que não legitimemos aqueles abomináveis crimes sionistas, resta-nos um caminho: cortar relações com Israel.

Assim daremos ao mundo civilizaddo um sinal de que não fingimos ignorar a usurpação do território da Palestina nem toleramos o massacre do seu povo.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

O que é um «infiel» para o muçulmano?



Porque o artigo terá sido censurado, segundo o próprio autor, é aqui publicado ipsis verbis, a título de repulsa pelo radicalismo islamismo contra civilizacional.

Importante artigo do advogado francês, Gilbert Collard, que os "media" recusaram publicar


Bom dia,
Como demonstram as linhas que se seguem, fui obrigado a tomar consciência da extrema dificuldade em definir o que é um infiel. Escolher entre Allah ou o Cristo, até porque o Islamismo é de longe a religião que progride mais depressa no nosso país.
O mês passado, participava no estágio anual de actualização, necessária à renovação da minha habilitação de segurança nas prisões.
Havia nesse curso uma apresentação por quatro intervenientes representando respectivamente as religiões Católica, Protestante, Judaica e Muçulmana, explicando os fundamentos das suas doutrinas respectivas.
Foi com um grande interesse que esperei a exposição do Imam.
A prestação deste ultimo foi notável, acompanhada por uma projecção vídeo.

Terminadas as intervenções, chegou-se ao tempo de perguntas e respostas, e quando chegou a minha vez, perguntei: “Agradeço que me corrija se estou enganado, mas creio ter compreendido que a maioria dos Imams e autoridades religiosas decretaram o “Jihad” (guerra santa), contra os infiéis do mundo inteiro, e que matando um infiel (o que é uma obrigação feita a todos os muçulmanos), estes teriam assegurado o seu lugar no Paraíso. Neste caso poderá dar-me a definição do que é um infiel?”

Sem nada objectar à minha interpretação e sem a menor hesitação, o Imam respondeu: “um não muçulmano”.

Eu respondi: “Então permita de me assegurar que compreendi bem: O conjunto de adoradores de Allah devem obedecer às ordens de matar qualquer pessoa não pertencendo à vossa religião, a fim de ganhar o seu lugar no Paraíso, não é verdade?

A sua cara que até agora tinha tido uma expressão cheia de segurança e autoridade transformou-se subitamente ao de “um puto” apanhado em flagrante com a mão dentro do açucareiro!!!

É exacto, respondeu ele num murmúrio.

Eu retorqui: “Então, eu tenho bastante dificuldade em imaginar o Papa dizendo a todos os católicos para massacrar todos os vossos correlegionários, ou o Pastor Stanley, dizer o mesmo para garantir a todos os protestantes um lugar no Paraíso.”

O Imam ficou sem voz!

Continuei: “Tenho igualmente dificuldades em me considerar vosso amigo, pois que o senhor mesmo e os vossos confrades incitam os vossos fiéis a cortarem-me a garganta!”

Somente uma outra questão: “O senhor escolheria seguir Allah que vos ordena matar-me a fim de obter o Paraíso, ou o Cristo que me incita a amar-vos a fim de que eu aceda também ao Paraíso, porque Ele quer que eu esteja na vossa companhia?

”Poder-se-ia ouvir uma mosca voar", enquanto que o Imam continuava silencioso.

Será inútil de precisar que os organizadores e promotores do Seminário de Formação não apreciaram particularmente esta maneira de tratar o Ministro do culto Islâmico e de expor algumas verdades a propósito dos dogmas desta religião.

No decurso dos próximos trinta anos, haverá suficientes eleitores muçulmanos no nosso país para instalar um governo de sua escolha, com a aplicação da “Sharia” como lei.
Parece-me que todos os cidadãos deste país deveriam poder tomar conhecimento destas linhas, mas como o sistema de justiça e dos “media” liberais combinados à moda doentia do politicamente correto, não há forma nenhuma de que este texto seja publicado. Por isto vos peço para partilharem esta carta por todos.

Gilbert Collard

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pavonear-se no Japão de olho em Portugal


Expresso, 5.Julho.2014

Assunção Cristas foi ao Japão e a sua deslocação poderia justificar elogios. Fosse ela abrir portas ao atum português ou vender cerejas da Gardunha. Se ali tivesse colocado fruta do Oeste, Azeite de Moura ou ostras de Aveiro palmas lhe seriam batidas.

Mas não, a ministra da agricultura foi ali pavonear-se, como mostram as imagens. E não vale a pena publicitar que pediu a uma universidade nipónica o estudo da aquacultura do atum. Há lá uma embaixada portuguesa...

Lembra lá ao diabo ir a um mercado japonês nesta figura!? Muniu-se de galochas como se fosse carregar tunídeos. E para que serviu o colete refletor?

Para melhorar a foto, apenas para lhe dar maior visibilidade, destacando-a, por contraste, dos profissionais locais de roupas escuras!!!

Em sua defesa, ainda algum incauto simpatizante pode alegar que os seus interlocutores japoneses lhe terão oferecido a jaqueta laranja. Pode, pois pode, mas também ela poderia ter declinado delicadamente a simpática oferta. Ou simplesmente tê-la passado ao assessor de imprensa para lha guardar como recordação. Afinal os ideogramas até podem ser o seu nome...

Porém, Assunção Cristas está permanentemente em campanha publicitária. Faz de si própria um produto em constante promoção. Mesmo no Japão, pelo que a foto da sua visita ao mercado terá sido captada por operador de câmara que levou na comitiva.

A verdade é que a senhora tem a grande obsessão de dar nas vistas. Ainda há dois anos, no arraial do Continente na Praça do Comércio, lá estava sempre debaixo do olho eletrónico da câmara de vídeo.

Visita de Cristas ao picnicão SONAE, 16.Junho.2012

E esta imagem de autor e local desconhecidos corrobora a sua veia propagandística.


Falta, porém, saber qual o propósito de tamanha propaganda, se substituir o Portas no CDS ou singrar em águas mais venturosas.

O que também não se sabe é de onde sai o dinheiro para pagar fotógrafos, jornalistas acompanhantes e operadores de vídeo. 

Expresso, 5.Julho.2014

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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Da mais amarga miséria à milionária campanha


  

A NOS, fusão da Zon com a Optimus, é um eco do cruzamento de interesses entre a família Azevedo da SONAE e o cleptocrata angolano Eduardo dos Santos. Neste negócio representado pela sua filha Isabel.

Para divulgar o novo operador, foi gasta uma fortuna em publicidade. Lisboa está pejada de rodelas de NOS.

Há publicidade nos centros comerciais, publicidade nos jornais e muita publicidade no cinema. No Corte Inglès, um anúncio de largos minutos é sinal de elevado custo. Mesmo com montagens, há imagens cujos direitos não serão uma gota de água.

A net está a abarrotar de NOS e há táxis a impulsionar as suas vendas. Além dos cartazes em MUPIs (Mobiliário Urbano Para Informação), também usou esta faixa gigante.


Ocupa toda a fachada de um prédio de meia dúzia de andares, e certamente não custou uma pechincha.

Tanto dinheiro em publicidade, tanto, tanto dinheiro, que lembra a enorme miséria de grande parte do povo angolano.

Lembra igualmente a gestão SONAE que Belmiro, em tempos, já apresentou como impoluta e que a sua associação aos interesses daquele ditador, mostra os seus pés de barro.

Os negócios não legitimam tudo, mesmo que embrulhados em milionárias campanhas publicitárias. Apesar delas o rei vai nu. Os reis, no plural, dois reis nus, que este foi um negócio a meias.


E não há campanha que cubra a nudez seja de que rei for.

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Prometedora sombra do Monsanto estival



18 Km pelo Parque Florestal de Monsanto e sempre à sombra. Quase sempre, a bem da verdade, pois apesar dos longos túneis de arvoredo, aqui e ali a mata é menos cerrada e lá se apanham uns metros de sol.

Uns metros de sol quer dizer caminhar sem a copa amiga de alguma árvore.

Claro que suei. O chapéu de algodão atestou-o, mas tanto a caminhada matinal como a de depois do almoço foi feita a uma amena temperatura.

Foi ontem e a fartura de sombra promete repetição. O pulmão de Lisboa é também um excelente espaço para exercitar pulmões caminheiros. Mesmo no verão.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Que grandes tomates nós temos !


 

Não, não se trata de órgãos nem isto é uma anedota com os ditos; são mesmo tomates.

Tomates portugueses, Made in Portugal, pois então!
 
Tomates que, maduros e processados, com uma pitada de glucose, vinagre e sal, um pouco de anónimos óleos vegetais *) e cheiros sabe-se lá de quê ** dão em ketchup McDonald's.
 
E tão grandes são esses tomates, tão grandes, tão grandes, que em cada 100 gramas de ketchup couberam 194 gramas de tomates!
 
Como os conseguiram meter naquela coisinha tã piquinina, isso é segredo. Segredo comercial protegido por lei. Só a gralha não tem proteção nem vacina.
 
E quem nunca as escreveu que atire o primeiro tomate...
 
 
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* se fosse azeite escreviam azeite, mas é mais caro. Saudável, mas carote.
 
** Não dizem quais os cheiros para os clientes não se porem para aí a matutar e depois também dizerem que estragão não diz bem com o vitelão do hamburger.
 
 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Profissional portuguesa finta amador francês


 

Helena Costa, treinadora de futebol com currículo internacional na orientação de equipas de mulheres, aceitou treinar uma equipa masculina francesa.
 
Até aqui, apenas a evidência de que as mulheres estão a ganhar espaço, pelo seu saber, esforço e determinação. O que é meritório.

Porém, quando se esperavam relatos do seu trabalho, chega a notícia de que abandonou o cargo.

Surpresa, o que se passa, porque borregou ela, falta de unhas!? Esta terá sido a reação generalizada dos seus concidadãos, na falta de uma explicação da prematura da saída.
 
Tardou, mas ei-la agora.

Tiraram-lhe o tapete. Desleal e amadoristicamente. Veja porquê e porque aqui lhe tiramos o chapéu por ter batido com a porta. Saiu por cima e fazemos votos de um rápido regresso aos relvados. A treinar homens ou mulheres.

  

Comunicado de Helena Costa
http://expresso.sapo.pt/portuguesa-que-ia-treinar-homens-saiu-por-se-sentir-desrespeitada=f877494#ixzz35aOoYg6G

 
Venho por este meio comunicar que a minha saída do Clermont-Foot se deve a um conjunto de acontecimentos que qualquer treinador não admitiria, uma vez que revelaram total falta de respeito, bem como total amadorismo.

A saída deve-se principalmente ao facto do Director Desportivo contratar jogadores sem o meu acordo, para uma equipa que eu teria de liderar, e ser responsável, não me dando qualquer conhecimento, e havendo hipóteses financeiramente viáveis para outras contratações. Fui informada através da secretária do Clube, por uma lista de testes médicos.

Como qualquer qualquer líder de uma organização, neste caso um treinador, responsável por uma equipa, é inaceitável.

Considero inadmissível a uma estrutura do futebol profissional,  que o/a treinador(a) tome conhecimento da contratação de jogadores novos pela secretária do Clube , através de uma listagem de jogadores que realizariam os testes médicos no primeiro dia de actividades.  Mais amador se torna, quando o Director Desportivo, não respondeu aos e-mails, ou enviou qualquer mensagem durante cinco dias da semana anterior ao inicio dos trabalhos, quando todos os dias foi por mim questionado através de e-mail. A informação que obtive pela secretária foi enviada 24 horas antes da informação enviada pelo Director Desportivo (o qual se encontrava de férias).

Após tal facto, por e-mail, informei o Sr Director Desportivo que já teria tido conhecimento das referidas contratações, através da secretária do clube, tendo ainda reafirmado o meu desacordo perante algumas delas. Solicitei os dados em falta, tendo o mesmo respondido, entre outras coisas, por exemplo:  "Tu me fatigues avec ton mails, (...) "je ne suis pas ton executant", (...) je ne suis pas a ta disposition".  Sempre foi afirmado pelo Sr Presidente que todos os assuntos relativos à equipa seriam exclusivamente tratados com o Sr. Olivier Chavagnon, Director Desportivo.

Considerei igualmente grave o facto de ter sido  informada pela última vez acerca dos  jogos amigáveis prováveis, ainda sujeitos a confirmação, no dia 5/06/2014 por e-mail. Uma vez que estavam sujeitos a confirmação, apesar de ter sido constantemente por mim questionado sobre os mesmos, o referido Director Desportivo nunca respondeu, inclusivamente até ao dia do início  dos trabalhos (ontem, dia 23/06/2014).

Era suposto existir um jogo amigável no dia 28/06/2014, pelo que como é compreensível a ausência destes factos interferiu directamente com a planificação do trabalho a realizar, o qual é da minha inteira responsabilidade e competência. Foi, por essa razão, comprometido.

Para além de anular uma reunião com o staff técnico marcada para sábado, dia 21/06/2014, por falta de informações,  no Domingo dia 22/06/2014 não estava igualmente no poder das necessárias informações, para planear (embora já tardiamente) toda a semana de trabalho e comunicá-la na reunião com o staff técnico que decorreu às 19h. Confirmo por isso que todo o trabalho foi comprometido, mesmo a apenas umas horas do começo da época desportiva, sendo que a imagem transmitida ao Staff técnico, não correspondeu ao profissionalismo a que sempre me pautei e pautarei.

Perante tantos factos, solicitei ao Presidente, Sr Claude Michy, uma reunião no sábado dia 22/06/2014, no qual não só transmiti o que se passava, as informações que me faltavam, bem como a urgência das mesmas para planificar o trabalho. Revelei ao Sr Claude Michy, que após a forma como o Director desportivo, Sr. Olivier Chavagnon, revelou displicência e falta de profissionalismo,  com interferência directa no meu trabalho, bem como teria tornado tudo numa má relação profissional devido à sua rude resposta, não pretendia trabalhar directamente com o mesmo, nem que houvesse envolvência  deste no trabalho da equipa, uma vez que não havia confiança. Nesse momento revelei ao Sr Presidente, que poderia até abdicar do meu cargo, se pretendesse que o Director Desportivo continuasse ligado à equipa.

Consciente de tudo o presidente afirmou que interviria no dia seguinte presencialmente, perante o Sr Olivier Chavagnon, antes da reuniao marcada para o dia seguinte, para as 19h, concordando que não só o trabalho não estaria a ser feito, como teria sido apenas enviada uma resposta rude. Por razões que desconheço, durante um dia e meio, o Sr Presidente teve o telemóvel desligado e não me comunicou absolutamente nada relativo à sua decisão, no que diz respeito ao papel futuro do Director Desportivo. Foram várias as tentativas de contacto telefónico, bem como as sms enviadas para que houvesse comunicação.

Ontem, dia 23/06/2014 fui a primeira pessoa a chegar ao clube, às 6h45, na esperança de um diálogo com o Sr. Presidente. O mesmo não me contactou, não tendo comparecido ao pequeno almoço/apresentação que decorreu às 7.30h.

Solicitei, por isso, a um funcionário do Clube um telefone alternativo para o contactar, tendo-lhe comunicado nessa altura o meu desagrado pela falta de comunicação aquando de uma situação grave,  por não me ter sido comunicado a sua decisão relativamente ao papel do Director Desportivo, bem como pelo facto de no dia anterior ter sido posta em confronto directo junto de todo o staff, com o Director Desportivo, sem que me tivesse comunicado uma decisão.

Não me apresentei aos jogadores, pelo que o presidente convocou uma reunião na qual para além de mim, esteve também presente o Sr Director Desportivo, um Administrador do Clube, e os meus empresários.

Após algum debate, o Sr Director Desportivo reconheceu que errou na forma como falou, como não me informou de factos essenciais ao trabalho técnico e perante uma não definição do presidente referente ao seu papel, informei toda a gente que me queria demitir, decisão que não retrocedi desde então, mesmo que tenha havido mais diálogo.

Sempre disse publicamente, ao longo deste projecto, que era treinadora , exigente comigo e com os que me rodeiam, que queria confiança e frontalidade, acima de quaisquer outras qualidades. Continuo a seguir os meus princípios, defendendo a minha posição e a classe dos treinadores, no que à competência e comprometimento do trabalho diz respeito.

Apenas escrevi este comunicado após ter lido declarações do Sr Presidente (com quem sempre tive as melhores relações), declarações essas que não estão de acordo com o que os meus empresários, eu e supostamente o clube decidimos expôr na conferência de imprensa, para o bem do Clube e do Sr Presidente, que teve coragem de apostar em mim. Acedi a fazê-lo por reconhecimento da sua coragem e desafio que enfrentou, não esperando por isso ler o que li depois. Lamento o volte-face.

Nada foi por isso súbito e inesperado, decorreu sim de uma série de episódios ao longo do tempo. Continuo a sentir a mesma confiança no meu trabalho que sentia quando aceitei enfrentar a posição de treinadora do Clermont Foot. Sinto-me preparada! Reitero ainda que se sentisse medo, continuaria ainda como treinadora do Clermont Foot 63 neste momento.

Helena Costa

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Bacalhau come batatas ?



Fenómeno do Entroncamento?

Nem fenómeno, nem coisa daquela terra, apenas uma tolice vezes sem conta dita por almas distraídas ou sei lá...
São tantos os endereços com a extensão .com [ponto com] que a sua alusão se tornou trivial. Tal como se banalizou o disparate:
– xico ponto esperto trinta e três arroba ponto come
– dâblio dâblio dâblio pato bravo ponto come

Qual come, qual quê; só quando o bacalhau comer batatas!!! Assadas...
Custa mais dizer com, como em Bacalhau com batatas ou há por aí alguma mazela psico-coisital!?

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domingo, 22 de junho de 2014

PS apadrinha Passos, Relvas & Portas

 

Comissão Nacional rejeitou congresso extraordinário
http://www.publico.pt/politica/noticia/comissao-nacional-nega-discussao-do-congresso-costa-insiste-e-propoe-primarias-a-14-de-setembro-1660045

A CN, enfeudada ao Seguro, meteu a cabeça na areia, afundando o partido, desiludindo Portugal e enfunando o governo.

Como é que correligionários tão batidos ainda não viram que o Tozé é um choninhas político, uma fala-barato sem uma chispa de vigor, um rasgo de inspiração, uma pitada  de propostas palpáveis, exequíveis!? A que o Zé Povinho já leu a sentença nas últimas eleições europeias...

Os paralelos entre Costa e Seguro que, nas últimas semanas, têm sido filtrados para cá da barricada "socialista" não apontam diferenças substanciais entre eles.

Quem é mais isto ou aquilo pouco conta. Só palavras, irrelevantes e não passam de folclore mediático, ímanes muito pouco magnetizados e nada magnetizantes.

O que está em jogo é ser ou não ser convincente, levar os concidadãos a picar no quadradinho PS. E o atual Secretário Geral já mostrou que arrasta a sua corte de fiéis, mas não o português comum, que arrasta, isso sim, os pés a caminho do boletim de voto. E muita azia lhe custa votar no Tozé.

Ora, Costa não é um tribuno, muito longe disso, mas já deu algumas tacadas úteis, embora tenha ido ao PGR pedir batatinhas para o Paulo Pedroso, suspeito de pedofilia, e isso não foi digno nem transparente.

Mas ainda está alguns degraus acima da pasmaceira do Seguro. E tem melhor presença televisiva, não é um cara de pau a fingir de estadista. Ri e sorri, embatuca e retruca, é humano, não uma marionete com cassete.

Porém, esta imagem não convenceu os "camaradas" da Comissão Nacional. Convencidos estão muitos portugueses de que o inseguro caminho de Seguro mais afunda o PS e apaga a luzinha de esperança para Portugal.

Nem lhes ocorreu que aquela decisão partidária dá aos Passos, Relvas & Portas um balão de oxigénio, reforçando a arrogância na campanha contra constitucional que desenvolvem há três anos...

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Uma mulher de mão-cheia XX


XX
Mão-cheia


 

Trata melgas à lambada,
os confrades enfeitiça,
do Alentejo arribada,
virou gaiense postiça.


Onde chega deixa marca:
o seu jeito galhofeiro
põe essência de cilarca
em bitaites de tripeiro.


Por afagos deslumbrada,
quis brindar amigalhaços:
coentros sem vinagrada,
amêijoas em vez de abraços.


Aziaga cozinheira,
vazou todo por inteiro
na puta da frigideira
o caralho do saleiro.


Pôr amigos em salmoura,
com desculpa de mão-cheia;
é mezinha duradoura:
deitar culpa a mão alheia.


 
 

Manuel A. Madeira
16 de Abril de 2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

Arte, riscos e borrões de Miró



Sim, Miró foi um artista genial. Não há controvérsia sobre isso. Ponto. Deixou uma vasta obra, com peças muito marcantes, por vezes de uma originalidade peculiar.


 
 
Mas nem tudo o que fez foi arte.

Produziu belas obras, coisas assim assim e também riscou papel, pintalgou telas e desperdiçou tintas. O surrealismo é um campo muito aberto, tolera bem o ensaio e o devaneio, a chispa criativa, mas há limites. E se uma pinga a mais inspira artistas, também lhes destrambelha as fronteiras...

 
 
 



Imagino que num bem regado fim de concurs de castells, numa esconsa tasquita de Valls, alguém lhe tenha pedido um recuerdo e ele, cambaleante, tenha posto uns borrões na toalha de papel. Imagino.


E imagino igualmente que o feliz contemplado tenha transmitido isso como herança. E é fácil imaginar que o atual depositário o traga nas palminhas! Afinal, tem marca Miró.

Mas daí a considerar toda a produção de Miró como arte vai um passo surreal. Um seu chapéu, a caneta que usou naquela bodega ou o sapato perdido num encierro de certa Sanfermines são tão icónicos como muitos dos seus trabalhos.

Mas esses não são objetos artísticos, tal como não o são alguns dos riscos, pintas e borrões Miró. Vários dos quadros de cima falam por si. A não ser que o rei vá nu...

A verdade é que ombreiam com milhares de coisas de milhões de crianças que, em todo o mundo, são iniciadas na diferenciação de nomes e cores e no manejo de tintas, pastas e pincéis. Quem não tem um par de exemplares desses gatafunhos infantis numa qualquer gaveta!?


E tu, se fosse teu aquele lá de cima, o primeiro, deitava-lo fora!? Eu não caía nessa.

Apesar de não ser arte, o carimbo Miró fez desse seu delirante riscado uma peça de museu. Que vale ouro, tal é o valor de certas miragens. Miragens fabricadas por ideólogos que riscam o gosto alheio, fazendo crer que é de mau-gosto não gostar de tudo o que um génio constrói.
 
 

sábado, 14 de junho de 2014

"Escola de Sagres" formadora de juízes eficientes


 

Perceba porque os acórdãos do Tribunal Constitucional demoram tantos meses a parir.
Sim, a parir, pois ao ler algumas parcelas do acórdão sobre a contestação do PS aos artigos 33º, 75º, 115º e 117º da Lei do Orçamento de Estado para 2014, fica a ideia de que o relator escolheu as palavras com pinças cirúrgicas. E escolheu 65.369 palavras. 10 % seriam mais do que suficientes.

 
Comecei a dividir orações n'Os Lusíadas e logo no primeiro Canto, essa renda de bilros a que poucos sábios metem unha.

Um sofrimento, portanto. Por mais que nos concentrássemos, raras vezes nos aproximávamos da divisão correta. Uma e outa vez, líamos e relíamos, contudo perseguia-nos o "inconseguimento". (citação dessa desastrada figura do carreirismo nacional que é a D. Assunção Esteves).

Pois hoje, tantos anos passados, voltei a passar pelas mesmas passas. Ao ler o artigo A IMOTIVAÇÃO de Miguel Sousa Tavares, no último Expresso, sou aterrado por este intragável naco de osso retórico:

"Nenhum critério densificador do significado gradativo de tal diminuição quantitativa de dotação e da sua relação causal como início do procedimento de requalificação no concreto e específico órgão ou serviço resulta da previsão legal, o que abre caminho evidente à imotivação..."

Na cópia que fiz do acórdão, o relator escreveu 65.369 palavras em 76 páginas a corpo 9,5, e os seus colegas, nas respetivas declarações de voto, redigiram 30.397 palavras distribuídas por 48 páginas.

Feitas as contas apenas sobre o corpo de relatório, dá 16.242 palavras e 19 páginas de prosa por artigo analisado.

Findo o parto, o juiz terá olhado para o maço de folhas e exclamado, ufano:
– Ah, caramba, foram meses com o nariz nos códigos, no direito comparado, então aquele alemão... nos constitucionalistas de Coimbra e no Miranda e olha (a falar para o seu umbigo) que coisa mais linda, um monumento! Não há inspeção que não me dê nota máxima.

O Sousa Tavares, que chegou à página 6, terá bocejado, já se viu:
– Brrrr!!!, rrrr rrrr (ressonando).

E o Formigarras, avesso a rodriguinhos, a tamanho desperdício de inteligência, saber e experiência, recomenda vivamente a reconfiguração radical do Centro de Estudos Judiciários.

Esta casa tem de formar magistrados justos, independentes sim, mas igualmente eficientes. Ou seja, que ponderem sempre o custo dos seus próprios atos. As sentenças quilométricas têm de ser banidas dos nossos tribunais. Também elas contribuem, e muito, para o pântano em que está Portugal.

As próprias faculdades de direito terão de dedicar uma grande atenção à edificação de uma escola portuguesa de economia jurídica. A exemplo da Escola de Sagres, também as universidades terão, quanto antes, de investir muita massa cinzenta na lógica da simplicidade, na operacionalidade em vez da rebuscada doutrina e tantas vezes oca jurisprudência.

 
Tal como na divisão de orações, a melhor pedagogia não é a de começar pela mais elaborada literatura. CEJ e faculdades, logo no início dos cursos, podem desenvolver uma cultura de objetividade, pondo os alunos a desmantelar textos pretensiosos e mitos do direito romano. Dos tribunais da primeira instância aos supremos. Sim, plural: temos dois!

Matéria-prima não falta, os tribunais têm as prateleiras e os discos cheios de maus exemplos. Este acórdão é apenas mais um, mas pode ser exercício de fim de curso, dada a suprema verborreia que o assola.


Para quem quiser ocupar insónias, aqui fica o rasto deste diletante constitucionalismo: http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/20140413.HTML

 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Cavaco desfalece; se abdicar Portugal rejuvenesce

 

Cavaco, no discurso do dia de Portugal desfaleceu, ontem, na Guarda, foi levado em braços do púlpito e Portugal ficou expectante.


O que disse, depois de ter tido assistência médica, não interessa, é uma das suas cassetes. Diga o que disser ninguém lhe liga nem ele age perante a inobservância das suas recomendações.

Por isso, está na hora da sua substituição. Com duas opções.

Ou segue as pegadas do vizinho espanhol e colega de ociosidade ou a Assembleia da República lhe aponta a porta da rua.

Agora a Assembleia da República deve, pois, convocar uma junta médica e tirar a limpo se Aníbal Silva está ou não capaz de continuar em Belém.

Doutos professores, jurisconsultos doutrinários e juristas dos mais legalistas perorarão sobre a legitimidade constitucional de tal deliberação.

Mas pouco importa, tão esfrangalhada tem sido a letra da Constituição que o seu elástico espírito acolhe bem este pequeno passo para Portugal poder dar passos de esperança.

Sem o mentiroso Passos nem o fingido Portas e sem a sombra negocieira do Relvas*. Porém com um futuro norteado por Ética e liderado por Estadistas, não subjugado a inconfessáveis interesses ou a truques SLN.

O que conta agora, perante um PR desfalecido é o que fazer para rejuvenescer Portugal.

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* presidente do órgão do PSD que fiscaliza o governo.


!!!!!

terça-feira, 3 de junho de 2014

República de Espanha

 
 

...ha llegado "la hora de la democracia"
http://www.publico.es/politica/524845/iu-llama-a-toda-la-izquierda-a-movilizarse-para-forzar-un-referendum

Quem o diz é o antigo setor republicano espanhol. E com toda a razão.

Obviamente, com o político de maior relevo institucional também eleito. Espanha merece uma democracia integral.

E daqui, desta singela peanha, daqui se envia um apelo fraterno à completa democratização de Espanha.

E se a maioria dos espanhóis apoiar, em referendo, a instauração da República?

Ótimo, os povos espanhóis, com a experiência de 40 anos de liberdade, alterarão uns quantos artigos da constituição e tudo rolará sobre carris.

Oleados, pois o parlamento, o governo e os tribunais em nada serão alterados. As forças armadas idem e a macroeconomia seguirá a tranquilidade da microeconomia.

Ah, mudarão alguns carimbos, o cabeçalho de certos documentos e os museus serão enriquecidos com baús e baús de luxuosas fatiotas lustrosas, sapatos italianos e chapéus tão hortofrutícolas como espaventosos.

E quanta poupança, pois os carris monárquicos são sempre um estorvo. Pela ilegitimidade e pelo despesismo de umas quantas fúteis famílias aboletadas em palácios que custam uma fortuna. Já para não invocar as caçadas no Botsuana...

 
E o senhor Juan Carlos, a D. Sofia, o seu filho Filipe e a nora Letizia, que destino terão?

Os dois primeiros, vão viver reformas tranquilas, pois terão amealhado um bom pé-de-meia. Se não tiveram esse cuidado, há sempre a segurança social, que lhes proporcionará uma pensão proporcional aos respetivos descontos mensais.

Quanto ao casal que agora esfrega as mãos para um novo patamar de ociosidade, como estão em idade ativa, trabalham. Se o referendo aprovar a República, darão um sinal de patriotismo aos concidadãos, mostrando que são espanhóis exemplares.

A senhora é jornalista, não é? Então volta às redações, não há razão para qualquer preocupação.

E o Filipe, com tantos cursos, agora divulgados como qualificação para o degrau de cima, terá muitas portas abertas. Fala bem inglês, pelo que dá um excelente diretor geral do organismo espanhol de promoção das exportações. Ou agente de uma associação empresarial da Rioja. Ou RP de operadores turísticos das Canárias.

Venha de lá esse referendo.
 
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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Frases sábias [ 1 ]


 
Se falamos com deus somos cristãos,
se deus fala connosco somos esquizofrénicos.
 
A frase é do psiquiatra americano Thomas Szasz e José Gameiro publicou-a na sua coluna semanal na revista do Expresso.
 
Citações desta dimensão traduzem uma profunda reflexão, tantas vezes refletindo a experiência de uma vida.
 
De facto, com frequência deparamo-nos com pensamentos que, pela enorme sabedoria que contêm, nos põem também a pensar.
 
Por isso mesmo, aqui iniciamos hoje um capítulo de divulgação de sensatas meditações sintetizadas em meia dúzia de eloquentes palavras.
 

Não que devamos pensar por cabeça alheia, mas porque o que outros pensam e pensaram nos ajuda a pensar melhor. Pensarmo-nos e ao mundo, que pensadores todos somos.
 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Plantão ao PS




Hoje, entre o meio-dia e o princípio da tarde, esta imagem era a imagem do país político: expectante.

A câmara apontava para a porta principal da sede do PS e o seu operador cirandava por perto. Certamente à espera do furo informativo, pois era o único por ali, e talvez antevisse um exclusivo, quiçá uma foto de capa, uns trocos mais, portanto.

É verdade que a reunião (ou bulha contida!?) de Seguro com Costa era hoje, hora desconhecida, local incerto, mas o Rato é sempre opção em aberto.

Depois da vitória resvés aos PSD-CDS, o PS de Seguro só sorriu até Mário Soares lhe ter colado a marca Pirro. Mas o salto da alegria para a surpresa e desta para a crispação foi ainda maior quando António Costa se atirou de braços abertos para o meio da pasmaceira socialista.

E como estamos todos de plantão às notícias do Largo do Rato, quem sabe se é aquela câmara que vai  dar alguma esperança a Portugal...

????
 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Os avós dos "papa-refomas"


Peel P50

 


Conhecido por ser o mais pequeno carro da história, era vendido como um meio de transporte para "uma pessoa e um saco de compras".

Equipado com um motor de 49 cc, com três velocidades e sem marcha atrás, atingia a velocidade máxima de cerca de 61 km/h.

 
Foi fabricado entre 1962 e 1965, mas com a atual crise, fica a dúvida se voltará a ser construído!? Eventualmente com um pouco mais de espaço...

Se tal acontecer, os fabricantes de papa-reformas que se cuidem com esta concorrência miniaturizada.