sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Banco de Portugal descapitalizado



O diretor e o diretor adjunto do Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal demitiram-se. A informação foi confirmada à SIC pelo regulador.

Não faz grande diferença; afinal quem vai ao fundo dos baús à cata de informação são as empresas de auditoria! Isso foi evidente na falência do BES, em que a falência técnica do BdP veio escarrapachada nos jornais.

E foi confrangedor para o português digno ver o representante da KPMG, Sikander Sattar, ir ao EXPRESSO dizer que reuniões foram feitas e com quem no nosso banco central. Tivesse o supervisor capacidade técnica, com os seus operacionais no terreno, e não  teria este enxovalho.


E é para premiar os chefes e seus chefões, técnicos e amanuenses do BdP que tem uma quinta de lazer em Caneças. Com uma placa "Propriedade Privada".

Apesar desta imerecida e injusta mordomia, o que salta à vista é a descapitalização do regulador. Falta-lhe capital humano qualificado. E à administração capacidade gestionária, dignidade!

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O pernil que fideliza sem trombone




É no Porto, essa fidelização que atrai lisboetas e transmontanos, picarotos e algarvios deste mundo de marcas, mas que se afirma sem berrar por trombones, canais e impulsos eletrónicos.

Fideliza pelo paladar, não pela campanha nem por aquele anúncio no canto do jornal ou porque aquela da televisão falou nele (de raspão, a fingir fugir do compromisso não publicitário).

Pois a preciosidade portuense é a Sandes de Pernil (assim mesmo, com merecido destaque) da Casa Guedes, ali na Praça dos Poveiros 130.

É uma sandes de primeiríssima classe, só ultrapassada pela que se come a seguir, que uma sabe a pouco, embora bem sabendo.

Entretanto, caro leitor, estimada leitora,dê uma espreitadela na cantilena do clã Correia, que lhe fala na receita secreta da assadura: http://www.tascas.pt/casa-guedes/

Tal é a minha dependência* que estou vai não vai em lá voltar.

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* Sem interdependência comercial.


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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Vingança nacional de vaidades nominais




Conhece o Pedro Coelho?
E o Aníbal Silva!? E o José Barroso?

Conhece, pois claro que conhece, embora lhe tragam memórias de esquecer!

Mas a vaidade míope, o pedantismo e o provincianismo fazem com que esta gente seja conhecida por outros apelidos.

É a cumplicidade bajuladora de jornalistas que lhes besunta o sangue, a fingir azulado em nome do empoamento do estatuto e camuflagem da origem. Como se nascer aldeão ou em família pobre fosse pior que sarna!

Porque raio citam o Durão pelo seu nome completo, José Manuel Durão Barroso e o Aguiar é sempre escrito com hífen e como está no Cartão de Cidadão!?

Pequenez. Só a pequenez justifica a adoção dos nomes completos nos jornais e nas televisões. Pequenez de quem impõe tal parolice aos assessores de imagem e pequenez de quem a transmite.

Ai se eles soubessem a velha anedota da mamã pimpona...

Perguntou pelo filho Vasco André de Segóvia Silvestre Blanco e Espírito Santo Pimenta de Albuquerque Bettencourt e ninguém o conhecia. Até que, pela descrição, um colega se lembrou:
– Ah, sim, é o Batata!

Pela mesma razão o português comum se vinga dessas saloias designações. Só se lhes refere como o Passos, o Durão, o Aguiar e o Cavaco.

Mesmo os aduladores que lhes fazem vénias na cara...

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Portugal desonrado por "honraria" de compadres



José Sócrates vai ser esta segunda-feira galardoado com a Medalha de Mérito Municipal da Covilhã, na categoria Ouro e Chave da Cidade, pelas "obras de relevo" na cidade.  http://expresso.sapo.pt/o-menino-de-ouro-vai-receber-ouro-esta-tarde-na-covilha=f894496#ixzz3GgcGrjGf

Os "amigos" são para as ocasiões. Mas estes "amigos" são meros correligionários compadres, branqueadores!!!

Já não bastava o altifalante que Passos & Relvas lhe deram na RTP...

Um PM que deixa o país com a corda na garganta, preso aos credores por falripas, não pode ser homenageado. Não, nem pensar. Nem sequer sob o pretexto provinciano do que fez à sua terra.

Por isso, este é um ato para mascarar a imagem de quem teve um processo judicial retalhado à tesourada. E por quem poucos porão as mãos no lume, tais as inquestionáveis dúvidas éticas que deixou na sociedade portuguesa.

Dar ouro a quem o tirou aos concidadãos é um fruto podre do compadrio partidário, essa sarna de que temos de los libertar.

E que desonra a Covilhã e Portugal.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Governo Passos apadrinha falência Espírito Santo



Maria Luís admite: 
sim, o Novo Banco pode ter custos para os contribuintes


Maria Luís, ministra das finanças prepara o terreno. E a notícia, em letra de forma, virá em breve. Serão os ferozes cortes nas reformas de quem trabalhou uma vida inteira que vão pagar as negociatas do Ricardo Salgado e seus múltiplos cúmplices.

Este anúncio mostra aos portugueses que a ministra está ao lado de quem não soube gerir, de quem manipulou contas e de quem vive de negócios sob investigação.

Fossem estadistas, pessoas de grande envergadura moral e política, ela e Passos, e nacionalizariam todo o património dessa família. Até à liquidação dos custos da sua bancarrota, confiscariam ações e títulos de propriedade, sob quaisquer formas, terrenos, edifícios, escritórios, fábricas e equipamentos, do GES, da Rioforte, da ES Saúde e por aí fora. Onde quer que estivessem sediados ou camuflados.

A nacionalização imediata de todos esses bens e a sua venda urgente ao melhor preço é a solução que garante que quem tão mal administrou não beneficia da sua gestão danosa nem a ela fica impune.

Levar um grupo à falência é uma irresponsabilidade colossal, mas fazer os reformados pagarem tamanha negligência é uma crueldade imperdoável e uma desfaçatez intolerável.

Só a venda do Hospital da Luz em bolsa e da Herdade da Comporta em hasta pública mostrará a essa família que Portugal não é um couto de compadrios.

E no dia em que o produto dessas vendas entrar nos cofres do Tesouro, nesse dia, os portugueses saberão que têm um governo que zela pelo bem comum.


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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Mafalda, o farol de Quino



Escrever grandes livros é obra de grandes homens e grandes mulheres, mas escrever grandes obras em poucas palavras é uma obra monumental.

E Quino é um monumentalista. Com a Mafalda e companhia enfrentou a ditadura militar argentina, divertiu pequenos e graúdos e apelou a um mundo melhor.

Sempre em poucas palavras, sonoras palavras, numas tiritas recheadas de bom senso e ironia fina, Quino marcou o mundo.

Por isso, daqui, deste grato Formigarras, se lhe dirige uma monumental chapelada. Ilustrada. Com as suas inteligentes imagens.












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domingo, 5 de outubro de 2014

Costa e Cavaco desonram o Povo e a República




Acabo de ver e ouvir os protestos cidadãos de quem foi à Praça do Município lisboeta participar nas comemorações da Implantação da República e encontrou um muro de silêncio.

Nem ecrã gigante, nem altifalantes e nem uma varanda vibrante.

Tudo intramuros, entre os barriga cheia, incluindo um corrupto recentemente condenado.

O Cavaco falou de compromissos interpartidários para a "salvação" do regime constitucional, mas o Zé Povinho, a essência da democracia, foi escorraçado da principal comemoração.

Um dia se saberá o porquê desta elitista, fingida e cobarde fuga dos políticos ao povo português.

Porém, ficou patente a monstruosa hipocrisia do Cavaco e a ignóbil cobardia do presidente da Câmara de Lisboa. O primeiro papagueia ecos populares, mas foge do povo a sete pés, até dos miúdos da escola António Arroio fugiu.

E o Costa, eleito primeiro socialista em primárias, foi um primário moço de fretes do ainda PR.

Tivesse António Costa verticalidade republicana e afrontaria Cavaco, bater-lhe-ia o pé, nem que tivesse de ser o único a discursar na varanda de 1910.

Preferiu pactuar, meter o rabo entre as pernas, esconder-se do povo que o elegeu há uma semana. Mostrou a sua máscara, o seu fingido socialismo.

Juntaram-se ambos, o Costa e o Cavaco, ao Passos que eliminou o feriado do 5 de Outubro, símbolo maior da República.

Qualquer dos três são indignos dos cargos que ocupam. Desonram Portugal e a sua História, nela conquistando o lugar de fugidias figurinhas.


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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Os contabilistas americanos do PS


Primárias PS secundarizam Portugal




Nos números inteiros, em Portugal e na Europa, o separador dos milhares é um espaço em branco ou um ponto [ . ].
10 679 ou 10.679

E nos números decimais, também em Portugal e na Europa, a vírgula [ , ] separa a parte inteira das casas decimais, inclusive nas percentagens.
69,41%

Em Portugal é assim porque seguimos um padrão europeu, mas nos EUA é exatamente o contrário, usam a vírgula [ , ] como separador de milhares nos inteiros e o ponto [ . ] separa as casas decimais dos algarismos que a antecedem.

Ora veja como são apresentados os resultados das primeiras Primárias do PS:

Destaque


https://www.psprimarias2014.pt/#resultados

Embora caído em desuso, o termo estrangeirado, tão usado há um par de séculos, é a marca de água deste apuramento.

De facto, os tempos são outros e os excel dos nossos dias são versáteis o suficiente para se usar o padrão nacional de escrita e não o que outros preferem e a nós baralha.

E o PS só ganharia em mostrar neste quadro as suas raízes portuguesas em vez de se render à abúlica dependência do consultês que por aí prolifera.

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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Jornalistas hortofrutícolas




Editorial
O que esconde o secretário-geral da Assembleia da República?
Por Direcção Editorial
24/09/2014 - 21:06
É chocante a atitude de Albino Azevedo Soares. Porque é superficial, escorregadia e no mínimo parece desonesta. E porque coloca o país a pensar no que mais estará a esconder.


Este é um editorial hortofrutícola do Público subscrito pela sua Direção Editorial, mas outros jornalistas, neste e noutros jornais, têm pegado no tema e exibido os pés de barro do Passos, o ainda PM.

E ao falar-se de verdade jornalística é um imperativo ético evocar o nome de José António Cerejo que, no mesmo jornal, tantas e tão importantes peças tem publicado. Sempre no encalço de factos e testemunhosdesvendando corrupção e corruptos, arranjinhos, tráficos e negociatas.

E é nestas alturas, em que políticos poderosos escondem os seus rabos-de-palha, que jornalistas íntegros e corajosos revelam trafulhas e traficantes, indignos titulares de cargos que só devem ser exercidos por pessoas de bem.

Por outras palavras, são jornalistas com tomates! Homens e Mulheres.
Que viçosos se mantenham.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Poema aos homens constipados"


A devida vénia ao autor, António Lobo Antunes



Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças

Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.

Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer



António Lobo Antunes
(Sátira aos HOMENS quando estão com gripe)

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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Cabazada da Jesus a Mourinho




Mourinho, sabe-se há muito, entrou no futebol como tradutor. Por isso sabe alguma coisa de gramática.

E Jorge Jesus nunca terá visto nem sequer um prontuário, mas sabe de futebol, como se sabe que não diz uma frase escorreita.

Ora numa troca de galhardetes sobre o Talisca, vai, não vai, é, não é conhecido no mercado da bola, José Mourinho pôs-se em bicos de pés para depreciar Jesus. Invocou Dumas, pôs o seu ar pimpão, aquele esgar empalhado, alegando pertencer a outro campeonato cognitivo.

Ficou mal no retrato. Ficou uma máscara roskoff, a mesma que tantos políticos mascara.

Pelo contrário, Jorge Jesus, sóbrio, sacudiu para canto, desvalorizando a diatribe daquele que considerou seu amigo.


Moral da história
Jesus, apesar de tropeçar na língua portuguesa, foi um digno adversário, mas o eloquente Mourinho não fez jogo limpo, em caneladas às quatro linhas.