sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Fantoches de José Régio

Título Formigarras

'José Régio e o seu burro'
por Hermínio Felizardo


Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.



Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.


E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,



Também faz o pequeno "sacrifício"
De trinta contos - só! - por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.




José Régio
Soneto escrito em 1969


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Timor Leste - Hora de Xanana partir!

Transcrição integral Formigarras,
apenas com correção do título




By Ted McDonnell


Governante déspota de Timor Leste - Hora de partir Xanana!

XANANA Gusmão foi considerado um grande lutador pela liberdade. Hoje, em Timor Leste, ele é considerado um déspota desprezado por adversários políticos, favorecido pela elite política corrupta e motivo de piadas da população.

Xanana, agora na metade do seu segundo mandato como primeiro-ministro também precisa ser apeado, antes que ele tenha seu momento de Berlusconi, ou seja removido pelo seu próprio partido.

Dois altos membros do CNRT (Conselho Nacional de Resistência Timorense) acreditam que a razão de Xanana ter sobrevivido tanto tempo no poder é que "as pessoas têm medo dele".

"Este é um homem que ameaça as pessoas na rua, no Parlamento, em todos os lugares. "As pessoas têm medo dele", disse o Ministro senior.

"A demissão de juízes e investigadores anti-corrupção é porque ele não conseguiu os seus intentos. Perdemos os impostos dos casos do petróleo, o julgamento da corrupção do boina Pires estava prestes a começar e a única maneira para Xanana parar de perder era livrar-se de quem discordava dele."

Acredita-se que a KAK (Comissão Anti-Corrupção) está investigando nada mais nada menos que oito dos aliados mais próximos de Xanana no governo.

Outro alto ministro representante do CNRT contactado, disse: "Ele deve ir, nós sabemos disso. Ele está a destruir este país e protegendo o dodô (corruptos)."

Perguntado sobre o porquê dele estar protegendo os corruptos, ele disse: "Ele sabe que, se eles forem acusados de corrupção, ele também poderá ser implicado. Os negócios de petróleo que ele fez com seu sobrinho foram sempre questionáveis e o primeiro contrato com o Nilton (Nilton Gusmão) foi assinado sem a participação da Ms. Pires". (Ministra das Finanças, grifo meu).

"A demissão dos juízes portugueses sob o pretexto dos impostos do petróleo, foi apenas um plano de Xanana para desviar a atenção daquilo que realmente preocupa Xanana e que é a corrupção de seus amigos."

Os líderes da FRETILIN estão esperando que Xanana imploda acreditando que ele está destruindo ao seu próprio legado ou o que resta dele, e a reputação internacional de Timor Leste.

"Estamos apenas observando e esperando", disse um líder da Fretilin. "Nunca interrompa o seu adversário enquanto ele está cometendo um erro."
Contudo, muitos acreditam que a Fretilin é tão fraca quanto aqueles do partido do CNRT que querem Xanana fora.

Fontes dizem que ministros no seio dos governos australiano e português estão confusos com o recente comportamento irracional de Xanana, mas recusam-se a fazer comentários oficiais que interfiram com a política interna de Timor Leste, acreditando que o tempo de Xanana como PM está chegando ao fim.

Muitos observadores acreditam que o mandato de Xanana como PM tem sido um desastre para a sua pequena nação.

Pobreza, desnutrição, desemprego, saúde inexistente, permanecem em padrões de terceiro mundo, e muito pouco tem sido feito durante os dois períodos de governo do CNRT para melhorar a situação do povo timorense.
Apesar do rápido esgotamento do Fundo Petrolífero, dezenas de milhões de dólares foram gastos em monumentos a Xanana.

Muitos milhões também foram roubados do erário público.
Poucas dúvidas há de que novas leis de mídia (média), em breve serão promulgadas pelo Presidente de Timor Leste. Taur Matan Ruak foi designado por Xanana para parar a crítica da mídia (média) à má gestão financeira do seu governo, as investigações de corrupção à elite política e uma análise mais aprofundada aos contratos de petróleo concedidos pelo Tio Xanana ao seu sobrinho Nilton Gusmão e que lhe valeram centenas de milhões de dólares.

Ninguém pode negar que Xanana Gusmão foi um grande lutador pela liberdade de seu povo, mas como político, ele tem sido um fracasso e deixou os timorenses muito mal; na verdade, muitos acreditam que ele os traiu, protegendo os corruptos no seu governo ao mesmo tempo que favoreceu membros de sua família, com milhões e milhões de dólares em contratos.

Um antigo investigador anti-corrupção (KAK), expulso de Timor Leste pelo governo de Xanana diz que possui evidências, que ele levou consigo, provando que Xanana alegadamente esteve envolvido em muitos atos corruptos.

Numa entrevista exclusiva ao Expresso, importante publicação portuguesa, o antigo investigador KAK fez a surpreendente revelação de que ele tem evidências consigo que provam que o PM Xanana alegadamente também cometeu corrupção.

Jose Brito disse que também foi ameaçado pelos "bandidos de Xanana".
Brito foi para Timor-Leste em 2009 e foi integrada na missão das Nações Unidas. Um ano mais tarde foi transferido para a Comissão Anti-Corrupção criada pelo governo timorense.

Ele diz poder afirmar, baseado em sua experiência e evidências, que "a corrupção é endémica em Timor-Leste, desde os vários serviços estatais, tais como políticas de construção até ao topo do governo", disse ele ao Expresso, acrescentando que Xanana Gusmão está incluído em uma longa lista de atividades corruptas.

"Xanana? Não tenho dúvidas de que ele está envolvido em corrupção. E eu tenho provas. Enviei-as num contentor para Portugal", acrescenta.
Brito alegou que "há vários casos envolvendo Xanana. Tais como contratos de arroz envolvendo a filha e o negócio de combustível envolvendo o seu sobrinho".

"O sistema é tão corrupto que tudo termina em acidentes (derrocadas). As obras não têm qualidade, os designs são ruins e usam e abusam de contratos emergenciais para fazer a adjudicação directa de fonte única", conclui.

As mais recentes ações de Xanana demitindo os juízes e ameaçando quem se manifesta contra ele, são como as de um governante déspota lutando para permanecer no poder. Ele sabe que muitos dos seus "leais"membros do CNRT conspiram contra ele nos bastidores.

Atualmente, Xanana tem todos em Timor Leste com medo dele, mas também com medo de que ele poderá fazer em seguida, mas há movimentos dentro de seu próprio partido pressionando para que ele seja removido do cargo de primeiro-ministro, antes que cause quaisquer outros incidentes locais ou internacionais.

A maioria acredita que é melhor para ele aposentar-se por iniciativa própria, antes que seja o povo de Timor Leste a sublevar-se contra outro regime ditatorial.

O povo de Timor Leste merece melhor do que isso!

(Original em inglês)
Tradução do original intitulado Timor Leste’s despot ruler - time to go Xanana!

 

domingo, 16 de novembro de 2014

Quadrilheiro – Quadras V2




Rimando jogo pedrinhas
e atiro alguns abraços,
afago nas entrelinhas
e atormento madraços.


Trafulhas mando às urtigas
em trovas envinagradas,
à má-língua faço figas,
exalto caras lavadas.


Faço quadras quando calha
e à míngua de inspiração,
tapo com tinto da talha
moléstias na rimação.


São versos contra-corrente,
pedem cante à desgarrada,
não fadinho decadente
de gentinha amargurada.


Falam de coisas da vida,
da fortuna, dos quebrantos,
daquela vez de fugida
a lembrar certos encantos…


Rimo quadras destravadas;
sem as musas de Junqueiro
são em Aleixo inspiradas.
Confesso, sou quadrilheiro!




Manuel A. Madeira
18 de Maio de 2010

Rv 29.Out.2014

sábado, 15 de novembro de 2014

CTT – Boas Práticas Aforristas


Apesar do dito abaixo, o logo dos CTT
não sugere um postilhão esfolado!?


O aforrista quer aforrar nos CTT e não leva o número respetivo nem dele se lembra. Mas aforra.

Os CTT não podiam ser mais eficazes, funcionais e acolhedores.

Sem preencher formulário, a solução veio impressa. Sem pressas, mas com tempo de ponderação.

E a eficácia não é apenas fruto do Profissional que presta informações, consulta dados exteriores e faculta documentos finais.

Não, é o conjunto que merece destaque. O profissionalismo do atendente conta e muito, mas conta especialmente a máquina instalada a montante. O que não está à vista, as comunicações, as bases a correr algures, a formação do pessoal e especialmente os projetistas do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública e respetivos parceiros informáticos.

Quem projetou o processo, de fio a pavio, foi meticuloso. Desburocratizou o que antes implicava preenchimentos e duplicados, esperas e remessas postais de documentos.

E a demonstração da simplificação veio com o Certificado de Aforro, recebido no ato da sua subscrição, que há anos só nos chegava a casa três semanas depois.

Os Correios de Portugal bem podiam adotar este chamariz aforrador:

Nos CTT é muito fácil aforrar.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Parabéns duplos aos contra corruptos



A Polícia Judiciária e o Ministério Público estão de parabéns. Duplos.

Investigaram e a PJ "deteve onze pessoas pela presumível prática dos crimes de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato."

É a função destas entidades, mas não é todos os dias que peixe graúdo cai nas malhas da justiça. Daí os Parabéns reforçados, pois a PJ e o MP ignoraram pressões branqueadoras, se ocorreram, e também não vacilaram perante cargos sonantes da Administração Pública.

Foi apenas um pequeno passo, é verdade, mas prender o Diretor Nacional do SEF, Manuel Palos, e o Presidente dos Registos e Notariado, António Figueiredo, sob aquelas acusações constituiu um exemplo de grande profissionalismo. Mais que profissionalismo, foi uma prova de resistência ao clima de impunidade que paira em Portugal há muito.

Particularmente responsável nesta época, em que a Ética tem sido diariamente esfrangalhada com as mentiras e mal explicadas atividades do Primeiro-ministro, em que donos de bancos caíram na lama e muitos suspeitos de crimes graves andam por aí ao laréu.

Em breve se saberá quem fica em prisão preventiva e quem sai a troco de caução milionária, como tem sido mau hábito com ricos e poderosos

Porém, para já, há um trabalho realizado, que merece ser salientado. As decisões de juízes de instrução e o eventual julgamento são outros capítulos, mas o aviso está dado. Quem pisa o rico pode ser riscado. Riscado de posições potenciadoras de tráficos ilegítimos e riscado de lugares em que a dignidade e honorabilidade nunca podem ser questionadas.

Portugal vê hoje uma luzinha de esperança.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Entre a massa e a greve laboriosa



Trabalhadores do Metro de Lisboa a trabalhar em dia de greve

Esta era, ainda há poucos anos, uma forma japonesa de greve.
E um óbvio paradoxo para a visão sindical portuguesa, em que greve tem propósito de paralisia verdadeira, visando pressionar patrões e governo pela tensão psicológica, pelo prejuízo e pela perturbação provocada.

Mas o mundo não pára, o PC que manda em muitos sindicatos não dorme, e esta nova atitude grevista é uma pedrada no charco.

Em primeiro lugar é uma novidade absoluta. Em Portugal não há memória, se a memória não nos falha, de uma greve sem interrupção do trabalho.

Depois, porque é um setor bastas vezes usado sindicalmente para transtornar muitíssimas outras atividades. Ora, trabalhando os grevistas do metro não prejudicam pessoas, empresas nem a economia no seu todo.

Seja simples balão de ensaio, nova atitude politíco-sindical ou manobra publicitária, a verdade é que suscita grande curiosidade e uma atenção redobrada aos ecos partidários e sindicais, sociológicos e politológicos.

Tanto assim é que a justificação por esta opção, a segurança de passageiros e tripulantes, ontem veiculada, é muito frágil. Pessoal com tantos anos de experiência certamente tem capacidade para neutralizar riscos na utilização dos comboios de serviços mínimos.

Seja como for, este foi um passo positivo na intervenção política e sindical. Melhora a imagem que os portugueses têm dos sindicaos e das greves, refletindo uma flexibilidade que as teses de agitação de massas do PC nunca assumiram.

Uma pitada de realismo face às reações cidadãs?
Um sinal de aproximação ao PS Costa?
O preço de uma fatia de poder?


Veremos...
A massa de que são feitas as próximas listas eleitorais já está a amassar.

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Feijocas




Iguaria regalada,
o tinto, o verde, a ginjinha;
a receita imaculada,
mas olvidada a rainha!


Omitir a feijoada,
deslize de quadrilheiro,
seja a falta perdoada,
foi de guloso arrozeiro.


Mas a musa ericeirense,
louvando tenras feijocas,
a mestria da Hortense
brinda com vinte beijocas!



© Manuel A. Madeira

9 de Novembro de 2014

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Ricardina




O manjar ovacionado,
carimbado com Distinto!,
ganhou travo refinado
benzido com vinho tinto.


Fruto de mão apurada,
numa marcha fernandina
foi a arte venerada:
arroz doce Ricardina.



© Manuel A. Madeira
3 de Novembro de 2014

domingo, 9 de novembro de 2014

Portugal não pode ser o baú de corruptos




Isabel dos Santos lança OPA sobre a PT SGPS
http://www.publico.pt/economia/noticia/isabel-dos-santos-lanca-opa-sobre-a-pt-sgps-1675703


PGR, oh PGR, está na hora de investigar a fonte dos fundos sem fundo desta cleptocrata.

Portugal amesquinha-se ao pactuar com a corrupta, com o  ditador seu pai e com a corte de gatunos angolanos, mesmo que engravatados.

Branquear o regime de ladroagem generalizada de Angola não pode ser o nosso desígnio nacional.

Estamos numa fase difícil, precisamos de investimentos, é verdade, mas não é com recursos tirados da boca de tantos angolanos esfarrapados que Portugal se dignifica.

E sem inequívoca honorabilidade dos investimentos fica-se nas garras de gente sem escrúpulos. O que não é futuro, é clausura, escravidão, tornando o nosso país mercenário sem soberania.

Levantemos a cabeça, norteemo-nos pela Ética, não pelo baú de criminosos.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nem mais um cêntimo para Timor




Portugal deve responder à ingrata e vexante expulsão de portugueses de Timor.

Uma resposta em três etapas:
– 1. Trazer imediatamente todos os portugueses para casa;
– 2. Cancelar toda a cooperação – nem mais um cêntimo para Timor;
– 3. Declarar Persona non grata os PR, PM e deputados que aprovaram a expulsão.


E se o Estado Português (Cavaco, Passos e D. Assunção+229) continuar com a cabeça enfiada na areia, que qualquer português grite C-o-r-r-u-p-t-o, C-o-r-r-u-p-t-oC-o-r-r-u-p-t-o ao Xanana sempre que o vir, se um dia tiver o atrevimento de entrar em Portugal (obviamente como clandestino).

Nota final
Portugal jamais sairá da cepa torta enquanto pactuar com a corrupção, cá e lá.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Portugal desgovernado por impotentes



Tivéssemos nós gente com "unhas" no governo e em Belém, em S. Bento e no Largo do Rilvas e já estariam de regresso a casa todos os cooperantes portugueses em Timor. E se não estivessem todos já nos aviões, estariam a fazer as malas por decisão de Lisboa.

Isto porque o "governo" timorense expulsou, com pré-aviso de 48 horas, magistrados incómodos. Magistrados que zelaram pelo cumprimento da lei, lei timorense que os poderes locais ignoram para proteger os seus corruptos correligionários.

E porque deveria ter Portugal tomado uma posição firme, imediata e honrada?
Porque um país honrado, com governantes honrados, não cede ao enxovalho de magistrados seus serem amesquinhados. Um país honrado não cede a corruptos, mesmo a corruptos governantes.

Só para lembrar, Timor é independente porque Portugal porfiou, anos a fio, por essa independência. Mesmo quando a Indonésia dava a ocupação daquele pequeno território como caso encerrado.

E também foi Portugal que acolheu, sempre que por cá passava, o grande promotor internacional dessa independência, Ramos Horta. Cedeu-lhe uma casa em Lisboa.

E os rios de dinheiro gastos em tantas e tantas ações de cooperação, desde a formação profissional à educação, etc., etc.

E que dizer dos destacamentos da GNR que vários anos sustentaram a segurança interna timorense. GNR que, num atentado ali ocorrido, talvez tenha salvo a vida a alguns dos agora silenciosos cúmplices da expulsão de portugueses que combateram a corrupção naquele país asiático.

Por tudo o que Portugal tem feito por Timor, a expulsão dos portugueses é de uma ingratidão tão reles como hostil.

Que nenhuma linguagem diplomática consegue branquear. Mesmo que Gusmão se desdobre em justificações públicas e mensagens privadas aos impotentes que nos governam.

Tivesse o Portugal Estadistas no governo e na PR, na AR e no MNE e não tardaria um segundo para que nem mais um cêntimo português fosse aplicado naquele território. Com o regresso imediato de todos os que ali trabalham à custa do Orçamento português.

Mas não, já ficámos a saber que na área da Justiça a cooperação é cancelada, continuando nos outros setores de atividade. Paninhos quentes de gente sem sentido de Estado nem "unhas" nem dignidade nacional.

"Unhas", que nem era preciso que fossem de cacho, luzidios e vigorosos...

Bastava um pedacinho de vitalidade, mas o que se pode esperar de quem acabou com o feriado que celebrava a restauração da Independência Nacional!?

Ai se Portugal tivesse Presidente da República!
E gabava Cavaco, há tempos, em Chaves, os nossos maiores! Pena não que não tenha nem uma pitadas das "unhas" desses heróis que fizeram Portugal !!!

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Vacina contra o terror "religioso"




Relatório sobre a Liberdade Religiosa é divulgado esta terça-feira em todo o mundo. Dos 196 países analisados, só em 80 não há indícios de perseguições motivadas pela fé.

Com a tenebrosa experiência europeia da "católica" inquisição, o mundo deve combater os terroristas ditos religiosos.

Em todo o lado e com todas as armas.
À bala e à bomba, mas especialmente com educação.

Educação laica, livre de fantasmas e de mitos, e completamente fora da influência de igrejas e madraças, sinagogas e mesquitas.

Apenas a educação livre forma crianças e jovens livres, sem amarras ideológicas nem ódio aos que não são dos seus.

Ensinadas desde tenra idade, sem medos nem pecados, a liberdade e a tolerância contribuirão decisivamente para tornar o mundo mais seguro.

E a educação para o respeito pela diferença despovoará os exércitos da crueldade demencial mascarados de "religião", seja ela qual for.

Educação laica, eis o futuro da humanidade.


domingo, 2 de novembro de 2014

Militares e jornalistas intercetam a nossa língua



A propósito dos aviões militares russos que, nos últimos dias, se têm aproximado de Portugal e do norte europeu, foram publicadas notícias alegando terem sido intercetados.

Quer em gíria militar quer simplesmente na língua portuguesa, intercetar é cruzar trajetórias, mas o que a nossa Força Aérea, a britânica e a norueguesa fizeram foi o acompanhamento dos ditos aviões russos. Escoltaram-nos.

Colaram-se-lhes à ilharga e terão tentado comunicar com eles, nem sequer os coagiram a mudar de rota. Ou se o fizeram não passou de tentativa. Os russos seguiram para onde muito bem entenderam.

Estas incursões soviéticas em espaço aéreo NATO foram, durante a guerra fria, pão nosso de cada dia, e mesmo nessa época, apesar dos incidentes, nunca um avião daquela origem foi abatido. Nos casos de mais profunda penetração do espaço aéreo europeu ocidental, aí sim, havia interceção. Os caças americanos, britânicos e outros sinalizavam aos pilotos russos que os impediriam de prosseguir e estes recuavam. Voltavam a território internacional. Há imagens publicadas de pilotos a cumprimentarem-se de avião para avião no fim da incursão.

A história tem duas faces, pois também aviões NATO invadiam regularmente as fronteiras da URSS, eram intercetados e voltavam aos seus céus até novo ensaio deste método de detetar lacunas no controlo do respetivo espaço aéreo.

Foi um jogo do gato e do rato que durou décadas e que a estratégia militar russa agora retoma. Com uma variante. É que desta vez os russos apenas bordejaram territórios sensíveis. Por isso não foram intercetados, apenas escoltados.

E há duas madeiras de intercetar um avião, militar ou civil. Através de comunicação rádio e sinais convencionais internacionais, métodos pacíficos de levar um avião de desviar-se de uma rota ou forçá-lo a tomar outra. Mas desobedecidos, a interceção efetua-se com meios violentos, canhões e mísseis.

Mas, que se saiba, jamais os nossos F16 intimidaram os russos com meios letais. Por isso eles foram até onde queriam, apenas vigiados por pilotos portugueses.


Senhores militares, senhores jornalistas, intercetar não é escoltar.

in·ter·ce·tar
verbo transitivo
1. Deter ou interromper no seu curso.
2. Não deixar chegar ao seu destino.
3. Cortar.
4. Pôr obstáculos no meio de.

"intercetar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/intercetar [consultado em 01-11-2014].


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Banco de Portugal descapitalizado



O diretor e o diretor adjunto do Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal demitiram-se. A informação foi confirmada à SIC pelo regulador.

Não faz grande diferença; afinal quem vai ao fundo dos baús à cata de informação são as empresas de auditoria! Isso foi evidente na falência do BES, em que a falência técnica do BdP veio escarrapachada nos jornais.

E foi confrangedor para o português digno ver o representante da KPMG, Sikander Sattar, ir ao EXPRESSO dizer que reuniões foram feitas e com quem no nosso banco central. Tivesse o supervisor capacidade técnica, com os seus operacionais no terreno, e não  teria este enxovalho.


E é para premiar os chefes e seus chefões, técnicos e amanuenses do BdP que tem uma quinta de lazer em Caneças. Com uma placa "Propriedade Privada".

Apesar desta imerecida e injusta mordomia, o que salta à vista é a descapitalização do regulador. Falta-lhe capital humano qualificado. E à administração capacidade gestionária, dignidade!

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O pernil que fideliza sem trombone




É no Porto, essa fidelização que atrai lisboetas e transmontanos, picarotos e algarvios deste mundo de marcas, mas que se afirma sem berrar por trombones, canais e impulsos eletrónicos.

Fideliza pelo paladar, não pela campanha nem por aquele anúncio no canto do jornal ou porque aquela da televisão falou nele (de raspão, a fingir fugir do compromisso não publicitário).

Pois a preciosidade portuense é a Sandes de Pernil (assim mesmo, com merecido destaque) da Casa Guedes, ali na Praça dos Poveiros 130.

É uma sandes de primeiríssima classe, só ultrapassada pela que se come a seguir, que uma sabe a pouco, embora bem sabendo.

Entretanto, caro leitor, estimada leitora,dê uma espreitadela na cantilena do clã Correia, que lhe fala na receita secreta da assadura: http://www.tascas.pt/casa-guedes/

Tal é a minha dependência* que estou vai não vai em lá voltar.

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* Sem interdependência comercial.


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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Vingança nacional de vaidades nominais




Conhece o Pedro Coelho?
E o Aníbal Silva!? E o José Barroso?

Conhece, pois claro que conhece, embora lhe tragam memórias de esquecer!

Mas a vaidade míope, o pedantismo e o provincianismo fazem com que esta gente seja conhecida por outros apelidos.

É a cumplicidade bajuladora de jornalistas que lhes besunta o sangue, a fingir azulado em nome do empoamento do estatuto e camuflagem da origem. Como se nascer aldeão ou em família pobre fosse pior que sarna!

Porque raio citam o Durão pelo seu nome completo, José Manuel Durão Barroso e o Aguiar é sempre escrito com hífen e como está no Cartão de Cidadão!?

Pequenez. Só a pequenez justifica a adoção dos nomes completos nos jornais e nas televisões. Pequenez de quem impõe tal parolice aos assessores de imagem e pequenez de quem a transmite.

Ai se eles soubessem a velha anedota da mamã pimpona...

Perguntou pelo filho Vasco André de Segóvia Silvestre Blanco e Espírito Santo Pimenta de Albuquerque Bettencourt e ninguém o conhecia. Até que, pela descrição, um colega se lembrou:
– Ah, sim, é o Batata!

Pela mesma razão o português comum se vinga dessas saloias designações. Só se lhes refere como o Passos, o Durão, o Aguiar e o Cavaco.

Mesmo os aduladores que lhes fazem vénias na cara...

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Portugal desonrado por "honraria" de compadres



José Sócrates vai ser esta segunda-feira galardoado com a Medalha de Mérito Municipal da Covilhã, na categoria Ouro e Chave da Cidade, pelas "obras de relevo" na cidade.  http://expresso.sapo.pt/o-menino-de-ouro-vai-receber-ouro-esta-tarde-na-covilha=f894496#ixzz3GgcGrjGf

Os "amigos" são para as ocasiões. Mas estes "amigos" são meros correligionários compadres, branqueadores!!!

Já não bastava o altifalante que Passos & Relvas lhe deram na RTP...

Um PM que deixa o país com a corda na garganta, preso aos credores por falripas, não pode ser homenageado. Não, nem pensar. Nem sequer sob o pretexto provinciano do que fez à sua terra.

Por isso, este é um ato para mascarar a imagem de quem teve um processo judicial retalhado à tesourada. E por quem poucos porão as mãos no lume, tais as inquestionáveis dúvidas éticas que deixou na sociedade portuguesa.

Dar ouro a quem o tirou aos concidadãos é um fruto podre do compadrio partidário, essa sarna de que temos de los libertar.

E que desonra a Covilhã e Portugal.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Governo Passos apadrinha falência Espírito Santo



Maria Luís admite: 
sim, o Novo Banco pode ter custos para os contribuintes


Maria Luís, ministra das finanças prepara o terreno. E a notícia, em letra de forma, virá em breve. Serão os ferozes cortes nas reformas de quem trabalhou uma vida inteira que vão pagar as negociatas do Ricardo Salgado e seus múltiplos cúmplices.

Este anúncio mostra aos portugueses que a ministra está ao lado de quem não soube gerir, de quem manipulou contas e de quem vive de negócios sob investigação.

Fossem estadistas, pessoas de grande envergadura moral e política, ela e Passos, e nacionalizariam todo o património dessa família. Até à liquidação dos custos da sua bancarrota, confiscariam ações e títulos de propriedade, sob quaisquer formas, terrenos, edifícios, escritórios, fábricas e equipamentos, do GES, da Rioforte, da ES Saúde e por aí fora. Onde quer que estivessem sediados ou camuflados.

A nacionalização imediata de todos esses bens e a sua venda urgente ao melhor preço é a solução que garante que quem tão mal administrou não beneficia da sua gestão danosa nem a ela fica impune.

Levar um grupo à falência é uma irresponsabilidade colossal, mas fazer os reformados pagarem tamanha negligência é uma crueldade imperdoável e uma desfaçatez intolerável.

Só a venda do Hospital da Luz em bolsa e da Herdade da Comporta em hasta pública mostrará a essa família que Portugal não é um couto de compadrios.

E no dia em que o produto dessas vendas entrar nos cofres do Tesouro, nesse dia, os portugueses saberão que têm um governo que zela pelo bem comum.


!!!!!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Mafalda, o farol de Quino



Escrever grandes livros é obra de grandes homens e grandes mulheres, mas escrever grandes obras em poucas palavras é uma obra monumental.

E Quino é um monumentalista. Com a Mafalda e companhia enfrentou a ditadura militar argentina, divertiu pequenos e graúdos e apelou a um mundo melhor.

Sempre em poucas palavras, sonoras palavras, numas tiritas recheadas de bom senso e ironia fina, Quino marcou o mundo.

Por isso, daqui, deste grato Formigarras, se lhe dirige uma monumental chapelada. Ilustrada. Com as suas inteligentes imagens.












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domingo, 5 de outubro de 2014

Costa e Cavaco desonram o Povo e a República




Acabo de ver e ouvir os protestos cidadãos de quem foi à Praça do Município lisboeta participar nas comemorações da Implantação da República e encontrou um muro de silêncio.

Nem ecrã gigante, nem altifalantes e nem uma varanda vibrante.

Tudo intramuros, entre os barriga cheia, incluindo um corrupto recentemente condenado.

O Cavaco falou de compromissos interpartidários para a "salvação" do regime constitucional, mas o Zé Povinho, a essência da democracia, foi escorraçado da principal comemoração.

Um dia se saberá o porquê desta elitista, fingida e cobarde fuga dos políticos ao povo português.

Porém, ficou patente a monstruosa hipocrisia do Cavaco e a ignóbil cobardia do presidente da Câmara de Lisboa. O primeiro papagueia ecos populares, mas foge do povo a sete pés, até dos miúdos da escola António Arroio fugiu.

E o Costa, eleito primeiro socialista em primárias, foi um primário moço de fretes do ainda PR.

Tivesse António Costa verticalidade republicana e afrontaria Cavaco, bater-lhe-ia o pé, nem que tivesse de ser o único a discursar na varanda de 1910.

Preferiu pactuar, meter o rabo entre as pernas, esconder-se do povo que o elegeu há uma semana. Mostrou a sua máscara, o seu fingido socialismo.

Juntaram-se ambos, o Costa e o Cavaco, ao Passos que eliminou o feriado do 5 de Outubro, símbolo maior da República.

Qualquer dos três são indignos dos cargos que ocupam. Desonram Portugal e a sua História, nela conquistando o lugar de fugidias figurinhas.


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