quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Je suis Charlie
Em nome da liberdade, especialmente da que, pela escrita, combate mitos religiosos, combate ideologias terroristas mascaradas de fé e desmascara ditadores e ditaduras camuflados de divinos
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Trafulha
Dar à patranha impingida
ar de
lisura fingida,
a
mentira em que marulha,
eis a manha
de trafulha.
Descaramento
infinito
é do
bom e do bonito,
esse
ardil em que borbulha
o
cinismo de trafulha.
Palavras
ocas, um mito,
é o
dito por não dito,
matreira
lábia de pulha,
marca
chunga de trafulha.
Tirar
tretas da cartola,
o
vigário por bitola,
tanto
ri como vasculha,
é chancela
de trafulha.
© Manuel A. Madeira
11 de Dezembro de 2014
sábado, 3 de janeiro de 2015
Sócrates, "um dos seus advogados" e propaganda
José Sócrates, o mediático preso preventivo de Évora, foi
entrevistado pela TVI que, zelosamente, leu as respostas aos seus clientes.
Um dos advogados do ex-PM chama-lhe "perguntas feitas por escrito e respondidas por escrito",
anotando que, para efeitos legais, não se trata de uma entrevista.
Como se nenhum português nunca tivesse alguma vez lido entrevistas
publicadas em jornais que usaram o canal epistolar em vez da comunicação
presencial!!!
O seu correligionário Vitalino Canas, em romaria presidiária
àquela cidade, político encartado, mas bem mais sensato do que tal causídico, referiu o episódio como entrevista.
É óbvio
o reforço da praça pública na defesa daquele imputado de corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais.
E para que prestemos mais atenção aos pormenores
do que nos vai pingando, aqui fica algo a reter.
Propaganda:
Técnica de manipulação em que uma mísera pitada de episódios, misturada
numa tonelada de mentiras e resmas de insinuações, se enfia pelas goelas abaixo
de ingénuos, gente boa e crédula até mais não.
Sócios 'santinhos', advogados 'impolutos' e compadres de traficâncias usados
como câmaras de eco dão bons efeitos multiplicadores de falácias.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
O pior de 2014
O burlesco Cavaco
Coitado, não se dá conta do ridículo a que chegou!
Nem da ilegitimidade de envolver a senhora na pantomina.
Dois pequenos traficantes parlamentares
Pequenos porque foram paus mandados de interesses repudiados pelos concidaddãos e se encolheram quando a revolta popular teve eco jornalistico.
Traficantes porque traficaram a reposição de mordomias a deputados "reformados" da Assembleia da República.
Impunidade de burlões bancários
A falência do BPN, que nos custou muitos cortes em reformas de gente muito frágil.
E agora a do BES, com uma família a afundar um banco, um brupo e a partilhar gordos nacos de corruptas comissões da compra dos dois submarinos.
E todos os irreponsáveis à solta!
Corrupção como forma de "governo" em Timor
Os zunzuns andavam no ar há muito, mas a expulsão do polícia e dos magistrados portugueses é mais que que uma certeza, é um autêntico certificado notarial.
Só o desespero de terem a justiça cada vez mais próxima dos seus negócios escuros levou os corruptos instalaos nos mais altos escalões do "estado" timorense àquela decisão.
Desmacarados, fingiram virgindade de putas velhas, mas o mundo ficou a saber que apenas são estadistas fingidos.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
O melhor de 2014
O acolhedor Parque Florestal de Monsanto
O também conhecido por pulmão de Lisboa, são 900 hectares de carvalhos, sobreiros e pinheiros, azinheiras, tojos e medronheiros, loureiros, piornos e figueiras, já para não falar no lódão bastardo e na fartura de silvas que esperam pela tua visita.
Além dos muitos equipamentos desportivos e parques de merendas enovelados por boas estradas, pistas e trilhos mil a pedir descoberta.
Estás à espera de quê!?
O ano das pernas
Não, não é uma alternativa às designações chinesas dos anos, nada tem a ver com horóscopos esotéricos nem sequer se trata de tirada publicitária.
É apenas, pura e simplesmente, o reconhecimento do quanto Portugal destapou as pernas das mulheres.
Ainda no ano passado, nalgumas escolas, se alvitravam regulamentos a impor limites às minissaias das alunas. Esses regulamentos não viram a luz do dia e o que se viu este ano foram pernas e mais pernas, tudo ao léu.
De repente, num ápice, o verão encheu-se de pernas ao léu sem quaisquer limites.
Não há ecos nacionais, católicos, pudorosos ou islâmicos, a esta tendência, mas se alguma reação é evidente é de que o país ficou mais arejado. Pelo menos uma parte dele...
Um Juiz contra corrupção
No Portugal em que um "juiz" esquizofrénico condena quem se defende a soco de ladrão infiltrado na própria casa, um juiz com "unhas" para prender um ex PM é obra.
Obra digna de realce e de apreço nacional, porquanto a fraude fiscal, o branqueamento de capitais e a corrupção de que é suspeito dilaceram Portugal.
E é com decisões destas que os concidadãos podem recuperar alguma esperança na justiça.
Melhor, sim, melhor é possível, e podia começar pelo desentesourar do processo em que Sócrates e o condenado Armando Vara trocaram palavras, palavras cortadas a mando do então PGR Pinto Monteiro e do ex-presidente do STJ Noronha do Nascimento.
A frase do ano
"Há três anos que Cavaco é um vice-primeiro-ministro"
Marisa Matias
Bloco de Esquerda
Sem comentários, dado o carácter lapidar da frase que caracterizou 2014.
domingo, 28 de dezembro de 2014
Língua de trapo em conversa de raspão
Eu sei, tu contastes-me.
Oh, Ministério da Educação, fazei cartazes, pintai murais e
ponde anúncios na Júlia Pinheiro.
Carregai nos MUPI, na publicidade institucional da 2 e
mandai pregoeiros às feiras que o Portas visitava antes da sua irrevogável
trafulhice.
E até à bruxa que lê cartas e signos na Tv seria bom
encomendar rezas ou exorcismos.
Tudo encomendas urgentes.
Urgentemente fazei saber que a 4ª
pessoa do singular é um podre fruto do segmento Cavaco. Fruto
da ignorância negligente que importa contrariar com diligência.
Não fosse o Ministério da Educação ser esse lentíssimo ministério...
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Concurso de mentiras
Ou mentirosos à compita!?
Cavavo, o PR ainda em Belém, fez uma arenga natalícia a proclamar um 2015 difícil.
http://sol.pt/noticia/120851
Entretanto, ainda essas palavras não se tinham evaporado, e eis que Passos, PM para mal de Portugal, prometeu menos nuvens negras para 2015.
http://expresso.sapo.pt/passos-coelho-menos-nuvens-negras-e-horizonte-aberto-para-2015=f904004#ixzz3N2YoUsBy
Em que ficamos?
O mesmo país e tão antagónicas declarações, apesar da mesma economia, da mesma enorme dívida pública, e das mesmas sombras sobre a autenticidade dos políticos, quase sem exceção!!!
Quem mente mais?
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terça-feira, 23 de dezembro de 2014
O mais duro dos cristais amacia generais
Generais trabalham informação, estudam equipamentos, definem
estratégias, treinam e comandam tropas. Em forças armadas normais de países
normais.
E fazem golpes de Estado!
Golpes militares são recorrentes em África, mas em Angola
não os há. A trela que aquieta generais tem vários nomes, um deles é de minas
de diamantes.
Generais angolanos são donos de empresas de mineração
diamantífera.
E Rafael Marques explica porque generais são "mineiros" em vez de guerreiros.
+++++
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Besuntos
Aparecem lambuzadas,
fingidos beiços, vermelhões,
mostram cabeças vergadas
a trapaceiros vendilhões.
Escravas
da propaganda
do mentiroso "parece",
calam o "ser" em debanda;
os besuntos como prece.
Os olhos enfarruscados,
toda a fronha pintalgada,
poros e pêlos tapados,
a beleza renegada.
Mesmo carinhas larocas
sarapintam com esfregalho;
depois das tintas baldrocas
conquistam ar de espantalho.
Nem muito
finas pestanas
se
safam desta borrada,
os olhares
por persianas
dão
sinal de carneirada.
A decadência assumida,
cativas da impostura,
natureza reprimida,
a cara caricatura.
Só mulher inteligente,
de lucidez comprovada,
assume contracorrente:
sorri de cara lavada.
© Manuel A. Madeira
16 de Dezembro de 2014
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Amêijoas
António, bom companheiro,
as amêijoas pedem vinho!O branco, pró cozinheiro
o tinto pede o grupinho.
Coentros, cebola, louro,
olha lá, não te retrates,refogado é teu pelouro,
assim tenhas tu tomates.
Manuel
A. Madeira
11 de Outubro de 2008domingo, 7 de dezembro de 2014
Contra a mutilação genital feminina
Contra este desumano crime comandado pela ignorância, alimentado
pelo fanatismo pretensamente religioso e mascarado de cultura.
Se é verdade que as épocas determinam os comandos culturais,
não o é menos que o conhecimento os muda.
Muda tanto que o que ontem foi prática abençoada, anos ou
séculos depois salta para os códigos penais em sanções arrastadas pela ciência
e pelo sentimento coletivo. Mas muitas vezes é preciso dar um empurrão.
É o que estes murais fazem no Largo
do Intendente.
Embora muitos mais empurrões sejam necessários enquanto
aquele crime contra civilizacional não for banido. De Portugal e do Mundo.
Empurremos, pois, rapidamente, a mutilação
genital feminina para os baús da história.
+++++
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
"Tribunal" europeu abençoa piratas somalis
Tribunal condena França a indemnizar piratas!!!
Ou a total perversão de valores europeus
Ou a Europa nas garras de burocratas
Ou juristas alimentam chacota mundial
Ou a cobardia europeia no seu melhor
Ou Tribunal enxovalha França e União Europeia
Ou Despedimento imediato dos juízes-palhaços
A história conta-se em três parágrafos e a sentença é abaixo transcrita
em francês. A versão integral está aqui: http://hudoc.echr.coe.int/sites/eng/Pages/search.aspx#{"languageisocode":["ENG"],"documentcollectionid2":["JUDGMENTS"],"itemid":["001-148661"]}
1. Sete piratas somalis atacaram e dominaram a tripulação de um
navio que navagava ao largo da Somália.
2. Militares franceses atacaram os piratas, mataram um e prenderam
e enviaram os restantes para França.
3. Os piratas, assistidos por advogados, processaram França, tendo
o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos condenado o país libertador do navio
pirateado e da tripulação refém a indemnizar os criminosos.
Não se trata de uma sentença, é um
brutal atentado contra a segurança de pessoas e bens. É uma crápula utilização
de rodriguinhos jurisdicionais para apoiar o crime de pirataria e perpetuar a
impunidade dos piratas.
Mas tem, provavelmente, uma consequência positiva. Doravante,
nenhuma força militar europeia fará prisioneiros sempre que atacar piratas.
Abate-os lo local do crime. E bem.
i) à chacun des
requérants, 5 000 EUR (cinq mille euros), plus tout montant pouvant être
dû à titre d’impôt, pour dommage moral ;
ii) à M. Abdulhai
Guelleh Ahmed (requête no 54588/10), 7 272,46 EUR (sept mille deux cent
soixante-douze euros et quarante-six centimes), plus tout montant pouvant être
dû à titre d’impôt par le requérant, pour frais et dépens ;
b) qu’à
compter de l’expiration dudit délai et jusqu’au versement, ces montants seront
à majorer d’un intérêt simple à un taux égal à celui de la facilité de prêt
marginal de la Banque centrale européenne applicable pendant cette période,
augmenté de trois points de pourcentage ;
São
estes os palhaços
Mark Villiger, président,
Angelika Nußberger,
Boštjan M. Zupančič,
Ganna Yudkivska,
Vincent A. De Gaetano,
André Potocki,
Aleš Pejchal
Angelika Nußberger,
Boštjan M. Zupančič,
Ganna Yudkivska,
Vincent A. De Gaetano,
André Potocki,
Aleš Pejchal
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
Uma letra que é marca de irresponsabilidade
As estradas portuguesas têm marcos e esses marcos marcam distâncias e marcam igualmente a natureza da estrada.
Os tempos mudam, mudam as tipologias e há que fazer ajustamentos. Certo.
O que está completamente errado é uma estrada portuguesa ser identificada com uma letra inexistente na nossa língua.
A letra que se vê a anteceder o 374, o И é do
alfabeto cirílico e não existe no bielorrusso. http://pt.wikipedia.org/wiki/%D0%98
Como jamais deveria ter sido escrita na sinalização de qualquer
estrada portuguesa!
Muito provavelmente, o projeto de pintura dos marcos daquela via terá
previsto a da letra N, que significa Estrada Nacional.
Tenha sido por puro desleixo, por a obra ter sido executada por
escreventes de cirílico ou analfabetos portugueses, a verdade é que tamanho engano é intolerável. De uma irresponsabilidade gritante.
Mas se nem empreiteiro nem dono da obra, nem capataz nem pintor, deram pelo erro crasso, impõe-se agora a sua correção.
Paga por quem a cometeu e não pelo Zé Povinho!
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Cargo de grande irresponsabilidade
ir-responsabilidade
Uma personalidade daquelas, um figura pública de primeira
água, um homem que exerceu um cargo de tamanha responsabilidade, etc., etc.,
etc.
Como se a lei não fosse igual para todos, como se vivêssemos
numa bafienta monarquia ou numa oligarquia à laia do cleptocrata Eduardo dos
Santos!
A verdade é que José Sócrates, desde muito cedo enleado em
tramas sombrias, sempre saíu chamuscado do clamor através de bravatas e escutas
retalhadas. Não foi um estadista responsável. Nem respeitável. Nem sequer
estadista.
A sucessão de PEC 1 a PEC 4, com que ainda tentou flanquear a
penúria do Estado Português, jamais teria ocorrido se ele tivesse sido prudente
na aplicação do dinheiro de todos nós.
Um estadista teria tido essa prudência.
E ao afundar-nos, abrindo a porta da Passos e à tróica, Sócrates
demonstrou ter sido um grande irresponsável como PM de Portugal.
Tivesse ele uma pitada de vergonha e ficaria caladinho na
cadeia de Évora em vez de esbracejar palavras ocas. Irresponsáveis.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Consultor "Blue"
Contito
O consultor veste blue porque é compliance com o standard do mercado. Este é mandatório e exige uniforme universal, fatos às riscas, fatos tweed de quadrados largos, fatos claros de quadrados estreitos, poucos, e fatos escuros, muitos, mas sempre blue, blue old fashion.
Nas consultoras o industry standard é mais flexível, fatos saia-casaco, aceitando a release calça-casaco e maior diversidade de cores, embora a trend seja, mostly, a do blue-dark-blue.
O paradigma tem mais folgas para as gravatas, permite mais riscas e mais cores, até tolera uns verdes que repugnariam a qualquer lesma da nabiça. Nelas a decoração peitoral está embedded no decote da blusa ou na abertura do camiseiro em generosas vistas com um range variation entre a opulência das super-mega-dotadas e as de planuras a perder de vista que lembram um Alentejo de pequenas colinas.
Tipicamente, um specialist consultant tem um profile próprio de quem integra o staff de um player global. Formatado segundo técnicas certificadas de mentoring é depois injectado num ambiente standardizado de alta performance, quality oriented. Seja um simples software developer, um expert em workflow management ou um gajo da audit da headquarters, tem de ser blue compliance, disso não escapa. Nem quer escapar! Dão-lhe carro…
Também é compliance usar versões updated do crioulo luso-americano do sector. Cada segmento do mercado business consulting tem o seu próprio slang embutido na respectiva framework language.
Esta framework e a Blue Compliance são drivers no competitivo mundo global dos negócios.
Um bom performer desse crioulo luso-americano não tem time out no refresh da listagem das buzzwords do seu repositório. E faz downloads daqui e dali, seja do índice do manual do novo package, de press releases da concorrência ou do que ouviu no workshop e chega a fazer imports daquele senhor muito rico que fala um mix de então é assim, flavour, há-des e prontus…
Demonstrará sempre estar up to date com o state of the art do seu core business. Tem uma performance em que se destaca o seu fino feeling para tudo o que acrescenta valor para o accionista. Pena tolerar em si próprio o “Vistes o que disse o Account Manager?” ou não dar pelo ”Trabalhastes lá, és tu que levas com as complaints que chegam ao Deputy Director”.
Qual iluminado benfazejo, aspergirá as suas reuniões, perdão, os seus briefings, meetings e as sessões de training com o acumulado de sonantes palavrões que tirará do talego, aliás briefcase, à medida da sua necessidade de impressionar incautos.
O seu target está perfeitamente definido. O que lhe interessa mesmo é estar na short list de promissores activos da consulting company. É uma corporation que integra uma network com sólidos partners mundiais, o que exige um behaviour à altura. Não é para todos!
E se o dono da obra se queixar num Steering Committee:
– Oh Saragoças de Melo, as mamas da sua consultora dispersam-me, não me deixam ver o "deliverable!” pode sempre responder:
– Por quem é, Senhor Presidente, isso é verdadeiramente “value for money”, um “deploy” desses está à vista de todos. Reparou bem no volume desse intangível "ROI"!?
Lisboa, 23 de Março de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Portugal visto de fora – É a corrupção que desonra
Vai por ai um escarcéu sobre a imagem de Portugal lá por fora
por Sócrates ter sido preso.
Nas entrelinhas é disseminada a ideia de que Portugal é mal
visto por essa prisão e não pela corrupção que a terá provocado. Assim se cria
uma onda mitológica. Interesseira.
Segundo esses porta-vozes da ingenuidade matreira, ficaríamos
melhor no retrato se a corrupção investigada não conduzisse à cautelar prisão daquele
putativo corrupto. Que malabarismo…
A imagem da Grécia melhorou ou não quando um seu ministro da
defesa foi condenado por idêntico crime na compra de submarinos? Por mais
degradada que fosse a imagem dos políticos helénicos que levaram o país ao colo
da tróica, a verdade é que essa condenação mostrou ao mundo que havia gregos
íntegros.
E mesmo em Portugal, como fomos vistos na Europa quando
alemães foram julgados e condenados na Alemanha por corrupção na venda de
submarinos e nada aconteceu por cá!?
Que pior imagem podíamos ter dado quando nem sequer ainda foram
identificados os corruptos portugueses envolvidos nessa compra!?
Não, o bom nome de Portugal não se defende com corruptos em
roda livre.
O que desonra, o que afunda Portugal, o que nos faz cair no Índice de Perceção
de Corrupção é a existência da própria corrupção.
Combatê-la, prender suspeitos que a praticam, isso sim, só favorece
Portugal.
!!!!!
terça-feira, 25 de novembro de 2014
A condecoração que Sócrates enjeitou
Há pouco mais de três semanas,
condecorar Sócrates dava títulos graúdos.
Os
seus amigos do PS lançavam o isco mediático a Belém no encalço do Grande Colar
da Ordem do Infante D. Henrique atribuído por Cavaco a Durão.
Por já ter ecos das investigações
policiais a José Sócrates ou porque não o considerava digno da sua bênção, a
verdade é que Cavaco ignorou o assédio.
E
hoje, dia seguinte à prisão preventiva de Sócrates sob acusação de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, a ansiada medalha esfumou-se
com estrondo. Para sempre.
Não se condecora um suspeito de tais crimes e nem os seus mais
acérrimos defensores se atrevem a voltar ao tema. Nem agora nem no futuro.
Condecorar Sócrates também seria um
absurdo branqueamento do desgoverno de quem afundou Portugal, vergando-nos ao jugo da tróica.
Condecorar Sócrates seria indultá-lo do
mal que fez a Portugal.
Mas não foi o PR a tirar-lhe o tapete. Não
tivesse Sócrates enveredado pelos lamacentos terrenos que agora o conduziram à
cadeia de Évora e talvez um dia, um dia de fraca memória, um outro PR lhe pendurasse
um colar henriquino.
É que se há memórias que o tempo apaga, a da corrupção,
provada ou não, jamais se esfuma.
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