domingo, 17 de maio de 2015

O poligrota


Transcrição integral
Exceto esta notinha Formigarras

Muito instrutivo, qualquer totó ganharia em ler e reler.

Acabavam-se-lhe os prints e as listagens
os gadgets e os gaps,
outras gringas beberagens,
fingida cagança, veros derrapes.






É verdade matemática que ninguém pódi negá,
que essa história de gramática só serve pra atrapaiá.
Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá.
Meió nóis cabá cum isso pra todos podê falá.

Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu.
Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu.
Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato.
Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato.

Na Itália dizem até, eu não sei por que razão,
que como mantêga é burro, se passa burro no pão.
Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão,
onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão.

Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó.
Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór.
E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió:
''Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió'...

Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá.
Conheci uma americana doida pro bódi emprestá.
Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá:
Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá!

Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão.
Muita bundes só confunde, disnorteia o coração.
Alemão qué inventá o que Deus criou primêro.
É pecado espaiá o que tem lugar certêro.

No Chile cueca é dança de balançá e rodá.
Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá.
Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá,
que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará.

Uma gravata isquisita um certo francês me deu.
Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu.
Eu sou home confirmado, acho que num entendeu,
Seu francês mar educado, bota a gravata no seu!

Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição.
Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não.
O que num pode é um povo fazê papér de idiota,
dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota... 

                                      
(Autor desconhecido)

++++

terça-feira, 12 de maio de 2015

Terroristas sindicais



Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa marcaram uma nova greve de 24 horas para o dia 26 de maio

Fosse Portugal governado por Estadistas e rapidamente a lei da greve seria revista. A atual não impõe limites à declaração de greve.

Estadistas também fariam profunda revogação de normativos sindicais. Criaturas que não trabalham há décadas, como Mário Nogueira e outros da mesma estirpe, têm de ser obrigados a voltar a trabalhar.

Estadistas impediriam ações sindicais abusivas como a convocação de greves sob pretexto de mudanças no estatuto das empresas.

Urge travar terroristas sindicais como os pilotos sindicalistas da TAP. E impedir os trabalhadores do Metro de Lisboa de adotarem estratégias de agitação bolchevique.

Os dez dias que abalaram o mundo foram há muitas, muitas décadas. E o seu fruto caiu de podre...

É uma evidência, mete-se pelos olhos do Cidadão responsável, que nos transportes privados não há greves. Será que os funcionários das empresas públicas deste sector têm salários tão bons que lhes dão pé-de-meia para pararem quando convém a um certo partido!? Agitação de massas mensal é o padrão a que se tem assistido.

Quanto ganham os trabalhadores do Metro de Lisboa acima da média nacional!? Publiquem-se os seus recibos e os portugueses ficarão a conhecer os verdadeiros motivos das sucessivas greves.

Dos pilotos da TAP nem se fala!!! Mas os seus recibos devem igualmente ser divulgados.


Porém, a greve continua a ser um meio razoável de impedir exploração patronal.

Mas não à rédea solta. Como tudo em democracia, a própria liberdade, o supremo valor democrático, a regulamentação é imprescindível. Preservando o interesse coletivo, não o de uns quantos.



domingo, 26 de abril de 2015

Mediterrâneo, túmulo por indiferença




Mediterrâneo, campa comum

À procura de porto seguro, muitos aqui têm naufragado.

Algo tem de ser feito, não apenas com socorro a náufragos e ajuda humanitária.

Nem sequer com a destruição ou afundamento dos barcos de transporte clandestinos.

A verdade é que não podemos receber todos os que querem instalar-se na Europa.

Já temos elevado desemprego e com milhares ou milhões de imigrantes o mercado "livre" do trabalho os salários rapidamente atingiriam os patamares de miséria por que a tróica e os tróicos Passos e António Borges tanto se esforçaram.

Parcerias empresariais transmediterrâneas, investimento direto no Magrebe e na África subsaariana? Sim, ajudam a estancar o caudal de desespero de muitos africanos. Mas não basta.

Muitos dos que nos procuram vêm de muito, muito longe, até de longe de África. Já chegaram à Europa chineses em contentores, indianos morreram em trens de aterragem de aviões e o Mediterrâneo também é túmulo de muitos bangladechianos.

Que fazer?

Lembremo-nos da onda de emigração portuguesa para França, nos anos 60, e depois, para a Alemanha, e atualmente para todo o mundo na procura de explicações das debandadas e dos acolhimento e integração.

As saídas são facilmente explicáveis. As de cá, as africanas e todas as de todos os povos pobres: luta pela sobrevivência ou na busca de melhores condições de vida.

Já a absorção de emigrantes é um universo extremamente complexo.

Se nos ativermos à integração francesa, terá muito a ver com a necessidade, naquela época de crescimento económico, com as carências de mão-de-obra, especialmente de pessoal não qualificado, Ajustaram-se dois ambientes com interesses complementares. O mesmo terá ocorrido na Alemanha.



Desde então, as coisas mudaram. Muito.

Nos dias de hoje são evidentes dois universos emigrantes. 

Portugal exporta agora quadros, gente saída das universidades e especialistas que aqui não encontram trabalho ou condições laborais e remuneratórias satisfatórias.

Isto por cá, que, apesar da muita miséria, estão acima do patamar de sobrevivência.

Muito diferente do que hoje impele pessoas da Ásia, da América Latina e de África para a União Europeia. Estas pessoas, frequentemente iletradas ou com escolaridade elementar, fogem da guerra e da morte à fome, procuram o pão e um pouco de esperança em melhores dias.

Mas a UE não tem capacidade ilimitada de acolher imigrantes. Já para não falar de mais antigos imigrantes que abusam da liberdade europeia para tentarem impor padrões mitológicos islâmicos e o seu rasto de crueldade contra civilizacional. Em particular contra as mulheres.

Afinal, fazer o quê?

Nem a União Europeia tem uma varinha de condão nem meios para receber todos os que nos procuram.

Uma parte do  esforço terá de ser desenvolvido pelos governos dos países de origem dos desesperados que atravessam o mare nostrum. Mas com os seus elevados níveis de corrupção, dali pouco se pode esperar.

Veja-se o maior exportador de petróleo de África, a Nigéria, de onde também chegam cidadãos que morrem à vista de Lampedusa.

Este país nem um exército conseguiu erigir para combater a crueldade de fundamentalistas muçulmanos. Ditos muçulmanos... Dominado por corruptos, é incapaz de canalizar os vastos recursos do ouro negro em benefício do seu povo.

Então, cruzamos os braços?

Estão cruzados há muito!

Na Nigéria e em tantos outros países roubam-se despudoradamente as ajudas externas. Com uma indiferença criminosa pelo sofrimento dos seus povos. 

E com o olhar igualmente indiferente da comunidade internacional (EUA, ONU e meia dúzia de Estados) que não constitui uma força anticorrupção nem atribui ao TPI a missão de julgar corruptos em funções institucionais. Ai Eduardo dos Santos...

Face a este desolador quadro, e enquanto o mundo civilizado não investir decididamente na Ética nas relações internacionais, pouca esperança há em soluções contra a perda de vidas no Mediterrâneo.

Não resolvendo questões vitais, a justa partilha da riqueza, o desenvolvimento, a escolarização, a derrota das oligarquias cleptocráticas, a Europa faz reuniões e faz de conta que age.

Restam declarações de lagriminha de crocodilo nas televisões e ONGs a bradar, marinhas a patrulhar e aviões a devolver multidões à origem.

!!!!


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Iúnquer e a inteligência emocional de Moedas



É certamente inteligente. Não se sabe o seu QI, mas tem canudos de escolas reputadas e andou por ceca e meca dos negócios.

Quanto a inteligência, ponto, assunto encerrado.

Mas inteligência emocional já outro galo canta. O nosso atual comissário europeu, das duas uma, ou é um inteligente emocional limitado ou anda muito longe do Zé Povinho.

Há semanas, em entrevista à TSF, Carlos Moedas falava no Plano Iúnquer, Iúnquer para aqui e Iúnquer a torto e a direito.

O português médio, ao ouvi-lo, só depois de matutar lhe terá ocorrido que se referia ao presidente da Comissão Europeia, Juncker, Jean-Claude Juncker. Nenhum português, salvo o patético Moedas, diz Iúnquer!!!

É o que dá o Passos e o PSD terem mandado para Bruxelas uma criatura desligada do Portugal real, o contabilista que tantos serviços prestou à tróica e ao FMI.

Ao menos que soubesse que os concidadãos apreciam a autenticidade, mesmo que com pronúncia sulista de nome nortista.

Oh Carlinhos, aqui, longe dos escritórios alcatifados do mundo esquizoide do eurodourado, nós só o conhecemos por Juncker. É mais fácil sem essa parola pronúncia de novo-rico!

_ _ _

domingo, 19 de abril de 2015

Você quer um fala-barato como Presidente?


Direita. Marcelo vai parar de junho a outubro

A quem não se lembra do "criador de factos políticos", aqui se recapitula a história.

Marcelo Rebelo de Sousa escreveu no EXPRESSO durante vários anos. E à falta de melhor "criou" factos. "Factos" políticos. Ou seja inventou para encher jornal e vender papel ou para suscitar reações, incómodos ou desmentidos.

E singrou. Ao fala-barato não faltaram palcos nem plateias.
Na TSF arengou durante anos, dando classificações de 0 a 20 a políticos concorrentes e correligionários como se de seus alunos se tratasse.

Depois na RTP e agora na TVI. E sempre loquaz. Inteligência rápida, tanto elogia como põe reservas. Nunca contundente, suscitando mais amuos que ódios, mais sorrisos que protestos.

Está agora na bicha dos candidatos a Belém.

Bem informado ou fazendo crer que o é, de ratice na ponta da língua, tem simpatizantes, raros detratores e anda no caça eleitores.

O mestre da retórica ambiciona aquelas vistas para o Tejo, um cadeirão de veludo e, para mais tarde, o retrato numa moldura folheada a ouro.

E você, quer este artista como Presidente da República?

Eu não!!! Não quero ajudar a pôr em Belém o eterno trombone do PSD, um manipulador televisivo de falinhas mansas que tanto comenta situações como as inventa. 

Opto por homem ou mulher de uma só palavra, não quem saltita entre comentador e professor ou de fabricante de pareceres a político intermitente.

Prefiro um Presidente de integridade a toda a prova e não um salta-pocinhas.



sábado, 18 de abril de 2015

PGR caiu no pote de azeite





Há poucas horas vi a PGR lamuriar-se na televisão pela falta de pessoal nos tribunais de família.

Não me apercebi que, concomitantemente, tivesse feito algum esforço de simplificar os processos ou de melhorar a utilização do efetivo destes tribunais.

Mas uma coisa saltou à vista, meteu-se-nos olhos dentro: a senhora parece ter mergulhado num pote de azeite, tal a sua gordurenta cara!

O escritor e psiquiatra António Lobo Antunes, há uns anos, numa bela crónica, referia as senhoras brilhantes de tanto besunto facial.


Tivesse ele visto a D. Joana Vidal neste noticiário televisivo e certamente lhe teria prescrito uma cura desengordurante, a assunção da autenticidade. Assim, teríamos visto uma pessoa e não uma máscara, uma figura de Estado e não um espantalho... cultor do fingido parecer em vez do autêntico ser.

_ _ _

terça-feira, 31 de março de 2015

A "industrilização" das greves do Metro




Carris marca greve para o mesmo dia do Metro


As teses de "agitação de massas" do pc em marcha!!!

É que o politburo “comunista” ainda não percebeu que a "industrialização" das greves nos operadores públicos de transportes, especialmente  no Metro (mensais), um dia se vira contra os trabalhadores e contra os sindicatos (necessários desde que sem fidelidade canina aos partidos).

Quantos sindicalistas promotores de greves, nos vários escalões sindicais, têm dispensas de trabalho? Quantos na Carris e quantos no Metro têm dispensas a 100%? E quantos a 50%?

E quantos desses pseudo trabalhadores são pagos pelas quotas dos sindicalizados, em vez de serem remunerados pelas entidades patronais para as quais nada produzem!?

No dia em que tivermos um governo íntegro, livre de negociatas e norteado por valores éticos, nesse dia os sindicalistas serão exclusivamente pagos pelos seus colegas através das respetivas quotizações.

E a nova Lei Sindical, proporcionará a uma percentagem residual de trabalhadores o exercício de funções sindicais por um máximo de três anos. Improrrogáveis.

Três anos de licença sem vencimento. Findo este período voltam ao trabalho, para não se desatualizarem profissionalmente nem criarem vícios de ociosidade.

Acabar-se-ão os Mário Nogueira, que se auto proclama professor, nas não dá uma aula há um quarto de século.

Que esse dia não tarde, pois fazem falta a Portugal governos dignos e sindicatos e sindicalistas independentes, livres de canga partidária.

!!!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Lendo com os beiços, como o meu Avô lia 'O Século'



Lendo com os beiços, tal e qual o meu Avô António Afonso, mas mais de meio século depois!

Lendo como o meu Avô lia, devagarinho. Mexendo os lábios, palavra a palavra.

Só faltava acompanhar a leitura com o seu indicador a deslizar pelo texto à medida que soletrava cada palavra.  

Mas não podia; hoje na FNAC não havia aquela enorme mesa onde em tempos tinham comido três adultos e sete crianças, lá no Alentejo.


Moral da história

Tantos anos depois e Portugal ainda continua a digerir a herança salazarista.

De que só uma alargada escolarização nos libertará. Convertendo amantes de telenovelas em Cidadãos atentos e responsáveis, críticos e interventivos.

Desses que leem sem boquejar e que abominam trafulhas!!!


_ _


terça-feira, 17 de março de 2015

Falta de envergadura de Cavaco



Falta de requisitos. Cavaco decide arquivar petição pela demissão de Passos
http://expresso.sapo.pt/falta-de-requisitos-cavaco-decide-arquivar-peticao-pela-demissao-de-passos=f915504#ixzz3UefnmxP3

Fosse Cavaco Estadista e algo faria. Mas não, faz de conta que é PR.

Um Presidente norteado por Ética e Dignidade Patrióticas pegaria na petição e dissolveria a AR, porque Passos dissolveu a Honorabilidade Nacional.

Crise, anemia económica, défices, contas vermelhas, etc., etc., tudo isso são gotas de água comparadas com o desastre nacional que é ter um trafulha à frente do "governo" de Portugal.

_ _ _ _ _

terça-feira, 3 de março de 2015

Receita em 17 passos para a melhor massada da sua rua


1.     Arranje um amigo que lhe ofereça um presunto de leitão;
2.     Use-o para uma prova de vinhos com mais amigos;
3.     Aceite a oferta de uma amiga para fazer uma açorda que entremeie os vinhos em prova;
4.     Coma presunto, repita a açorda, prove e beba os vinhos em prova e os outros. Conte histórias e diga disparates (entre amigos têm efeito desparasitante neuronal!) e divirta-se com a sua gente.
5.     No dia seguinte descanse, cure a ressaca e não dê descanso ao peixe sobrante da açorda.
6.     Numa caçarola anti aderente refoge abundante cebola picada (primeiro) e alho fatiado (quando a primeira estiver amolengada) e tomate cacho maduro em pedacitos;
7.     Desfie as sobras de bacalhau e de pescada da açorda; zero espinhas, claro!;
8.     Ponha o refogado numa panela, junte água, massa em cotovelinhos, uma pitada de sal e deixe ferver uns 5 minutos;
9.     Prove e conclua que pôs pouco sal e junte a segunda pitada;
10. Volte a provar e constate que está uma massada desenxabida;
11. Junte um ramito de poejos congelados (é sempre bom ter, já se sabe, não é!?);
12. Prove e verifique que está melhor, mas continua desenxabida e que mais sal não é remédio, é moléstia;
13. Puxe pelos miolos... Mais poejos? Coentros? Tomilho ou Alecrim? Gengibre? Eureka: salsa! (Ter salsa congelada é outro dos segredos de qualquer cozinheiro de boa tigela);
14. Coloque uma generosa manchinha de salsa congelada numa bola de cozer condimentos e afunde-a no caldo;
15. Faça o mesmo com duas ou três vagens de piripiri num passador metálico de chá;
16. Deixe apurar.
17. Prove, volte a provar e regale-se: ele há com cada mezinha para uma massada que esteve meio tremida...



!!!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Toicinho - Quadras




Foi conduto de ceifeiras,
abegões e tanoeiros;
engordou alcoviteiras,
empanzinou adegueiros.


Fartou maltês e madraço,
e até um ciganito
dividia o seu pedaço
com escanzelado canito.


O sacristão, desvaído,
pelava-se por ele salgado,
por um niquinho atraído,
em vinho de missa afogado.


Dos mais pobres foi sustento
em receitas gordurentas.
Ateou padecimento,
fezes das mais agoirentas.


Com ilusão de fartança
foi o falso condenado,
maldito réu sem fiança
por dotôres atazanado.


Com a tróica regressado,
veio com juras de frugal,
volta aos caldos acossado,
engana fome a Portugal.


Torna agora, sorrateiro,
pé ante pé, de mansinho;
fingindo ser borralheiro
é peçonhento toicinho!


Fezes (Alentejo): 
Situações difíceis,
dificuldades, problemas
 .




© Manuel A. Madeira
20 de Junho de 2011
[V2 – 26.Fev.2015]

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Queimar as debulhadoras; queimá-las todas!




Este brado, um grito de revolta, ouvi a miúdos de 9, 10 anos, há um bom par de décadas, na minha escola primária.

E não era um feroz ódio infantil àquelas máquinas! Tratava-se apenas do eco do desespero doméstico pela falta de trabalho no Alentejo.

Associado, obviamente, à ilusão de que a destruição do novo equipamento agrícola que começava a aparecer nos campos alentejanos reporia o pleno emprego.

Mas se a História não registou alfaias incendiadas, tem, na época, um pesado lastro de fome, carências básicas e um profundo sentimento de injustiça social.

O regime salazarista, então, lançou mão ao trabalho de reparação de estradas de modo a mitigar o brutal desemprego existente, que abrangia uma elevada percentagem de trabalhadores rurais.

Paralelamente, o arranque da industrialização na margem sul do Tejo trouxe muita gente do Alentejo para o Seixal, Cova da Piedade e Baixa da Banheira, atenuando a desesperança de muitas vidas sem futuro.

Tudo isto a propósito da Grécia, da desmesurada inépcia dos seus anteriores governos, da arrogância alemã e da pequenez dos Passos & Hollande que "governam" a União Europeia.

Tivessem eles "unhas" e punham a Merkl & Schäuble em sentido, se necessário de dedo em riste ou apontando a porta dos fundos.

E fossem eles Estadistas e o desalento grego seria alvo da sua atenção, para que nenhuma máquina alemã seja incendiada e nem um único turista alemão seja molestado na Grécia.


A História é muito instrutiva, mas apenas para quem vê mais de um palmo à frente do nariz.

!!!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A mais pedregosa das terras aradas


Onde as oliveiras medram a medo...

Isto entre o Covão do Fato e Monsanto, concelho de Alcanena.







Fica a agreste rusticidade e a bela serra lá ao fundo.


Tudo de um e do outro lado do PR6 ACN.
Largue, pois, o traidor do sofá, meta água e uma bucha num saco e ala, de botas calçadas a visitar estas preciosidades.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Rapidez - Palavra-chave da nova Grécia


Rapidez


Muito rápido a constituir o novo governo da Grécia, o PM Alexis Tsipras já tinha tomado posse ainda a D. Ângela, a diretora espirutual do Passos, não tinha parado de vociferar interjeições sobre os gregos.

E a constituição da equipa governamental seguiu o mesmo padrão. Rapidez. O que por cá demora dias infindos, por vezes semanas, lá aconteceu 48 depois de serem divulgados os resultados eleitorais.

E tem um ministro que nos faz vermelhos de inveja. Tem um ministro contra a corrupção. Que tenha muito e bom trabalho, que não se deixe corromper e que consiga banir do aparelho de Estado a multidão de escroques que se diz que o infestam. Ai que inveja!!!

E daqui, desta pequenina peanha, vão os votos de rápida recuperação económica, de rápida concertação europeia na solução da enorme dívida e de rápida restauração da dignidade daquele povo.

Consiga o Syriza estas imperiosas mudanças e a Europa, toda a Europa, lhe ficará grata. E se as coisas correrem de feição, talvez a velha Europa faça um dia singela e desengravatada vénia a este Alexandre que também se quer grande.

___________________

NB:
Duas medidas muito rápidas  traduzem um auspiciosos salto histórico helénico:
O PM Tsipras não fez o tradicional juramento cristão ortodoxo;
 Jurou sobre a Constituição, não sobre a bíblia. 

Bons sinais!

+++

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Poção mágica anti Alzheimer da AEG


Não, a AEG não lançou um novo medicamento, não criou uma clínica geriátrica nem sequer inventou uma poção mágica de rejuvenescimento neuronal! Mas parece...

Apenas vende o telemóvel AX505 cujo manual em português indica apenas uma infinitésima parte da informação necessária à plena exploração da geringonça.


E atira para as costas do comprador o trabalho de descodificar os seus ícones, luzinhas verdes e luzinhas azuis e a bem escondida maneira de editar o endereço de correio-e do dono. Que há-de aparecer, sabe-se lá quando!

Isto apenas como amostra, pois desencantar o significado de cinco ícones da chamada barra de Controlo de energia foram 48 horas a espremer neurónios.

Primeiro, a barra não é de energia. Se o fosse não teria as funções WiFi, Bluetooth, GPS e Atualização. Apenas o ícone de brilho do ecrã tem a ver com energia. 1 em 5...
E não se percebe que milagre de inteligência – é um smartphone, não é!? – atribuiu dois pictogramas diferentes para a função GPS. Um nesta barra e outro numa distinta página.

O folhetim continua.

Em próximos episódios aqui se dará conta de quanto o senhor alemão foi afugentado à custa das chamadas feitas por clic abusivo e da instalação de aplicações em que o

 se fez desentendido.


_ _ _

domingo, 25 de janeiro de 2015

Jornal português cria ministério espanhol



Oh, malvadas gralhas, que a todos tocam...

O Expresso, que nem é muito dado a estes deslizes, desta vez tropeçou. Grande tombo!

Corretores não afinados, escrita automática e o adeus aos revisores, já peças de museu, deu nesta incongruência.

Muito provavelmente trata-se do Ministério do Interior espanhol, aqui tão mal gralhado que, tivéssemos nós tradição dos acrónimos nas designações ministeriais, e ainda teria saído

Minet

Com tal grafia, a instituição pouco teria a ver com o combate ao terrorismo. Outro seria o terror...

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Banir para evitar banho de sangue europeu



Belgistão, a capital islâmica da Europa

O vídeo mostra um agente do radicalismo muçulmano a expor a sua crença de, em poucas décadas, esta ideologia dominar a Europa e instaurar a chária, a cruel lei do seu sangrento expansionismo.

Entretanto, a UE, enrolada em paninhos quentes e rodriguinhos jurisdicionais, dá espaço, antena e subsídios a estes agentes do terrorismo ideológico.

Até ao dia em que tiver de cortar a direito para não se repetir a sanha assassina da inquisição católica.

Bom seria que rapidamente se banissem todos os que sustentam, às claras ou sub-repticiamente, o mito da superioridade islâmica e o seu nazismo sob vestes e barbas compridas.

Os factos são indesmentíveis. Onde quer que conquistam o poder, sejam xiitas, sunitas ou outros ramos armados de Kalashnikov, forca e bárbara degola, enterram a dignidade humana e fazem das mulheres marionetes. Tudo à sombra do medo que devasta as sociedades.

Medo que a Europa demorou séculos a neutralizar. E a conquista europeia da liberdade, a consagração dos Direitos Humanos e a edificação de Estados em que o direito prevalece durou séculos.

Que não se podem deixar destruir às mãos de fanáticos abjetos, ingratos pelo acolhimento que lhes proporcionámos.

Por isso, a Europa os deve combater com mão de ferro, sem descanso nem remorsos.

Se quisermos manter a liberdade.

Nunca poderemos esquecer a razia de argelinos degolados, horrenda ação dos fundamentalistas nos anos noventa do século passado, que só a vigorosa resposta militar travou.

E se a União Europeia se atardar na tomada de medidas firmes, chegará o dia que teremos de nos levantar em armas para estancar a sanha assassina dos expansionistas islâmicos. 

Então, só nessa altura, a pena de morte será adotada, mas já não ressuscitará os inumeros inocentes ceifados pela sanha cruel dos radicais nazis de batas até aos pés.

E para proteção das próprias comunidades islâmicas pacíficas, importa impedir, urgentemente, a propganda, o financiamento e o planeamento de ações a mando da barbárie mascarada de religião. A todo o custo!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Cúmplices políticos do vandalismo mural



Adolescente de Hong Kong detida desenhar na parede foi devolvida à família


Tivesse Lisboa autarcas decentes e seria copiado o exemplo de Hong Kong.

Ressalvadas, obviamente, as motivações antidemocráticas do partido único da China.

E tivesse Portugal um governo responsável (também decente) e muitos vândalos seriam presos por pintalgar paredes por todo o país.

É de uma indecência esquizoide que António Costa e seus associados autorizem a construção de um prédio de 17 andares no Saldanha e ignorem a vandalização de tantos e tantos edifícios na cidade de Lisboa.

Este profundo desprezo municipal e estadual (porque fruto do desleixo parlamentar) pela preservação das fachadas do prédios – grandes e pequenos, novos e antigos – é um óbvio sinal de decadência política.

Cobardes, os políticos instalados em Belém e S. Bento, na Gomes Teixeira, Praça do Município lisboeta e em tantas Praças da República concelhias, fazem vista grossa aos danos causados em milhares e milhares de prédios.

Em vez de tomarem medidas, em vez de combaterem o crime do vandalismo mural em que vilas e cidades mergulharam, os autarcas, deputados e governantes são cúmplices dos que deveriam ser presos em vez de destruírem o património coletivo que é a boa imagem das nossas urbes.

A D. Assunção Esteves reverteria o seu inconseguimento se assentasse os pés na Travessa dos Fiéis de Deus de braço dado com o António Costa e à ilharga do Passos e do Cavaco.

Veriam esta miséria e talvez acordassem. Se outros interesses não os comandarem...







_ _ _ _



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Primeira página Charlie contra a bárbárie



Corajosa primeira página do próximo Charlie Hebdo
http://sol.pt/noticia/121937/A-corajosa-primeira-pagina-da-proxima-edicao-do-Charlie-Hebdo

Será publicada amanhã. É uma ambígua mensagem de esperança, coisa de gente crédula. Ingénua ou suicida!

Todavia, o perdão dos assassinos é estímulo a novos crimes mascarados de religião. o que deve ser combatido com mão de ferro.

E se parte da justiça foi feita, com os operacionais abatidos, muito há que fazer para impedir que outros fanáticos ceifam a vida de mais inocentes.

Primeiro, falta caçar os mandantes, os ainda mais responsáveis, levando-os a pagar com língua de palmo a premeditada sujeição de jornalistas que hasteiam a bandeira da liberdade de expressão.

Também terá de ser melhorada a recolha de informação, a chamada inteligência, de modo a deitar-lhes a mão muito antes de porem o dedo no gatilho.

Finalmente, na frente doutrinária, há que dinfundir abundantes dados comparativas entre a liberdade europeia e a mitologia dos paraísos das setenta virgens. E suas abjetas cadeias, banais fuzilamentos e lei  da rolha em nome do mito.

É que só uma vigindade social extrema explica a cega obediência a chefões ociosos de bata branca, longa barba e ilusões na ponta da língua...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Presidente francês traiu Charlie e enganou o mundo



Como um nazi esvazia a causa dos manifestantes originalmente solidários na condenação do terror contracivilizacional!!!

Ou como o presidente francês atirou às urtigas o ânimo nacional e mundial de combater criminosos ao mesmo tempo que se protegem comunidades islâmicas respeitadoras da vida alheia.

O "feito" foi obra de Hollande, o sonso francês instalado no Eliseu, que ontem aceitou desfilar ao lado do sanguinolento Netanyahu. Este terrorista engravatado, responsável pelo bombardeamento indiscriminado da Faixa de Gaza, mandou assassinar, por meios militares, palestinos indefesos, crianças de tenra idade e civis inocentes.






Apadrinhar o branqueamento destes crimes do cruel nazi PM israelita, a título de celebração da resistência mundial ao terror, é, nem mais nem menos, como cuspir na cara dos manifestantes honestos. E constituiu o primeiro passo na banalização retórica da defesa da liberdade de expressão em França.

Nem a presença do Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, na outra ala da frente da manifestação, esbate a oportunista presença do assassino sionista.

Entretanto, com as suas participações na manifestação parisiense, Passos e a D. Assunção Esteves carimbaram o irresponsável gesto de Hollande. Melhor seria terem-se ficado pelos telegramas de condolências.

_ _ _ _