quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Zimbábue – Um golpe militar bom?
Há meses, numa sessão em Oeiras, o ativista pela liberdade em Angola Luati Beirão manifestou grandes reservas a um "25 de Abril" angolano.
Preferia, declarou, que o regime ditatorial de Eduardo dos Santos tivesse uma transição civil para um governo democrático.
E esta é, em geral, a posição dos cidadãos dos países reféns de ditadores. Quando os militares saem dos quartéis nunca se sabe ao que vão. E África conhece bem o historial de ditadores apeados por golpes de Estado militares rapidamente substituídos ditadores militares.
E entre ditador e ditador militar nem o diabo tem escolha...
Ora os militares zimbabueanos fizeram um golpe de Estado a que chamaram não golpe. Os tanques vieram para a rua e o mesmo aconteceu ao velho ditador Mugabe que matou milhares e esfomeou milhões.
Ninguém morreu e depois de algumas hesitações o cruel ditador despediu-se com uma carta. O zimbabueano comum pode chamar-lhe carta de alforria!
E se nenhum militar ocupar a cadeira presidencial também pode proclamar aos quatro ventos que o golpe não golpe foi um bom golpe!
+++++
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Marcelo abençoa mitologia contracivilizacional
Antes de ler o comentário Formigarras vale a pena
ler o miolo da notícia.
Elogios à parte e
apartando a enorme lista de amigos do Marcelo, o sumo do artigo é o
reacionarismo desta fação católica, que criou colégio para rapazes e colégio
para raparigas!!!
Como se a vida não
fosse partilhada entre uns e outros, como se vivêssemos no tempo da parelha
ideológica Salazar-Cerejeira. Como que a querer ignorar as hormonas...
E o Estado, todos nós,
lá vamos subsidiar esta anacrónica forma de deseducar, que esta gente muito se
pendura no Orçamento de Estado.
Em 2017, o PR de um
Estado laico abençoa a atitude contracivilizacional de um aparelho mitológico.
Ai se houvesse deus...
_ _ _ _ _
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Forum TSF alimenta subserviência nacional
Manuel Acácio, animador do Forum
TSF, em edição recente, em diálogo com outra juíza, fez referência ao contracivilizacional
da Relação do Porto como
“sotôr juiz”
Como se propaga a hipócrita subserviência
nacional…
Em conversas amenas do
dia-a-dia, estes magistrados são referidos por juízes, simplesmente juiz se for
o caso. Não há português que não o faça. Normal.
Mas se a discussão aquece, muda
o tom, chovem impropérios e todos os juízes de Portugal ficam de orelhas em
brasa.
Poucos portugueses têm uma
imagem positiva da justiça, poucos, pouquíssimos. E por isso são zurzidos nas
mesas de café. E os visados sabem disso.
Em contrapeso e com intenção
nada ingénua, muita gente que se vê nas malhas judiciais usa aquela forma para
bajular ou simplesmente para não criar arestas. Contudo, é uma expressão indigna
de um povo que tem um Estado de Direito. E é este Direito que faz dos
portugueses Cidadãos, não coitadinhos.
E Cidadãos dirigem-se com
dignidade a quaisquer interlocutores. Sem mesuras nem adulação oral ou escrita.
Ora, um programa que acalenta a desmontagem de “verdades feitas” propaga
esta anacrónica “doturice” nacional: “sotôr juiz”.
Pouco serão doutores de
doutoramento, mas todos são senhores, a primeira parte da corruptela “sotôr”.
Mas Manuel Acácio, que faz
programas equilibrados, que tira o gás aos intervenientes verborreicos e trava agressões
orais a figuras em discussão, deu corda a uma das piores pechas nacionais,
Manuel Acácio é melhor do que
esta sombra. Muito melhor.
Por isso, siga a banda, levante
a cabeça e estude a pauta…
_ _
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Tradutor que não sabe português não traduz, finge!
Comentários para quê!?
Ao menos podia dar uma espreitadela ao Priberam:
https://www.priberam.pt/DLPO/grama
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Patetice nacional cultiva Estado parolo
Incêndios, incêndios e mais incêndios e quanto mais Portugal
arde mais se evidencia a patetice que faz do Estado Português um Estado parolo.
A Fase Charlie foi antecipada, a Fase Charlie não foi
prolongada, a Fase Charlie deve corresponder ao período de maior risco
incêndios.
Que patetas estão nos mais altos escalões do combate aos
incêndios que não encontram palavras portuguesas para definir períodos de
perigosidade!?
Saberão estas pardas eminências que em Portugal se fala e
escreve português?
Patetas em bicos de pés, patetas que se julgam sábios por
usar a designação inglesa de uma letra, que a dizem como se estivessem a debitar
a douta fórmula da pólvora seca.
Patetas que a escrevem em leis, patetas que a vertem em
manuais, patetas que a lavram em ordens de serviço e os super patetas que a
aprovaram.
Além dos híper patetas que, nos ministérios, abençoaram este
ataque terrorista à língua do povo que lhes paga o pão que levam à boca!
Funcionários cegos pelo deslumbramento com a ilusória imagem do inglês e
abúlicos políticos pimpões traem a língua portuguesa.
Que grotesca gente, que por pobreza de espírito, por acéfalo
mimetismo pateta, incapazes de usar os miolos e valorizar a nossa língua, a
espezinham. Tristes patetas!!!
Ao que chegámos, patetas e mais patetas edificam Estado
parolo…
Senhor Bombeiro, Senhora
Socorrista, isto não é consigo, não se belisca, nem um pouco, quem sua e sofre
no combate aos terríveis incêndios que destroem Portugal.
O carapuço é para aqueles pobres
diabos que amesquinham a nossa língua.
_ _ _ _ _
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Fora de jogo gramatical
Tive um professor de
português que censurava assim os nossos erros gramaticais:
– Duas palavras,
três asneiras!
Pois anteontem, aí pelas
20H00, num relato de futebol, a ironia do Dr. Mira foi virada do avesso. Três palavras, um erro apenas.
Num brado radiofónico, o
repórter lamentava:
– Meteu para fora
[da grande área]
Meter, só para dentro!!!
Entre o fora de
jogo e o frango gramatical!
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Escuta, animal!
Autor desconhecido,
embora a nota final deixe a dúvida
A foto veio abusivamente daqui:
Escuta,
companheiro de quatro patas
Meu
gato, minha porca, meu furão:
sacudi
o teu pelo com competência
vou
por-te trela de cetim e alpergatas
que
hoje é dia de alinharmos na tendência
-
ir jantar fora e fazer um figurão!...
Com
a norma obrigatória de entrar cão
há
q tomar decerto, precaução
e
eu peço perdão, mas assim penso:
Algumas
"prendas" intestinas surgirão
graciosas,
imprevistas, pelo chão
e
a cada sacudidela, não faz mal,
eu
como um pitéu q gosto imenso:
-
esparregado, com pêlos de animal…
Aliás,
nesta lei tão modernista
uma
breve rosnadela é inocente
se
o miúdo se assustar, é porque é parvo
o
animal está cheiinho de razão
alguém
q ralhe com o puto, para ser gente
E
se uma bufa, repentina e imprevista
circular,
perfumando a costeleta
nada
é que a pessoa não resista,
perdoando
alguma falta de etiqueta
São
bichos... Há que ser animalista
P’ra
ninguém nos chamar …bicho careta
os
meus, felizmente, estão treinados.
Nove
gatos, três cães, uma cadela
todos
limpos, vacinados, educados
falam
línguas, têm modos esmerados
treino
intenso, até dotes musicais;
se
acaso morderem uma canela
a
culpa é desses figurões ali sentados
a
arrastarem as cadeiras nos sobrados
e
a assustarem os pobres animais!
Sou
tão sensível e cuidadoso com os outros
que,
para a próxima vez que eu sair
para
jantar com a minha catatua,
eu
prometo vesti-la de brocados
lantejoulas,
adornos variados
pr’os
comensais não ficarem chocados
pelo
facto escandaloso de andar nua!
A
aranha, essa levo-a no bolso
para
nem sequer ser vista por ninguém;
vou-lhe
dando colherinhas de arroz doce
e
à socapa umas tirinhas do acém...
Já
a cabra Joana fica à porta;
vai
bramar possessa, quer entrar…
Mas
essa não tem maneiras a preceito
trepa
tudo... nao dava muito jeito
vou
ter que dar-lhe aveia para a calar
O
rafeiro alentejano é mais difícil
Com
aquele tamanhão ficar aconchegado
talvez
pedir a esta gente horrorosa
que
tenha respeito pelo bicho
e
se aperte um pouco mais para o outro lado
Já
pensei também ir com o cavalo,
mas
a porta mal pensada do Tavares
não
permite que ele jante ao meu lado
mesmo
com os direitos legislados!
Tem
q se acabar com isto em tais lugares!
Vou
reclamar até, urgentemente
por
verificar que a maior parte destes sítios
não
está devidamente apetrechada;
sem
whiskas, nem liteiras, nem aveia
nem
estrebarias, nem sequer fardos de palha
nem
ementas especiais pr’á rapaziada.
Somos
mesmo um país muito atrasado
Nestas
coisas de sair para jantar.
Eu
proponho, por isso, até bem mais:
Eles
entram.
Nós
esperamos um bocado.
E
se, no fim, nos deixarem "eles" entrar,
então
entramos nós, mas com cuidado.
O ficheiro é de Deolinda
Cruz.
Se for a autora está de parabéns!
No título, o Formigarras também abusou, acrescentou ,animal!
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
A mulher invulgar que deu o rosto à República
Texto integral de Katya Delimbeuf
Em 1910, uma jovem de 16
anos serviu de modelo para o Rosto da República ao escultor Simões de Almeida,
sempre sob o olhar atento da mãe. Chamava-se Hilda Puga e a sua vida foi plena
de aventuras. O Expresso conta-lhe a história de uma mulher invulgar, que
sobreviveu a dois cancros, esteve casada dois meses, foi rica mas teve
tornar-se costureira para sobreviver e morreu no dia em que celebrou 101 anos.
FOTOS CORTESIA DA FAMÍLIA PUGA
Até 1970, Hilda Puga andava nos bolsos de todos os
portugueses. Era dela o rosto das moedas de 5 escudos e de 50 centavos, fruto
do serviço patriótico que prestou muitos anos antes, quando a República foi
instaurada, em 1910. Ela, que "até era profundamente monárquica, muito
católica e reacionária", recorda o neto, Nuno Maia, 50 anos, "aceitou
o pedido do escultor Simões de Almeida por amor ao país." Hilda tinha 16
anos, e trabalhava numa camisaria na R. Augusta, na Baixa de Lisboa. Estava a
fazer uma entrega quando se cruzou com o escultor, que lhe achou graça e a
convidou para ser sua modelo.
.
Como Hilda era menor de idade, Simões de Almeida teve de pedir autorização à mãe dela, que lhe impôs duas condições: a primeira, ela própria teria de estar presente nas sessões - que duraram duas horas, durante um mês; e a segunda era que a filha teria de posar vestida. Foi esta, aliás, a razão que levou Hilda Puga a só falar abertamente deste episódio depois dos 90 anos... É que o busto de Simões de Almeida mostra uma mulher de amplo decote, e Hilda jura "que só tinha desabotoado um botão da camisa..."
Este poderia ser um episódio de relevo na vida de muita gente, mas para Hilda foi apenas um numa vida cheia de aventuras e reviravoltas. Nas primeiras está, por exemplo, uma viagem de barco de meses até ao Amazonas. Nas reviravoltas da vida estão a perda do pai e a passagem de menina rica a costureira.
Como Hilda era menor de idade, Simões de Almeida teve de pedir autorização à mãe dela, que lhe impôs duas condições: a primeira, ela própria teria de estar presente nas sessões - que duraram duas horas, durante um mês; e a segunda era que a filha teria de posar vestida. Foi esta, aliás, a razão que levou Hilda Puga a só falar abertamente deste episódio depois dos 90 anos... É que o busto de Simões de Almeida mostra uma mulher de amplo decote, e Hilda jura "que só tinha desabotoado um botão da camisa..."

Este poderia ser um episódio de relevo na vida de muita gente, mas para Hilda foi apenas um numa vida cheia de aventuras e reviravoltas. Nas primeiras está, por exemplo, uma viagem de barco de meses até ao Amazonas. Nas reviravoltas da vida estão a perda do pai e a passagem de menina rica a costureira.
DE LISBOA PARA
BELÉM DO PARÁ
O pai de Hilda, Tomás Garcia Puga, era um homem abastado,
proprietário da fábrica de tijolos da praça de Touros do Campo Pequeno
(Lisboa). Apaixonou-se pela empregada, com quem viveu a vida toda e de quem
viria a ter cinco filhos – mas o ato de amor custou-lhe o corte de relações com
a família de origem, que nunca aceitou uma união tida como
"inferior". Um revés nos negócios obrigou Tomás Puga a vender a
fábrica. Atraído pelo Eldorado da borracha no Novo Mundo, em finais do século
XIX, ruma a Iquitos, na Amazónia peruana, onde ergue um armazém geral. A vida
corre bem, tanto que, passados poucos anos, Tomás chama a família toda. Numa
longa viagem de mais de três meses, de "vapor, barco e piroga",
Hilda, a mãe e os quatro irmãos rumam de Lisboa até Belém do Pará.


Passaram-se três anos felizes na Amazónia, até que Tomás Puga adoece com beriberi, uma avitaminose provocada por deficiência de vitamina B1. O médico dita a sentença: Tomás tem de regressar a um clima temperado, sob pena de morrer. A família Puga embarca de novo, de regresso a Lisboa – mas o chefe de família não aguenta a viagem e morre a bordo, ao largo de Cabo Verde. O funeral é feito no mar. À chegada à Lisboa, sem o sustento da família, esperava-os a miséria.

Foi a educação dos anos de desafogo financeiro, que proporcionou aulas de piano, costura e bordado, que permitiu à mãe e às irmãs Puga sobreviverem. Hilda dedicou-se à costura – nunca deixou de costurar, a vida toda. "Fê-lo diariamente até aos 96 anos", conta o neto - "lençóis, toalhas, fardas de empregada, crochet", e ocupava-se muito em leituras. Mas a vida ainda lhe reservaria outros desafios.
Ainda antes dos 30 anos, Hilda teve um primeiro cancro de mama, que o pai do médico Gentil Martins retirou. Na mesma altura, casou-se, com um jornalista – foi a última das irmãs a fazê-lo. Mas também aqui não teve sorte, permanecendo casada escassos dois meses. Arremessou um candeeiro à cabeça do marido, e, apesar de muito católica, pediu o divórcio em 1932 (ainda antes da Concordata ser assinada em Portugal), somando para si mais um estigma social: o de mulher divorciada.
Não tornou a casar-se, e nunca teve filhos – mas criou como tal uma sobrinha, Emília, que lhe chamaria sempre "mamã". Aos 60 anos, Hilda teve um cancro na outra mama, e mais tarde, retirou outro tumor, na barriga. Cegou ainda de um olho, o esquerdo. A tudo isto sobreviveu. Com a costura, sustentava a mãe e filha "adotiva". Até que esta se casou, em 1957. Após 3 anos de vida em comum com Emília e o marido, optou por ir para um lar, aos 77 anos. Estava muito habituada ao seu espaço, e custava-lhe ter de prescindir da sua liberdade.
Onze anos mais tarde, sofreu o maior de todos os golpes:
Emília morria, de cancro de mama. Hilda remeteu-se à clausura total, no lar,
não saindo de lá durante uma década. Foi preciso nascer o primeiro sobrinho
neto para tornar a passar o Natal em família. Em 1991, parte uma perna e cai à
cama. Nessa altura, o seu maior problema era "não poder costurar".
Dois anos depois, falece, aos 101 anos. Morria o rosto da República, cuja
implantação se assinala esta quarta-feira.
+++++
domingo, 1 de outubro de 2017
Alentejanos e portugueses, obviamente!
Com a diatribe catalã num pico de turbulência, li de um concidadão a defesa da independência do Alentejo!!!
A lembrar Pitágoras:
Se o que
tens a dizer não é mais belo do que o silêncio, então cala-te.
Uma demonstração simples: Vasco da Gama, inequivocamente alentejano, fez o que fez em nome de Portugal. Os seus descobrimentos são obra de Portugal, mas o Alentejo também dele se orgulha, sente-o seu!
Claro que há diferenças entre o norte e as ilhas, as Beiras e a Bairrada, basta pensar nos sotaques com que falamos, nas receitas do que comemos e... nas regiões demarcadas vitivinícolas!
Na minha adolescência brincava-se às independências; minhotos "criavam" o Reino do Minho, os scalabitanos a República do Ribatejo e a rapaziada de Aljezur não prescindia do Reino Al-Maghrib!
Criancices, brincadeiras inconsequentes, naturalmente! Coisas da idade; imaturidade.
Ora, entre isso e os atuais delírios independentistas vai um fosso inultrapassável.
Nada tem a ver com o portuguesíssimo Alentejo, não passa de enrolo fantasioso.
[Escrito por um lisboeta postiço, porém, alentejano dos quatro costados.]
sábado, 26 de agosto de 2017
Come sopa, poupa massa!
Beringelas, batatas e couve, curgetes e nabiça, nabo, alho
francês e a panela a abarrotar.
Tudo por menos de 6 eurecos. Falta o gás, a água (sopa e
lavagens), eletricidade (varinha), azeite, sal e gengibre e amortização de materiais.
E mão-de-obra, muita obra, descasque, lava, corta e pica, muita
paciência, ciência, persistência.
No Continente, 400 gramas de sopa de grão com espinafres,
são 1,49 e a de coentros de 800 gramas vai para 2,59.
A panela de 8 litros, 8 mal medidos, não se vá entornar a
despesa, convertendo litros em sopa, andará pelos 9 quilos, não muito longe disso.
9000 gramas dividos por 800 dá 11 pleganas de sopa comercial. Ou seja, mais
coisa menos coisa, aquele grande barranhão custou-me tanto como três embalagens
grandes do Belmiro.
Cala-te, olha os mercados à espreita, calculadoras em punho,
a ganância de olho arregalado, amanhã ainda te entalas com esta propaganda à
barateza caseira.
Minha rica avó, o congelador empanturrado, onde meto tanta
sopa barata! Aquelas caixitas de 600 gramas (seiscentos, já agora, pessoal do Continente!) vão ter
de ser empilhadas ao milímetro, nem sei o gelo não será escorraçado…
Larga lá o excel e vai para a mesa, come e cala, mas é…
!!!
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Mulheres – Autenticidade vence besuntos
Revolução
grisalha: adeus tinturas, cabelos brancos estão na moda
Parecer arranjada, parecer sofisticada, parecer bonita. Mulher bonita vê-se a olho nu, de olhos lavados, não a que os esborrata, pintalgando pálpebras e pestanas, mascarando a natureza.
Eureka !
Parabéns às mulheres que não se vendem aos besunteiros mercenários que usam as suas fragilidades para as mascarar.
Estaremos a caminho de uma nova era, a era de mulheres autoconfiantes, autênticas, cultoras da verdade facial!?
O mundo ficaria mais fresco, genuíno, limpo. Fala-se muito na natureza, mas muitas autoproclamadas ambientalistas aparecem-nos camufladas, mascaradas por tapumes cromáticos. Basta ver algumas deputadas, de quase todos os partidos.
Criaturas que papagueiam o que não praticam. É vê-las como se tivessem mergulhado a cara num pote de azeite. E não se vêem ao espelho, pois se se vissem, rapidamente caíam em si, tão gordurentas se apresentam, a máscara escorrendo, os olhos enfarruscados, as faces de postiço vermelhão!
Esta nova tendência, este reconhecimento da verdade, a assunção do que a Mãe Natureza deu à Mulher vai demorar a instalar-se. A corrupção de vontades é muito forte, o negócio está instalado e vai lutar pelos milhões que o fingimento facial extorque a mentes maciçamente condicionadas.
A tenaz propagandística é feroz, começa nas menininhas, nas prendas besunteiras às maiorzinhas e a televisão, cereja cimeira, qual inoculação intravenosa, injeta o venenoso “Parece” a tenras cabeças.
Apresentadoras com três camadas de tinta, a base, o rosé e o esmalte fixador, mais o embonecamento da pele do contorno dos olhos e o risco à beira das pestanas fabricam um padrão.
Padrão mitológico, mas padrão. Mil vezes replicado com técnicas de propaganda – uma mentira mil vezes repetida até soar a verdade! – distorce nobres crianças, ilude raparigas, fabrica espantalhos.
E é este universo de presas fáceis do comércio do ilusionismo facial que começa a esboroar-se.
Quanto mais mulheres dele se demarcarem, como as da notícia, quantas mais mostrarem a sua beleza natural, mais o mundo melhora.
E como são bonitas mulheres sem tinta!
Altas ou magricelas, novas ou meia-idade, cabelo cenoura ou esbranquiçado, sardentas ou avozinhas, com rugas ou redondinhas, bonitas as mulheres sem besuntos.
Eureka !
terça-feira, 25 de julho de 2017
Mau derrame de verde bom
Nota prévia
O visado é um produto respeitável, apesar do incidente.
Já me tinha acontecido encontrar
garrafas deitadas não completamente cheias, apesar de terem a rolha apenas um
pouco deslocada e só mais tarde me aperceber do chão pingado. Sempre de tinto.
Mas desta vez uma garrafa esvaziou-se
com a expulsão completa da rolha, vertendo todo o vinho e salpicando o
espaço.
Derrame
Rolha força e quebra a cápsula
Rolha virgem de saca
Por precaução já açaimei as restantes
garrafas, pois como mostram as imagens, duas rolhas já começaram a sair do
gargalo.
Concluo como comecei: os Ponte de Negrelos já me proporcionaram muitos bons
momentos, porém, carecem de uma solução que evite este tipo de
desperdício.
Para os apreciadores da marca, e enquanto o produtor não a encontrar, sugiro trava-trolhas adequados.
Rodapé 1
Felicito a empresa por ter mantido o padrão rolha de cortiça. Rolha que é rolha é de cortiça, o resto é desvirtuar os vinhos…
Rodapé 2
O vendedor restituiu-me o valor integral sem qualquer hesitação.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Arte
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Ressarcir e outras doenças na língua
Passos sobre as perdas e o sofrimento das pessoas de
Pedrógão Grande:
– O Estado tem de as ressarcir…”
Alguém me diz quantos portugueses sabem o que é ressarcir!?
Simplifiquemos, qual a percentagem de nossos concidadãos que
perceberam o anterior Primeiro-Ministro!? E não só velhotes...
Bom, pelo menos o homem não perorou sobre paradigmas ou
alavancamento, nem se alongou sobre esterotipos nem arrazoou acerca da
problemática da incontinência… Nem salpicou de gringuês o manto das palavras ocas.
_ _ _
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Jovens de hoje
Senhora de certa idade, talvez descompensada, caminha junto
ao separador da 2ª Circular próximo da passagem aérea paralela à Av. Lusíada e
no sentido do Campo Grande. A centímetros dos carros, sem qualquer proteção.
Um rapaz, na paragem de autocarros, avista-a, corre para ela
e ajuda-a a subir para o separador de cimento. Mas não conseguiu descê-la para
o outro lado e pediu ajuda. A correr, lá foi uma rapariga. Nem os dois conseguiram.
Entretanto, chega um outro jovem de porte atlético que a
desceu e acompanhou para a segurança do passeio e dali escadas acima para a
passagem aérea. Queria ir para a Damaia!
Jovens de hoje, dos bons.
Lisboa, 11:00 23.Junho.2017
domingo, 18 de junho de 2017
Jornalistas, não! Apenas papagaios salazaristas
Estou a ver reportagens na SIC e na RTP sobre a catástrofe que aflige Pedrógão Grande e concelhos limítrofes. E as senhoras, pagas como jornalistas, que comentam os acontecimentos, usam a agressão "populares" para identificar moradores, vizinhos, Cidadãos.
"Populares" era a forma depreciativa e minimizadora da dignidade cidadã com que a propaganda do Estado Novo se referia a pessoas comuns ou por ele malquistas.
Pessoas essas a que o salazarismo assim colava o atributo de "inferiores", arruaceiras ou de algum modo inconvenientes ao poder do Salazar e da sua corte.
Passados tantos anos sobre o 25 de Abril...
Tanta formação, tanta licenciatura em comunicação social...
Tantos livros, artigos e debates sobre a ideologia salazarista...
E ainda há jornalistas e rádios que vão beber ao livro de estilo da ditadura!!!
Desleixo municipal lisboeta ou como "gestores" e autarcas conspurcam o Parque Florestal de Monsanto.
O Município de Lisboa tem uma aplicação
para que se façam sugestões de reparação, manutenção, é a naminharualx.cm-lisboa.pt e tem uma imagem a dizer “Eu cuido de Lisboa”. Eu, o Munícipe,
porque a Câmara estimula a degradação, por omissão.
Num parque de
merendas. O da Vila Guiné, atrás da Embaixada do México, que tem zonas
mictodefecatórias há anos.
Óbvio e continuado
estado de negligência municipal.
Nem ao diabo lembraria
ter um parque de merendas sem casas de banho!!!
Merendar é comer e
beber e quem come e bebe defeca e urina. Onde!? Atrás do cedro, ao lado do eucalipto ou no meio da moita.
Com cuidado, muito cuidadinho para não pisar "frutos" de anterior
merendador.
Senhores “gestores” do
Parque Florestal de Monsanto e senhores autarcas: Casa de Banho em cada Parque
de Merendas, rapidamente! E o da Vila Guiné não é o único sem ela.
Há dinheiro para obras eleitoralistas em grande escala, mas não há para higiene elementar.
Oh Medina, não fiques encafuado no gabinete e onde há televisões!
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Portugal - Três sinais de alarme
Lisboa, Metro Restauradores, 26.Abril.2017
A imagem exibe-os sem disfarce.
O governo e o município de
Lisboa ignoram-nos e os Cidadãos resignaram-se. Focam-se no seu dia-a-dia, no ganha-pão
e nos concertos, naquele gajo tão longe e no jogo de logo à noite, no besunto
do "parece" e na saia que encolheu.
Além da expectativa de que a publicação no facebook faça o milagre.
Mas não há milagre de dê casa àquela alma, nem que lhe guarde
os tarecos, lhe agasalhe os invernos.
Nem milagre que trave os estraga paredes, os engaiole, lhes
bote juízo na mona.
Nem a próxima visita-relâmpago do papa católico inspirará
governantes e autarcas a tirarem do espaço público aquelas desgraças. Era
preciso um Estado de Direito, com leis a direito, sinais de Direito…
_ _ _ _
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Monumento Ortográfico que os Velhos do Restelo devem visitar
O debate sobre o Acordo Ortográfico de 1990 vai longo, como
longa é a arenga dos respetivos Velhos do Restelo.
É certo que de alguns acertos carece e que também muita
falta faz a sua divulgação intensa. Ainda há quem bata o pé pelo facto sem c e
a brigada do cagado muito precisa de
consultar o Priberan [https://www.priberam.pt/DLPO/] ou o Portal da Língua Portuguesa [http://www.portaldalinguaportuguesa.org/main.html?action=novoacordo].
Mas não é disso por que agora batalhamos.
Ficamo-nos pelo monumento aos Restauradores, em Lisboa, que todos
bem conhecemos, e que tem um óbvio alerta ortográfico.
A frase está lá, na grafia de 1886, com uma mensagem
subliminar muito atual: o anacronismo da argumentação daqueles velhos.
Alguém alguma vez escreveu Subcripção
!?
Alguém alguma vez escreveu Commissão
!?
Ninguém. Excluídos, claro, historiadores, tradutores de
clássicos e outros investigadores.
Pois não é preciso ser filólogo para ficar de sobrolho
torcido ao ler aquelas palavras. Por uma simples razão: não fazem parte do
nosso dia-a-dia.
Só constam de documentos seculares, quiçá de lápides,
demonstrando que, com mais decretos ou menos gramáticas tipo livro único, a
grafia muda com a mudança do tempo.
Ora como não lemos as letras uma a uma, mas as manchas das
palavras que temos em memória, sempre que encontramos algo a mais ou a menos
temos de recarregar a base de dados. A dita memória. Substituindo as manchas
conhecidas, muitas, muitas vezes, até colar a nova grafia.
É maçador, pois é. E quantas vezes temos de ir ao
dicionário! E quando damos pela gralha depois de ela ter voado porta fora…
Porém, os Velhos do Restelo Ortográfico não querem essa maçada.
Esse recomeço, esse tropeçar e continuar.
Por isso, o Monumento aos Restauradores é também um
monumento à evolução da língua, não ao restauracionismo ortográfico. Restaurar
que antiga grafia, a de D. Dinis, a de Camões ou a de 1911 !?
A não ser que os Velhos do Restelo Ortográfico promovam Subcripção de petição para a criação de Commissão que reponha a grafia de 1886.
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