domingo, 9 de novembro de 2008
Acto Constitutivo do MTC
MTC - Montes, Trilhos e Caldos
Confraria de caminheiros, petisqueiros e amigos do seu amigo
Em boa hora se reuniram Formigarras de primeira água determinadas em institucionalizar do melhor que a vida tem.
Quiseram mostrar ao mundo como um empenhado grupo de amigos pode exercer uma saudável actividade caminheira, lúdica e de grande companheirismo frente a caldos de todos os tipos.
Amantes de boas andanças por montes e trilhos, tanto vencem os mais ásperos caminhos de pé-posto como enterram arranhões, agruras e tristezas em gargalhadas e boa pinga. [Bebida com moderação].
Assim, o MTC, com o acto constitutivo hoje celebrado em Casais da Serra, na Casa do Bom Petisco, nas faldas da Serra da Arrábida, abre os seus braços a Formigarras de hoje e de amanhã.
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sábado, 8 de novembro de 2008
Manif de Profs, Partidos e ex-professor
Vi na televisão o líder parlamentar do PC, senhor Bernardino, e o chefe do BE, senhor Louçã, em declarações sobre Professores. Partidos sindicais?
Também vi no Rossio o ex-Secretário Geral do PC, senhor Carvalhas, este sozinho, e não percebi se estava a passeio, a manifestar-se ou a tomar o pulso à sociedade civil.
Vi ainda o senhor Nogueira, um ex-professor que não dá aulas há anos e anos e fala em nome dos Professores.
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Professores: Avaliação Canina
Esta imagem foi captada na manifestação dos Professores de 8 de Novembro de 2008.
É uma alegoria grotesca. Se foi um Professor que ornamentou a cadela com o letreiro que se vê, mostra bem que não é o modelo de avaliação que está em causa. Os que que se identificam com esta caricatura não querem ser avaliados, pura e simplesmente!!! Embora digam o contrário! Os que se identificam com esta grosseria canina passam a mensagem de que querem ser avaliados, sim, mas num formato que não distinga, que não valorize e que seja inócuo, mera forma, ritual inconsequente. .Manifestação dos Professores - Deixaram-me optimista
Fui ver a manifestação dos Professores. Muitos milheres e talvez só as imagens do helicópetro ajudem a saber quantos. Por volta das 17H30 a cabeça da manifestação partia dos Restauradors e cerca das 19H45 vi os últimos manifestantes a chegarem ao Marquês de Pombal.
Fiquei optimista porque vi muita vitalidade, alegria e grande diversidade cénica. Toda esta energia convertida em acção pedagógica, leva-me a crer que os professores têm todas as condições para assumir a avaliação sem o dramatismo que, por vezes, evidenciam.
E a tão badalada burocracia eles próprios a podem evitar, segundo a ministra disse à noite na televisão.
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Distracção do PÚBLICO
Diz o PÚBLICO [08.11.2008 - 18h56 Lusa]:
"As dezenas de milhares de professores aprovaram, por unanimidade, a realização de uma greve nacional a 19 de Janeiro..."
O PÚBLICO tomou à letra o que eu ouvi, no local onde a afirmação foi feita, como sendo uma aprovação simbólica. Os organizadores foram claros: não era uma verdadeira aprovação e pediram a agitação das bandeiras e dos braços como forma de concordância.
Só por distracção o jornal pode mencionar uma aprovação por unanimidade de tão elevado número de Professores. Uma rectificação ficava-lhe bem, pois a dita aprovação não passou de retórica e encenação dos organizadores da manifestação de Professores.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Definição de Avó
Anda pela net há muito, mas vale sempre a pena reler. Tenho a indicação de que o texto foi redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo. Mas cheira-me que tem mão de adulto... Ele há bons professores!
Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem 'Despacha-te!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes.
As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.
Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão.
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Mugabe da Madeira
Senhor PR
Imponha-se, não tenha medo nem tolere estratégias demenciais.
Quando as coisas entornam, a corte do Jardim dá sinais de raiva e exibe sintomas de senilidade. É propaganda requentada, cuja receita é uma mistura muito mal cerzida de demência, mugabismo, espalhafato, oportunismo, poncha e autoritarismo provinciano.
Pela sua rica saúde, Senhor PR, ponha-os na ordem. Já basta de inimputabilidade de 30 anos...
Se os seus constitucionalistas não desencantarem na Constituição um artiguinho que preserve a decência, uma alínea anti-alcoólica ou um parágrafo que obrigue tal gente a responder pelas suas diatribes, submeta o Jardim e a sua trupe a junta médica psiquiátrica.
Pela certa que vão ser detectadas tantas avarias naquelas cabeças que muito facilmente fundamentarão a destituição de toda a corte.
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Psi-canalistas de algibeira
Tiro 3 vezes o meu chapéu a Isabell Stilwell que, no seu editorial de hoje no Destak, vomitou sobre a incompetência de ditos "especialistas" que insinuam que os enjoos das grávidas são psicológicos.
Esta senhora escreve bem e sem rodriguinhos: vai directa à coisa e documenta-a. Não precisava era de vomitar sobre os tais psicanalistas de algibeira...
Mas perdoa-se o exagero rectórico à autora de Filipa de Lancastre - A rainha que mudou Portugal, obra notável, que recomendo pela vasta informação histórica e pela leveza da descrição. Lê-se de uma penada. Já vai na 13ª edição.
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Tiro o chapéu. E atiro ovos podres
Tiro o meu chapéu por boas obras
Escala 1 - 5 para lembrar a escolinha.
Homenageio boas obras tirando o meu chapéu aos obreiros.
1 vez para coisas boas e simples, como aumentar em 24 euros o Salário Mínimo Nacional e 2 para os Gato quando desmontam os números do Marcelo de Sousa.
E 3 vezes o tirarei ao PR se apertar o PM para que este aperte o MAI para dar um apertão no "comandante" da PSP do Funchal que apertou um deputado regional.
Uma chapelada a preceito só se apear o Jardim e nos livrar da sua súcia provinciana, boçal e alapada.
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Atiro ovos podres
Escala 5 - 1
Atiro ovos podres a quem se avia com o avio alheio, troça da inteligência do Zé ou se faz de gigante não passando de gigantone. "Cetôres", palrantes de crioulo luso-americano e os tecnocratas do "comprastes" estão na mira...
Atiro já 4 ovos podres ao "presidente" da Assembleia Legislativa da Madeira que ontem vedou o acesso de um deputado à sua assembleia.
Fico com outros 5 engatilhados para quem de direito que não der uma boa tosa no Mendonça do Jardim.
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Angola - "Clepto-Estado" e corrupção de milhões
Fonte: EXPRESSO de sábado (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/445688)
Julgamento do 'Angolagate'
Os milhões de Eduardo dos Santos
Nenhum angolano é acusado nem foi citado como testemunha neste caso de venda de armas russas a Angola, nos anos 90. O julgamento decorre até à Primavera de 2009.
Daniel Ribeiro, correspondente em Paris11:30 Quinta-feira, 6 de Nov de 2008
Transcrevo partes do EXPRESSO
…
Em 2004, numa entrevista ao 'Expresso', Pierre Falcone confirmou ter aberto duas contas de "sobrevivência para casos de urgência" relacionadas com a renegociação da divida angolana à Rússia, dizendo: "Eram fundos secretos que púnhamos à disposição do Governo; uma era realmente de fundos secretos para o próprio Governo e outra foi um empréstimo nosso - meu, em particular - quando a guerra estava num momento crucial e eu quis ajudar".
No que diz respeito ao 'Angolagate', o tribunal evocou um total de 54.369 milhões de dólares transferidos, alegadamente, em benefício de Eduardo dos Santos e de diversos outros angolanos. Segundo a acusação, o dinheiro destinado ao Presidente angolano teria ido parar a contas em nome de uma sua filha e de uma sociedade do Panamá.
Além das transferências, o tribunal citou ainda prendas diversas a Eduardo dos Santos e outros angolanos num valor global de 4,26 milhões de euros. Entre as prendas figuram, por exemplo, um carro blindado no valor de 350 mil euros para o Presidente, despesas em grandes hotéis, aluguer de iates, pagamentos a acompanhantes femininas de personalidades angolanas, estudos de jovens angolanos em Londres, etc.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
A Primeira Carta de Casada
Contito
Los Angeles, 4 de Julho de 2007
Querida Mãe
É com muito prazer que lhe escrevo, sempre que escrevo à minha querida Mãe é uma felicidade, como sabe. Desde menina que escrevo cartas. Mal a D. Maria do Carmo, a minha saudosa professora da primária me ensinou, primeiro a desenhar letras, o simples o, o e em forma de laço e o a que tanto trabalho me deu e tantos bicos de lápis partiu. Depois, a junção de letras em palavras, pequeninas umas e gostosas outras, foi, como a Mãe muitas vezes me lembra, um início muito bonito de uma vida de cartas de amor. E lembro-me muito bem, querida Mãe, que foi a si que escrevi a minha primeira carta, demorou-me dois dias, bem sei, e tinha alguns erros... Foi a primeira de muitas, bem sabe.
Após tantas e tão ternurentas cartas, todas ainda guardadas no baú que era da avó e que é o meu cofre secreto, a Torre do Tombo dos meus amores epistolares, escrevo-lhe agora uma carta especial: a minha primeira carta de mulher casada.
Não é todos os dias que se escreve a primeira carta de casada. Por isso, Mãe, lhe quero dizer como estou feliz. Tenho um marido adorável. Adoro-o e ele a mim. Mãe, este doutoramento em neurociências fez de mim uma mulher realizada. Realizada, porque estou a trabalhar no que gosto, na magnífica equipa que tenho a sorte de integrar e realizada por ter um marido excepcional com quem espero ardentemente viver toda a minha vida.
Mãe, o John é o amor da minha vida. Depois dos meus devaneios de juventude, dos meus desaires experimentalistas na América, encontrar o John foi uma sorte e uma felicidade. Passados os tempos turbulentos dos ajustamentos mútuos, posso hoje dizer, com a segurança que a vasta “expertise” que a Mãe não conseguiu inibir, que fiz muito bem em casar e em casar com o John.
É um homem adulto embora ainda não esteja nos trinta, e, como sabe, um cientista meticuloso, trabalhador incansável e um amante de cuja generosidade só não falo por pudor. Mas sempre lhe digo, querida Mãe, que temos uma ligação muito, muito forte, qual betão pré-esforçado, em que o cimento são os nossos interesses intelectuais e a estrutura das vigas-mestras é constituída pela nossa intimidade, a nossa parceria horizontal, a nossa sempre inovadora sede um do outro.
Mãe, o John é o homem da minha vida, já sabe, mas mexe-me com os nervos quando se põe a falar português, que aprendeu em pouco tempo, diga-se a verdade, porém, tem a irritante dificuldade em acertar no género dos substantivos.
Mãe, este gringo dum raio, mal abre a boca, tem que errar sempre no género das coisas. Deu-lhe para ali, ele que é quase perfeito. Pois o meu querido John às vezes parece-se com certos portugueses: não é capaz de meter naquela cabeça loira que grama do género feminino só há no Brasil, pois a grama deles é a nossa relva, a dos relvados dos campos de futebol. Não sabe que quando se trata de unidade de medida de massa, o peso das coisas, é do género masculino. Uma pessoa tem mais ou menos quinhentos gramas, isso ele nunca diz! Engana-se sempre…
Mãe, por favor, arranje-me aí uma mnemónica para eu dar ao John, para que ele nunca mais diga bife de duzentas gramas, nem encomende robalos de um quilo e quinhentas!!!
Dicionário não mande, que já lhe ofereci dois, um de sinónimos! Até já lhe fiz uma cópia da página com o Grama na primeira linha, em que sublinhei a abreviatura s. m. de substantivo masculino.
Com amor
Da sua filha cheia de saudades
Francisca
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Perigosos Meninos da Luz?
Em dias que não sei quais, o Colombo enche-se de alunos do Colégio Militar com as suas fardas castanhas debruadas a verde e com luvas de pelica na mão esquerda. Sim, seguram as luvas na mão esquerda, nunca na mão direita, e com os dedos das luvas voltados para trás.
Mas ontem não… Ontem só vi “Meninos da Luz” sem luvas na mão esquerda. Nem na mão direita. Simplesmente sem luvas!!!
Perigo à vista!!! Aqueles miúdos sem luvas não porão em risco os valores pátrios, os bons costumes e a sagrada disciplina?
Talvez os métodos militares prussianos estejam a dar de si.
Ou finalmente terá aparecido uma alma inteligente que acredita que luvas decorativas não mão esquerda ou luvas decorativas na mão direita são tão úteis como uma camada de sarna?
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Leite azedou
Ainda por cima na televisão! O que sugere prognóstico reservado…
Toda a entrevista azeda, furiosa umas vezes e outras a engolir em seco, só lá muito de vez em quando entremeou uns sorrisos encomendados pelo consultor de imagem.
Com tanto número debitado com cara-de-pau só retive que é uma grande defensora das “piquenas” empresas.
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Eleições livres e justas, já!!!
O Vaticano é um dos mais pequenos estados do mundo e os seus representantes não são escolhidos pelo povo, ao que a Europa faz vista grossa.
Os princípios democráticos da União Europeia determinam as suas relações com "quase" todos os países. E, para apoiar a democratização do mundo, a União Europeia manda delegados para fiscalizarem eleições em qualquer continente. Fê-lo recentemente em Angola e também está envolvida na solução do imbróglio Mugabe, no Zimbabué.
Mas ignora uma teocracia não ungida pelo voto popular!
Porque não hão-de os vaticaneses ter as eleições livres e justas que Bruxelas exige às outras ditaduras? Os Cidadãos do Vaticano não têm direito ao direito democrático? Na contabilidade democrática europeia o Vaticano é um menosprezável quisto não democrático? Ou o Vaticano é um Estado faz-de-conta? Ou o Hondt é "persona non grata" por aquelas bandas?
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Consultoras de primeiríssima Qualidade
Profissionalismo Pede-se hoje e logo vem a resposta, volta a pedir-se e vou pensar. Lá para a tarde, chega a sugestão, a solução. No outro dia e no outro e no seguinte também, o ciclo repete-se, consulta e mais consulta e a resposta sem tardar. São duas consultoras informais cuja porta aberta encerra as minhas dúvidas e com quem é um prazer trabalhar. À Leonor e à Lis, sempre pontas, esforçadas e qualificadas e de sorriso em alta, daqui lhes tiro o meu modesto chapéu. .
Legislador boicota Simplex
Vários ministérios têm Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais e quando o Zé Cidadão quer identificar um deles vê-se em palpos de aranha.
Diferenciar o GPEARI do MCTES do GPEARI do MFAP não é assim tão fácil. Primeiro, o legislador resolveu, em seu alto critério, escarrapachar no nome destes gabinetes o elenco exaustivo das suas atribuições, o que o torna intragável, talvez até para o próprio legislador. GPEARI... ainda se tivesse um E antes do P!!! Creia, cetôr legislador, foi uma pena ter "esquecido" que Planeamento sem Estratégia é navegar para lado nenhum e que sem Avaliação o Planeamento é uma palavra e não um orientador de energias!
Se tal lhe tem ocorrido, teria criado nomes simples, como sugere a filosofia Simplex. Um Gabinete de Estratégia poderia definir objectivos e o caminho para lá chegar, empacotar isto num plano e avaliar os seus frutos. E não viria mal ao mundo se o GE fizesse relações nacionais, públicas e internacionais sem que tal fosse escrito nos cartões de visita.
Quando o Governo criou o Simplex disse cá com os meus botões que tinha sido uma boa ideia a das orientações de simplificação, mas ao reflectir um pouco é que me lembrei que o mesmo governo adoptou nomes quilométricos como Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento do Território, para já não falar do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
Quantos ministros dirão MCTES, MAOTDR e MOPTC sem se engasgarem nem se enganarem? O GPEARI deste não se confunde com o GPEARI daquele?
Suspeito até que o atraso na entrega do Orçamento de Estado se deveu à descoberta, à última hora, de que o GPEARI do MC tinha verbas pensadas para o GPEARI do MCTES e que o GPEARI do MFAP estava de olho nelas para umas urgências na DGOTDU, para o IPATIMUP e para a DGAIEC! E foi uma gigajoga muito demorada arranjar uns trocados para a sempre descapitalizada OPART, para a EMEPC, a CACME e a CACMP...
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domingo, 19 de outubro de 2008
Leite, a Fatalidade e Pitágoras
Ferreira Leite escreveu no Expresso de ontem, sob o título Orçamento 2009, que "... há que alterar as políticas que têm sido adoptadas, estabelecendo novas prioridades e novos instrumentos de intervenção." Concluiu, plena de saber económico, que "O modelo de desenvolvimento está ultrapasado, mas não pode ser uma fatalidade."
Não apresentou alternativas, soluções ou ambições. Nem um cheirinho de sinal ou vestígio de política, ideia ou caminho.
Fez jus a Pitágoras: "Se o que tens a dizer não é mais belo do que o silêncio, cala-te."
sábado, 18 de outubro de 2008
Promulgação a toque de caixa - A coisa é grave
Conseguiu assustar-me, o PR
O próprio disse ontem que o diploma dos 20.000.000.000 entrou na Presidência da República às 14h00 e meia hora depois já lhe apusera o carimbo "Promulgo".
Tanto zero e tanta urgência em acudir à saudável banca portuguesa (foi o que ouvi num debate com banqueiros e administradores de bancos lusos a meio da semana) deixa-me preocupado. Muito preocupado!
Com estes milhões será que safo os meus tostões?!
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008
O Rebanho de Melancias
Contito do tempo do meu Avô
O celeiro estava cheio de melancias, o ano tinha sido bom, não cabiam na loja e muito menos na despensa. Mantinha-se o hábito de todos os verões, acabada a refeição ouvia-se um António, vai buscar uma melancia. Ele, ou ele com a ajuda do irmão ou de uma das irmãs, ia ao celeiro e escolhia uma com tamanho suficiente para os que estavam à mesa. A mãe abria-a, alguém a provava e, se não prestava, era recambiada para a cozinha, onde mais tarde seria convertida em petisco para galináceos e porcos. As boas eram comidas pelos adultos e sorvidas pelos sete irmãos, até um sobrolho carregado lhes lembrar as boas maneiras.
Depois de semanas a comer melancias, em geral boas, uma por outra aguada ou sensaborona, começaram a aparecer melancias com podridões. Umas vezes um pequeno podre que se cortava e não tinha importância, outras o podre já invadira uma superfície maior e pouco se aproveitava. Não era costume. Em anos anteriores nunca houvera tal praga de melancias podres.
O que é, o que não é, até que a mãe, curiosa, começou a observar com cuidado as melancias estragadas e viu que todas tinham uma picadela, um pequeno orifício no sítio onde estava a parte apodrecida. Alto lá, isto não é natural, este buraquito em todas as melancias podres! E mais preocupada ficou quando se deu conta que eram muitas as melancias assim, um desperdício.
O que foi, o que não foi, o marido também não sabia. Nem a prima Aurora e nem sequer o Tio Sebastião, o especialista máximo em melancias naquela casa. Até que um belo dia, ao almoço, ao abrir uma melancia grande, intragável e já com um buracão, a mãe perguntou:
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- Alguém sabe porque é que a melancia está assim?
Ficou de boca aberta ao ouvir o Zézinho dizer:
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- Foi o mano que vacinou as melancias…
Estava esclarecido o mistério! Dias antes, uma equipa veterinária tinha ido ao monte dos Ourives vacinar a vara de porcos e o Antoninho foi com o pai, viu todas as operações e aquilo ficou-lhe na cabeça. Como agarravam os animais, como enchiam a seringa, espetavam a agulha e lhes injectavam o líquido.
No dia seguinte, surripiou uma agulha de fazer meia e recrutou o irmão Zé para seu ajudante. Foram para o celeiro e enquanto este segurava cada melancia como se de um bacorinho se tratasse, impedindo-a de espernear, o António, arvorado em veterinário diplomado, espetava a agulha na barriga da melancia. Ao tirá-la ainda lhe dava uma palmadinha no rabo dizendo, todo emproado: "É para fazer efeito mais depressa!"
Vacinou as que pôde e só não espetou a agulha no resto da safra desse ano porque, entretanto, os chamaram para jantar. Foi uma sorte, pois se tem acabado a vacinação do rebanho de melancias, nesse verão já não haveria tal sobremesa em casa da D. Mariana Ruas.
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