sexta-feira, 11 de março de 2011

Por um política limpa com políticos íntegros

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É já amanhã.

E o apelo, a que me junto, aqui fica transcrito, descontando a ingenuidade de demitir toda a classe política. Bastava meia dúzia, os piores! Os outros aprendiam.

Seja como for, é Portugal a levantar a cabeça.

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12 de Março de 2011

Um milhão de pessoas na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política

Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos!

Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado e pelas suas empresas (exemplo máximo Mira Amaral, que tem uma reforma milionária depois de alguns meses na CG Depósitos… e é hoje presidente de um banco!.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).

23. Assim e desta forma recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.


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quinta-feira, 10 de março de 2011

Exclusão aérea ou recusa de fundamentalismo?

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Líbia
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A demora na decisão de criar uma zona de interdição à força aérea do ditador líbio pode ter várias razões.

E o Secretário americano da defesa já explicou que a expressão é um eufemismo. Exclusão aérea é o rótulo de uma vasta operação militar de destruição da força aérea e da defesa antiaérea líbias.

Vejamos.

Cenário 1 – Parceria militar alargada

Americanos e europeus estão a negociar o envolvimento de outras potências no cerco às forças de Kadafi. Demora tempo e as movimentações diplomáticas têm, nesta fase, tanto ou mais peso que as manobras bélicas. Basta ver que o próprio ditador mandou a Lisboa e Bruxelas representantes seus, que certamente trouxeram moeda de troca para a sua permanência em Tripoli.

Cenário 2 – Tropa em marcha lenta

Os americanos, a NATO e outros parceiros estão a planear a operação e não querem dar quaisquer sinais de aviso. Lembremo-nos dos militares das forças especiais britânicas capturados em solo líbio. Embora sob camuflagem de negociações, daí os diplomatas no grupo, não seria surpreendente se integrassem uma expedição de reconhecimento. Ou seja, a “comunidade internacional militar” estará já a estudar um dispositivo.

Cenário 3 – Preparar terreno para aliado

EUA, UE, Rússia e países árabes pro-ocidentais não apoiam a oposição armada com receio de estarem a armar e municiar fundamentalistas islâmicos. E estarão, a mata cavalos, a tentar perceber quem é esta oposição, quem os comanda e que dogmas ou ideologias os acalentam. E que confiança merece.

O islamismo ainda é visto como algo atávico ao mundo árabe, quase genético. Porém, a sua faceta fundamentalista é fruto da miséria, da ignorância e do analfabetismo a que os regimes votaram os cidadãos e que os chefes religiosos aproveitaram. Em muitas regiões desses países, o obscurantismo conduziu a interpretações radicais do Alcorão. Essas leituras enviesadas pretendem retomar práticas cruéis há muito afastadas da vida quotidiana dos herdeiros da Revolução Francesa.

E é esse o medo da Europa e restante mundo que tem na liberdade uma pedra de toque. Ajudar fundamentalistas islâmicos a instalarem-se no governo é inaceitável. Por isso, até um sucedâneo de Kadafi é melhor que uma sanguinária oligarquia às portas do velho continente.

Ora, sem saber quem é quem naquela parte do Mediterrâneo, a exclusão aérea aguarda por um interlocutor que garanta padrões cívicos mínimos na Líbia.

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quarta-feira, 9 de março de 2011

Cavaco: doutoral em vez de Sábio

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Aníbal Cavaco Silva tomou posse, há três horas, como PR. Fez um repetitivo discurso com farpas econométricas em vez de pôr todos os portugueses a remar com determinação.

Foi uma aula com números negros e receita desenxabida. Perorou para cábulas conhecidos, mas o Zé Povinho não o terá percebido. Ficaria encantado com um comunicado a traduzir «saldo primário»…

Estava-se à espera que fizesse uma análise fria e puxasse por todos nós, mas atirou-nos um balde de água gelada sem pinga de esperança.

Cavaco tem um cargo político, é Presidente da República; não foi eleito economista, e a sua missão principal é motivar todos os Concidadãos para o esforço coletivo de levantar cabeça. Não o fez e, ainda por cima, a terapêutica que receitou não passa de coisas óbvias e medidas frouxas.

E falar em partilha de sacrifícios, como falou, com um orçamento de 16.188.354 € para 2011, está tudo dito…

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terça-feira, 8 de março de 2011

Assim se desculpa a corrupção

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Há um bom par de anos, ouvia, com alguma frequência:

– Defendeu-se!

A afirmação traduzia a compreensão pelos jeitos e servicinhos, pelo peculato e pequena corrupção. Era uma passiva cumplicidade e significava renúncia à verticalidade e adesão ao tráfico de influências.

Isto antes do 25 de Abril.

[ Público.pt, 7.Março.2011 ]

Hoje a sociedade é menos tolerante com tais atos e, apesar de muitos criminosos de colarinho branco se escapulirem das malhas penais, há condenações aqui e ali. E olha-se de soslaio para condenados e suspeitos.

Porém, esta laracha do Afonso é uma tristeza. Ele, que costuma ter um humor com responsabilidade social, desta vez tropeçou. Apesar da ironia, como que legitimou condutas indefensáveis.


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PSP responsável

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Um agente da PSP de Campo de Ourique, em Lisboa, foi detido ontem pela Polícia por suspeitas de ligação ao tráfico de droga (Correio da Manhã)

Assim a PSP credibiliza-se. Não funcionou o corporativismo, mas sim a ética.

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O fim dos coitadinhos

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Cerca de uma dúzia de manifestantes ligados ao movimento Geração à Rasca foram ontem à noite expulsos do local onde o secretário-geral do PS falava, depois de terem interrompido José Sócrates mal este iniciou a apresentação da sua moção política ao congresso do partido, em Viseu.
 http://www.publico.pt/Política/movimento-geracao-a-rasca-interrompe-discurso-de-socrates_1483696

 
Rodeiam-se de assessores, seguranças e outros protetores e não há carta, recado ou protesto que dê com eles, que os perturbe ou alerte.

Conhecem o país pelo que dizem os jornais e a televisão, pelas conversas dos amigos e família e também pelos debates nas federações e outras agremiações. Raramente têm notícias ao vivo da vida do zé povinho,

São, assim, limitadas as fontes dos políticos de topo, em circuito fechado, controlado, amenizado. A tranquilidade excessiva que estes jovens romperam.

Se a moda pega, se a rapaziada desempregada leva isto a peito, acabarão as tranquilas sessões de bija-mão Olha que vim ouvir-te, pá! Os discursos modulados por assessores com tiradas retóricas e vírgulas para respirar terão o mesmo destino.

Lá se vai o santo sossego das cassetes oleadas, a condizer com ouvintes convenientes, mais beijinhos e abraços.

Antevejo receções animadas a Cavaco e a Sócrates, a Gama e a Passos e também a alguns barões do PSD e ministros do PS. Nem todos, que alguns ninguém conhece, passam bem por "populares" engravatados em festa de família.

Depois se verá quem tem garra, quem tem estaleca de político de casca rija e resposta com medidas e não com sorrisos amarelos e desculpas com a crise. Entretanto, a segurança será reforçada, assim como as verbas para a pagar e os locais serão vistoriados à cata de megafones. Mas os jovens são imaginativos...

É refrescante, esta onda!

Sem violência nem grosserias, apenas de dedo em riste, rompem com a apatia, pegam na revolta surda e dão-lhe a voz que a resignação salazarista, o medo e comodismo têm calado.

Impulsionados por este desabrochar, bom será que os contestatários estudem produtos e processos, riscos e ganhos e criem empresas e empregos em vez de se ficarem por protestos de coitadinhos...

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Contraste celestial

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Isto é Lisboa, um arrabalde com beleza capital.



Catanada na verdade

Cerca de 20 pessoas foram hoje detidas em Luanda, incluindo o rapper angolano “Brigadeiro Mata Frakus” e jornalistas do “Novo Jornal”, quando se preparavam para dar início aos protestos anti-governo marcados para hoje. http://www.publico.pt/Mundo/cerca-de-20-manifestantes-detidos-em-luanda_1483570

Ora cá está a reação da autoproclamada democracia angolana à liberdade dos Cidadãos. Sim, acredite-se ou não, a Televisão Pública de Angola, dando eco a barões governamentais, intercalou a palavra democracia como refrão dos seus "noticiários" recentes!

Depois da agressiva campanha televisiva contra os que contestam a cleptocracia, eis a resposta do ditador. Ao exaltar a paz e o não regresso à guerra, o governo quer confundir os angolanos, insinuando que os manifestantes pretendem pegar em armas. O que não tem qualquer fundamento, pois só desejam a arma da verticalidade!


A palavra democracia, como estas prisões demonstram, nada significa para Eduardo dos Santos, seus aliados e beneficiários. Toda a encenação dos últimos dias mais não foi que a preparação do terreno para combater com mão de ferro quem critica o poder instalado.

Deixo aqui uma palavra de apreço pelos que, com risco de prisão e de morte, desmascaram a farsa de democracia em Angola.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Ventos de liberdade em Angola

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"Esta manifestacao e' de caracter progressista, civico e socialmente abragente,e que vise criar condicoes para eleger democraticamente um governo de cidadaos Angolanos com as maos limpas de sangue e de vigarices, que governe Angola para todos os Angolanos, sejam eles de que linhagens forem". http://novarevolucaoangolana.yolasite.com/

Neste endereço há uma convocatória e uma atitude histórica:

A NOSSA PETIÇÃO

O povo angolano exige:
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1 - A saida imediata do Presidente ditador José Eduardo dos Santos, seus ministros e companheiros;
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2 - A formação de uma nova ordem política, social e econômica;
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3 - A re-implementação das Eleições Presidenciais periódicas em nossa Constituição;
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4 - A implementação de uma democracia social, que deve ter o interesse do povo angolano de coração;
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5 - A formação de um novo governo com os interesses do povo angolano de coração;
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6 - O estabelecimento de um sistema de administração pública transparente e responsável de todos os recursos de Angola;
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7 - A priorização dos cidadãos angolanos sobre os benefícios e reconstrução social de Angola.


Sopram novos ventos em Angola. Ténues ventos, pois bastou o regime prender vinte pessoas para a manifestação anunciada para hoje ter sido cancelada.

Nada que se compare ao que ocorre no Norte de África. Com maior escolarização, sem as chagas da guerra civil angolana e com movimentos fortes sociais, os regimes foram derrubados ou profundamente abalados.

O que um dia acontecerá em Angola, destronando o império ditatorial de Eduardo dos Santos.

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Zaragatoeiro!?

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Num formulário de análises de sangue encontrei o palavrão, que jamais vira: Flebotomista.

Estamos há anos a viver grandes nudanças, uma das quais é a da renomenclaturização profissional. Há muito que não consulto a Classificação Nacional de Profissões, nem sequer imagino se já lhe arranjaram um nome mais pomposo.

Porém, mesmo que esta designação lá esteja, interrogo-me se o Flebotomista que me tirou o sangue para análise se intitula urinomista quando recolhe urina.

E passa a mucosomista ou zaragatoeiro  quando colhe amostras de mucosas com zaragatoas?

O dito preciosismo será coisa rara, achaque passageiro, ou é um meio de afirmação das novas corporações da saúde!?

A palavra ao leitor.

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domingo, 6 de março de 2011

12 de Março – PC plagia Cavaco

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O PC associa-se à manifestação do 12 de Março contra a classe política!!!

Só um oportunismo desenfreado, a total ausência de vergonha, o pode levar a esta colagem. Não são políticos!? Não fazem mil e uma jogadas na AR!? Não estão nos municípios!? Não partilham mordomias!? Não têm as migalhas do centrão!?

Cavaco engana o povo dizendo que não é político, embora almofadado no Orçamento de Estado há décadas e com várias reformas. E o PC esquece o seu agente sindical, Mário Nogueira, pseudo professor que não dá aulas há anos e a viver à tripa forra à conta do mesmo Orçamento de Estado!?

E o chefe da monarquia sindical do mesmo partido, Carvalho da Silva, que se eterniza na CGTP no cumprimento das teses do PC!? Não é condenável política, a do PC, arregimentar todos os que lhes dão ouvidos para fazer o xinfim que, em cada momento, lhe convém! Também eles usam a falta de instrução para fins disfarçados!

O PC a fingir-se de virgem pura, celestial...

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"Camarada" assustado com Cidadania

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Ontem, a Televisão Pública de Angola gastou grande parte do seu telejornal da noite a apresentar manifestações do MPLA de apoio ao presidente.

Entre a subserviência dos barões do partido, com os seus elogios a "sua excelência" [citação] e as afirmações popularuchas percebe-se a jogada de antecipação do regime.

Com os ditadores árabes em queda, os jovens a usarem a cidadania e a filha Santos a pôr a mão em todos os negócios milionários, a oligarquia treme. Os interesses pessoais, a distribuição dos recursos nacionais e o exibicionismo dos novos-ricos podem ser questionados, pelo que essas manifestações são uma ansiosa manobra para tirar o tapete a quem aposta na honestidade e na transparência.

É evidente que o falso camarada e a corte que o usa e protege, tudo estão a fazer e farão para iludir os pobremente escolarizados cidadãos comuns. Para grande mal de Angola.

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sábado, 5 de março de 2011

Risota da cambalhota

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Portugal aceitou hoje um convite para presidir ao comité de sanções para a Líbia no Conselho de Segurança da ONU http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1798101


Ainda há bem poucos meses o nosso Amado MNE foi aplaudir Kadafi pelos seus 40 anos de despotismo.

E Sócrates esteve várias vezes na Líbia. A negócios, é bom de ver, cuja contrapartida, obviamente, era o apoio de Portugal ao branqueamento da imagem do espalhafatoso e demente ditador.
Como aquele ministro reconheceu publicamente, nem a ética nem a dignidade nortearam o governo português no apoio ao regime kadafiano.

E é com idêntico desembaraço que o governo – exatamente o mesmo governo – faz o oposto do que foi a sua política até os líbios contestarem o tirano. É demasiado o despudor. É a total ausência de Norte diplomático. Não estamos sós, mas isso é fraca consolação.

O mínimo que se esperava era que o nosso país, enquanto tiver o atual PM, mantivesse uma sóbria discrição. Esta cambalhota expõe-nos ao ridículo da instantânea mudança de posição e evidencia o papel de mão-de-obra barata a que nos prestámos.
 
Também mostra ao mundo que as nossas relações externas têm a estabilidade do cata-vento.
 
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sexta-feira, 4 de março de 2011

Lucros sem vergonha

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EDP regista os maiores lucros de sempre, para os 1.079 MEuro (Expresso)

Houvesse vergonha na cara do Mexia e dos seus apoiantes e não teriam como único objetivo encher os bolsos dos acionistas.

Houvesse vergonha na cara do Sócrates e não seria tolerado este monopólio disfarçado que impõe preços leoninos às famílias portuguesas.

Houvesse vergonha na cara dos deputados e não seria tolerada a sobrecarga dos custos das empresas, reduzindo a sua competitividade.

Houvesse vergonha na cara do senhor que manda na ERSE e esta entidade reguladora regularia, travando quem, além destes lucros fabulosos, quer extorquir o Orçamento de Estado através da falácia chamada défice tarifário.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Arte enganadora de Hornachos

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Tantas grades numa terra tão pequena, suscitaram curiosidade. Quase todas as portas e janelas de Hornachos tinham esta ferragem e em todas as ruas por onde passávamos.

Competição decorativa? Ferreiros criativos? Bairrismo exagerado?

Perguntado, o espanhol foi claro e conciso:. – Ladrões!








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Assustador, pedagógico, alongador

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É sobre o estilo de vida, de facto sobre a vida e o quão longa a queremos.

Sem dramatismo, apontando, porém, o dedo para as nossas feridas auto-inflingidas.

Três minutos e meio de um vídeo cheio de bom senso: http://www.thevisualmd.com/health_centers/cardiovascular_health/cardiovascular_continuum

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Não se ouve, mas cheira a descasca

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Repare bem na cara de Sócrates, comprometido, e diga lá o leitor se não tem a expressão de um adolescente apanhado na curva e a levar uma descompostura!?



Só políticos aguentam isto, mas, neste caso, que aguente, pois foi ele e o seu governo a meterem-nos no atoleiro.

De repente, o défice que o seu primeiro governo herdou teve como que cura instantânea. Por obra e graça da presciência governativa o descoberto de 3% do PIB estava ao nosso alcance. Foi o que nos fez crer...

Depois, veio a crise e toca de atirar para lá dinheiro, e algum teria de ser aplicado a título de SOS, embora nalguns casos tenha havido exagero nos apoios. Foi o caso dos bancos, em particular daquele nacionalizado, verdadeiro saco sem fundo.

E noutra vertigem, o défice disparou e demos por nós num vespeiro, pois a nossas contas retraíram os especuladores (investidores na linguagem oficial e jornalística).

E lá foi ontem o nosso PM a Berlim, a pedir batatinhas e a trazer escaldões, de que esta imagem será a ponta do iceberg.

Reconheça-se, contudo, a sua lata em fazer ricochete. Respondendo a um jornalista, não é que invocou os nossos longos séculos de história para dizer que não há subserviência com os parceiros europeus (leia-se Merkl, que acabara de o zurzir!)...

Autêntico Sebastião José... de Carvalho e Melo!

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Beija-mão pariu engodo

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A chanceler alemã esteve hoje reunida com o primeiro-ministro português durante cerca de 45 minutos. Após o encontro Merkel saudou as "reformas corajosas" levadas a cabo por Portugal e adiantou ainda que um eventual resgate a Portugal não foi discutido na reunião de hoje, em Berlim. Sócrates repetiu que Portugal não precisa de ajuda. http://economico.sapo.pt/noticias/nao-falamos-sobre-um-pedido-de-ajuda-de-portugal_112454.html


Tanto não precisa, que foi a correr a Berlim mal a “banqueira” alemã lhe fez assim com o dedo…

Mas são ambos farinha do mesmo saco, saco de poeira para os olhos. Ela para não evidenciar o seu poder, o que reforçaria a imagem de dama de aço (de ferro foi a Tatcher!). E ele por só dizer o que lhe convém, também descrente que em si confiemos, diga o que disser.

O que efetivamente os alemães nos impuseram, isso só vai saber-se aos poucos, por canais paralelos, de acordo com a já conhecida estratégia de as más notícias serem debitadas a conta-gotas.

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terça-feira, 1 de março de 2011

Vença

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Se não puder destacar-se pelo talento,
vença pelo esforço.


Dave Weinbaum

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Salvar-nos da burocracia

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A única coisa que nos salva da burocracia
é a sua ineficiência.

Eugene McCarthy

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