sábado, 10 de setembro de 2011

Parque do Deserto

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Mais Alice Springs.

Porque tem um Parque do Deserto a uns quantos quilómetros do núcleo urbano, encostado ao Sadadeen Range Gneiss.





E porque esse parque, de facto um fauna-zoo, nos proporcionou, como começo de visita, um notável espetáculo de circo.


Uma tratadora fez esvoaçar várias aves na sua direção, seduzidas pelo petisco que lhes dava à medida que cumpriam o respetivio programa.





Até este camuflado passarão sobrevoou os visitantres sentados no anfiteatro, que só deram por ele quando fez o seu número, de tal modo se confundia com o ferro a que estava encostado.




Das várias atrações, entre plantas, repteis e aves, fica aqui uma pequena amostra.

Lagarto de nome desconhecido 

Notivago, canguru respousa fora do horário de expediente

Variedade de eucalipto

Bicho-pau


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Panorama Alice Springs


Os dois dias de paragem permitiram o giro pela cidade e a visita ao seu parque do deserto, que é um pequeno zoo botânico.
Fica um ténue registo, pois o alojamento é distante da cidade e o último transporte era às 16H00.
Vêem-se muitos aborígenes descalços, pairando na avenida principal, não muito longe do centro comercial e da agência dos seus assuntos, sintoma de marginalização. Não tive coragem de os fotografar, salvo os dois que aqui ficam.


Em geral denotam uma pobreza sui generis. A maioria anda descalça, deambulando pelas ruas e pelos centros comerciais, com parca higiene, roupa degradada e desdentados como muitos portugueses. As crianças, também descalças, são magras e têm manchas castanhas no cabelo, subsistindo a dúvida se será pintura tradicional ou carência nutritiva.

A informação de que, como owners tradicionais da terra, terão royalties de que subsistem e os levam a pouco trabalhar carece de dados mais precisos.

Pelos nossos padrões, Alice Springs é uma cidade de província, embora o seu centro comercial Woolworths já tenha uma boa dimensão, com supermercado semelhante aos que por cá temos. De resto, a largueza das ruas e a lonjura dos espaços estão estrecortados com decoração urbana simultaneamente cartaz turístico e cultural.










quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Oásis Alice Springs

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Alice Springs, no centro do Outback, foi uma agradável pausa nos acampamentos permanentes, nas tendas e beliches empoeirados e com osgas e aranhas.


A chegada foi auspiciosa, com um jantar de boa carne grelhada e puré saboroso, fazendo esquecer os pré-fabricados que comemos como meio de subsistência e não para saborear com gosto. Com a cerveja paga à parte, claro, por:

     


Instalados no Heavitree Gap Outtback Lodge, o 470, o primeiro, soube-me a palácio, ao lembrar-me das tendas. E foi muito bem aproveitado; até o tabuleiro inferior do frigorífico [o dos legumes] serviu para a salada.

A par do hostel, com piscina mesmo ao lado, tem também um grande parque de caravanas, pequeno supermercado e restaurante.




As casas de banho dos caravanistas não podiam faltar, assim como o respetivo manual de comportamento.



E uma bela recordação desta estadia foram os ualabis das rochas, parentes minorcas dos cangurus, que dispensam palavras.







quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Trópico de Capricórnio

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A transposição do Trópico de Capricórnio, há exatamente um mês, foi um marco na vida de gente de todas as latitudes, com paragem obrigatória e fotografias a condizer.
A área de repouso tem casas de banho, mas não há loja nem bomba de gasolina. Não é, portanto, uma little town!



Até aqui chegar, desde Darwin, e depois para Sul, as árvores vão escasseando e predomina o mato rasteiro com ocasionais sinais de incêndio. 



Em dias de 700 Km de Stuart Highway com poucas curvas, bom piso e raras paragens, a sesta coletiva foi um regalo. Não fiz fotografias de cabeças pendidas ou bocas abertas por razões óbvias.

Debandada para paraíso moral



Uma coluna militar líbia composta por mais de 200 blindados chegou a Agadez, no deserto do Níger, escoltada pelo exército nigerino. http://pt.euronews.net/2011/09/06/coluna-de-blindados-de-khadafi-no-niger-mas-porta-voz-assegura-que-coronel-esta/

Carro de combate que não combate é peça de museu, arma de reserva em tempo de paz ou refúgio blindado. Este último, será o destino de tais veículos, carros de combate convertidos em asilo de fujões.

São possíveis duas leituras e uma conclusão.

 Leituras
– As forças de Kadafi oficializam, assim, a sua desintegração.
– O fim da guerra civil aproxima-se rapidamente.

Conclusão
Quem durante quatro décadas roubou os recursos nacionais como se fossem legítima propriedade privada, não ia deixar-se matar por amor à Líbia. O espalhafatoso ex-amigo de José Sócrates e de Luís Amado pode ainda fazer algum chinfrim, mas será de longe.
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Instalado num paraíso moral, bem comido e bem servido, vai entretreter-se a branquear os milhares de milhões que acumulou em off shores benzidos pela livre iniciativa. Kadafi tornar-se-á mais um intocável investidor a chafurdar no globalizado mercado de capitais.
Se...

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

"Portugal é uma só nação"



As palavras são de Paulo Portas, disse-as no Funchal a propósito da dívida da Madeira, e daqui se lhe tira o chapéu por desmascarar AJ Jardim.

Afirmou, alto e bom som, o que muitos políticos se encolhem de assumir, com medo das boçais táticas do caudilho madeirense.

Muitas vezes, esse oportunista merece ser tratado à estalada, mas à falta delas e de "unhas" dos que têm o dever de o pôr na ordem, o figurão pisa o risco. Usa e abusa dos limites à honorabilidade das suas funções institucionais. E a impunidade é raiz da reincidência.

Seria bom para Portugal que tivesse chegado a hora de lhe cortar as vasas sem hesitações nem clemência. Se necessário, destituindo-o do cargo mediante junta médica psiquiátrica.

Por uma vez, Portas está a altura de um elogio Formigarras.

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