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quinta-feira, 24 de junho de 2010

A primeira Primeira-ministra australiana


O grupo parlamentar do Partido Trabalhista (no poder) decidiu afastar Kevin Rudd da chefia do governo australiano e eleger Julia Gillard numa reunião extraordinária esta quarta-feira. A substituição relâmpago apanhou os australianos de surpresa. http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=176742
A propósito de surpresa, a verdade é que nem imaginava que o tira-põe PM coubesse ao grupo parlamentar por aquelas bandas. Hábito de os nossos grupos parlamentares serem todos paus mandados dos chefes partidários, nem sequer o sendo dos órgãos colegiais dos partidos.

Constitucionalidades e costumes à parte, o facto a registar é que a humanidade deu um salto em frente com esta prova de igualdade entre homens e mulheres.
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E o mundo não parou, o diabo não veio à Terra e a Austrália continua na Oceania, oh esclavagistas muçulmanos!!! Apesar de a oposição dizer que «Mudaram o vendedor mas o produto continua a ser o mesmo».

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Hospital Carolina Ângelo


Hospital Carolina Ângelo é o nome do novo hospital de Loures. Foi um nome bem escolhido. http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/ministerio/comunicacao/discursos+e+intervencoes/hospital+loures.htm

Os hospitais, como as ruas da Praia da Luz, devem ter nomes de gente comum, que fez algo pela terra, pelo concelho, por Portugal.

Bom seria que acabasse a propaganda católica de dar a hospitais nomes que esta ideologia venera. Pode ser que o Hospital Carolina Ângela seja o primeiro de nova orientação que exclua designações confessionais. Somos um Estado laico.

Carolina Beatriz Ângelo nasceu na Guarda, em 1877, estudou na Escola Politécnica e na Escola Médica de Lisboa, onde se licenciou, em 1902, com distinção, apesar de ter feito o curso contra a vontade dos pais, que a queriam apenas bem casada e boa dona de casa. Trabalhou no Hospital de Rilhafoles, especializando-se em ginecologia, e foi a primeira médica portuguesa a operar no Hospital de S. José, em Lisboa. Pertenceu ao Comité Português da associação francesa La Paix et le Désarmement par les Femmes, ao Grupo Português de Estudos Feministas e fundou a Liga Sufragista das Mulheres Portuguesas.

Presidiu à Associação de Propaganda Feminista e foi vice-presidente da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Esteve ainda ligada à Associação do Registo Civil e ao Grémio Solidariedade e foi iniciada na Maçonaria, em 1907, com o nome simbólico de Lígia. Carolina Beatriz Ângelo defendeu o direito ao voto para as mulheres economicamente independentes, a protecção às mulheres grávidas e às crianças, a equiparação de salários para ambos os sexos e o alargamento do serviço militar obrigatório às mulheres. Morreu com apenas 33 anos. http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1535417

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