terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vingança licorosa

Sarkozy e a sua comadre Ângela entram-nos casa adentro sem sequer baterem à porta.

Pior, cozinham o Euro e a União Europeia sem dar cavaco, impondo aos minorcas a receita pronta a comer. E se estes tiverem alguma veleidade, se mostrarem relutância em deglutir os seus preparados, pumba, empurram-lhos goela abaixo.

Talvez por isso, o Licor Beirão resolveu temperar o seu próprio cozinhado com extrato destes dois.

Bom seria que tal alquimia abrisse portas à exportação para os cálices alemães e franceses, muito precisados de alavancar o seu humor com este licor anti-crise.




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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Doença atrai turista político


Presidente da Guiné-Bissau Malam Bacai Sanhá está em coma induzido num hospital militar francês e o seu estado de saúde já motivou a deslocação a Paris do primeiro-ministro da Guiné-Bissau. http://aeiou.expresso.pt/presidente-da-guine-bissau-internado-em-estado-grave=f691807#ixzz1fPC1L9xc

Esta é uma meia notícia, porque notícia inteira seria a explicação da ida do PM a Paris. Numa terra em que o seu presidente é transportado e tratado graciosamente por países amigos por absoluta falta de recursos, que foi lá cheirar o PM?

A Guiné-Bissau vive sob tutela militar encapotada e em estado de indigência.

O seu orçamento é financiado pela caridade internacional (PNUD, União Europeia, etc. etc. Portugal incluído).

Não há uma urgente pendência institucional e se alguma coisa tivesse de ser feita seria em Bissau e não na Cidade Luz.

Face ao exposto, eis a meia notícia em falta, a razão da ida de Carlos Gomes Júnior (o dito PM) a França: passeio!!!

Com desculpa esfarrada, doentia...
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domingo, 4 de dezembro de 2011

Alho mascara inaptidão



Preâmbulo
Fome. Nada à mão. Nada pronto. Preguiça.

Restos
Alho e mais alho. Primeiro dentes cortados em dois ou três pedaços. Depois restos de alho picado congelado (pensando que era cebola!)
Tomate picado congelado e reforço com restos de concentrado.
Restos de cogumelos de lata, laminados e inteiros.
Bacalhau cozido desfiado, restos da última açorda.
Rodelas de gengibre e uma pitadita de sal e outro tanto de pimenta moída na hora.
O conjunto aspergido a azeite virginal.
E tudo regado com vinho branco e o cozinheiro ungido a Monte Velho tinto.

Método
A misturada terá cozido um pouco com o vinho, a tal entaladela, refogando depois de secar o molho.
O cheiro a alho cozido-frito associado ao aspeto esturrado mandou apagar o fogão.
Abafou uns minutos.

Notas de prova
Se a minha mãe provasse a mistela, diria que era uma autêntica travia.

E o que é que eu acho? Acho que o alho encobre muito bem certa falta de jeito. E também acho que jantei e que da próxima terei de confirmar que leva cebola.
Como uma história sem moral não o é verdadeiramente, fica aqui lavrado em ata que a moral desta é escrita com azia. Quiçá do alho, talvez do tinto!

!!!

sábado, 3 de dezembro de 2011

Jura incerta

Serve para praxe caminheira?


Confissão
Amigos, eu já fui forte!
Depois… só sofá, abusei:
vida parada, sem norte…
Confesso: fui sorna, enfezei!

Padrinho
Sou agora teu padrinho,
de muitos trilhos vezeiro.
Perdoo-te o descaminho,
queiras tu ser caminheiro!

Jura
De cima destes penedos
eu juro solenemente:
vão fora sofás e medos,
a ronha principalmente!


Ficais agora avisados,
não refilo nos atalhos,
deixo os pratos bem rapados
e as botas em frangalhos.
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Com botas de caminhada dá três patadas num calhau.

Pregão do padrinho
Carimbo teu juramento
de vencer mato, estradões,
partilhando mantimento,
tenhas tu rijos tendões!
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O padrinho pespega-lhe o chapéu de aba larga na cabeça.



Manuel A. Madeira
1 Novembro 2011
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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Golpe de estalo

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Militares marcaram mais protestos para Dezembro http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2160138

Estão mesmo a pedi-las! Especialmente o esquizofrénico Otelo, que incita à agitação nos quartéis.

Portugal está num aperto e todos temos de apertar, incluindo os militares.

Não vivemos numa ditadura como a derrubada por outros militares no 25 de Abril, esses sim patriotas responsáveis.

Está na altura de pôr esta tropa fandanga em sentido, pois o país tem de levantar cabeça e não é com arruaças militares que lá vai.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Decadência fadista



A campanha final para que o fado português fosse declarado património imaterial da humanidade pela UNESCO empolgou os negociantes do ramo. E agora nem nos deixam respirar; há faduchos em todas as ondas.
Até o senhor António Costa meteu férias de presidente da Câmara de Lisboa para ir à Indonésia arengar sobre este tristonho, miserabilista e bolorento cante.
Letras lamechas, choradinho de amores e desencantos, miséria, cornos e melancolia; em suma, o culto da decadência. Até a Joana come a papa tem uma mensagem mais otimista que a maioria dos fados.
A canção nacional, se a houver, será a balada, tão bem divulgada por José Afonso. E a alentejana Oh rama, oh que linda rama bem podia ser a nossa mais que tudo, pois não há grupo de amigos nem patriótica tertúlia bem bebida que não a entoe.
Claro que há desinteressados amantes do fado, boas vozes e letras escorreitas, mas têm pouco impacto. A exceção também vai para o estilo coimbrão e para o fado vadio, o autêntico, sem mácula comercial.

As loas ao amor e à raiva, os trinados burlescos e os gemidos etilizados são esgares marialvas. Mesmo que disfarçados com xailes pretos, versos desenxabidos e caras esborratas com três camadas de besunto.

Mas cultivar a infelicidade porquê, se os que a vivem querem desesperadamente libertar-se dessa peçonha!?
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O galho sindical



Ontem, logo pela manhã, o Largo do Rato enche-se de silenciosos manifestantes.

Tranquilos, lá passam como quem vai a caminho dos couratos depois de um jogo perdido ou em romaria da vossa senhora de não sei onde. Percebo que é manifestação porque há polícia e algumas pessoas levam uns rolinhos com pauzitos dentro e outros, menos, exibem cartazes ao ombro:
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 Não à privatização.

Depois, na net, vi que poderia ser uma iniciativa sindical e a privatização em causa seria a da água.

É incontestável que os sindicatos têm todo o direito de defender os interesses legítimos dos seus associados. Porém, sobre o estatuto das instituições empregadoras é outra conversa. Outro galho.

Não cabe a qualquer sindicato exigir, reinvidicar ou sugerir o perfil das entidades onde trabalhem os seus associados. Esse é o mundo constitucionalmente reservado ao parlamento, aos partidos políticos e ao governo. A revolução já lá vai... e o conflito de poderes é impróprio de regimes estabilizados, de democracias de corpo inteiro.

Não concordo com a privatização da exploração da água potável, mas não contesto a legitimidade do PSD e do governo em equacionar outras opções. E o figurino legal para a gestão da água que nos chega a casa, a definição de quem lá a leva, empresa pública ou privada ou serviço municipalizado, também não é coisa de sindicatos.

Cada qual no seu galho.

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Impunidade volta a atacar



O vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos, Norberto Rosa, de 56 anos, foi abordado cerca das 21.00 por dois homens numa zona residencial que, sob ameaça de arma, o conduziram a duas caixas multibanco onde fizeram levantamentos com três cartões. http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2158205

Será que com a patologia a beliscar gente influente na sociedade portuguesa, influencia outros influentes para tomarem medidas firmes de combate ao crime e à impunidade!?

?????

Sem finca-pé não há líder



Revolta no PS impede Seguro de votar ao lado do Governo
Direcção do PS queria votar a favor da proposta que ontem o Governo apresentou para diminuir o impacto dos cortes nos subsídios em 2012. A bancada socialista revoltou-se e, depois de um debate entre vários deputados via e-mail, Seguro e Zorrinho viram-se obrigados a um volte-face: o PS absteve-se. http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2155015


O secretário geral do PS acaba de perder o pé.

O seu gesto lembra a amarga impotência de Ledru-Rallin:

Tenho de segui-los, sou o seu líder.

Doravante qualquer um lhe bate o pé e é uma questão de tempo até o inseguro António José ser apeado.

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um jornalista anticorrupção



Entre a cunha e a corrupção, o Público de domingo traz uma mão cheia de casos.

Pela pena de José António Cerejo já chegaram ao conhecimento do povo muitas traficâncias, já foram desmontados enredos interesseiros e não seria surpreendente se já tivessem caído alguns figurões.
Aliando a determinação à investigação, os seus trabalhos mostram uma mancha que a democracia não tem querido combater eficazmente. Quem diz democracia diz o direito penal que em tantos casos dá primazia aos procedimentos em detrimento dos factos. E quem diz direito diz legislador…
Já agora, quem é o legislador!? Siga o leitor a linha legislativa e encontrará a meada! Ou, se preferir, a teia, a teia de interesses que fazem a lei assim e não assado, pelas mesmas razões que há tanta gente a querer escutas esturricadas.

Enquanto não tivermos políticos convictamente centrados na ética não teremos ágeis leis anticorrupção e José António Cerejo muito terá que escrever.

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domingo, 27 de novembro de 2011

Papa católico prevarica

Obrigado Rui, pelo alerta.

Até prova em contrário, o senhor Ratzinger não está acima da lei nem o céu tolera o pecado da insegurança rodoviária.

Que mau exemplo de quem tanto prega e tão pouco cumpre!


Benfica um – Crime zero


O Benfica ganhou no campo e espero que alguns vândalos ganhem juízo na cadeia.
Provocaram um incêndio no Estádio da Luz e o Estado de Direito, o que dele ainda sobra, deve caçar os criminosos e puni-los exemplarmente.
Só assim Portugal ganharia.

Todavia, receio que nada aconteça, pois enquanto se fala no fosso e nas claques, no crime e nos 15 minutos que durou a sua extinção, não se fala nos tróicos nem nos cortes nos medicamentos, nem na terceira tranche, nem nos 23% do IVA nas fraldas, nem nos ansiosos pedidos de PPC ao regime angolano, nem na auspiciosa retoma em 2015.

Nem, nem, nem…

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sábado, 26 de novembro de 2011

Arte vadia em Almada

Este esboço está num recanto esconso e sugere dicotomia:

 Vandalismo de beco ou Arte vadia?



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A ilusória greve geral de ontem

Tudo isto, sem o acrescento de uma só vírgula, salvo a enfase no encarnado do texto, é um produto ideológico do PC, que explica parcialmente a convocação da greve de ontem e as ilusões sobre a adesão "monumental".



11. Um PCP mais forte. Condição fundamental para a alternativa de esquerda

A vida comprovou que não há alternativa política nem política alternativa sem o PCP. A questão mais urgente, mais necessária e mais decisiva para tornar sólida e credível a construção de um outro rumo para a vida política nacional é o reforço do PCP e da sua influência social, política e eleitoral.

Reforço que reclama uma mais profunda ligação aos trabalhadores e às populações, uma mais activa acção e iniciativa políticas, um papel mais enérgico na dinamização da luta da classe operária e dos trabalhadores, mas também da juventude, das mulheres, dos agricultores, dos intelectuais e quadros técnicos, dos pequenos e médios empresários, de todos os que sentem a marca injusta da política de direita realizada contra os seus direitos e interesses.

http://www.pcp.pt/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=32864&Itemid=763

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Obama de monco caído


Obama amnistiou dois perus http://pt.euronews.net/2011/11/24/obama-amnistia-dois-perus-no-thanksgiving/


E fez um discurso engalanado, recheado de retórica, a sua especialidade.

Para isto o homem serve, é um autêntico peru de monco caído.

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Coisas do Norte, carago!

Caminho de Santiago  Certificado


Chamariz de grande sucesso: casa cheia!


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pequenez de saltos altos

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A propósito do jogo com o Benfica, ontem, ouvi comentários em futebulês sobre o treinador do Manchester United a que só faltou a mesura provinciana.

A torto e a direito lá vinha o anacrónico título nobiliárquico do senhor Alexander Ferguson, como se o falante fosse britânico dos quatro costados. Diz-nos a Wikipédia que Sir é superior a baronete, inferior a barão, e significa aquele que tem domínio sobre algo ou alguém.

O homem saberá da poda, pois se assim não fosse não seria treinador no mesmo clube há um quarto de século. Mas tivessem os ditos comentadores e jornalistas idêntica qualidade profissional e não bajulariam a titulação de uma inútil monarquia.

Nem se autoflagelariam com tal subserviência a um regime ademocrático.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um espetáculo de estratégia

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Lembro-me, há um bom par de épocas, de ver a bola como que besuntada de mel, a arrastar-se entre os jogadores, colada a  eles e raramente fluindo na direção das balizas.

Hoje foi muito diferente, sem quaisquer comparações.

Hoje, o Benfica jogou futebol de primeira com o Manchester. Empatou, mas tudo fez para trazer a vitória para Portugal.

Estão de parabéns os atletas, mas também Jorge Jesus, que adoptou uma estratégia de movimento conquistador.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nu político


Primeira, a primeiríssima, foi a Cicciolina, que exibiu as mamas para fazer agitação. Isto há muitos anos; e o método mamário chegou mesmo à nossa Assembleia da República.


Mais recentemente um movimento ucraniano também nos chamou a atenção para causas sociais e políticas através de mamas de muitas belas mulheres.

Chegou agora a vez dos chineses, que também enveredaram pelo alerta em nu.

Se a moda pega será que teremos as avenidas cheias de gente em pelota!? Vivendo-se tempos de aperto, antevejo manifestações de grande impacto, agitando mamas até que a vida fique mais folgada.

???

domingo, 20 de novembro de 2011

Cinto de segurança segura vidas

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O impacto foi tão forte que o carro partiu-se em dois, espalhando destroços num raio de mais de 80 metros. Joaquim Barbosa viajava no banco traseiro sem cinto de segurança e terá tido morte imediata. O condutor, de 40 anos, partiu uma perna e sofreu contusões e golpes. O passageiro que viajava no banco da frente, de 29 anos, teve apenas ferimentos ligeiros. http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Paredes&Option=Interior&content_id=2135753

Por mais avisos, notícias e multas, os portugueses continuam a acreditar na sorte. A sorte macaca, sempre que não põem o cinto de segurança.
É mais difícil colocar o cinto no banco de trás, pois é! E quem vai no meio pior ainda, pois claro, mas demora só mais uns segundos. Nada que atrase o jantar, a festa de anos ou a chegada a Marvão.

 Como se demonstrou mais uma vez neste acidente fatal.
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