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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Cidadãos e políticos

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Um dia, um florista foi cortar o cabelo. Depois do corte, perguntou quanto devia. O barbeiro respondeu:

– Não é nada; esta semana faço voluntariado.

O florista saiu todo contente. No dia seguinte, ao abrir o estabelecimento, o barbeiro encontrou uma dúzia de rosas com um cartão de agradecimento.

Mais tarde, chegou o padeiro para cortar o cabelo. Quando quis pagar, o barbeiro disse:

– Não posso aceitar dinheiro esta semana, pois faço voluntariado.

Feliz, o padeiro sai todo contente e, no dia seguinte, deixa à porta do barbeiro uma dúzia de biscoitos, com uma palavra de agradecimento.

Depois, também veio um autarca e quando pretende pagar, o barbeiro responde:

– Não, esta semana é grátis. Faço voluntariado!

O autarca sai da barbearia encantado com a surpresa. No dia seguinte, quando o barbeiro chega, uma dúzia de autarcas estão à espera, fazendo bicha para cortar o cabelo gratuitamente.

Eis, meus amigos, a grande diferença entre os cidadãos comuns e os políticos que nos governam!!!


Nota da Redação
Chegou em francês e o departamento multilingue do Formigarras só traduziu. E ficou autarca por ser o mais próximo do original, embora simbolize muitos políticos da nossa praça.

Não se sabendo quem é o autor, mantém-se, contudo, a chapelada ao criativo, qual soldado  desconhecido da batalha pela ética política.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ministério e sindicatos contra o ensino

A rejeição de vagas e quotas é incontornável para os sindicatos. Para Fenprof, FNE e Fenei/Sindep, o prolongamento das negociações é uma hipótese quase tão incontornável como a rejeição em relação a "mecanismos administrativos" que condicionam a progressão dos professores, "por decisão política e não por mérito".  http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1441400

Que discurso tão elaborado para justificar a ambição "sindical" de uma pseudo-avaliação! Os Professores aceitam a avaliação sem receios de maior, mas os que não têm perfil para a função, esses berram que querem avaliação, embora não digam em voz alta que querem uma "coisa" para inglês ver, inconsequente. Sem que dela resulte a diferenciação dos muitos bons - que os há - e dos fracotes, que os sindicatos não assumem existir. E há, oh se há!!!

Sem quotas não há verdadeira avaliação, dado o laxismo instalado. Por isso, a guerra tem, nesta altura, uma baixa intensidade, na expectativa de que a ameaça subtil surta efeito. Numa lógica de escalada, a estratégia sindical, muita dela alimentada pelo PC, é a de eliminar, um a um, os factores que garantam uma verdadeira diferenciação dos desempenhos docentes.

Como o Ministério da Educação já afirmou que as quotas vão manter-se, embora sejam "um dispositivo em cima da mesa", o braço armado deste partido já estará a lamber-se por mais esta vitória.

O que seria a derrota de Portugal, do futuro da juventude e o descrédito dos verdadeiros Professores! A aventura Alçada-Vilar não augura final feliz, nem que mascarado de sorrisos tácticos...

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Anestésico Alçada-Vilar

A ministra da Educação, Isabel Alçada - Vilar, deu ontem uma entrevista televisiva de que resultaram, espremida, 2 pinguinhos.

1º pinguinho: O amaciador, isto é, as alterações à avaliação dos Professores e à carreira docente não foram explicados, pois serão transmitidos em primeira mão aos interessados, sindicatos, Professores. Está mal! Os mais interessados são os alunos e os pais, mas compreeende-se, quer ser delicada, não vá começar já o bota-abaixo sindical!

2º pinguinho: O anestésico Alçada-Vilar, a formação dos avaliadores dos Professores, é a grande novidade da entrevista. Mas é uma falácia. Uma avaliação útil tem de ser expedita, com medição de poucos factores, sem enleios formais. Ora se a nova avaliação exigir formação dos avaliadores, isso signgifica que herdou a burocracia e não é simples nem intuitiva. Mas como a classe gosta de créditos de formação, toma lá um rebuçado...


Para transmitir tão parcos dados, teria sido melhor adiar a entrevista.

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