quinta-feira, 14 de março de 2019

Bocage – De cerúleo gabão não bem coberto


Sempre inspirador, desta vez apela ao dicionário...



De cerúleo gabão não bem coberto,
Passeia em Santarém chuchado moço,
Mantido às vezes de sucinto almoço,
De ceia casual, jantar incerto;


Dos esburgados peitos quase aberto,
Versos impinge por miúdo e grosso.
E do que em frase vil chamam caroço,
Se o quer, é vox clamantis in deserto.


Pede às moças ternura, e dão-lhe motes!
Que tendo um coração como estalage,
Vão nele acomodando a mil pexotes.


Sabes, leitor, quem sofre tanto ultraje,
Cercado de um tropel de franchinotes?
É o autor do soneto: é o Bocage!


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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Ténue fronteira entre moral e imoralidade



Frase ouvida recentemente no Metro de Lisboa:

– Foda-se, mãe, nem esperaste por mim!

Torce-se e retorce-se quem é incapaz destas falas perante os pais, fruto de educação severa.

Mas vá a Braga e constatará que este e tantos outros impropérios são uma constante familiar. Talvez a rapariga seja minhota.

E só conheça a pimenta ali em cima como tempero. Apesar de noutros tempos e regiões tenha sido usada vezes sem conta para travar a língua de crianças e jovens. Obviamente do Douro para Sul.

Carago, como a História moldou tão grandes fronteiras linguísticas e morais no nosso país!!!


domingo, 27 de janeiro de 2019

O dia em que o Zé Povinho acreditará na justiça


Autor desconhecido

Não há português que tenha fé numa justa pena de prisão sempre que um ladrão de milhões é levado a tribunal.

O mesmo acontece quando os jornais dão eco a diligências do Ministério Público que envolvem corrupção de milhões.

Seja no futebol, na banca ou em grandes negócios, sempre que cheira a esturro, o Zé Povinho antevê manobras de empastelamento da justiça, sorri das tonitruantes declarações de acusados e seus advogados.

Está escaldado; escaldado com as provas invalidadas, escaldado com as prescrições e escaldado com as penas suspensas.

As prescrições e a suspensão de penas são duas chagas nacionais. Além de outras doenças graves.

Os processos judiciais arrastam-se, eternizam-se, e quando são divulgadas as prescrições não são pedidas contas a quem os arrastou para o lamaçal do esquecimento e da impunidade.

O Zé não acredita em acaso. Sabe que há sistemas informáticos…

O ministra Van Dunem afirmou, em entrevista ao EXPRESSO do dia 19, que está preocupada com a corrupção. Não parece, pouco se vê.

Do que vem a público não transparecem iniciativas marcantes, roturas com a paz podre legislativa atual. E são necessárias mudanças, radicais nalguns casos.

Não é aceitável que um corrupto condenado a cinco anos de cadeia tenha a pena suspensa. O Código Penal permite-a “atendendo à personalidade do agente, às condições da sua vida, à sua conduta anterior e posterior ao crime…”

Aqui o Zé já não sorri, ri-se à gargalhada. Até não aguentar mais a dor de barriga de tanto rir.

E ri-se de as condições de vida dos pobres os levarem às grades e as dos engravatados, com uma oleada teia de contactos, os libertarem como livres passarões.

Mas a risota começa bem antes da pena suspensa.

E há forma de o bom do Zé Povinho levar a justiça a sério. Desde que esta seja verdadeiramente igualitária.

Quando vir o dia…

O dia em que os factos prevalecem sobre os procedimentos e a procura da verdade não seja travada por lacunas, omissões e prescrições nem manobras dilatórias.

O dia em que nenhum juiz derreta tempo e energia, saber, isenção e bom senso em sentenças quilométricas a fingirem tese de mestrado.

O dia em que os recursos judiciais sejam resolvidos em poucas semanas.

O dia em que declarações destas transmitam ao Cidadão Português a firme convicção de que nenhum tribunal as levará a sério:

Operação Marquês
Sócrates defende que "investigação secreta" é ilegal
https://www.jn.pt/justica/interior/socrates-defende-que-investigacao-secreta-e-ilegal-10493128.html

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

CGD, os crimes e a proteção dos criminosos

A Caixa Geral de Depósitos tem créditos incobráveis de milhares de milhões e foi alvo de uma auditoria que a sua administração recusa divulgar.

O governo, sonso, diz não a ter.

Dessa auditoria Joana Amaral Dias publicou ontem uma lista de grandes devedores,  parcial será, mas aqui está:


Esses créditos foram concedidos por administradores à revelia das recomendações técnicas de especialistas em risco de crédito bancário.

Falta, por isso, a lista dos que tomaram tão danosas decisões. Para que os portugueses saibam quem tão irresponsável e criminosamente destruiu a economia nacional. E para que não sejam só os pilha-galinhas a pagar pelos crimes cometidos.

A CGD pode alegar mil argumentos para o engavetamento do documento.

Há, porém, um bem maior: a prestação de contas a quem a recapiltalizou: o Zé Povinho.

Mas enquanto o Costa e o PS não derem derem ordens à Caixa para por o relatório a descoberto desacreditam-se tanto como toda a classe política.

Se esta já é vista como maioritariamente indigna, abafar os crimes cometidos na CGD pode salvar a pele e os milionários prémios "salariais" dos criminosos, mas enterra a dignidade dos políticos portugueses.


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Rodapé
O tradicional vício de opacidade talvez invoque o segredo bancário, talvez, mas Paulo Macedo, apesar da auréola de impoluto, sairá salpicado deste lamaçal.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

RTP gringosa

Na RTP3 apareceram, há minutos, imagens com a legenda "Estórias que contam". Escusado gringuês.


"Estória" é uma palavra inútil, um pretenso neologismo com pés de barro! Um desnecessário plágio da inglesa “story”, pois a nossa “história” significa o mesmo que essa palavra, mas também traduz fielmente “history” da mesma origem.

De facto, na língua portuguesa história tanto significa conjunto de eventos de grande relevo para um país ou para a humanidade como pequenas ocorrências, lendas ou incidentes familiares. Quem nunca ouviu Histórias da Carochinha!?

E a RTP a enveredar pelo tão corrente como alienado seguidismo converte-se em ampliador do disparate.

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Natal canibal




Diz-se que o PAN anda por aí a invetivar os ditos populares, alguns tão ou mais antigos do que a nacionalidade,
Mostra um certo radicalismo pequeno-burguês de fachada urbano-ambientalista.

Ninguém lhe liga, são ridicularizados, pelo que podem recuperar o fôlego se investirem no expurgo de mitos bem mais perniciosos, um deles cravado na sociedade portuguesa que nem carraça em pele humana: O mito da hóstia católica.

Proclama o manual desta confederação ideológica que a hóstia simboliza o sangue de Jesus da Nazaré. E que comê-la purifica.

Ora, essa deglutição constitui um duplo paradoxo.

Primeiro paradoxo: comer sangue sólido. O sangue desse Jesus seria líquido como o do leitor ou leitora, porém, milagrosa e mitologicamente convertido numa bolachita fininha de farinha de trigo amassada com água.

Segundo e dramático paradoxo: pessoas que comem sangue humano tornam-se canibais, pois Canibal é o indivíduo que se alimenta de outros da mesma espécie.

E o PAN voltaria às boas graças do Zé Povinho se desse um empurrão no desbaste deste mito. De facto, não é crível que os católicos que comem hóstias queiram ostentar Canibal no cartão de visita!

Especialmente hoje, em que a Missa do Galo dá ao protegido do PAN um uso que não constará do programa do partido.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Quatro lições sobre os coletes amarelos tugas



1. Os partidos e os "sindicalistas" que passam a vida em manifes insurgem-se contra as dos  coletes amarelos por não os controlarem. Preferem ter o povo ao seu serviço. 

2. Apesar de se dizer que a polícia tinha infiltrado grupos do facebook para saber o que dali viria, nada viram, nada havia para ver. Salvo o amadorismo policial. E a grande derrota do SIS, face à ilusão de informação recolhida.

3. As manifes  coletes amarelos tiveram em Portugal o impacto dos eventos no facebook, com elevada percentagem dos "Vou" eletrónicos, tipicamente "Segurem-me senão eu mato-o".

4. Os coletes são verdes e quem os diz amarelos é daltónico.

!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Um Baga de simpatia *


Sendo vezeiro no restaurante, frequentemente pago a um canto do balcão, desimpedindo a mesa para novos clientes.

Mas hoje, além do troco recebi um saco e 
– Pelas vezes que cá vem e pelos grupos que cá traz!

Não é todos os dias que tenho tamanha surpresa. Nem me ocorreu retorquir que lá vou pela comida boa e em conta e o que muito conta, a simpatia eficaz do pessoal.

Reconfirmada…


Obrigado Pedro e Companhia.

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* Não, não é aleijão na concordância, trata-se de um Baga - Bruto - 2015, das Caves Primavera, de Águeda.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A rolha, o vinho e o amadorismo


No texto seguinte, o evidenciado a azul não corresponde à realidade portuguesa, apesar de sermos o maior produtor de rolhas.

É que há adegas paradoxais: dão um nome pimpão a algumas produções, Selection, Signature, mas espetam-lhes tampões de aglomerado de cortiça, vulgo corticite. 

Pura forretice, indiferença ao mercado ou amadorismo em vez de gestão estratégica do produto !?

Corticite não é rolha de cortiça, nem rolha é, que rolha só a cortiça faz.

E Portugal, o grande corticeiro mundial, tem de transmitir a todos os apreciadores de vinho que não confunde rolhas com um medíocre tapiço, tal como distingue inequivocamente um bom vinho de uma qualquer mistela.

Para quando um pacto sectorial que institua a cortiça como selo de garantia de vinho português !?



Pop da rolha influencia a perceção da qualidade do vinho

A Universidade de Oxford e APCOR apresentaram hoje os resultados de um estudo, feito em Londres durante o mês de julho, em que os participantes consideraram que o vinho tem melhor qualidade (+15%) depois de ouvirem o som da rolha de cortiça ao abrir uma garrafa de vinho.
Estas conclusões foram resultado de uma experiência sensorial em que cada participante provou dois vinhos idênticos e deu-lhes uma classificação enquanto escutava ou o som de uma rolha de cortiça a sair da garrafa, ou o som de uma cápsula de alumínio. Seguidamente, foi-lhes pedido que abrissem ambas as garrafas e as classificassem de novo.
Também se conclui do estudo que o vinho vedado com rolha é mais apropriado para a celebração (+20%) e mais incitador ao espírito de festa (+16%).
“Os nossos sentidos – audição, visão e tato – estão intrinsecamente ligados à forma como saboreamos. O som e a visão de uma rolha de cortiça a sair de uma garrafa define as nossas expectativas, ainda antes de o vinho tocar nos lábios, e essa expectativa vai afetar a nossa experiência gustativa. Estes resultados enfatizam a importância dos vedantes do vinho, e deixam bem evidente a relação que estabelecemos, ainda que inconsciente, entre a rolha de cortiça e a qualidade do vinho”, afirma Charles Spence, responsável pelo estudo da universidade britânica.
A experiência foi promovida pela APCOR numa iniciativa inédita na capital inglesa, que decorreu entre 27 e 29 de julho e em que os participantes puderam entrar no mundo sensorial da degustação do vinho.
Recorde-se que 7 em cada 10 garrafas de vinho produzidas em todo o mundo são seladas com uma rolha de cortiça. Em termos mundiais, 86% dos consumidores afirmam preferir vinho vedado com rolha de cortiça.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Fé na lealdade, isso sim!


A fé, qu'é isso, qu'ilusões,
contar com ovo no dito,
fantasiar uns milhões,
a sorte dar um manguito!

  

© Manuel A. Madeira
Lisboa, 14 de Novembro de 2018

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

O algoritmo, esse penetra

Crónica

Autor: Almada Negreiros


O algoritmo da colocação de professores fez furor no ano em que o Governo Santana conseguiu a maior trapalhada de sempre na sua seriação.

O algoritmo do facebook anda por aí numa roda-viva, invocado a torto e despropósito. Mas fica bem, dá boa imagem, ombreia que nem ginjas com paradigma, tracking e experienciar.

E onde está o culpado de a D. Felisbola só ter dado pela transferência da outra para outro canal quando a vizinha de baixo lhe disse? O algoritmo, o do face, claro.

E até o algoritmo do desempenho de um jogador de futebol é objeto de relato radiofónico. Fonix!!!


Por este caminho, nunca mais a D. Anastácia dá a receita da Açorda d’Alho, aquela com queijo de cabra fresco, à comadre que vive na Austrália.

Nem a receita da Sopa de Cação emigra para o Minho para o senhor muito simpático que tem um restaurantezinho em Valença e a quer experimentar com lampreia.


A novel tendência do algoritmo tem cara de estar para ficar...

E o algoritmo do Ensopado à Pastor será pespegado não tarda naquele portal dos petiscos de fusão.

Tal como o algoritmo das Sopas de Toicinho será pirateado por um qualquer guloso desavergonhado.

E até o algoritmo dos Macarons de Foie Gras vai um dia parar às mãos do cozinheiro-chefe do Aliança para consolar o dito Santana dos 0,0031% de umas promissoras eleições europeias.

  


© Manuel A. Madeira
2 de Novembro de 2018   

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Honorato, boa casa melhor gente



Hoje almocei no Honorato, ao Saldanha (Lisboa). E mal me sentei senti uma reação à bebida, que veio com açúcar, ao contrário da encomenda. Sem ai nem ui foi prontamente substituída, cortês e eficazmente.

A comida boa, o mata-bixo matou e só a mousse de chocolate pedia uma pitada menos de doce.

Uma lacuna, não tem Super Bock.

Ambiente moldado em madeira rústica e outras rusticidades.

Mas o melhor, o profissionalismo dos que nos atenderam. Acima da média, muito acima, um exemplo para tantas e tantas casas.

Voltarei.


PS (post scriptum para os dogmáticos)

Lá para o meu Alentejo há uma maledicente lengalenga sobre Serpa:
Serpa, serpente, má terra, pior gente!

Os serpentinos contrapõem com razão:
Serpa, serpente, boa terra, melhor gente! Está explicado o título Formigarras.


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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Caminhar por Objetivos



Não há ventos favoráveis para quem não sabe para onde vai.                                                                                                                                                     Séneca


– Fazer 12, 20 ou 32 Km;
– Desmoer o borrego à pastor;
– Palmilhar o trilho da Mina do Pequito;
– Subir da Barragem do Rio da Mula à Peninha.

Hoje optei por uma manchinha de figos.
Monsanto tem bons objetivos…


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26.Agosto.2018

terça-feira, 3 de julho de 2018

Povo acomodado



Come TUDO o que lhe enfiam goela abaixo!

Onde estão as cartas individuais e coletivas aos que procedem mal!?

Onde estão os pedidos de reunião e as reuniões com quem pisa o risco, abusando do poder!?

Quem vai às Assembleias Municipais expor as suas razões, denunciar arbitrariedades, clamar pela Ética!?

Quantos dos que bradam aos céus contra isto e contra aquilo já fizeram mais do que protestos e lamúrias de mesa de café!?


Não nos faltam leis nem decretos; até a Constituição é exemplar!
Mas ainda comemos os frutos da inquisição católica e do beato e cruel salazarismo.
Não damos basto uso à liberdade.

Façamos hoje melhor do que ontem!

!!!

sábado, 19 de maio de 2018

Explorar petróleo apesar dos e das inconsequentes


Uns quantos e quantas (sim, muitas estilo BE) andam num virote do bota-abaixo à pesquisa de petróleo no Algarve e no Alentejo.

E o governo Costa, delicodoce, atira poeira sob forma de hipócritas palavras ocas, mas reza para que a exploração seja viável.

Ele que venha! Mais dinheiro para Escolas, mais dinheiro para a saúde, mais e melhor investigação científica, etc,, etc., etc.

É preferível importá-lo da Nigéria e da Arábia Saudita, de Angola e da Noruega!?
Só povos abúlicos desprezam os seus próprios recursos.
É que a poluição provocada pela extração... 

Claro que há riscos. Toda a atividade humana tem risco: há quem morra no sofá a tricotar!

Quando os críticos da exploração de petróleo em Portugal prescindirem de carros a gasolina ou gasóleo, quando deixarem de andar de avião e quando não comerem nada cozinhado em fogões a gás ou elétricos (centrais a fuel geram eletricidade) então falamos.

Até lá, é impulso inconsequente, conversa fiada, pura demagogia.


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Dignidade de Portugal exige investigação a juízes



Manuel Vicente vai ser julgado em Angola contra a vontade do MP português


Segundo a notícia, a decisão do Tribunal de Relação de Lisboa é insuscetível de recurso judiciário.

Mas o Ministério Público pode usar outro recurso, imprescindível: investigar os juízes que tomaram a decisão, todos eles.

Na senda do outro juiz investigado e acusado de corrupção por ter sido corrompido pelo mesmo Vicente, é imperioso que Procuradora(e)es da República sem medo nem condicionáveis investiguem os Desembargadores que ilibaram o dito Vicente. 

Sim, ilibaram, porque mandar o processo para Angola é o mesmo que passar uma esponja sobre os atos de Vicente. Angola foi e é uma pátria de corruptos, de alto a baixo, toda a elite, magistrados, militares, filhos, amigos e toda a corte do ex-cleptoditador Eduardo dos  Santos e do "santo" herdeiro dessa impunidade ostensiva.

De facto, João Lourenço, mal herdou o poder ditatorial, gritou, alto e bom som, que conferia impunidade de Estado a este protegido do Santos e seu abre-cordões na Sonangol. Por outras palavras, obviamente, que ele é um mestre em palavras. Parole, parole, parole...

E Portugal baixou a cerviz.

Desembargadores rendidos ao pragmatismo de "Estado", sensíveis a putativa persuasão governamental, foram insensíveis à dignidade de Portugal e à sua honorabilidade internacional. Ou simplesmente vendidos; aquele precedente é indelével!!!

Entretanto Costa e Marcelo, que, no mínimo, deveriam meter a viola no saco, já alardearam o seu gáudio. Em nome dos negócios. Negócios indignos de Portugal.

Por isso  devem ser investigados os juízes que tornaram Portugal uma anedota internacional.

Contra a corrupção marchar, marchar!!!
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terça-feira, 1 de maio de 2018

Passos a sondar o Zé Povinho



Hoje de manhã, numa grande superfície comercial, Passos cirandava.
O ex-PM em sondagem personalizada, a medir o custo de vida ou a tomar o pulso ao Zé Povinho?
Não ouvi palmas. Não vi abraços.
Gostei do que vi e ouvi.
!!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Angra do Heroísmo com brasão espadeirado



Brasões todos os concelhos têm, mas armados como o de Angra é que não.

Verdade se diga que o nome completo dos brasões é Brasão de Armas. História antiga, antigas pelejas!

A nossa heráldica autárquica está minuciosamente regulamentada, a coroa, o número de torres, as cores, e por aí fora.

Com uma exceção que arrasa toda a norma, rompe o padrão dimensão, mas enaltece os feitos.

Angra do Heroísmo, cuja história militar foi determinante para Portugal. Daí o brasonado espadeirado. Merecido.

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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Militares sem armas desarmam Portugal



Está nos planos previstos na Estratégia de Combate, aprovada em 2015 no domínio da cooperação entre militares e polícias

E diz a notícia que "as Forças Armadas vão poder participar em operações de segurança interna, em casos de ameaças ou incidentes graves, como o terrorismo. Regras sem exceção: os militares atuam sempre sob o controlo operacional do responsável das polícias que está a comandar a operação, estão desarmados e a sua ação tem um prazo definido no tempo."

Militares desarmados é o mesmo que dar batatas e carne, azeite, sal e alho ao cozinheiro e proibi-lo de os utilizar!

Militar, por definição, combate. Especialmente com armas. Sem elas são tarefas de logística, informações, operações importantes, porém auxiliares. E esta é apenas uma parte do todo militar. Em boa verdade, tropas desarmadas são um perigo para o país e para as próprias unidades.

Por caricato que pareça, se um rádio militar, um cantil, for alvo de tentativa de furto, o soldado que o tem ao seu serviço terá de pedir intervenção policial para travar o ladrão.

Claro, os picuinhas dirão que a Constituição inibe a intervenção militar interna. Leituras de picuinhas! Daí desarmarem a tropa.

Ora a regulação da intervenção das Forças Armadas em assuntos de segurança interna, segundo o constitucional Artigo 275º, é remetido para a lei. E essa lei deve, portanto, ter a elasticidade necessária à defesa militar da República. E defesa militar implica armar a tropa. Tropa não é tropa fandanga!

Quem não se lembra das notícias do roubo dos paióis de Tancos e de que os soldados que os protegiam não tinham munições nas suas armas!?


E se aqueles picuinhas, os governantes legalistas e os deputados abúlicos que fabricam e aprovam leis de segurança interna estão assim tão condicionados por interpretações restritivas, então que revejam a Constituição da República.

A não ser que prefiram dar fisgas à tropa...

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terça-feira, 20 de março de 2018

Preservativos alcoólicos



É absolutamente natural que junto a garrafas de vinho estejam à venda rolhas. mesmo que de plástico como estas.


Há um saca-rolhas meio  avariado ou um desastrado apreciador e zás, lá se vai a rolha original, partida, esfrangalhada, em fanicos. E a pinga não pode ficar a envinagrar. Impõe-se uma alternativa. Daí a lembrança aos compradores. Bem pensado, é de vendedor inspirado.

E também se compreende que junto a Vinho da Madeira os mesmos compradores sejam alertados para a vantagem de não o beberem sem mastigáveis. Por isso os aperitivos têm direito a destaque na respetiva prateleira.

A bem dizer, é um serviço público em nome da saúde pública. Quem é que precisa do  estômago aziado mesmo só com um calicezito!? Aprovado, portanto.


Por maioria de razão, se enaltece a ideia da sugerir a quem compra tinto de Pias que também leve copos de plástico. Afinal sabe-se se lá se não é para uma festarola no campo, quiçá à sombra de uma azinheira. Quantas vezes os copos de vidro ficam esquecidos em casa, mesmo naquela mesinha junto à porta...

E ninguém vai mamar na torneira da embalagem. Parece mal, além de contrariar as boas práticas de higiene. Lá está, a judiciosa saúde pública.



Tudo certo na promoção destes artigos. São coisas em conta e quem vai à loja nem sempre leva lista com tudo de que precisa.

Mas promover preservativos junto a uísque!? Qual a associação entre tal protetor e esta bebida tão alcoólica? De onde veio tal ideia?

Será que a chefe de vendas tem um fetiche com os puro malte 12 anos?

Estará a encarregada da secção Bebidas Finas, noviça na teoria do caos, convicta de que a transfiguração tântrica é catalisada pelo azul celeste dos selos das tampas das garrafas?

Ou mais simplesmente, pensará o gerente da loja que a morenaça do 9º esquerdo lhe abre o coração depois de acalmar as palpitações com uns uiscosos goles de 40 alcoólicos graus!?