quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Almoxarifa do Turismo da República Unida


António Gaspar
https://www.facebook.com/OLapisQueRi/photos/a.129975044282409/432440510702526/?type=3&theater

A Elizabeth assinou a suspensão do parlamento britânico proposta pelo PM Boris.
TRADUÇÃO
Certidão narrativa completa da inutilidade da monarquia.

Chefe de Estado que carimba tudo o que lhe põem debaixo do nariz, serve para quê? Para atrair basbaques, pois, apesar de custar uma fortuna e alimentar tantos e tantos ociosos, é um simples chamariz turístico. São as carruagens e os muitos cavalos engalanados, as fatiotas espampanantes e os chapéus horto-frutícolas...
Mas o mundo gira e Camões sabia-o bem: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".
Por isso, um dia, dia que tarda...
No dia da instituição da RU - República Unida* (ou UR na sigla inglesa), a senhora que assina de cruz não terá o macabro destino da Maria Antonieta, antes será nomeada manda-chuva honnoris causa do republicano departamento unido do turismo. Mas, em nome da pompa perdida, terá um título pomposo.
Que não tarde!!!

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* Isto se, entretanto, a Escócia não se pisgar do U...

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Marca Alentejo - Vinho tem de ir beber ao Melão




Alentejo é uma Marca forte. Muito forte. À força de grandes produtos e das grandes dimensões. Apesar de não ser suficientemente valorizada.

Ali em cima temos um excelente produto. Com forte Marca Alentejo.

Mas outro produto do Alentejo, um dos mais conhecidos e apreciados – o vinho – é também depreciado pela fraca Marca.

Os vinhos do Alentejo, muitos deles, camuflam a Marca Alentejo. Diluem-na como que aguando o rótulo. Vejamos apenas dois exemplos.



O Herdade de S. Miguel é um excelente vinho, tal como o preço quando comprado na hora certa. Dizem-no Vinho Regional Alentejano...



E o mesmo é feito ao bom Sossego, igualmente tratado por Vinho Regional Alentejano.

Para o comum dos portugueses, não é a diferença entre vinho do Alentejo ou Vinho Regional Alentejano que os inibe de os beberem* e apreciarem.

Porém, para estrangeiros outro galo canta. Com duas letrinhas apenas se escamoteia o que deve ser a grande referência, o Alentejo e a força da Marca Alentejo 

Queiramos apostar na exportação e a Marca Alentejo terá de ser porta-estandarte não só dos vinhos mas de todos os produtos desta região.

Vinho Regional Alentejano, é uma débil identificação de origem. E não se questiona a necessidade organolética e comercial de classificar os vinhos, diferenciando-os.

Seja qual for a classificação, DOC, DOP, VQPRD, etc., etc., etc. todos os produtores, vinhateiros e adegueiros, beneficiarão da promoção dos vinhos do Alentejo sob a Marca Alentejo.

Cá dentro e lá fora.

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* Apenas cozinheiros, alambiqueiros e poucos mais consomem vinho. O Zé Povinho bebe-o.

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Poder militar – Portugal no mundo da guerra


É apenas uma lista:

A leitura é do leitor.

Símbolo do EMGFA

A lista do poder militar no mundo foi construída pela ponderação de 55 fatores e compara 137 países.





quarta-feira, 24 de julho de 2019

A Garra das Pequenas Coisas



Numa aba do Parque Florestal de Monsanto próxima de Algés, num estradão de gravilha solta, avisto um autotanque do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa.

Provavelmente em ação preventiva.

Vem a descer na minha direção.  Abranda ao aproximar-se, quase pára.  E ao cruzar-se comigo o motorista diz pela janela:

... a ver se não fazia muito pó...


Há gente boa não só a apagar fogos !


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quinta-feira, 18 de julho de 2019

O verdadeiro cavalheiro

1899



O verdadeiro cavalheiro é um homem cuja conduta se fundamenta na boa vontade e num apurado sentido de decoro e cujo autocontrolo se mantém em quaisquer circunstâncias; que não chama à atenção do homem pobre a sua pobreza, à do homem obscuro a sua obscuridade, nem à de nenhum homem a sua inferioridade ou deformidade; que se sente humilhado quando a necessidade o obriga a humilhar alguém; que não enaltece a riqueza, não se tolhe frente ao poder, nem se vangloria das suas posses ou realizações; que fala abertamente, mas sempre com sinceridade e simpatia, e que cumpre o que promete; que se preocupa mais com os direitos e os sentimentos dos outros do que com os seus; que se mostra à-vontade em qualquer companhia e que se sente em casa mesmo quando está no estrangeiro – um homem cuja honra é sagrada e a virtude intocada.


Autor
John Walter Wayland
Vencedor do concurso lançado em 1899 pelo Baltimore Sun para a melhor definição de “verdadeiro cavalheiro”.

Fonte
A educação do delfim – Cartas de Calouste Gulbenkian a seu neto
Tinta da China, 2019


sexta-feira, 28 de junho de 2019

A primeira vez na vida, almoço a preço ponderado



O almoço tinha corrido  bem, a meia de Ossos carregados veio carregada e o resto foi no padrão expectável.

A surpresa foi o duplo preço, o da soma maquinada e o manuscrito.

– Olha lá, qu'é qu'isto quer dizer!?
 É que durante a semana, não queremos que o almoço seja muito caro!

Pela primeira vez na vida, uma conta nos chega à mesa com preço diminuído para não pesar demasiado. Por outras palavras, para agarrar o cliente.

Bem pensado, bem sentido, sente-se a fidelização, mas lá que lá voltaremos, voltaremos, pois claro...

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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Moral euro-eleitoral provisória

[Dados do MAI às 8:H45 de 27Mai2019]


1. A soma dos votos nos 11 partidos que não elegeram um único deputado é inferior aos votos no 3º mais votado, o BE. 2. Aqueles partidos tiveram 0,1% dos votos dos alcançados pelos que elegeram eurodeputados. 3. O resultado provisório seria este se todos os partidos tivessem tido tempos de antena iguais nas rádios e televisões!?

Por tempos de antena leia-se presenças televisivas e radiofónicas, independentemente dos períodos legalmente definidos.

!!!

quinta-feira, 14 de março de 2019

Bocage – De cerúleo gabão não bem coberto


Sempre inspirador, desta vez apela ao dicionário...



De cerúleo gabão não bem coberto,
Passeia em Santarém chuchado moço,
Mantido às vezes de sucinto almoço,
De ceia casual, jantar incerto;


Dos esburgados peitos quase aberto,
Versos impinge por miúdo e grosso.
E do que em frase vil chamam caroço,
Se o quer, é vox clamantis in deserto.


Pede às moças ternura, e dão-lhe motes!
Que tendo um coração como estalage,
Vão nele acomodando a mil pexotes.


Sabes, leitor, quem sofre tanto ultraje,
Cercado de um tropel de franchinotes?
É o autor do soneto: é o Bocage!


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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Ténue fronteira entre moral e imoralidade



Frase ouvida recentemente no Metro de Lisboa:

– Foda-se, mãe, nem esperaste por mim!

Torce-se e retorce-se quem é incapaz destas falas perante os pais, fruto de educação severa.

Mas vá a Braga e constatará que este e tantos outros impropérios são uma constante familiar. Talvez a rapariga seja minhota.

E só conheça a pimenta ali em cima como tempero. Apesar de noutros tempos e regiões tenha sido usada vezes sem conta para travar a língua de crianças e jovens. Obviamente do Douro para Sul.

Carago, como a História moldou tão grandes fronteiras linguísticas e morais no nosso país!!!


domingo, 27 de janeiro de 2019

O dia em que o Zé Povinho acreditará na justiça


Autor desconhecido

Não há português que tenha fé numa justa pena de prisão sempre que um ladrão de milhões é levado a tribunal.

O mesmo acontece quando os jornais dão eco a diligências do Ministério Público que envolvem corrupção de milhões.

Seja no futebol, na banca ou em grandes negócios, sempre que cheira a esturro, o Zé Povinho antevê manobras de empastelamento da justiça, sorri das tonitruantes declarações de acusados e seus advogados.

Está escaldado; escaldado com as provas invalidadas, escaldado com as prescrições e escaldado com as penas suspensas.

As prescrições e a suspensão de penas são duas chagas nacionais. Além de outras doenças graves.

Os processos judiciais arrastam-se, eternizam-se, e quando são divulgadas as prescrições não são pedidas contas a quem os arrastou para o lamaçal do esquecimento e da impunidade.

O Zé não acredita em acaso. Sabe que há sistemas informáticos…

O ministra Van Dunem afirmou, em entrevista ao EXPRESSO do dia 19, que está preocupada com a corrupção. Não parece, pouco se vê.

Do que vem a público não transparecem iniciativas marcantes, roturas com a paz podre legislativa atual. E são necessárias mudanças, radicais nalguns casos.

Não é aceitável que um corrupto condenado a cinco anos de cadeia tenha a pena suspensa. O Código Penal permite-a “atendendo à personalidade do agente, às condições da sua vida, à sua conduta anterior e posterior ao crime…”

Aqui o Zé já não sorri, ri-se à gargalhada. Até não aguentar mais a dor de barriga de tanto rir.

E ri-se de as condições de vida dos pobres os levarem às grades e as dos engravatados, com uma oleada teia de contactos, os libertarem como livres passarões.

Mas a risota começa bem antes da pena suspensa.

E há forma de o bom do Zé Povinho levar a justiça a sério. Desde que esta seja verdadeiramente igualitária.

Quando vir o dia…

O dia em que os factos prevalecem sobre os procedimentos e a procura da verdade não seja travada por lacunas, omissões e prescrições nem manobras dilatórias.

O dia em que nenhum juiz derreta tempo e energia, saber, isenção e bom senso em sentenças quilométricas a fingirem tese de mestrado.

O dia em que os recursos judiciais sejam resolvidos em poucas semanas.

O dia em que declarações destas transmitam ao Cidadão Português a firme convicção de que nenhum tribunal as levará a sério:

Operação Marquês
Sócrates defende que "investigação secreta" é ilegal
https://www.jn.pt/justica/interior/socrates-defende-que-investigacao-secreta-e-ilegal-10493128.html

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

CGD, os crimes e a proteção dos criminosos

A Caixa Geral de Depósitos tem créditos incobráveis de milhares de milhões e foi alvo de uma auditoria que a sua administração recusa divulgar.

O governo, sonso, diz não a ter.

Dessa auditoria Joana Amaral Dias publicou ontem uma lista de grandes devedores,  parcial será, mas aqui está:


Esses créditos foram concedidos por administradores à revelia das recomendações técnicas de especialistas em risco de crédito bancário.

Falta, por isso, a lista dos que tomaram tão danosas decisões. Para que os portugueses saibam quem tão irresponsável e criminosamente destruiu a economia nacional. E para que não sejam só os pilha-galinhas a pagar pelos crimes cometidos.

A CGD pode alegar mil argumentos para o engavetamento do documento.

Há, porém, um bem maior: a prestação de contas a quem a recapiltalizou: o Zé Povinho.

Mas enquanto o Costa e o PS não derem derem ordens à Caixa para por o relatório a descoberto desacreditam-se tanto como toda a classe política.

Se esta já é vista como maioritariamente indigna, abafar os crimes cometidos na CGD pode salvar a pele e os milionários prémios "salariais" dos criminosos, mas enterra a dignidade dos políticos portugueses.


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Rodapé
O tradicional vício de opacidade talvez invoque o segredo bancário, talvez, mas Paulo Macedo, apesar da auréola de impoluto, sairá salpicado deste lamaçal.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

RTP gringosa

Na RTP3 apareceram, há minutos, imagens com a legenda "Estórias que contam". Escusado gringuês.


"Estória" é uma palavra inútil, um pretenso neologismo com pés de barro! Um desnecessário plágio da inglesa “story”, pois a nossa “história” significa o mesmo que essa palavra, mas também traduz fielmente “history” da mesma origem.

De facto, na língua portuguesa história tanto significa conjunto de eventos de grande relevo para um país ou para a humanidade como pequenas ocorrências, lendas ou incidentes familiares. Quem nunca ouviu Histórias da Carochinha!?

E a RTP a enveredar pelo tão corrente como alienado seguidismo converte-se em ampliador do disparate.

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Natal canibal




Diz-se que o PAN anda por aí a invetivar os ditos populares, alguns tão ou mais antigos do que a nacionalidade,
Mostra um certo radicalismo pequeno-burguês de fachada urbano-ambientalista.

Ninguém lhe liga, são ridicularizados, pelo que podem recuperar o fôlego se investirem no expurgo de mitos bem mais perniciosos, um deles cravado na sociedade portuguesa que nem carraça em pele humana: O mito da hóstia católica.

Proclama o manual desta confederação ideológica que a hóstia simboliza o sangue de Jesus da Nazaré. E que comê-la purifica.

Ora, essa deglutição constitui um duplo paradoxo.

Primeiro paradoxo: comer sangue sólido. O sangue desse Jesus seria líquido como o do leitor ou leitora, porém, milagrosa e mitologicamente convertido numa bolachita fininha de farinha de trigo amassada com água.

Segundo e dramático paradoxo: pessoas que comem sangue humano tornam-se canibais, pois Canibal é o indivíduo que se alimenta de outros da mesma espécie.

E o PAN voltaria às boas graças do Zé Povinho se desse um empurrão no desbaste deste mito. De facto, não é crível que os católicos que comem hóstias queiram ostentar Canibal no cartão de visita!

Especialmente hoje, em que a Missa do Galo dá ao protegido do PAN um uso que não constará do programa do partido.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Quatro lições sobre os coletes amarelos tugas



1. Os partidos e os "sindicalistas" que passam a vida em manifes insurgem-se contra as dos  coletes amarelos por não os controlarem. Preferem ter o povo ao seu serviço. 

2. Apesar de se dizer que a polícia tinha infiltrado grupos do facebook para saber o que dali viria, nada viram, nada havia para ver. Salvo o amadorismo policial. E a grande derrota do SIS, face à ilusão de informação recolhida.

3. As manifes  coletes amarelos tiveram em Portugal o impacto dos eventos no facebook, com elevada percentagem dos "Vou" eletrónicos, tipicamente "Segurem-me senão eu mato-o".

4. Os coletes são verdes e quem os diz amarelos é daltónico.

!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Um Baga de simpatia *


Sendo vezeiro no restaurante, frequentemente pago a um canto do balcão, desimpedindo a mesa para novos clientes.

Mas hoje, além do troco recebi um saco e 
– Pelas vezes que cá vem e pelos grupos que cá traz!

Não é todos os dias que tenho tamanha surpresa. Nem me ocorreu retorquir que lá vou pela comida boa e em conta e o que muito conta, a simpatia eficaz do pessoal.

Reconfirmada…


Obrigado Pedro e Companhia.

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* Não, não é aleijão na concordância, trata-se de um Baga - Bruto - 2015, das Caves Primavera, de Águeda.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

A rolha, o vinho e o amadorismo


No texto seguinte, o evidenciado a azul não corresponde à realidade portuguesa, apesar de sermos o maior produtor de rolhas.

É que há adegas paradoxais: dão um nome pimpão a algumas produções, Selection, Signature, mas espetam-lhes tampões de aglomerado de cortiça, vulgo corticite. 

Pura forretice, indiferença ao mercado ou amadorismo em vez de gestão estratégica do produto !?

Corticite não é rolha de cortiça, nem rolha é, que rolha só a cortiça faz.

E Portugal, o grande corticeiro mundial, tem de transmitir a todos os apreciadores de vinho que não confunde rolhas com um medíocre tapiço, tal como distingue inequivocamente um bom vinho de uma qualquer mistela.

Para quando um pacto sectorial que institua a cortiça como selo de garantia de vinho português !?



Pop da rolha influencia a perceção da qualidade do vinho

A Universidade de Oxford e APCOR apresentaram hoje os resultados de um estudo, feito em Londres durante o mês de julho, em que os participantes consideraram que o vinho tem melhor qualidade (+15%) depois de ouvirem o som da rolha de cortiça ao abrir uma garrafa de vinho.
Estas conclusões foram resultado de uma experiência sensorial em que cada participante provou dois vinhos idênticos e deu-lhes uma classificação enquanto escutava ou o som de uma rolha de cortiça a sair da garrafa, ou o som de uma cápsula de alumínio. Seguidamente, foi-lhes pedido que abrissem ambas as garrafas e as classificassem de novo.
Também se conclui do estudo que o vinho vedado com rolha é mais apropriado para a celebração (+20%) e mais incitador ao espírito de festa (+16%).
“Os nossos sentidos – audição, visão e tato – estão intrinsecamente ligados à forma como saboreamos. O som e a visão de uma rolha de cortiça a sair de uma garrafa define as nossas expectativas, ainda antes de o vinho tocar nos lábios, e essa expectativa vai afetar a nossa experiência gustativa. Estes resultados enfatizam a importância dos vedantes do vinho, e deixam bem evidente a relação que estabelecemos, ainda que inconsciente, entre a rolha de cortiça e a qualidade do vinho”, afirma Charles Spence, responsável pelo estudo da universidade britânica.
A experiência foi promovida pela APCOR numa iniciativa inédita na capital inglesa, que decorreu entre 27 e 29 de julho e em que os participantes puderam entrar no mundo sensorial da degustação do vinho.
Recorde-se que 7 em cada 10 garrafas de vinho produzidas em todo o mundo são seladas com uma rolha de cortiça. Em termos mundiais, 86% dos consumidores afirmam preferir vinho vedado com rolha de cortiça.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Fé na lealdade, isso sim!


A fé, qu'é isso, qu'ilusões,
contar com ovo no dito,
fantasiar uns milhões,
a sorte dar um manguito!

  

© Manuel A. Madeira
Lisboa, 14 de Novembro de 2018

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

O algoritmo, esse penetra

Crónica

Autor: Almada Negreiros


O algoritmo da colocação de professores fez furor no ano em que o Governo Santana conseguiu a maior trapalhada de sempre na sua seriação.

O algoritmo do facebook anda por aí numa roda-viva, invocado a torto e despropósito. Mas fica bem, dá boa imagem, ombreia que nem ginjas com paradigma, tracking e experienciar.

E onde está o culpado de a D. Felisbola só ter dado pela transferência da outra para outro canal quando a vizinha de baixo lhe disse? O algoritmo, o do face, claro.

E até o algoritmo do desempenho de um jogador de futebol é objeto de relato radiofónico. Fonix!!!


Por este caminho, nunca mais a D. Anastácia dá a receita da Açorda d’Alho, aquela com queijo de cabra fresco, à comadre que vive na Austrália.

Nem a receita da Sopa de Cação emigra para o Minho para o senhor muito simpático que tem um restaurantezinho em Valença e a quer experimentar com lampreia.


A novel tendência do algoritmo tem cara de estar para ficar...

E o algoritmo do Ensopado à Pastor será pespegado não tarda naquele portal dos petiscos de fusão.

Tal como o algoritmo das Sopas de Toicinho será pirateado por um qualquer guloso desavergonhado.

E até o algoritmo dos Macarons de Foie Gras vai um dia parar às mãos do cozinheiro-chefe do Aliança para consolar o dito Santana dos 0,0031% de umas promissoras eleições europeias.

  


© Manuel A. Madeira
2 de Novembro de 2018   

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Honorato, boa casa melhor gente



Hoje almocei no Honorato, ao Saldanha (Lisboa). E mal me sentei senti uma reação à bebida, que veio com açúcar, ao contrário da encomenda. Sem ai nem ui foi prontamente substituída, cortês e eficazmente.

A comida boa, o mata-bixo matou e só a mousse de chocolate pedia uma pitada menos de doce.

Uma lacuna, não tem Super Bock.

Ambiente moldado em madeira rústica e outras rusticidades.

Mas o melhor, o profissionalismo dos que nos atenderam. Acima da média, muito acima, um exemplo para tantas e tantas casas.

Voltarei.


PS (post scriptum para os dogmáticos)

Lá para o meu Alentejo há uma maledicente lengalenga sobre Serpa:
Serpa, serpente, má terra, pior gente!

Os serpentinos contrapõem com razão:
Serpa, serpente, boa terra, melhor gente! Está explicado o título Formigarras.


++++

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Caminhar por Objetivos



Não há ventos favoráveis para quem não sabe para onde vai.                                                                                                                                                     Séneca


– Fazer 12, 20 ou 32 Km;
– Desmoer o borrego à pastor;
– Palmilhar o trilho da Mina do Pequito;
– Subir da Barragem do Rio da Mula à Peninha.

Hoje optei por uma manchinha de figos.
Monsanto tem bons objetivos…


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26.Agosto.2018