sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Angola – O V de fraude


 
Hoje, dia de eleições 2 em 1, em Angola, sabe-se que os "resultados" serão anunciados amanhã.
A constituição foi moldada à manutenção de Eduardo dos Santos e da sua corte na posse dos recursos do país, pelo que a eleição presidencial foi embutida nas legislativas
O apuramento poderá ser limpo, pese embora a contestação da UNITA, mas a fraude residiu na própria campanha "eleitoral", que constituiu uma brutal manipulação.
A propaganda do MPLA, a que cá chega pela TPA, é uma chaga na dignidade dos angolanos. É uma grosseira camuflagem da pobreza do povo, soterrada sob uma violenta onda de adulação e subserviência ao eterno presidente. Uma requentada réplica do servilismo medieval à mão de ferro presidencial.
Os outros candidatos, meticulosamente arredados dos meios de comunicação de massa, foram excluídos de quaisquer veleidades de acesso ao poder.
O "resultado" das eleições já está decidido: é um V de vitória fraudulenta. Falta apenas assinar as atas para que as aparências cheguem às redações dos jornais e televisões.
 
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

7ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão


 
Na última segunda-feira, voltou a fazer-se ouvir a voz de revolta pela presença de um comprovado aldrabão no governo Passos.
 
Desta vez com várias abordagens de estrangeiros a querer saber o que ali faziam 12 Cidadãos, o que diziam e o que estava escrito nos cartazes.
 
Obviamente que a imagem externa de Portugal é ridicularizada por ter um membro do governo com tão frágil perfil. E as comparações vêm à baila, com exemplos, por essa Europa fora, de quem se demitiu por comportamentos tão pouco dignos como o de Relvas.
 
Se lá fora a ética prevaleceu, também por cá um dia o senhor Relvas cairá! E quanto mais tardar a sua demissão maior é o seu próprio enxovalho. Dele e do seu chefe, protetor e branqueador.
 
 


 
 
E pela primeira vez aqui fica um pequeno e amadoríssimo vídeo de um momento ético em que é evidenciada a indignidade de Miguel Relvas.
 
 
 
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Pede deferimento – salazarista e ilegal




Todos os dias nos defrontamos com minutas, manuais em papel e portais na net, municipais, judiciais e administrativos com a sugestão de assinarmos requerimentos de forma anacrónica.
 
Alvitram Pede deferimento antes da assinatura, o que traz à memória o salazarismo e as suas técnicas de apoucamento dos Cidadãos.

De facto, o Pede deferimento é abstrusamente inútil, pois não acrescenta quaisquer dados a processar pelos serviços.

Numa perspetiva sociológica intimida: – Será que sem o pede deferimento isto é indeferido ou se atrasa!?
 
A verdade é que numa Administração ao serviço do Cidadão estas dúvidas fazem tão  pouco sentido como aquela expressão salazarista. Incita à subserviência, que foi a razão de ser da sua adoção pelo Estado Novo, mas descabida no nosso Estado de Direito.

Por isso o Decreto-Lei nº 135/99, de 22 de Abril, determina no seu artigo 16.º que na redação de formulários, minutas de requerimentos e outros documentos deve usar-se linguagem simples, clara, concisa e significativa, sem siglas, termos técnicos ou expressões reverenciais ou intimidatórias.

Paralelamente, o artigo 17.º do mesmo decreto-lei estabelece que nas minutas e nos modelos de requerimento só devem constar os dados indispensáveis, referidos nas alíneas a) a e) do n.º 1 do artigo 74.º do Código do Procedimento Administrativo, instituído pelo Decreto-Lei nº 6/96, de 31 de Janeiro, sendo vedada a exigência de elementos que não se destinem a ser tratados ou não acrescentem informação.

Ora o referido dipositivo do CPA define inequivocamente o termo dos requerimentos:
.
e) A data e a assinatura do requerente, ou de outrem a seu rogo, se o mesmo não souber ou não puder assinar.


Assim, senhores manualistas e administrativistas, amanuenses e formalistas enterrai o salazarista Pede deferimento. Assim prestareis um bom serviço aos vossos compatriotas, aliviando a nossa burocracia e libertando-a de bolor ainda por espanejar.
 
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domingo, 26 de agosto de 2012

Oiro, burros e nora




O oiro, o cobre e a prata
que correm pelo mundo fora,
servem sempre de arreata
p'ra levar burros à nora.




António Aleixo
in
Este livro que vos deixo

 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Assassino injustiçado




O assassino de 77 pessoas na Noruega, em Julho do ano passado, foi condenado a 21 anos de cadeia. Justiça!!!???

Uma injustiça, foi o que foi, uma sentença contra-natura!

De facto, ao saber da sentença, o criminoso lamentou não ter tirado a vida  a mais pessoas. Inacreditável. Intolerável. Inconcebível.

E a Noruega, paladina dos direitos humanos, bla bla bla, bla bla bla, fica com um assassino nos braços em vez de o justiçar.

A premeditação do crime, a crueldade na sua execução e a indiferença pelo sofrimento provocado exigem justiça, não este arremedo de sanção.

Não recuemos ao Código de Hamurabi nem ao garrote franquista, mas um tiro entre os olhos, isso sim, seria justiça.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Relvas, anedota nacional



Esta é uma peça de humor cívico sobre o caricato Relvas, lamentavelmente de autor desconhecido.

A peanha Formigarras deve-a ao lícito enriquecimento do anedotário nacional e publicada à luz da ética e da dignidade que Passos esfrangalha ao mantê-lo no governo. Governo!?


 

Estou muito feliz

O meu neto fez nove anos e é catedrático.
Não, não tem nada a ver
Com o processo de Bolonha,
Tem a ver com a enorme experiência
Acumulada
Pelo meu neto.

Doutor em quê?
Em tudo.

Eu explico:
Desde que a parteira o tirou,
Começou logo a andar ao colo,
Aqueles primeiros dois anos
De experiência
Valeram-lhe o curso
De engenheiro de transportes,

No mesmo dia
E atendendo à experiência
Em mamar,
Deram-lhe o canudo de nutricionista.

Algum tempo depois
Começou a falar,
Poliglota,
Embora ninguém entendesse o que dizia,
Conquistou a licenciatura em relações internacionais.

Depois aprimorou a fala
E começou a falar em português,
Do acordo ortográfico,
Ainda me lembro da primeira frase
Com princípio, meio e sem fim
Que me dirigiu: Avô tenho direito
A uma?)

O reitor da universidade ao ouvi-lo
Falar em direito, elogiou-lhe a experiência
Rapou da caneta de prata,
E ali mesmo
Na esquina da nossa rua,
Assinou o diploma
Da licenciatura em Direito.

Aos três anos,
O pai começou a levá-lo à bola
E em pouco tempo
Aprendeu todos os palavrões,
Conhecidos e desconhecidos,
Da língua pátria,
Bendita experiência
Que lhe valeu a licenciatura
Em literatura portuguesa
Contemporânea.

Graças à paciência da avó,
Aprendeu a escrever o nome
E, proeza notável, sem erros,
Experiência incrível
Que lhe valeu a licenciatura
Em Filologia.

Aos quatro anos já sabia
Montar a corrente da bicicleta
Quando saltava dos carretos,
O professor, algo atarantado,
Deu-lhe dezoito e o pergaminho
Da licenciatura em
 Engenharia mecânica.

No dia em que fez cinco anos
O pai deu-lhe um computador portátil
Mandou logo um mail ao reitor da universidade
A falar da enorme experiência
Na resposta recebeu logo, digitalizado,
O diploma de engenheiro electrotécnico.

Para não vos maçar mais
Abrevio e digo apenas que no dia
Em que fez nove anos
O meu neto recebeu a Borla e Capelo
De Catedrático.

Agora peço-vos que não espalhem
A notícia
Porque se chega às mãos do
Passos Coelho
Ele leva-me logo o neto
Para substituir o génio,
Génio muito aquém do meu neto,
Miguel Relvas.


Avô feliz, ainda que sem qualquer canudo.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Galos, cartões e capões



O Pingo Doce deixará de usar o Multibanco em compras abaixo de 20 euros;
A SIBS, gestora dos pagamentos eletrónicos, diz que o sistema é «conveniente, seguro, eficiente e inovador».
Uma senhora que fala muito bem, ouvi-a na TSF, diz que lá fora os preços cobrados pelas operadoras destes processos anda entre a metade e um terço da tabela SIBS.
O meu vizinho Martins, sempre em negócios, acha que conveniente é, sim senhor, e a minha prima Felismina também diz que sim senhor, é seguro e inovador, ela que é a coca-bichinhos da família.

E eu, caro senhor, o que é eu que acho!? Eu, quer mesmo saber o que penso, eu que nunca fui para aqui chamado!?
Bom, acho que é luta de galos. Galarões, pois então. Acho que se fosse assim tão eficiente o Pingo Doce não mordia a sua própria carne, pois pode perder vendas com essa recusa do dinheiro em cartões.
E já que me descosi, fique sabendo que acho que essa panelinha dos bancos, um sistema único, sem concorrência, um monopólio, por mais eficiente de que se gabe ser, faz os preços que quer. Ainda por cima sabendo nós, vossemecê e eu, o meu vizinho Martins e a minha prima Felismina, que os bancos à rédea solta sempre cantam de galo.

E nós, neste combate de galos gigantes, sendo mansa arraia-miúda, não passamos de simples capões.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

6ª Manifestação ética pela demissão do aldrabão



Todas as segundas-feiras há quem largue o trabalho e não vá logo para casa nem beber um copo. Vai diretamente para a Assembleia da República exigir a demissão de Miguel relvas.

E há quem esteja de férias e faz o mesmo. E há reformados que não vão jogar cartas para o jardim. E há quem não vá a correr fazer o jantar.







São Cidadãos comuns que ali vão defender publicamente a ética no governo de Portugal. Não é habitual os portugueses expressarem o seu apego a

Verticalidade

Políticos decentes

Um governo de gente séria

Portugal sem tráfico de influências

mas é o que está a acontecer. Foi o que levou umas centenas ao parlamento no dia 16 de Julho, umas dezenas nas últimas segundas-feiras.

E ontem, treze pessoas, em defesa da ética protestam contra a presença de quem mentiu despudoradamente e chamou lapso à mentira.

Manifestam a sua indignação pelo tráfico de influências que converteu despudor em equivalências académicas.

São pessoas para quem a presença de Miguel Relvas no governo reflete um país de compadres, ronha e oportunista, chico-esperto e aldrabão.

Porque querem um Portugal digno, com a ética a valer mais que o amiguismo, voltarão à Assembleia da República todas as segundas-feiras às 19H00 até à demissão do Relvas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Louçã Sim Louçã Não




João Semedo e Catarina Martins lideram BE
 http://expresso.sapo.pt/joao-semedo-e-catarina-martins-lideram-bloco-de-esquerda=f747502#ixzz23weIU1J3

A saída de Louçã é um marco. Marca a diferença entre os estalinistas que se eternizam à frente dos partidos e o democrata sem reservas.
Constitui ainda uma evidente demarcação de uma pessoa normal relativamente aos funcionários partidários a 100%. Está por isso de parabéns.
O BE é que não fica a ganhar neste negócio bipolar, pois saindo a sua Cara Nº 1, os próximos resultados eleitorais cairão pela certa. Goste-se ou não do seu estilo arrogante, umas vezes razoável e muitas mais demagógico, foi a sua intervenção tonitruante que estruturou o eleitorado bloquista.
Deixa fundações que os herdeiros muito terão de suar para igualar. A começar pelo instável pódio, que terão de desminar, pois a guerrilha lideracional vai instalar-se até à afirmação de uma e só uma pessoa aos comandos do BE. A Ana Drago já disse – Estou aqui!

Os pedestais partidários são vistos pelas cortes e pelo Zé Povinho como monolugar e nem a esperteza saloia da parceria homem mulher desengatilha a armadilha bicéfala montada por Louçã. E o sentimental anúncio de que a ideia foi do falecido Miguel Portas corrobora a fragilidade argumentativa.
Por mais méritos que tenham o mediático João Semedo e a incógnita Cataria – Catarina quê!? – as raízes ideológicas e as fidelidades pessoais vão criar fricções desgastantes. Isto internamente, que pelas bandas do eleitorado é bem pior.
Sabe-se como fracassaram todas as experiências portuguesas pós 25 de Abril de liderança partidária multicabeça.

Baile-lhe ou não na cabeça, fica a ideia de comando remoto.

sábado, 18 de agosto de 2012

Relvas – Pressão no aldrabão


Lute pela ética na política de Portugal!


Nos dois últimos protestos éticos das segundas feiras para demissão do Relvas, o aldrabão, estiveram menos de duas dezenas de pessoas em cada.
Foram poucas, é evidente e não se pode escamotear tão fraca adesão a um apelo à verticalidade. As pessoas estão saturadas de tantas aldrabices do Sócrates e do Passos e tão frustradas com os papa reformas Cavaco, Assunção e Cristas que já banalizam as traficâncias do Relvas.
Porém, apesar da acomodação, no café entre amigos, nas jantaradas de caçadores, na boca do trombone do PSD, o Marcelo, ele lá está, como tema quente, a animar a malta. Malta que casca no casca grossa, casca que, afinal, vai amolecendo todos os dias um pouco mais.

E os jornais continuam a mostrar os seus pés de barro. Ainda hoje o EXPRESSO, pelas teclas de Luís Pedro Nunes, punha às escâncaras a sua fragilidade.

Momento Relvas

Descreve a sua presença no tradicional PSD Pontal. A palavra ao jornalista:

"Foi o único que trouxe carro com seguranças a mostrar aquele nervosismo a mascar pastilha.

Estacionou ao longe e avançou só. Erro: Viu-se rodeado de câmaras e jornalistas e perdeu o azimute à porta de entrada, pelo que avançou determinado para um portão fechado. Quando um tipo está numa maré destas…

Meia volta, cameramen marcha atrás, sorriso amarelo e lá achou o portão. E assim terminou a participação do Homem Verão 2012 na festa do Pontal"

Palavras para quê!
Continuemos a apertá-los que ele esguicha da casca, como ovo podre, fedendo!


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Angola – Gigantesca fraude eleitoral em marcha



 
Acabo de ver no "telejornal" da televisão de Angola a descomunal, despudorada e incessante propaganda ao MPLA, ao "governo" e ao cleptocrata "presidente".
Dos partidos concorrentes são dadas pinceladas, enquanto o MPLA é permanentemente associado ao sucesso da reconstrução nacional, às obras em acabamento e às melhorias rodoviárias.
O eterno "presidente" Santos visita obras aeroportuárias no leste do país, faz chochos discursos e dá-se a banhos de multidão.

E estruturas locais e regionais do partido no poder trazem dirigentes de instituições do Estado às arrudas e distribuem prendas, adereços e oferecem triciclos motorizados de carga e de passageiros.
Para um povo com tantas carências e com tão baixa escolaridade, a campanha eleitoral do MPLA é um arrastão. São tantos os Cidadãos comuns diante das câmaras a proclamarem a bondade do partido que muito dificilmente a concorrência partidária lhe chegará aos calcanhares nas contas finais.
Mesmo que o apuramento seja exato, a fraude da desproporção de meios dos vários partidos e especialmente a desbragada propaganda televisiva situacionista arrasará a oposição. Reduzi-la-á a migalhas.

Vá ou não a ONU acompanhar o ato eleitoral e por mais neutros e meticulosos que sejam os observadores estrangeiros, as eleições estão já viciadas, corrompidas; a fraude mete-se pelos olhos dentro.

Pobre povo angolano!!!

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Desporto livre de violência



Luisão arrisca pena de quatro anos de suspensão http://www.jn.pt/PaginaInicial/Desporto/Interior.aspx?content_id=2721621

A violência nas quatro linhas não se trava com paninhos quentes.

E os árbitros têm de ser fisicamente intocáveis em campo e fora dele, pelo que os seus agressores devem ser punidos exemplarmente.

Luisão foi de uma agressividade inqualificável e tem de pagar por isso. Suspensão vitalícia seria a punição adequada. E otimista...

Pena acessória conveniente seria a proibição de se aproximar a menos de 1 Km de qualquer instalação desportiva definitiva e irrevogavelmente.

Teria efeitos transversais à sociedade portuguesa. Jogadores e treinadores, diretores e outros arruaceiros aprenderiam que a violência tem um alto preço.

Assim se neutralizaria a arrogância que a impunidade acarinha! De outro modo, não tarda há outro qualquer Luisão a repetir a façanha e ficará a rir-se da moleza disciplinar.

Para mal de todos, dos adeptos do futebol às crianças que amanhã ameaçarão professores.


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terça-feira, 14 de agosto de 2012

5ª Manifestação pela ética e demissão do aldrabão



Ontem, das sete às oito da tarde, mesmo a meio do Agosto das muitas férias, 17 Cidadãos manifestaram-se frente à casa das leis para exigir ética na política e a demissão do aldrabão.

Àquela hora poucos dos 230 deputados estariam na Assembleia da República, o que se compreende, também foram a banhos. O que não se compreende é que nem um, nem um sequer, se tenha sentido na obrigação – dever ético – de vir a público demarcar-se das aldrabices de Miguel Relvas.

E quem cala consente...

O seu silêncio é uma óbvia cumplicidade com a indignidade de um "ministro" que não olhou a meios para criar uma imagem pessoal fictícia, que traficou um diploma com a Lusófona e muito mais.

Sendo ainda o braço direito do PM, com o seu silêncio, os deputados e os seus partidos mais não fazem que apoiar o governo, mesmo que digam o contrário. Do BE ao PC e dos Verdes ao PS todos irmanados no abafar da aldrabice.

Com essa atitude enxovalham o povo que os elegeu e alargam o fosso que já os afasta da sociedade. Aumentam, ainda mais, a descrença nos políticos, em todos, do Cavaco à Assunção, ao Passos e ao Seguro. E ao Sócrates, pois não nos podemos esquecer das suas malfeitorias.

Só lá fora, nos governos e nos parlamentos, na banca e nas bolsas, nos jornais e na rua, será diferente: risota até mais não!

O "licenciado" postiço e o seu protésico canudo dão uma rica imagem ética de Portugal! Até a Merkl contará anedotas...







segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Crato, o fingido


Muito antes de ser ministro, enchia a boca de trabalho escolar sério, esgrimia contra a pedagogia do facilitismo e fazia crer que acreditava no que dizia.

Pois o expoente máximo da "exigência pedagógica" tem sido um rato calado na barca dos diplomas contrafeitos, a "universidade" Lusófona.

Ser ministro da Educação, em Portugal, deve implicar mais que conhecimentos, convicções pedagógicas e capacidade mobilizadora dos agentes educativos.

Porém, a objetiva solidariedade de Nuno Crato com o Relvas do canudo flan torna-o num ministro pés de barro, uma criatura indigna para falar ou decidir sobre ensino rigoroso e aprendizagem laboriosa.

Tivesse ele tomado uma posição firme desmascarando as 32 equivalências das 36 cadeiras que o seu colega traficou na Lusófona e outro galo cantaria.

Tivesse ele deliberado uma investigação séria ao simulacro daquela "licenciatura" e doutras do mesmo flan e seria respeitado. Seria Ministro.

Não o fazendo afoga-se na mesma lama que conspurca Passos, Relvas e Cavaco. Finge ser ministro.

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sábado, 11 de agosto de 2012

Serviçais dos grandes grupos



BCE quer redução salarial nos países que pediram ajuda
 http://expresso.sapo.pt/bce-quer-reducao-salarial-nos-paises-que-pediram-ajuda=f746078#ixzz23AR8hXSt

E eu quero que os mandões do BCE vivam com os salarios que querem para os trabalhadores com baisxos salários.

Só cabeças cheias de "lixo" social são capazes de recomendar salários de miséria enquanto elas, essas cabeças de novo-rico, têm salários milionários.

Quanto ganha no BCE o seu "socialista" Constâncio, o mesmo Constâncio que fez vista grossa das traficâncias do BPN e do BPP?
E quanto ganha Mario Draghi, o redutor-salarial-mor do banco central!? Quantas vezes o salário mínimo italiano ganha ele!?

No respetivo portal não se encontrou qualquer referência às mordomias desta gente. Se o leitor ou leitora aqui as encontrar levará a devida chapelada http://www.ecb.int/ecb/html/index.pt.html.

E são estes que recomendam mais empobrecimento a quem já vive mal! Pior, tais "economistas" não percebem, cegos pelas contas soberanas e pelos equilíbrios macro, que quem tem micro salários tem micro empenhamento profissional.

Tais luminárias não alcançam que salários tão baixos conduzem as Pessoas que vivem na mó de baixo a remar contra a maré que os quer afogar? A receita de Draghi, Constâncio e quejandos leva os mal pagos trabalhadores a trabalharem o menos possível, a borrifarrem-se em fazer bem ou fazer mal e à sua total indiferença pelo sucesso das empresas.

Com milionários desta laia a recomendarem miséria a concidadãos europeus, a Europa não vai sair do aperto. Pelo menos os países em aperto, pois este empurrão para tecnologias primárias, cada vez os afasta mais dos grandes. Estes utilizam tecnologias sofisticadas, exploradas por quem tem salários dignos, estimulantes de criatividade, dedicação e esforço continuado.

Serão estúpidos e ignorantes todos estes Draghi? Claro que não; são apenas vendidos aos ventos dominantes, mercenários ao serviço dos impérios bancários, vendidos aos grandes grupos industriais e serviçais da deglutição das pequenas econonmias nacionais.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Contraponto contracorrente


O povo português, cuja religião mais difundida é o coitadinhismo, tem como ritual de eleição a catalogação de mazelas, padecimentos e outros pungentes lamentos.
Tem, porém, de lembrar-se de certo senhor.
O dito senhor, de vez em quando, quando o rei fazia anos, chegava ao trabalho com bocejos sem parar e o lamento habitual:
- Esta noite não preguei olho, estou aqui que nem posso… vida a minha…
Cansada da periódica lengalenga, uma colega, um dia, pô-lo na ordem:
- Oh pá, vens com essas lamúrias, mas quando passas noites regaladas nunca cá chegas a dizer que dormiste que nem uma pedra!

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Quão picante?




Quantas vezes, ao fazer o pedido de um prato picante, teve dificuldade em entender-se com o empregado de mesa?

Especialmente nos resturantes indianos, goeses ou mexicanos o diálogo assenta, frequentemente, em  muito picante, até berra ou uma coisita suave.

E o desconforto com os que nos servem, a satisfação ou o beber à pressa para apagar o incêndio bocal também ocorrem na proporção direta do desconhecimento da intensidade do picante.

Pois isso pode acabar se tiver em conta a tabela seguinte, uma escala entre um picante verdadeiramente incendiário e o benigno pimento português!

E bom seria que aqueles restaurantes tivessem uma moldura ao lado do horário com esta Escala Scoville:

Unidades Scoville
Tipo de picante
15 000 000 - 16 000 000
9 100 000
2 000 000 – 5 300 000
Spray de pimenta padrão pepper spray[2]
1 400 000
1 300 000
1 000 000
855 000 - 1 000 000
876 000 - 970 000
350 000 - 577 000
100 000 - 350 000
100 000 - 350 000
100 000 - 200 000
Jamaican Hot Pepper[2]
50 000 - 100 000
30 000 - 50 000
10 000 - 23 000
5,000 - 15 000
5 000 - 10 000
Wax Pepper
7 000 - 8 000
2 500 - 8 000
2 500 - 5 000
1 500 - 2 500
Pimenta Rocotillo
1 000 - 1 500
600 - 800
500 - 1000
100 - 500
0
Não-picante, Pimentão (br.)/(Pimento, pt.)[2]



Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_Scoville

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

4ª manifestação pela ética e contra Relvas




Realizou-se hoje, às 19H00, frente à Assembleia da República, mais uma manifestação em defesa da ética e dignidade políticas, com a demissão de Relvas como catalizador.

Vinte Cidadãos com muitos cartazes enfrentaram a indignidade da inação do presidente da República, da presidente da AR, do PM e dos deputados face às mentiras do ainda ministro.

Estas figuras fazem figura de corpo presente em vez de defenderem a dignidade das instituições, desenvolvendo diligências e tomando decisões para que Portugal não sejam visto como um país na mão de chicos espertos.

Aqui ficam imagens dos que querem um país digno com gente séria a representá-lo.






domingo, 5 de agosto de 2012

Egito – Tv contra civilizacional


 

Egito: Maria TV emprega apenas mulheres cobertas por um véu. http://expresso.sapo.pt/maria-tv-o-canal-que-so-emprega-mulheres-de-veu=f743946#ixzz22b1LIJc6

Também podia ser chamada Tv  terror. O terror da obediência cega a mitos e a mitómanos de longas barbas, o fim da liberdade de pensar, de agir e de vestir. E o fim da esperança pelo qual o povo ansiou na Praça Tahir.

Todas as egípcias ficam mais longe da civilização; mais pobres, mais presas, reféns de um anacronismo de fachada dita religiosa, que é, de facto, uma tacanha forma de as enterrar vivas.



Entretanto, por cá, as burcas têm outra forma, outra finalidade, o negócio é outro. São burcas também civilizacionais, estas de natureza pictórica, mascaram gente que mais parece múmia de conserva em pote com nome francês.

Camuflam a idade e a autenticidade, emporcalham caras e fingem que ser é parecer.

O "modelo" máximo está estampado em três camadas de besunto no simulacro de jovem de Judite de Sousa. É o espantalho mais simbólico da manipulação com que se cativa o segmento Cavaco.

Lamentável Egito!

Lamentáveis televisões de Portugal

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Porra!!!


sábado, 4 de agosto de 2012

Metesse-se ela lá com a sua sopa!



A bicha estava mais lenta que o costume e ela tamborilava com dedos nervosos no balcão. Repetia que o serviço estava lento, muuuiiito lento, muuuiiito lento minha querida [para a empregada], repetiu, repetiu.

A empregada, cara fechada, cara de dinheiro curto, filho doente ou cornos recentes, ainda justificou:
- Verão, férias do pessoal…
O seu pedido cruzou-se com o meu e de abalada ainda rezingou para dentro do balcão:
- A sopa deste cara ainda fica gelada…
A empregada fez menção de me dar uma outra sopa, acabada de tirar da panela:
Eu dou-lhe outra sopa… para dar saída à tirada da cliente à cata de solidariedade para a sua pressa.
Há gente muito metediça; porque carga de água não deixou ela a minha sopa em paz!? O cara gosta de sopa morna! Mesmo com a antiga ainda tive de esperar largos minutos para que arrefecesse.
Abelhuda dum raio, que me queria de mucosas queimadas…