quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Impunidade volta a atacar



O vice-presidente da Caixa Geral de Depósitos, Norberto Rosa, de 56 anos, foi abordado cerca das 21.00 por dois homens numa zona residencial que, sob ameaça de arma, o conduziram a duas caixas multibanco onde fizeram levantamentos com três cartões. http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2158205

Será que com a patologia a beliscar gente influente na sociedade portuguesa, influencia outros influentes para tomarem medidas firmes de combate ao crime e à impunidade!?

?????

Sem finca-pé não há líder



Revolta no PS impede Seguro de votar ao lado do Governo
Direcção do PS queria votar a favor da proposta que ontem o Governo apresentou para diminuir o impacto dos cortes nos subsídios em 2012. A bancada socialista revoltou-se e, depois de um debate entre vários deputados via e-mail, Seguro e Zorrinho viram-se obrigados a um volte-face: o PS absteve-se. http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2155015


O secretário geral do PS acaba de perder o pé.

O seu gesto lembra a amarga impotência de Ledru-Rallin:

Tenho de segui-los, sou o seu líder.

Doravante qualquer um lhe bate o pé e é uma questão de tempo até o inseguro António José ser apeado.

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Um jornalista anticorrupção



Entre a cunha e a corrupção, o Público de domingo traz uma mão cheia de casos.

Pela pena de José António Cerejo já chegaram ao conhecimento do povo muitas traficâncias, já foram desmontados enredos interesseiros e não seria surpreendente se já tivessem caído alguns figurões.
Aliando a determinação à investigação, os seus trabalhos mostram uma mancha que a democracia não tem querido combater eficazmente. Quem diz democracia diz o direito penal que em tantos casos dá primazia aos procedimentos em detrimento dos factos. E quem diz direito diz legislador…
Já agora, quem é o legislador!? Siga o leitor a linha legislativa e encontrará a meada! Ou, se preferir, a teia, a teia de interesses que fazem a lei assim e não assado, pelas mesmas razões que há tanta gente a querer escutas esturricadas.

Enquanto não tivermos políticos convictamente centrados na ética não teremos ágeis leis anticorrupção e José António Cerejo muito terá que escrever.

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domingo, 27 de novembro de 2011

Papa católico prevarica

Obrigado Rui, pelo alerta.

Até prova em contrário, o senhor Ratzinger não está acima da lei nem o céu tolera o pecado da insegurança rodoviária.

Que mau exemplo de quem tanto prega e tão pouco cumpre!


Benfica um – Crime zero


O Benfica ganhou no campo e espero que alguns vândalos ganhem juízo na cadeia.
Provocaram um incêndio no Estádio da Luz e o Estado de Direito, o que dele ainda sobra, deve caçar os criminosos e puni-los exemplarmente.
Só assim Portugal ganharia.

Todavia, receio que nada aconteça, pois enquanto se fala no fosso e nas claques, no crime e nos 15 minutos que durou a sua extinção, não se fala nos tróicos nem nos cortes nos medicamentos, nem na terceira tranche, nem nos 23% do IVA nas fraldas, nem nos ansiosos pedidos de PPC ao regime angolano, nem na auspiciosa retoma em 2015.

Nem, nem, nem…

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sábado, 26 de novembro de 2011

Arte vadia em Almada

Este esboço está num recanto esconso e sugere dicotomia:

 Vandalismo de beco ou Arte vadia?



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A ilusória greve geral de ontem

Tudo isto, sem o acrescento de uma só vírgula, salvo a enfase no encarnado do texto, é um produto ideológico do PC, que explica parcialmente a convocação da greve de ontem e as ilusões sobre a adesão "monumental".



11. Um PCP mais forte. Condição fundamental para a alternativa de esquerda

A vida comprovou que não há alternativa política nem política alternativa sem o PCP. A questão mais urgente, mais necessária e mais decisiva para tornar sólida e credível a construção de um outro rumo para a vida política nacional é o reforço do PCP e da sua influência social, política e eleitoral.

Reforço que reclama uma mais profunda ligação aos trabalhadores e às populações, uma mais activa acção e iniciativa políticas, um papel mais enérgico na dinamização da luta da classe operária e dos trabalhadores, mas também da juventude, das mulheres, dos agricultores, dos intelectuais e quadros técnicos, dos pequenos e médios empresários, de todos os que sentem a marca injusta da política de direita realizada contra os seus direitos e interesses.

http://www.pcp.pt/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=32864&Itemid=763

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Obama de monco caído


Obama amnistiou dois perus http://pt.euronews.net/2011/11/24/obama-amnistia-dois-perus-no-thanksgiving/


E fez um discurso engalanado, recheado de retórica, a sua especialidade.

Para isto o homem serve, é um autêntico peru de monco caído.

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Coisas do Norte, carago!

Caminho de Santiago  Certificado


Chamariz de grande sucesso: casa cheia!


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pequenez de saltos altos

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A propósito do jogo com o Benfica, ontem, ouvi comentários em futebulês sobre o treinador do Manchester United a que só faltou a mesura provinciana.

A torto e a direito lá vinha o anacrónico título nobiliárquico do senhor Alexander Ferguson, como se o falante fosse britânico dos quatro costados. Diz-nos a Wikipédia que Sir é superior a baronete, inferior a barão, e significa aquele que tem domínio sobre algo ou alguém.

O homem saberá da poda, pois se assim não fosse não seria treinador no mesmo clube há um quarto de século. Mas tivessem os ditos comentadores e jornalistas idêntica qualidade profissional e não bajulariam a titulação de uma inútil monarquia.

Nem se autoflagelariam com tal subserviência a um regime ademocrático.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um espetáculo de estratégia

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Lembro-me, há um bom par de épocas, de ver a bola como que besuntada de mel, a arrastar-se entre os jogadores, colada a  eles e raramente fluindo na direção das balizas.

Hoje foi muito diferente, sem quaisquer comparações.

Hoje, o Benfica jogou futebol de primeira com o Manchester. Empatou, mas tudo fez para trazer a vitória para Portugal.

Estão de parabéns os atletas, mas também Jorge Jesus, que adoptou uma estratégia de movimento conquistador.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Nu político


Primeira, a primeiríssima, foi a Cicciolina, que exibiu as mamas para fazer agitação. Isto há muitos anos; e o método mamário chegou mesmo à nossa Assembleia da República.


Mais recentemente um movimento ucraniano também nos chamou a atenção para causas sociais e políticas através de mamas de muitas belas mulheres.

Chegou agora a vez dos chineses, que também enveredaram pelo alerta em nu.

Se a moda pega será que teremos as avenidas cheias de gente em pelota!? Vivendo-se tempos de aperto, antevejo manifestações de grande impacto, agitando mamas até que a vida fique mais folgada.

???

domingo, 20 de novembro de 2011

Cinto de segurança segura vidas

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O impacto foi tão forte que o carro partiu-se em dois, espalhando destroços num raio de mais de 80 metros. Joaquim Barbosa viajava no banco traseiro sem cinto de segurança e terá tido morte imediata. O condutor, de 40 anos, partiu uma perna e sofreu contusões e golpes. O passageiro que viajava no banco da frente, de 29 anos, teve apenas ferimentos ligeiros. http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Paredes&Option=Interior&content_id=2135753

Por mais avisos, notícias e multas, os portugueses continuam a acreditar na sorte. A sorte macaca, sempre que não põem o cinto de segurança.
É mais difícil colocar o cinto no banco de trás, pois é! E quem vai no meio pior ainda, pois claro, mas demora só mais uns segundos. Nada que atrase o jantar, a festa de anos ou a chegada a Marvão.

 Como se demonstrou mais uma vez neste acidente fatal.
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sábado, 19 de novembro de 2011

Tetas mal ajeitadas

O facto é iniludível; há uma grande diferença entre uma teta, mesmo que piquinina, e uma tetina.

Tal como é abissal o fosso entre texto escorreito e prosa a metro!



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ministro descontrolado?


Chegou por meile e se a foto é autêntica, sem efeitos especiais para manipulação política, fica a pergunta:

Como é que um tão controlado e cansativo discursador ministro espatifa a imagem de pessoa impassível, recatada e ponderada!?

???

Cuba – Ditadura racista

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Democracia em Cuba só depois de resolver problema racial http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=2129514

Já não bastava a miséria do povo, eternamente desculpada com o bloqueio americano, e esta desgraça aí está desmascarada.

Uma frase bombástica dos manos ditadores era a da construção do homem novo.

Além de ter conduzido os cubanos à miséria, o regime erigido sobre o assassínio, cultivou o racismo, segundo o estudo do também cubano Juan Benemelis.

Que homem novo é este que espezinha o seu igual!?

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Passos Coelho pindérico


O primeiro-ministro defendeu que Portugal será mais competitivo no curto e médio prazo "se os custos relacionados com trabalho tiverem muita contenção" http://aeiou.expresso.pt/#ixzz1e0i7ougp

Só uma cabeça recheada de mitos pode acreditar numa coisa destas. Nem Portugal está no extremo Oriente nem a eficiência se melhora à custa de redução de salários.

O "afilhado" político de Ângelo Correia e seu funcionário nas empresas daquele, é ignorante quanto a economia e analfabeto cultural.

Que leia Os Miseráveis, de Victor Hugo!

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Bom título de má notícia

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Ministério foi "entregue a um escritório de advogados" http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2128560&page=-1

Quem o diz é o Bastonário da Ordem dos Advogados, acusando a ministra da Justiça de atafulhar o seu gabinete com advogados amigos e familiares.
O título é poderoso, um estaladão na veemente Paula Cruz.

Porém, a notícia fragiliza-a e prenuncia turbulência enquanto ocupar o lugar. Um membro do governo não pode esquecer a mulher de César, nem mesmo uma mulher.
Bafejar os mais chegados, chagando a isenção, é um bafo que cheira a esturro.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Fórmula de ratice PS


Ratice em três tempos:

Primeiro Seguro, com aquela pose de estadista de ópera bufa, exige que o governo, no próximo ano, só corte um subsídio à função pública.

Na segunda etapa chega a reação do clube PPC: tira o cavalinho da chuva, que nós bem sabemos que tu queres é ficar bem no retrato.

Finalmente, a tática de parir um rato veio sob a forma de encomendado título de jornal:

Troika e Governo forçam PS a desistir de salvar 1 subsídio
http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2126009

Coitadinho do A. Seguro, que queria tanto ajudar os funcionários públicos e os troicos não deixaram...

O PS foi forçado a meter a viola no saco com a mesma força com que fez uma proposta inaceitável pelo governo. Tivesse este acedido à ratice e o PS agitaria o título de herói do subsídio.  

Com folga orçamental ou sem ela, o PSD nunca daria trunfos ao Partido Socialista. Socialismo de treta, claro, pois se o PS o fosse efetivamente teria dignidade suficiente para não fazer este jogo provinciano.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Agora sim, acalmei!



O quinto golo de Portugal tranquilizou-me, mas o sexto teve um efeito verdadeiramente sedativo.

Depois do susto do segundo golo bósnio taquicardia. Com o nosso quarto abrandou, mas pouco.

Agora que temos o apuramento garantido, desejo-vos uma noite muito bem dormida: o sono dos justos...

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A burocracia dos interesses



Burocracia, números redondos, é a adoção formal de métodos e procedimentos complexos, desnecessários e inúteis, tantas vezes onerosos, que dificulta a relação dos Cidadãos e das empresas com o Estado regulador.
Claro que não é preciso ser um inspirado Max Weber para perceber que os Estados, as empresas e instituições várias carecem de mecanismos que lhes permitam cumprir as suas missões.

Trate-se de apuramentos estatísticos, desenvolvimento de produtos ou o registo comercial, são definidos processos para que tais fins sejam alcançados. Com mais ou menos formalização, integralmente informatizados ou não, todos têm custos.
Porém, os processos tanto podem ser gratuitos para os destinatários, como ter preços de utilização que cubram os respetivos encargos. E também os há com preços leoninos, em que o tarifário da sua utilização supera largamente o custo de produção.

É evidente que nem sempre o custeio é pêra doce, especialmente num país sem uma cultura de contabilidade analítica na sua Administração Pública. E se não há cálculo do custo de um processo usa-se o olhómetro e as taxas cobradas pelos serviços prestados têm uma dimensão estritamente política.

É o que acontece nos nossos registos e notariado, de que aqui ficam dois exemplos.
O registo de nascimento é gratuito e é um excelente exemplo de como a cidadania prevalece sobre o custo da operação. Já os 360 € da constituição de empresa na hora não se sabe que relação terá com o custo dos fatores de produção.

Interesses

Não se trata aqui de corrupção, mas de simples corporativismo com cordelinhos políticos.

Não há muitos anos, constituir uma empresa era uma dor de cabeça, com o processo de legalização fragmentado, em que o investidor tinha de andar de porta em porta a mendigar urgência. A caricata exigência de três cheques para pagamento de três operações a três diferentes entidades era então um símbolo anacrónico.
Na conceção do novo processo, já com Sócrates, a integração foi contestada com muitos argumentos esgrimidos a favor da manutenção das capelinhas. Estavam definidos os interesses de então: notários e conservadores não viam razões para mexidas. Aliás, a empresa na hora foi uma iniciativa governamental, pois a então Direção Geral respetiva nada inovou de relevante em muitas décadas.
Porém, acabaram por prevalecer outros interesses com o governo socialista: o dos agentes económicos e o da economia nacional.
Esperemos, agora, que não haja retrocesso na simplificação, na informatização e no ponto único de contacto. E que os interessados nos emolumentos, esse salazarista novelo que tanto empeça Portugal, não voltem à mó de cima.

domingo, 13 de novembro de 2011

Obra coentrã


É tubarão no mar alto,
com fama de ter coragem;
emergiu em sobressalto,
deu à costa na Portagem.


Comilão insaciável
do melhor das nossas costas,
tem desfecho mastigável,
retalhado em brancas postas.


Alentejana receita,
essa arte meio mourisca,
dá a fragrância perfeita
mesmo à fera mais arisca.


Sendo brutal, contundente,
deixa muitos num frangalho.
Alentejo lhe faz frente
com coentros, sal e alho.


Bicho cruel, sorrateiro,
amargou caldo agoirado
numa terra de sequeiro,
em panela envinagrado.


E o marinho predador
em lume brando finado,
filou tempero vingador
numa alhada marinado.


Fingindo ser lixa, cação,
o tubarão destemido
perde voraz reputação,
no Alentejo comido!
 


[Portagem Concelho de Marvão]


Manuel A. Madeira
10 Novembro 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A "governanta" dos notários

No OJE de anteontem, João Caiado Guerreiro, advogado, dava-me a notícia de que a ministra da justiça se prepara para reinstalar o monopólio dos notários no reconhecimento de assinaturas e de outros atos muito relevantes para Portugal.

Diz que, a pretexto de "restaurar o núcleo essencial de cada profissão jurídica", a ministra pode causar danos em processos simplificados pelo Simplex, como a  constituição de empresas.

Desenho de Quino


Um doença nacional é a sanha de quem chega ao governo em destruir a obra anterior.

Sócrates é um aldrabão, enterrou ainda mais Portugal, mas é uma verdade indesmentível que fez um esforço notável de desmantelamento de muita da nossa burocracia. Mais que burocracia, o que impera nos registos e notariado é uma teia legislativa, de emolumentos salazaristas e contas que poucos entendem, tudo ao serviço das profissões do ramo.

E isso José Sócrates superou, não derrotou, como esta notícia demonstra, pois os interesses corporativos estão novamente a deitar as garras de fora. E já conquistaram a aguerrida governante, que quer demolir obra boa. Para mal dos portugueses.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Contra um principado de robalos



O julgamento do processo Face Oculta arrancou, esta terça-feira de manhã, no Tribunal de Aveiro, com exposições introdutórias dos vários intervenientes processuais. O procurador do Ministério Público surpreendeu ao exibir imagens da entrega de dois Mercedes, por parte do empresário das sucatas Manuel Godinho. http://www.jn.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=2108213&page=-1

Há tanta gente com os carros a pedir reforma e ninguém lhe passa as chaves do mais pequeno quatro rodas!

E estes carrões logo foram parar ao colo de gente bem instalada. O milagre de um benfazejo: uma obra de caridade...

A sanha dos mais elevados escalões da "justiça" em esturricar as escutas telefónicas deste processo lembra muito os tempos em que só a arria-miúda passava pelo banco dos réus.

Estamos perigosamente a enveredar pela aristocracia dos interesses, pelo principado dos intocáveis e pela oligarquia de sucateiros.

Não tivéssemos procuradores e juízes corajosos e incorruptíveis e esta já seria uma república faz-de-conta.

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Uma folhita de alface

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O Gil, fingido cigano,
intriguista venenoso,
atira pedras, magano,
à boa amiga Cardoso.


Diz ele com um trejeito,
que ela recusa fritura,
não come nada de jeito:
só alface com fartura!


Vesícula insolente,
com manias comezinhas,
rejeita vinho, aguardente,
impõe frisadas, tenrinhas.


A resposta foi profunda,
repondo veracidade.
Numa lambada iracunda
anunciou frugalidade.


Uma dieta ligeira,
de alface em meias folhas,
trata gases e coceira
de malandros e zarolhas.


Curo achaques figadais
com hortelã e ervinhas
em tisanas multicanais,
meio dedal às pinguinhas.


Maldizer também te calo
com essa planta bendita.
Dou-te borras de cavalo
servidas numa folhita.



Manuel A. Madeira
4 Novembro 2011

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cartilha

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Alfobre de benquerenças
fecundadas com folgança,
suor, abraços, diferenças,
tingidas a tinto e papança.


Sem mercantil atoleiro,
o finca-pé da cartilha
é custo zero costumeiro,
alicerce de sã partilha.


E sempre por maus caminhos,
boas mesas celebrando,
com iscas, bogas, copinhos,
todos iguais abraçando.


Sejam pretos, arianos,
mouros, galegos dragões,
pardos, gordos e ciganos
ou magros, pencudos, gingões!


Não aventamos detritos
e nada se traz do campo:
raras peras, poejitos,
um ou outro figo lampo!


Nunca se culpam os guias
de desnorte ou imprevisto,
nem das soberbas enguias
lá numa aldeia de xisto…


Isto é o caos! foi berrado.
No grupo errante – alarido!
Veio de valente alquebrado:
tinha sido o CAOS parido.




Manuel A. Madeira
18 Outubro 2011


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Falsa mas inspirada

Sem comentários para não mutilar o humor.


Portugueses perguntam se Duarte Lima não quer ir “mostrar” Maricá à senhora Merkel
http://www.imprensafalsa.com/305158.html

[Falsa é nome do pasquim]

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Espremedela

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O Xico medianeiro
foi do telefone arredado,
no ano do CAOS terceiro,
por eletrão destronado.


Rui Faria sem bravatas
juntou bytes e atalhos
atou amigos a datas,
apontou montes, bugalhos.


Finado num piscar de olhos,
demandou por nova alma
num portal livre de escolhos,
caindo nas graças do Palma.


Chegado à Ning, migrante,
amargou postiço letreiro:
borbulha desintegrante
em vez do CAOS por inteiro.


Portugal utilizado
como abelhuda farpela
e o CAOS menorizado,
é urgente a espremedela.


Até o pobre do burrito,
marca do CAOS sempre à espreita,
foi escorraçado, proscrito:
há que sanar a maleita!
 

Assim que seja espremida,
no portal botando o burro,
a identidade assumida,
restaura-se o CAOS casmurro.


Manuel A. Madeira
20 Outubro 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

Dois ínúteis e um hotel


William e Kate vão viver no palácio da princesa Diana (JN)

Meio mundo vive em três assoalhadas, meia África sem água canalizada e grande parte da população mundial vive do seu trabalho.

E estes inúteis marmanjos, só por serem atração turística, vão ocupar um casarão que seria muito bem aproveitado como hotel low cost.

Viva a República!

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VCC



Tanchagem cura catarro,
diz um certo curandeiro,
mestre de pinga e pigarro,
caótico fiandeiro.

Como ele outros decanos,
à meia-encosta e no cume,
saboreiam ares serranos,
sorvem fedor e perfume.


No Círculo cultivando
cheirosas Atividades,
Oxigénio tasquinhando,
filam Sol e amizades.


Cada qual com seu talento,
são fundadores pioneiros,
dão a mão, nozes, alento,
põem troncos nos ribeiros.


Papam léguas e queijinhos,
burlam bolhas com gracejos,
caldeiam quedas e espinhos,
calam suor com poejos.

Sinal de muitas andanças
abrindo, cerrando cancelas,
partilham suas lembranças
com primas e magricelas.


São do CAOS tecelões
entre fragas e chalaças,
da tradição guardiões:
velhinhos cumó caraças.




Manuel A. Madeira
24 Outubro 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Remédio

Lavrou chibante receita
Um doutor com todo o esmero;
Era para certa moça,
Que ficou sã como um pêro.


"Tão cedo! É milagre!" (assenta
A mãe, que de gosto chora).
"Minha mãe, não é milagre,
Deitei o remédio fora."


in
Bocage - Antologia poética
Editora Ulisseia, 1985

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Beleza dos antípodas

Vieram do outro lado do mundo, mundo diverso, um belo mundo.

Arte vadia, Melburne

Encima um portão de Warmbool

Embora de inspiração aborígene tem autoria "aussie".
John Pizza's Bar, Coober Pedy

A abelha terá mais de um metro de comprimento,
alcandorada num socalco de um alto edifício à beira rio Yarra, Melburne.

"Aussie's art"
John Pizza's Bar, Coober Pedy

Dingo no Prairie Hotel, Parachilna

terça-feira, 1 de novembro de 2011

França copia Portugal

Activistas seminuas protestam contra Strauss-Khan http://www.jn.pt/paginainicial/

"Em França, se um homem tem dinheiro e poder, a lei não é feita para ele", disseram as activistas