sexta-feira, 10 de maio de 2013

Suspender as reformas dos políticos no ativo

 
Todas as reformas
De todos os políticos
De todas as instituições
 


Incansáveis, as mensagens sobre as reformas do Cavaco, da Assunção e da Cristas, do Mira Amaral e de tantos outros aparecem uma e outra vez, vezes sem conta.

E estas criaturas, todas com poder, enroscam-se como bichos-de-conta à espera que a onda passe.

No topo, o que faz de "presidente", esquece que lhe cabe, pela Constituição que invoca para não perturbar interesses instalados, cerzir o "normal funcionamento das instituições". Como se fosse normal ter duas reformas em vez do salário que a República lhe quer pagar. Um Presidente vertical e com sentido de Estado só esse receberia. E também faria forte pressão para que nenhuma lei permitisse que políticos no ativo abocanhassem reformas intempestivas.

E a Esteves, a fingida chefe da casa da Lei e reformada juvenil, tivesse um pouco, um pouco apenas, de vergonha e dignidade, moveria montanhas até serem revogadas as normas que atribuem reformas a gente na força da vida e a trabalhar. A honra, D. Assunção, a honra e não rodriguinhos juris disto e juris daquilo, não justifica com leis o que a legitimidade nega. E a vergonha impediria que "recebesse" o que falta a muitos dos seus concidadãos.

A verdade é que nos lamentamos, choramingamos e gesticulamos, mas cruzamos os braços. Nós, o povo, calamo-nos. Resmungamos, os mais desabridos ainda berram nos cafés e fazem gestos digitais para esta classe política, mas não passa disso. E os partidos que dizem defender os sem voz e os sem mando também nada fazem. É a panelinha regimental: hoje te defendo a ti que amanhã nunca se sabe... PC e BE com a viola bem encafuada, igualmente sem honra nem verticalidade.


O desafio é vencer esta mórbida resignação e bater o pé aos políticos, a todos eles, em pé de igualdade, cara a cara, afrontá-los e enfrentá-los até à extinção das suas mordomias imperiais, anacrónicas, leoninas. Sejam as do parlamento, do Tribunal Constitucional, do Banco de Portugal e por aí fora.

Vamos construir uma plataforma para
 
Revogar todas as leis das reformas de políticos no ativo.

Chamem-se o que se chamarem, subsídios disto e daquilo, de fugazes funções aqui ou ali.

Quando deixarem de trabalhar, MESMO, então que as recebam, sem acumulação retroativa.

 
!!!!!

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