quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pavonear-se no Japão de olho em Portugal


Expresso, 5.Julho.2014

Assunção Cristas foi ao Japão e a sua deslocação poderia justificar elogios. Fosse ela abrir portas ao atum português ou vender cerejas da Gardunha. Se ali tivesse colocado fruta do Oeste, Azeite de Moura ou ostras de Aveiro palmas lhe seriam batidas.

Mas não, a ministra da agricultura foi ali pavonear-se, como mostram as imagens. E não vale a pena publicitar que pediu a uma universidade nipónica o estudo da aquacultura do atum. Há lá uma embaixada portuguesa...

Lembra lá ao diabo ir a um mercado japonês nesta figura!? Muniu-se de galochas como se fosse carregar tunídeos. E para que serviu o colete refletor?

Para melhorar a foto, apenas para lhe dar maior visibilidade, destacando-a, por contraste, dos profissionais locais de roupas escuras!!!

Em sua defesa, ainda algum incauto simpatizante pode alegar que os seus interlocutores japoneses lhe terão oferecido a jaqueta laranja. Pode, pois pode, mas também ela poderia ter declinado delicadamente a simpática oferta. Ou simplesmente tê-la passado ao assessor de imprensa para lha guardar como recordação. Afinal os ideogramas até podem ser o seu nome...

Porém, Assunção Cristas está permanentemente em campanha publicitária. Faz de si própria um produto em constante promoção. Mesmo no Japão, pelo que a foto da sua visita ao mercado terá sido captada por operador de câmara que levou na comitiva.

A verdade é que a senhora tem a grande obsessão de dar nas vistas. Ainda há dois anos, no arraial do Continente na Praça do Comércio, lá estava sempre debaixo do olho eletrónico da câmara de vídeo.

Visita de Cristas ao picnicão SONAE, 16.Junho.2012

E esta imagem de autor e local desconhecidos corrobora a sua veia propagandística.


Falta, porém, saber qual o propósito de tamanha propaganda, se substituir o Portas no CDS ou singrar em águas mais venturosas.

O que também não se sabe é de onde sai o dinheiro para pagar fotógrafos, jornalistas acompanhantes e operadores de vídeo. 

Expresso, 5.Julho.2014

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