terça-feira, 13 de abril de 2010

Desonesta omissão sindical

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Esta faixa estava quinta-feira na Av. da Liberdade.

– Exigimos salários justos.
– Reivindicamos n% de aumento.
– Não temos aumentos há x anos.
são afirmações que se ouvem e lêem frequentemente e ainda há dias os pilotos da TAP exigiram e obtiveram aumentos salariais. Soube-se agora que será de quatro milhões de euros o aumento da sua massa salarial, mas na altura das negociações houve absoluto mutismo sindical. Aliás, pior do que silêncio, fizeram passar a mentira de que iriam ficar-se pelos 1,8% dos outros trabalhadores da empresa acrescidos dos acréscimos de produtividade.

Só não disseram de quanto eram esses acréscimos...

É apenas um exemplo das práticas sindicais de manipulação, de opacidade e de camuflagem. Os porugueses, em casa, não têm os mais elementares dados que lhes permitam ter uma opinião sobre cada uma das reinvidicações que chegam à televisão.

Especialmente quando se trata de classes profissionais que já estão acima da média nacional de rendimentos. Quanto aos sectores onde imperam os baixos salários a questão não se coloca, pois os seus aumentos são de migalhas e não suscitam quaisquer reservas.

Os sindicatos, sempre tão prontos na crítica, bem podiam adoptar transparência nos seus actos. Talvez assim contrariassem o pântano de descrédito em que se deixaram cair.

Já agora, alguém sabe quanto recebe o Carvalho da Silva da CGTP, o João Proença da UGT e respectivos adjuntos, assessores e directores destas centrais sindicais?

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