domingo, 9 de setembro de 2012

Tu


Não temos no CAOS senhores
nem sequer senhoras donas.
Por cá não moram dôtores,
muito menos figuronas!



Linhagem, bazófia, brasões,
estatuto, certificados:
vazias quimeras, grilhões!
– Cativeiros antiquados…



Somos simples companheiros
sem canudos, etiquetas,
sejam ricos adegueiros,
ou pedagogas forretas.



Veterano calejado
e a cachopa tenrinha
usam tu como cajado
ao saltar a ribeirinha.



Entre estevas e verdura,
o sabido feiticeiro
adoça má catadura,
seduz o mais regateiro.



Trilhos fora tuteando,
tutear de andadeiro,
todos iguais enlaçando
com o tu hospitaleiro.



Sem balofa gentileza,
bons afetos cimentando,
é do CAOS a fortaleza,
todos por tu se tratando.




Manuel A. Madeira
6 de Agosto de 2012

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