sexta-feira, 13 de abril de 2012

O golpe sem máscara



O novo e previsível golpe aí está, desta vez sem disfarce. Ontem à noite as Kalashnikov e os RPG7 estilhaçaram a paz podre que pairava na Guiné-Bissau.

Veremos que fação suicida está a bombardear aquela martirizada terra. E veremos se os insurretos de há um ano são decapitados ou são eles a decapitar o que restava da aparência de Estado.

Depois da recente contestação à presença militar angolana, foi dado o passo seguinte, uma antecipação às medidas da reforma do setores de Defesa e Segurança.

Até agora não há  notícia de assassínios, apenas se sabendo que o presidente interino foi levado de sua casa por militares armados.

A CEDEAO e o Brasil já se pronunciaram contra esta sublevação, mas apenas em linguagem diplomática, coisa a que os golpistas ligam tanto como à constituição e às leis, às instituições e aos seus titulares, à pobreza do povo e à imagem externa do país.

Falta saber quem desencadeou mais este motim e o que têm feito os angolanos.

Este foi o texto escrito ontem. Não publicado.

E soube-se agora que o anterior golpista-chefe também foi preso pelos novos insubordinados. Quem com ferro mata...

O auto-intitulado Comando Militar assume as prisões deste, do PR e do PM e quer novas eleições. Até declara desejar "uma saída política para a crise e evitar que poder caia na rua".

A rua já está é pejada de despudor. A menos que a "comunidade internacioinal" aja com mão de ferro, a Guiné-Bissau voltará às trevas da idade média pelo gatilhos destes arvorados em senhores da guerra.

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